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Boas Festas 2018
Desejo a todos vocês, e aos vossos familiares, umas boas festas, caso celebrem esta quadra. Senão, um bom início de ano!
 
P.S.: Caso não reconheçam as personagens na imagem, trata-se da Lina, o Zanzan, a Momutte e a Garnath, do meu projecto “Alma”

O que 2018 trouxe

Este ano começou bem!
Como vos tinha falado comecei por esforçar-me por ir contra a inércia literária que tem tomado conta da minha vida nos últimos dois a três anos.
Logo no início de Janeiro, por nostalgia, comecei a reler o romance “Alma” que escrevi durante o NaNoWriMo de 2010. Está muito mau! Como temia vou ter de o reescrever quase de uma ponta à outra. Mas, mesmo assim, adorei começar a lê-lo porque me permitiu revisitar personagens que adoro e cenários que ainda me inspiram.
No entanto não cheguei a ler “Alma” até ao fim porque entretanto comecei a dedicar-me a outro projecto. E se não vos contei nada até agora foi por não querer dar a esperanças de lançar algo e depois acabar por não cumprir, como já aconteceu em ocasiões anteriores.
Não é nada novo. Lamento! Ainda não estou com a “Heroína 3” pronta para ser lançada. Na verdade dei-me conta que faz este ano cinco anos que lancei “Angel Gabriel -Pacto de Sangue”, o primeiro romance que publiquei em ebook (e único, até agora), e lembrei-me que já desde o início que queria publicá-lo em formato físico. Mas publicar assim como estava? Fora de questão? Por isso estou a rever todo o romance para o lançamento de uma edição especial de 5º aniversário, com capítulos extra, uma revisão profissional do texto, e muita garra!
Espero poder lançar a nova edição no dia 10 de Abril de 2018, no exacto dia do 5º aniversário, mas se não for nessa data será logo a seguir. Está tudo encaminhado!

E para quem comprou a primeira edição reservo também surpresas, que depois desvendarei a devido tempo.
Sei que não são as novidades que esperavam mas foi a forma que encontrei de voltar a envolver-me na escrita, na edição e na publicação. Tenho trabalhado todos os dias nesta revisão e nos novos capítulos. E estou a adorar!
Por isso espero que esta determinação continue bem depois de eu fazer o relançamento desta nova edição, e que passe para outros projectos que esperam e desesperam pela minha atenção.

Trarei mais novidades em breve. Está prometido!

Angel_sepia

Uma homenagem à Água

A água é um bem muito precioso e que devemos respeitar e do qual devemos cuidar constantemente, quer seja água doce ou salgada.
Trago-vos algumas ilustrações que fiz ao longo dos anos que ilustram ou se passam na água. Certas ilustrações estão relacionadas com projectos meus de escrita, outros não. Por favor notem que algumas já têm uns bons anos. 🙂
Podem vê-las todas AQUI. Espero que gostem! Fica só uma amostra:

Garnath a passear os cães na praia (romance
Garnath a passear os cães na praia (romance “Alma”).

Mas nem só nas ilustrações a água predomina, por isso convido-vos a ler “Miragem na Chuva“, um conto meu publicado na antologia “Tecendo Nós”, que podem ler gratuitamente AQUI.

Beijo Gay – a polémica

Vi hoje a “entrevista/confrontação” de Marília Gabriela, onde questionam a apresentadora sobre a fotografia tirada ao seu filho, Theodoro Wallace, no Carnaval: fotografia essa em que Theodoro beija um outro homem. Ora esta notícia relembrou-me uma ainda mais chocante, a meu ver, do início do mês, por causa da polémica causada pelo primeiro beijo gay transmitido numa telenovela angolana. Esta polémica em volta da telenovela “Jikulumessu” resultou na edição (leia-se corte) das cenas mais … chocantes.
Vejam a dita cena chocante:

E digam lá que não é uma parvoíce fazer alarido e dar razão a quem se manifesta contra uma coisa destas. O que é que há de chocante nisto? Pensava que eu que a sociedade estava mais evolúida que isso, mas parece que, em certa medida, estava enganada.
O primeiro beijo gay em telenovela brasileira, ao que apurei, foi entre lésbicas, num episódio de “Amor e Revoluçao”, em 2011. Por outro lado o primeiro beijo gay em telenovela portuguesa foi na Dancin’ Days, em 2013. Mas, tanto quanto percebi, já nos anos 90 no Brasil tinham tentado inserir uma cena em telenovela, que foi então rejeitada. Coisas recentes portanto.

