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Semanário 147 (Weekly 147)

Ideias fresquinhas!
Enchi o meu caderno de ideias com … ideias. Na semana anterior julgo ter falado na vontade de participar em várias antologias, mas me faltavam ideias. Pois esta semana a coisa resolveu-se com uma afluente de ideias. Foi bastante simples. O truque acabou por ser usar o que já conhecia, ou seja, as minhas personagens e os mundos que criei, escrevendo contos paralelos (no passado, presente ou futuro) à trama original de alguns do meus romances (alguns já escritos e outros por escrever). Isto resulta em que, não só em sinta mais familiarizada com as personagens e o mundo, como me permite contar histórias que  por um motivo ou outro acabaram/acabarão por não entrar no romance principal.
Para já ainda não vou revelar quais as histórias escolhidas, mas posso já dizer que tenho ideias para contos baseados nos romances: “Alma“, “No Limiar da Vida“, “Não Apodreças nos meus Braços“, “Dragões e seus Sacrifícios” e “PFA“.
Além disso tive outras ideias em nada relacionadas com os meus romances e só espero ter tempo e disponibilidade para os trazer todas ‘à vida’.

No sábado teve lugar mais um encontro de escritores (amadores e não só) do Norte, no Costa’s do aeroporto Sá Carneiro. Dois novos membros juntaram-se à equipa e só espero que não se tenham assustado. 🙂
Para quem não sabe, estes encontros no segundo sábado de cada mês, normalmente no Porto no Guarany (embora por vezes o local se altere e há a possibilidade de encontros em Braga). Quem quiser aparecer, será sempre bem-vindo!

E durante o passado encontro acabei por não escrever nada no PC, já que saquei do bloco e estive a estruturar o conto que, se tudo correr bem, irei submeter à antologia “A Fantástica Literatura Queer“. Vamos ver se consigo terminá-lo antes do fim do mês, quando ainda nem o comecei.

Para terminar, algures a meio da semana uma lâmpada se acendeu no meu cérebro e o calendário piscou. O ScriptFrenzy está a chegar e eu já estou a stressar. Este ano estava decidida a dedicar-me à escrita dum guião de BD em Março, para finalmente sair vitoriosa no desafio irmãozinho do NaNoWriMo, mas com tantos contos a implorarem para serem escritos e tantas outras coisas para fazer, receio que nem este ano seja possível. Março não é mesmo um bom mês para mim, mas vou tentar.
Quem vai fazer o ScriptFrenzy? (não se esqueçam de aparecer no fórum de Portugal)

*English
Fresh ideas!
I filled my idea notebook with … ideas. Last week I believe I told you of my wish to participate in several anthologies, but also my lack of ideas. So this week things changed with a wave of ideas. It was pretty simple. The trick was to use what I already knew, in other words, the characters and worlds I had created, writing parallel short-stories (that take place in the past, present or future) for my novels (some already written, others not). This means I feel more comfortable with the setting and the characters, which also allows me to tell stories that, for one reason of the other, never made it/will make it to the final novel.
For now I won’t reveal which stories I chose to tell, but I can tell you that the short-stories are ased on the following novels: : “Alma“, “No Limiar da Vida (On the Edge of Life)“, “Não Apodreças nos meus Braços (Don’t Rot in my Arms)“,Dragões e seus Sacrifícios (Dragons and their Sacrifices) e “PFA“.
Besides these, I had other ideas not related to any of my novels and  I only hope to have time to get ‘bring them all to life’

On Saturday another writers’ from the North meeting took place, in Costa’s at the airport in Oporto. Two new members joined in and we only hope they didn’t get scared away. 🙂
To those unaware, these meeting take place every second Saturday of every month, usually in Oporto at Guarany’s (although sometimes the location changes and there’s the possibility some meetings will be in Braga). Anyone is welcome!

And during that meeting I wound up not writing anything on my laptop, as I used only my notebook to write down the structure for the short-story I intend on submitting to the anthology “A Fantástica Literatura Queer“. We’ll see if I can finish it before the end of the month, even not having yet started it.