Ora uma pessoa não tem que ser homossexual/lésbica para achar que a homossexualidade já não é tabu. Mas, por outro lado, compreendo que para muita gente isto ainda seja algo estranho. Isso, no entanto, não é razão para se censurar telenovelas, ou outro meio qualquer.

Beijo Gay - a polémicaJá na literatura, encontrar um livro com um protagonista homossexual/lésbico/bissexual começa a ser mais fácil mas ainda não está acessível a todos. No entanto cada vez mais existem personagens secundárias que o são.

Nas minhas histórias a maioria dos casais são heterossexuais, no entanto poderão ficar surpreendidos em saber que a protagonista do meu romance e BD Alma é bissexual.
– No conto “Segredos e Impulsos” Garnath envolve-se com uma mulher. Podem ler o conto na antologia “Um Toque de…“.
– No meu romance “Angel Gabriel – Pacto de Sangue“, Leyida, uma vampira, é lésbica. Podem ler o romane AQUI (vejam os distribuidores)
– Em “Através do Vidro“, na quarta parte existem vários casais homossexuais e alguns deles são estrelas principais desta parte narrativa (este trabalho ainda não está disponível para leitura).
– No “Água Mole em Pedra Dura” (romance em que estou a trabalhar) uma personagem é assumidamente bissexual, outra é homossexual e outra finge que não sabe que é (ou tenta negar-se).

E vocês o que pensam disto? Acham que estas são o tipo de cenas que devem ser censuradas? Questionadas em praça pública? Deixem os vosos comentários, leiam as histórias e digam-me o que acharam delas.

Sobre Pontos de Vista

Lembro-me de já algumas vezes tocar nesta assunto aqui no blog: Pontos de Vista. Hoje vou falar de um caso específico e de como, com o tempo, as nossas certezas se podem transformar em incertezas.

Escrita Criativa - o Relatório

Quando comecei a escrever, cheia de imaturidade literária e narrativa, testei várias formas de narração através dos pontos de vista. Existem muitos tipos de pontos-de-vista mas os principais são: escrita na 1ª pessoa, na 2ª pessoa e na 3ª pessoa (estes subdividem-se, mas foquemo-nos no principal).

A 2ª pessoa nunca usei e, sinceramente, tenho receio de usar. Até hoje ainda não li um livro que o usasse bem, a não ser aqueles livros em que podes escolher o teu próprio final.

A 1ª pessoa foi, desde o início, aquele que me saiu mais fácil: Na altura diziam-me que só quem não sabia escrever é que usava a 1ª pessoa, que era de preguiçosos e Yada, yada, yada … Até hoje, discordo. Aliás, cada vez discordo mais. Acho que a 1ª pessoa é a mais difícil de escrever BEM. É, certamente, a mais fácil de escrever no início porque muitas vezes vivemos intensamente as histórias que criamos, mas para escrever BEM na 1ª pessoa, temos um grande desafio pela frente. Mesmo muito grande!
Cada vez mais percebo isto e cada vez tenho mais receio de escrever na 1ª pessoa, pois temos de conseguir dar uma voz muito única, muito reconhecível a todo o texto. Não podemos escrever como nós, senão todas histórias que escrevemos soam iguais e o POV da 1ª pessoa deixa de ter um propósito. Por exemplo, acho que funcionou bem no Electro-dependência, no Dispensáveis e no A Última Ceia.