As a final note, somewhere in the middle of last week a lamp light up in my brain and the calendar flicked. ScriptFrenzy is around the corner and I’m already stressing about it. This year I had every intention on dedicating time to writing a graphic novel script, and finally be victorious on NaNoWriMo’s bother challenge, ScriptFrenzy, but with so many short-stories lined up for writing ad so many things to do, I fear it will be another failure in that department. March really isn’t a great month for me.
So, who’s trying ScriptFrenzy this year?  

Nos meus outros blogs (On my other blogs):
Liebster Blog;
– “A Vingança do Lobo“, de Vitor Frazão

No exterior (On the Outside):
The Biggest Mistake Most Writers Make, no Write to Done;
WordPlay: Bookisms, no Creatspace;
Eight Simple Tips for Editing Your Own Work, no Write to Done;
A Writer’s Guide to Punctuation, o WordPlay;
Mastering Words: Transform Your Writing Weakness into Strength, no Write to Done;
The Business of Writing: Operations, no blog de Patricia C. Wrede;
19 Reasons Why You’ll Never Finish, no Soul of a Word;
The Power of One, no Remalda Publishing;
Starting the Second Novel: What I’m Doing Differently, no A Bran Scientist’s take on Writing;
When You Cut a Scene You Like, Save It!, no Creatspace;
Sometimes a cigar is just a cigar, no Crónicas Obscuras;
Preparing for beta-readers, no blog de Deanna Knippling;
What makes a book magical, no Writer Unboxed;
Are You Making Your Characters (and Yourself) Look Stupid?, no WordPlay;

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Reflexões (Semanário 125)

Esta não foi uma semana de deambulações, momentos ‘eureka’ ou grandes reflexões. Foi sim uma semana de dor. Dor de costas, mais propriamente.
Esta não foi, contudo, a principal razão porque nada fiz quanto às revisão de “Alma” ou porque “O Sangue das Rosas” ainda se mantém uma aberração narrativa. A verdade é que esta foi uma semana de reflexões, mais a nível pessoal do que profissional, mas não descurado esta vertente obrigatória da vida de uma pessoa civilizada.
Tenho andado estafada. Não tanto da vida, nem tão pouco do trabalho (que apesar de tudo foi bem puxado nesta semana), mas mais do estado das coisas. Não se preocupem que não vou falar de politiquices e muito menos de terrorismo. Na verdade não vou falar de nada, pois são coisas mais privadas do que me apraz falar aqui.
Tudo isto para dizer que nada fiz, além de reflectir sobre o rumo de algumas das minha histórias. Quero no entanto partilhar convosco algo que eu já há muito havia decidido, mas que penso nunca ter mencionado.
Lembram-se de há algum tempo vos ter falado num projecto, ao qual chamo ainda de “PFA“? Pois este “PFA” é uma mescla de vários mitos, religiões e até géneros literários. É de tal forma complexo e vai necessitar de tanta pesquisa, que não me atrevo sequer a imaginar quando poderei enveredar na sua produção (terá vários volumes, o que é ainda maior desafio). No entanto, a cerne da questão de hoje, é que quando imaginei o “PFA” comecei de imediato a construir a história de forma a que pudesse, de alguma forma, complementar outros projectos meus, em particular o “V.I.D.A.“, o “No Limiar da Vida” e até mesmo o “Alma“. Esta foi uma decisão ponderada, mas acho que a arquitectei de tal forma que estes três romances, que são tão díspares entre si, acabam por fazer sentido no mesmo universo que “PFA“.
Mas esta semana, estranhamente, dei-me conta que outras duas histórias minhas que, de forma inconsciente, se haviam formado num mesmo ‘mundo’. Refiro-me a “Dragões e seus sacrifícios” e a uma história ainda sem nome, mas que já aqui falei por ser a base de criação da curta BD que escrevi, chamada “Não Alimentem a Caveira“.
É estranho quando nos damos conta de que os pontos se unem de forma curiosa entre vários dos nossos trabalhos. Embora isto não aconteça com todos, é interessante ver alguns a interligarem-se de forma consciente ou não.