A 3ª pessoa foi, para mim, a mais difícil de maturar. A princípio tudo o que escrevia neste ponto-de-vista me irritva. Havia uma separação entre mim e o que estava a escrever e não conseguiu atravessar a ponte. No entanto, quanto mais testava esta narrativa, mais percebia que funcionava, que era a que me permitia melhor expressar as personagens e que obrigava a menos diálogos internos, menos Blah blah, blah.

E então porque decidi falar nisto agora? Simples! É que estou a ler o “Alma“, a versão do 1ª rascunho, que escrevi no NaNoWriMo de 2010, e a odiar cada frase que escrevi na 1ª pessoa, e a amar quase tudo o que escrevi na 3ª pessoa.

a ler Alma - ana c nunes

No dia 8 de Novembro de 2010, conforme efusivamente contado AQUI, eu tomei a brilhante ideia de parar de escrever Alma na 3ª pessoa e passei para a 1ª pessoa.É irónico como a razão que eu apontei para justificar esta mudança, é na realidade a mesma porque hoje acho que esse foi o maior erro que cometi neste 1º rascunho da história:
– Humor: O humor subtil que consegui escrever na 3ª pessoa funciona! Enquanto que até agora tudo o que li na 1ª pessoa de Alma não me provoca qualquer reacção de riso ou sequer sorriso. O humor perdeu-se em introspecções aborrecidas e info-dumps.

Alma tem tantas personagens e uma trama tão rica quanto subtil, e a 1ª pessoa rouba-a de personalidade, de diversidade, de intensidade mais que tudo!
Sinceramente não consigo entender porque, enquanto escrevia, achava que estava a funcionar.

Estou apenas a ler o texto, nem sequer estou a apontar erros ou o que deve ser mudado, não só porque quero ler sem me preocupar com as correcções, mas porque a verdade é que tenho vontade de riscar tudo!
A única coisa que acho que poderei salvaguardar do que está escrito na 1ª pessoa são alguns diálogos e, claro, a história central que está sólida. O que não está bem é o texto. Vai tudo sumir! KAPUFF!

a ler Alma - ana c nunes 2

Nunca pensei dizer isto mas, cada vez adoro mais a escrita na 3ª pessoa, e temo a escrita na 1ª pessoa, excepto para a escrita de contos que se focam numa só personagem, ou outras histórias de premissa semelhante. No restante, a 3ª pessoa é, quase sempre, a melhor opção. Não estamos limitados à visão de uma só personalidade, nem aos seus pensamentos, nem às suas características. E por mais que isso possa e funcione a favor da história em certas premissas, em romances (livros) raramente tem  o efeito desejado. Mas, claro, excepções existem muitas e boas.

E vocês o que acham? Prefere ler/escrever na 1ª, 2ª ou 3ª pessoa?

Projectos de Estimação

Antes de começa a escrever este post tinha em mente um certo número de assuntos, até que percebi que estava prestes a misturar alhos com bugalhos. Por isso ao invés de fazer um post enorme e com uma salada mista de tópicos, vou separar tudo em dois posts. O seguinte deve ser publicado nos próximos dias (sobre E-Publicação), enquanto neste vou falar apenas Escrita Criativa (para não variar, Hehe!).

Escrita Criativa - o Relatório
Gabriel, personagem do meu romance “Angel Gabriel – Pacto de Sangue”.

Projectos de Estimação

Quase todos os escritores (e artistas em geral) com quem já falei acabaram por, de uma forma ou de outra, mencionar um Projecto de Estimação (ou Pet Project como lhes chamam lá fora). e o que é isto de Projecto de Estimação? Em linha gerais é aquele projecto que o escritor/ artista tem especial apreço por. Aquele que nunca lhe sai da cabeça, que ele está constantemente a tentar melhorar e que, por isso mesmo, dificilmente alguma vez sente que o terminou. Ou seja, aquele que nunca está bem o suficiente.

E será surpresa para alguém que o meu Projecto de Estimação seja o “Angel Gabriel – Pacto de Sangue“? Possivelmente não.

Claro que eu escritor/artista pode ter mais que um projecto nesta categoria, e é bastante provável que tenha (“Alma“, estou a falar de ti!) mas há sempre um acima dos outros.
E a razão porque decidi falar disto é, como devem imaginar, porque tive uma experiência que se repete com frequência: Duvidar do que fiz!
Todo o escritor (ou quase todo) tem momentos em que acha que o que faz é uma porcaria (perdoem-me o termo) e isso é bom, se o soubermos canalizar para melhorar e não destruir o projecto em mãos, mas quando estes momentos de crueldade psicológica auto-proporcionada se tonam demasiado frequentes, é porque possivelmente temos em mãos um Projecto de Estimação.

Angel Gabriel – Pacto de Sangue” precisava de um novo início e foi isso que comecei a fazer, com gosto e dedicação. Estava confiante no que tinha para fazer e, mais que isso, estava inspirada, como há algum tempo já não ficava. Por isso foi com alguma surpresa que percebi, passados menos de 5 dias, que tinha escrito mais de 12.000 palavras novas. Doze Mil!
Pode dizer-se que fiquei com ‘cara de tacho’. E então veio o pânico.
Como é que podia justificar 12000 palavras num manuscrito que já tinha perto de 100.000. O que é que eu estava a fazer à minha história? Porque é que tinha de me lembrar de mudar outra vez o que já tinha dado como terminado?
Estas e outras perguntas surgiram assim que olhei para a contagem (impressionantemente até ali não tinha prestado atenção ao número de palavras que debitava no teclado, o que não é nada o meu estilo). Falei com um amigo, por alto, sobre o assunto e ele disse-me: “Isso soa-me a infodump.”
Pânico!
Uma parte de mim achava que não, que eu estava a usar o “Show, don’t tell” e que não tinha usado aquelas 12.000 palavras só para cuspir informação para o leitor. Mas a outra parte de mim dizia que eu estava a iludir-me e que aquilo era uma desgraça de proporções galácticas.
É isso mesmo, pessoal. Tornei-me uma Drama Queen!

Revisões e Opiniões

Não querendo perder-me em mais drama, fiz a única coisa que podia fazer: enviei os novos capítulos a duas pessoas que já tinham lido a versão anterior do “Angel Gabriel – Pacto de Sangue” e pedi-lhes a opinião.

Entretanto foquei-me nas revisões e, se as primeiras páginas me puseram os nervos à flor da pele porque queria reescrevê-las e sabia que não podia, à medida que ia avançando nos trabalhos percebi que, afinal aquilo não estava assim tão mau. Mas ler e rever um manuscrito com 280 páginas nunca foi fácil ou poderia ser rápido, por isso as datas que eu tinha definido para esta fase acabaram por ser ultrapassadas e ainda hoje estou a trabalhar nas revisões. Felizmente estão a correr bem e estou confiante que dentro de alguns dias esteja terminada a versão portuguesa e possa então focar-me na inglesa (a tradução vai demorar …).
Mas já dizia a minha mãe que “sem trabalho não se faz nada”.

Entretanto já recebi a opinião de uma das minhas maravilhosas beta-reader (e escritora), das que leu os novos capítulos, e consegui ficar um bocadinho mais descansada. Falta-me uma opinião de outra fabulosa beta-reader (e escritora) para que a Drama-Queen adormeça profundamente (ou acorde de vez).

E não posso finalizar sem agradecer às fabulosas pessoas que e ajudaram até aqui, às que ainda me ajudam e claro, a todos os que seguem e comentam neste blog. Vocês são fantásticos porque aturam os meus devaneios. Obrigada!
Quando o ebook for lançado eu compenso-vos. Prometo!

E para terminar duas perguntas:
Aos escritores: Qual é o vosso Projecto de Estimação? (se tiverem um)
Aos leitores: Quando é que sentem que um livro é demasiado grande?