Se eu escreve-se apenas fantasia urbana, ou ficção baseada na realidade, então seriam normais as consistências e os entrelaçamentos, mas escrevo praticamente fantasia passada em mundos distintos, o que de certa forma sempre me levou a pensar que teria de usar um mundo diferente para cada história, até que percebi que não teria bem de ser esse o caso.
Com certeza que não forçarei uma história num determinado ‘mundo’, mas se tal ideia surgir, abraçá-la-ei com carinho, como faço a todas as outras. Mas ainda assim existem projectos independentes que, pelo menos para já, não pretendo reutilizar noutras histórias, como sendo o “Angel Gabriel“, o “Através do Vidro” ou o “Vermelho Sangue“, embora este último tenha potencial para ser palco de outras aventuras. Quem sabe? (só depois de escrever este, claro!)

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
24 Hour Comics 2011 (Proposta);
Página 5, da banda desenhada “Garnath e a Bola de Cristal”;
– Booking through Thursday – Em Fila;

No exterior:
Countdown to Outlining Your Novel: Map Your Way to Success!, no WordPlay;
Five ways to make your dialogue flow, no The Gatekeepers Post;
Ler ou Ouvir, no Crónicas Obscuras;
Inspiration, my ass!, no blog de Deanna Knippling;
Introducing the “mistorical,” and The Uses and Limits of History in Romance, no Dear Author;
The revision go round, no The League of Relunctant Adults;
Finding the beggining of your story, no blog de Deanna Knippling;
Should you outline?, no WordPlay;
Keeping the Plates Spinning, no Murderatti;
Behind the scenes: Tempo, no Crónicas Obscuras;
Why I puched my heroine off a cliff … almost, no Writer Unboxed;
Being “crazy good”, no Modern Author Showcase;
Behind the scenes: Baptismo IV, no Crónicas Obscuras;
Destaque para dois artigos sobre a influência mútua, no Efeitos Secundários;
Why Your Hero Absolutely Must Pet a Dog, no WordPlay;
Hookind the Reader, no blog the Patricia S. Wrede;

Número 5 (Semanário 114)

Lembro-se de há uns meses vos dizer que tinha escrito o guião para uma BD chamada “Não alimentem a Caveira“? Pois comecei a semana passada revendo este guião, fazendo apenas algumas pequenas alterações, já que na sua grande parte estava já bastante satisfatório enquanto banda desenhada de fantasia/comédia.

Durante a semana tive também várias ideias interessantes para o projecto “Vermelho Sangue“, mais especificamente em relação às tecnologias do mundo que criei. Mas também em relação ao “PFA” tive algumas ideias. Nem eu sei quando poderei pegar nestes projectos, e certamente que o “PFA” está ainda bastante longe de ver a ‘luz do papel’, já que vai exigir muita pesquisa, coisa da qual eu não pretendo abdicar quando finalmente decidir iniciar o projecto de verdade.

Depois de terminado o acima referido, regressei a “Dragões e seus Sacrifícios“, com muita vontade de finalmente escrever o «Fim», que acabaria por chegar no Domingo (tecnicamente na segunda-feira de madrugada), como anunciado AQUI.
O fim chegou às 00:40h de 20 de Junho de 2011, com 62 154 palavras, reunidas em 173 páginas.
Um número impressionante, tendo em conta que tinha ideia para um conto e nunca pensei que a história tomasse vida própria e desse um romance.
Estou muito contente com o resultado, mas sei que ainda há muito trabalho a fazer antes de dar o projecto por terminado. O fim não ficou exactamente como tinha pensado (em linhas gerais sim, mas na execução ficou diferente), e não creio que isso tenha sido mau. Mais uma vez deixei que a história se contasse a si mesma, sendo os meus dedos apenas escravos da história.
Agora vou deixar o texto marinar durante uns meses, antes de voltar a pegar-lhe para a primeira ronda de revisões e posterior envio aos primeiros proof-readers. Entretanto tenho muitos outros projectos a precisarem de atenção, mas esses são para relatar no semanário que vem. 🙂