O fim de um ciclo

Passaram já três semanas desde o meu último post, e por essa razão tenho de pedir desculpas. Não costumo deixar o espaço tanto tempo sem uma actualização, por mais pequena que seja, porque não gosto de sentir que o abandonei.
Vários foram os factores que me mantiveram longe do blog este tempo todo, mas não vou agora alongar-me em desculpas que nada irão melhorar. Mas chegou o momento de fazer algo que já há muito estou a adiar: a partir deste momento o Semanário entrará em pausa, sem prospecções de regressar nos próximos tempos (ou de todo).
Muitas são as razões para esta minha decisão e quase todas já aqui falei anteriormente, mas uma nova se sobrepôs às restantes. Aliás, não é bem nova, pois já no início do ano tinha planos que tenho estado adiar, mas chegou o momento de agir, em vez de pensar tanto e fazer tão pouco.
Mas se me permitem um pouco de detalhes, aqui fica o que se passou nas últimas semanas.

Como sabem, eu comecei Agosto entrando no Camp NaNoWriMo, com intenões de escrever uma séries de contos (ao invés do habitual romance, como faço com o NaNoWriMo). Como brincadeira até intitulei a colectânea “The Fantastic Adventures of Ms. Anthol Ogies“.
E tudo começou muito bem.
No dia 1 de Agosto esforcei-me para conseguir terminar a tempo o conto para submeter a antologia Terrir Assassinos mas calculei mal o tempo e estava a dar meia-noite quando terminei o conto “A Heroína e o Guerreiro” e fui tentar submetê-lo (tive alguns problemas com o site da Editora Estronho, o que atrasou ainda mais a submissão). No entanto os resultados já saíram e sei que não fui uma das seleccionadas, com pena minha. “A Heroína e  Guerreiro” é um conto ilustrado que ficou com 2313 palavras e 8 ilustrações (7 páginas). Esta história é uma comédia de fantasia e, como tantos outros projectos meus, em tempos estava planeado ser uma banda desenhada e agora alterei-a para se adaptar a contos.

No dia 2 comecei a escrever outro conto, intitulado de “Pequenas Decisões“. na ausência de grande inspiração (mesmo com dezenas de ideias alinhadas), acabei por escolher uma zona de maior conforto: personagens que já conheço, escrevendo assim um conto com base no romance “Alma“, mas passado antes da história original, focando-se numa personagem que tem apenas um papel secundário no romance. antes do fim da noite escrevi 1584 palavras para este conto, sem contudo o finalizar.

E foi também nesse dia que tive uma conversa que me fez reacender velhas chamas. No início do ano eu mencionei que tinha algumas ideias de publicação que ainda não estavam inteiramente definidas (e, sinceramente, ainda não estão hoje), e foram essas ideias que ressurgiram em força. Isso e o facto de eu me ter inteirado de quão ridículo era eu estar a escrever mais  50000 palavras quando tenho quatro romances completos para rever/reescrever. Qual é o sentido nisso? Por isso, antes de sequer avançar para projectos de publicação, peguei no “Dragões e seus Sacrifícios” e terminei as revisões (ou pelo menos a primeira parte, pois ainda há muito trabalho a fazer). Assim que tirei esse peso de cima dos ombros, senti-me mais focada.

Tenho também de referir a ‘aventura’ que foi estar com os nanoninjas em Braga, nos dia 13 e 14. Não fazem ideia de como a confraternização me ajudou a elevar o humor e me auxiliou nas revisões, pois consegui, dias depois, terminá-las, para meu alívio (por agora). Vejam la´que até tivemos tempo para fazer uma reenactment de “Twilight”, em que descobri o meu meu inner-Edward. Se forem meus amigos no facebook, podem ver algumas fotos (embaraçosas) aqui.
E foi graças a isso que no dia 17 terminei as revisões primárias do “Dragões e seus Sacrifícios“, faltando agora o trabalho mais aprofundado que decidi deixar para mais tarde pois o que me incomodava já está feito.