E com isto (nem acredito bem no que vou dizer), mas apercebi-me de “Dragões e seus sacrifícios” é o QUINTO romance que termino desde 2009 (estou a referir-me a primeiros rascunhos, pois realmente terminados tenho, até agora, três). 5! Mal posso acreditar! No fundo acho quase impossível ter feito tanto em, relativamente, pouco tempo, mas a verdade é que pelo menos no último ano tenho-me dedicado mais que nunca.
Não estou publicada. Isso é verdade. Mas eu escrevo porque preciso de narra as histórias que tenho na cabeça, e não porque sinta a necessidade de ser publicada. Claro que isso seria uma mais valia, e não desistirei de tentar, mas sinto-me feliz só por saber que cheguei onde cheguei com força de vontade (e apoio de família e amigos).
Se me perguntassem, em inícios de 2008, se eu sonharia alguma vez escrever cinco romances em menos de três anos, eu desataria a rir. Provei a mim mesma que a força de vontade tudo consegue, e que se não nos dedicarmos realmente aquilo de que gostamos, estamos a deixar-nos ficar mal (só a nós mesmos, e a mais ninguém).
Talvez abrande um pouco o ritmo a partir daqui, ou talvez não. Ideias não faltam, objectivos estão traçados e tenho pretensões de chegar a algum lado. Quem sabe se tenho sorte? Quem sabe se tenho talento? Mas vou tentar, e logo outros poderão dizer de seu juízo (quando chegar o momento, sejam meiguinhos 🙂 ).

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
Uma demónio, um desenho de personagem para a referida história “Não alimentem a Caveira”;
Um Rapaz, mais um desenho de personagem para a referida história “Não alimentem a Caveira”;
– Top Ten Tuseday – Awww Moments in books;
– Booking Through Thursday – Interactivos;
– “Ubik – Entre 2 Mundos“, de Philip K. Dick.

No exterior:
Writing is Scary, no The Enchanted Inkpot;
A tip for the first time novelist, no Writer Unboxed;
The Escape, no Deadline Dames;
Sobre a auto-edição. no A Lâmpada Mágica;
Writing from a woman’s point f view, no Modern Author Showcase;
Behind the scenes: Bifurcações, no Crónicas Obscuras;
On the edge of your seat – Creating Suspense, no Writer Unboxed;
Discover the perfect place to insert backstory, no WordPlay;
4 Tricks for picking the pefect word, no WordPlay;
Killing the sacred cows of publishing: Rewriting, no blog de Dean Wesley Smith;
Finish! Kind of …, no blog de Rachel Vincent;
Where one writes, no blog de Patricia C. Wrede;
Head-Hopping, no Writer Unboxed;
Time’s ticking, no ACME Authors Link;
O mito do «fácil», n’ O Portal dos Sonhos;
Entrevista a David Soares sobre “Batalha”, no Cadernos de Daath;
Como qualquer propriedade quântica, no Efeitos Secundário;
What’s it like to be a girl, no Writer Unboxed;
Save your readers from boredom, no WordPlay;

Aconselho também a verem os vídeos do Conversas Imaginárias. Eu assisti ao vivo, mas os que não puderam estar pressentes, é uma excelente forma de ver o que por lá se passou

Semanário 74

Mais uma semana não muito produtiva, especialmente por uma razão: Eu estava furiosa com o meu trabalho. E não, não me refiro ao trabalho do dia-a-dia (se bem que esse também poderia ter corrido melhor), mas sim ao trabalho escrito.
Não sei bem porquê mas esta fase de descontentamento literário parece que não passa. Estou a perder “fé” no Angel Gabriel, e o pior é que sei que não faz muito sentido. Ou seja, as minhas dúvidas estão lá pelas razões erradas, mas por causa delas não consigo terminar de escrever a história. Isto é frustrante quando só me faltam 2 ou 3 capítulos. Raios!

Esta semana pensei em tudo.
– Descartar totalmente a história e escrevê-la de uma forma completamente diferente.
– Voltar a reescrever tudo pela centésima vez.
Eu sei lá!
Por isso é que nem me aproximei do teclado, sabendo de antemão que possivelmente ia fazer “Seleccionar tudo” e depois carregar no “Delete“.
Ainda tive coragem de ir ler o último capítulo que escrevi, e embora tenha gostado, tive crises em que me parecia que as personagens não estavam a agir normalmente. Se isto é verdade ou não, é algo que só tentarei comprovar quando esta crise literária passar. Pela saúde da história, e pela minha também.

Entretanto diverti-me (para descontrair um pouco) a definir um pouco mais as personagens que fazem parte do PFA e as várias espécies que fazem parte deste “universo”. Foi giro!

Como também anunciei, estive no fórum das Romance Divas para fazer parte da Not Going to Conference Conference 2010 e embora não tenha participado tanto quanto gostaria, aprendi umas dicas bem interessantes e potencialmente valiosas. Gostei especialmente do painel sobre YA (Young Adult) e o de Steampunk, um género com o qual não estou muito familiarizada mas que me fascina.

Foi também neste fórum que li algo que fez ressurgir a velha ideia de escrever em Inglês. Amo a minha língua, mas convenhamos que o nosso mercado é muito limitado e o da língua inglesa é um mercado bem tentador. Quem sabe não tento a minha sorte?
Não está ainda decidido, mas a sementinha está plantada. Logo veremos …

Momentos 09

momentos_01Continuando o tema do Momentos 08, sigo com o debate sobre os nomes de personagens.

Pelo que ouvi dizer há várias pessoas a quem acontece o mesmo que eu.

– Há personagens que quando surgem, já vêm com o nome escarrapachado na testa, já fazendo estes parte do que eles são, de quem são e do que viveram;
– Há outros em que tenho de andar meses e meses a pensar no nome mais adequado, um pouco porque não há pressa e por outro lado porque sei que mais tarde ou mais cedo o nome irá surgir, possivelmente do nada;
– E há outros ainda em que eu própria tomo a iniciativa de procurar os nomes certos para eles (através da pesquisa).

No primeiro caso, normalmente nem há muito a fazer. Se um personagem já traz o nome a reboque, por alguma razão é e certamente não vou encontrar nada mais certeiro. Estes são os melhores, claro! Mas também há excepções, em que certas personagens vêm com nomes, mas eu acho que não é bem aquilo que quero e lá procuro outra denominação. É muito raro, mas acontece, como é o caso da Lara (No limiar da vida), que no início era Clara. Só que eu, por uma qualquer razão desconhecida, irritava-me de cada vez que lia o nome no papel, então mudei e estou bem mais satisfeita com Lara. Não é muito distinto, mas a mim aliviou-me imenso.
Outra personagem a quem recentemente fiz o mesmo, foi à Cármen do Angel Gabriel. Pessoalmente nunca gostei muito do nome, mas foi preciso que alguém me dissesse que Cármen é nome sem graça, para eu me decidir a mudá-lo. passou a ser Sílvia, que acho que soa bem melhor.

No segundo caso costumo tentar não me preocupar demasiado. Quando surge, surge a valer, e normalmente não é difícil definir um nome certeiro para uma personagem. às vezes estou a ter uma conversa com alguém e lá aparece um nome certo, ou estou a ler um artigo qualquer e BINGO! Isto costuma acontecer mais com personagens secundárias, pois com as principais eu entro em stress e sinto-me na obrigação de definir logo à partida quem tem o nome de quê.

Já o  terceiro caso é mais complicado pois às vezes, mesmo depois de longas horas de pesquisa, ainda acho que não encontrei o nome certo e fico a matutar naquilo durante dias e dias a fio.
Como é o caso do Matheus (do PFA). Queria dar-lhe um nome algo vulgar, mas por mais que procurasse não encontrava nada que me agradasse. Acabei por escolher este nome, mas não duvido nada que daqui a uns tempos mude de ideias.
O PFA é aliás um dos projectos que me tem dado mais trabalho a nível de escolher nomes, seja porque tem muitas personagens (é uma saga), ou porque muitos deles são muito velhos (e por velhos digo séculos e milénios). Por exemplo, a Leoba (parceira do Matheus) nasceu em 782 d.c. e por isso andei eu a pesquisar nomes usados na época. Não foi nada fácil, garanto-vos. O que aparecia eram nomes de papas e santas e etc. Por fim lá me decidi por o nome da Santa Leoba que morreu mais ou menos na altura em que a Leoba nasceu.