E isto leva-nos, novamente, ao início deste post.
Não é novidade, para nenhum dos que seguem este blog, que há mais de dois anos que tento publicar um livro (dois aliás). Não bombardeei todas as editoras que existem (só as que trabalham no género dos livros que escrevo) e não aceitei propostas de pseudo-editoras (nada contra quem a elas recorre) que me pediam investimento (não disponho do dinheiro, mesmo que quisesse, e não quero). E chega um momento em que penso: Sou eu que escrevo mesmo muito mal?, ou, Isto é culpa da crise?, ou, O mundo está todo contra mim.
Quem sabe a resposta certa não seja a primeira. Quem sou eu para julgar o que escrevo como sendo merecedor de chegar ao público? Não sou ninguém e todos sabem que os autores conseguem ser muito vesgos em relação ao seu próprio trabalho. No entanto uma coisa é certa: Apesar de todas as dúvidas que constantemente me assolam, eu acredito no que faço, acredito que tenho potencial. Nem tudo o que escrevo é bom e algumas histórias tiveram e terão de ser reescritas uma e outra vez até estarem em condições, mas será que não há alternativa?

Há pelo menos três anos que sigo o panorama literário internacional com alguma atenção e por isso vi o Boom que os USA tiveram com os ebooks. No entanto nunca me iludi. Os residentes dos USA ou do UK tinham todas as vantagens da auto-publicação em ebook. Tinham percentagens de venda que me faziam tremer e um público imensamente mais vasto.
Ebooks, em Portugal? Que idiotice! Não faria nem um cêntimo. Esta crença tenho-a desde há uns tempos e, mesmo hoje, acredito que ainda seja muito verdade. Talvez conseguisse fazer meia-dúzia de euros, mas mais que isso? Duvidoso.

Sabem quando congeminam algo durante tanto tempo, ruminam de forma tão intensa, que duvidam que alguma vez possa funcionar? Pois eu sou assim. Estou constantemente a duvidar de mim própria, dos meus objectivos, das decisões que tenho de tomar para que algo aconteça.
Mas chega o momento em que tenho de pensar: Mas afinal o que é que perco em tentar?
Sinceramente! Ninguém me quer publicar um romance em Portugal, por isso o que eu decidi foi auto-publicar em ebook. Mas tendo plena consciência que o mercado de língua portuguesa é um pouco verde em matéria de ebooks (mesmo contando com o Brasil e outros países de língua portuguesa), acresci o trabalho de querer traduzir para inglês.

Estou a cometer um erro? Não faço ideia, mas hei-de o descobrir com a experiência. Se não tiver sucesso nenhum, perco talvez um livro (nunca o perco, ele é sempre meu, na realidade) que na verdade nenhuma editora portuguesa parece querer publicar, por isso na verdade não perco nada!

O livro que escolhi foi “Angel Gabriel“. Vou começar a trabalhar nas (últimas) revisões e depois vou traduzi-lo e tentar a minha sorte, como outros portugueses já tentaram, em auto-publicação ebook.
Sem custos e com grande parte do lucro a vir para mim (ocaso este exista).

Talvez muitos de vocês não concordem com este tipo de estratégia, mas eu estou disposta a arriscar. O que é que vocês acham?

E agora queria perguntar-vos algo e quero que sejam sinceros comigo, por favor, pois esta uma dúvida que me perturba de momento.
Sendo que vou entrar pelo mercado internacional adentro, tenho receio que o meu nome Ana C. Nunes não seja o mais adequado para os estrangeiros. (Será que algum deles sabe ler Nunes?). Como não queria ser alienada e correr o risco de perder leitores por causa disso (e acreditem que já ouvi histórias em que isto aconteceu), queria saber qual a vossa opinião.
Dos seguintes nomes, qual vos parece mais interessante e capaz de chamar a atenção a nível internacional (por favor deixem outras sugestões nos comentários, caso as tenham). Ou acham que devo manter o Ana C. Nunes já que os portugueses me conhecem por esse nome? Também não queria alienar as pessoas que já conhecem o meu trabalho.

E por hoje é tudo. Em vez dos usuais Semanários, vou mantendo posts aleatórios onde falarei do meu progresso nesta nova ‘aventura’ e talvez coloque uns contos, para avivar as coisas por aqui.
Mas queria desde já agradecer o apoio que sempre me mostraram. Este blog (e a minha escrita)não seria o mesmo sem vocês.