Há vários sites com listas de nomes por sexo, país, origem, significado, etc. É uma questão de saber onde procurar e tentar que os nomes se enquadrem na história, Pois acho que não fazia muito sentido colocar uma Vatra numa história contemporânea passada numa qualquer aldeia interior de Portugal. Já estão a imaginar?
Mas também é certo que hoje em dia é cada vez mais fácil, graças à multiculturalidade, encontrar pessoas de diferentes ascendências em sociedade em que antigamente não se via um único estrangeiro ou estrangeirismo. Por isso numa fantasia urbana, por exemplo, não será de todo estranho que as personagens tenham nomes completamente dispares, e será até possivelmente divertido e aconselhável. Eu sei que conto a fazer o
máximo uso disso no PFA, porque faz sentido dentro da história.

Depois, claro, há os nomes inventados pelos próprios autores. E, confesso, é algo que eu também gosto de fazer, mas tento usar o mínimo de vezes possível já que grande parte das minhas histórias são passadas nu futuro próximo.
Há excepções, como no caso do Alma, que poderia ser considerado fantasia urbana, mas em que todas as personagens têm nomes inventados por mim, há medida de cada personagem. Nomes como Garnath, Levian, Zanzan, Camill, Medina, Momutte, entre outros. Alguns destes nomes são até usuais mas outros não se vêem, que eu saiba, em lado algum.
Outro exemplo são os nomes de feiticeiros das personagens do Angel Gabriel. Aí deixei-me levar pela incoerência. Nomes como Catalysm, Müernica, Evaress e Ishvar, tem claras influências de outros nomes, mas penso que são originais (posso estar enganada que nestas coisas nunca se sabe), Neste caso diverti-me a inventar nomes algo estranhos, porque podia. São nomes de feitiçaria e por isso estão dentro da minha lógica mas fogem às lógicas normais, se é que me faço compreender.

Já agora, como é que vocês tendem a decidir os nomes das personagens? Elas vêm com os nomes às costas, ou vocês andam a bater com a cabeça para tentar chegar a algo semi-coerente?

Nota: Desculpem se me repeti em algum ponto.

Momentos 08

momentos_01Se o tema hoje são os nomes, eu acho que devíamos começar por discutir os nossos.
Mas já fizemos isso antes. Não vale a pena continuar a bater no ceguinho. Afinal chegamos a um consenso.
Eu não cheguei a concordar muito, mas …
Cala-te Viríl!
É Viridis! (Quantas vezes tenho de repetir?)
Não te canses Virilha.
*Grrrrr*

Em intervalos regulares de tempo dou por mim a pensar nos nomes que dei às personagens. Alguns deles arrependo-me solenemente de ter nomeado, outros continuam certeiros e alguns ainda deixam-me na dúvida.
Nos meus trabalhos mais recentes tenho tido um cuidado especial com a escolha dos nomes. Por exemplo, no V.I.D.A. andei dias à procura de nomes bizarros (e potencialmente ancestrais) cujo significado fosse exactamente o que eu queria, por razões incutidas à história em si.
Já no Através do Vidro a escolha foi mais aleatória. Como tinha personagens oriundas de sítios distintos, escolhi nomes bem diferentes também, um pouco de todo o mundo.
O mesmo aconteceu com o PFA, que tem a maior disparidade de nacionalidades e ascendências possíveis, e por isso tenho nomes antigos e recentes. Alguns escolhidos a dedo, como Leoba, Nanael, Aldir e Zahra, mas estes tinham de ser porque são nomes mais antigos e com um significado intrínseco. Mas os restantes nomes foram um pouco à sorte, embora tenha tentado fazê-los coincidir com a personalidade das personagens.

Já o meu grande problema é com os projectos mais antigos, especialmente o Vermelho Sangue.
Na altura em que comecei este projecto estava numa fase manga (banda desenhada japonesa) e por isso não é de espantar que tenha dado a todos os personagens nomes japoneses, especialmente quando a história envolve ninjas.
Certo é que a história evoluiu (e muito) nos últimos anos, amadurecendo e perdendo as raízes tão nipónicas que me tinham feito dar nomes como Naru, Ken (não o da Barbie), Shinobu, Miya, Takezo, Jun, Yuuto e Arashi às minhas personagens. E agora que penso seriamente no assunto, tenho uma vontade enorme de lhes mudar os nomes, só que o problema é que para MIM eles já têm estes nomes. Pertence-lhes e não me parece que conseguiria distingui-los se fosse agora alterar isso.

Com o V.I.D.A. foi fácil alterar os nomes porque ainda não tinha entranhado completamente os nomes (embora de quando em vez ainda os chame pelos nomes antigos), mas com o Vermelho Sangue a história é outra.

Ao mudar-lhes os nomes tinha de ser agora,  numa altura em que ainda não comecei a escrever a história, mas sinto como se fosse mutilá-los.
São 9+ anos em que os tratei por estes nomes.
Os que seguiram a minha curta experiência pelo mundo dos webcomics, conhecem-nos por estes nomes e os que seguem a minha arte desde então também, porque costumo desenhá-los sempre que possível.
E ainda assim sinto que tenho de o fazer, pois embora todos estes nomes tenham um significado, são fruto de uma época em que não ponderava realmente o que fazia. Para manter estes nomes tinha de fazer com que todos fossem oriundos do oriente, e não é esse o caso, pois todos são oriundos de países distintos e imaginários. Poder-me-ia aproveitar disto, de serem imaginários, mas que sentido teria que todos tivessem nomes de origem igual?

Não é como no caso do Lobo & Dragão em que a história se passa mesmo no Japão e por isso faz todo o sentido ter nomes como Rie, Unkei, Katsunosuke, etc. No Vermelho Sangue faria todo o sentido que, pelo menos alguns dos nomes fossem bem diferente.

Estou num dilema!

Sendo que a quatro personagens pertencem à mesma região, já cheguei a pensar mudar os nomes dos outros, o que me faria ter de mudar o nome das outras quatro personagens (há mais personagens, mas raramente as nomeio e por isso será mais fácil a transição). O problema é que os nomes a mudar, no caso de seguir esta táctica, são o da Naru, do Ken, da Jun e do Yuuto. Uma delas é protagonistas e as outras três são das mais importantes de toda a trama e possivelmente dos nomes mais anunciados do projecto.
Se por um lado sinto que novos nomes até seriam bons para eles (já estes são algo ridículos) continuo com uma sensação estranha de que, bem, eles já são os nomes e os nomes já fazem parte deles.

Não sei se estou para aqui a dizer barbaridades incoerentes, mas é o que sinto no momento.

Depois deste virá um outro Momento sobre as personagens, mas não sei se será esta semana ou só na próxima

Semanário 70

Na semana passada fiz mais algumas revisões ao Angel Gabriel, mas nada de muito profundo. Estou na fase em que deveria continuar a reescrever, mas não me sinto com espírito para tal, o que complica muito o processo.

Sem saber muito bem o que fazer com isso, acabei por me dedicar a escrever umas histórias independentes para o projecto PFA.
Uma delas, Aparências, eu publiquei no blog na quarta-feira, mas a outra não.
Não a publiquei, nem vou publicar porque, embora seja uma história que pode ou não integrar a versão final do livro (seja isso quando for), a verdade é que fala de muitas personagens. Tantas, aliás, que iria acabar por confundir o leitor do conto, ao invés de o entreter.
Essa segunda história é mais comprida e acabou por me fugir por entre os dedos, tornando-se algo mais do que pretendia com ela quando a comecei a escrever.
De qualquer forma, julgo mesmo que ficará melhor no meio de um enredo mais complexo e por isso não vou colocá-la online.

Entretanto planeio terminar de escrever o conto Rosas que já escrevi há uns bons meses, mas que nunca cheguei a terminar (e estava mesmo no fim). Também tenho intenções de recomeçar a escrever o Angel Gabriel. Veremos como corre isso.

Entretanto queria dar os meus parabéns à Diana Franco de Sousa, uma participante do NaNoWriMo que publicou recentemente o seu primeiro livro. Chama-se “Início” e é o primeiro da Saga de Alamar (escrita durante o NaNoWriMo). Parabéns Diana (Blue Storm) e muito sucesso!
Para lerem uma entrevista com autora, vão aqui.

Esta semana na Floresta de Livros:
–  ::Conto:: The righteous, de Jenna Maclaine;
::Conto:: Knowledge of evil, de Raven Hart;
Amante de Sonho, de Sherrilyn Kenyon;
::Conto:: Viper’s Bite, de Delilah Devlin;
::Conto:: Dreams, de Keri Arthur;
Zona Negra, de vários autores