Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)


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Dia Internacional da Língua Materna

Hoje, dia 21 de Fevereiro, comemora-se o Dia Internacional da Língua Materna e eu não podia deixar passar a data em branco.
A Língua Portuguesa é de uma riqueza extraordinário e de uma complexidade tal que se torna, muitas vezes, difícil compreendê-la na totalidade.
Eu sou escritora e adoro escrever em português mas sei que conheço apenas uma ínfima parte desta bela língua. Tanto que, a cada passo, dou umas boas calinadas. Seria, por isso, pretensiosismo da minha parte pensar que sou boa nesta arte de falar, escrever e conhecer a língua portuguesa.
No entanto uma coisa é certa: amo-a e respeito-a.
Dá-me dores de cabeça e maldigo-a de vez em quando, mas adoro-a.

Em matéria de acordos ortográficos, gosto dos pilares que levaram a ele mas não gosto
muito do seu resultado. Poderia tornar-se numa ótima ferramenta, apenas se usada
por todos. Se apenas uns o fazem fica tudo em águas de bacalhau. Eu ainda escrevo
“espectador” porque não quero espetar ninguém, ó senhor “espetador”. Mas, mais uma vez, respeito o convencionado e percebo que estas pequenas alterações poderão ajudar-nos e aproximar-nos um pouco mais dos outros países onde a língua portuguesa é a Língua Materna.
Por isso perdoem-me a gramática menos que excepcional, o sumiço de uma ou outra letra e as omissões ou adições desnecessárias. Vivendo e aprendendo! Tenho muito que descobrir ainda, desta nossa belíssima Língua Materna.

Questão: E que pensam vocês da nossa língua portuguesa e do acordo ortográfico?

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Divulgação: 1ª Edição do Concurso Nacional de Contos de Ficção Especulativa

Está quase a terminar o prazo para a submissão de contos à 1ª Edição do Concurso Nacional de Contos de Ficção Especulativa.

«Imaginauta, o SciFiLx e a Editorial Divergência uniram forças para criar a 1ª edição do Concurso Nacional de Contos de Ficção Científica que visa premiar o melhor conto original deste género entregue para concurso.»

Até 28 de Fevereiro podem submeter os vossos contos. Aproveitem a oportunidade! Vejam o regulamento AQUIAQUI.


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Concurso de Poesia “Falar de Água com Amor”

Para quem não sabe, eu trabalho na Águas de Barcelos e através daí fui recentemente convidada pela minha empresa para fazer parte do jurí de selecção do Concurso de Poesia do Dia de São Valentim: “Falar de Água com Amor”.

Há muito que não escrevo poesia e nem vou apregoar-me grande conhecedora desta arte literária, até porque todos sabem que eu escrevo prosa em romance e conto. O que não me impede de ter ficado imensamente contente e humilde com este convite.

Em que consiste? Pois bem a Águas de Barcelos lançou o desafio às escolas do concelho de Barcelos, para que os seus alunos, do 3º e 4º ano lectivo da escola básica, escrevessem um poema inserido no tema “Falar de Água com Amor”, aproveitando comemorações do Dia de São Valentim.
O regulamento está disponível no site da Águas de Barcelos e todas as submissões deverão integrar as palavras “água” e “Barcelos”

Os primeiros dois vencedores receberão prémios e a escola do 1º vencedor receberá também algo.

Até 15 de Fevereiro contamos receber muitos poemas lindos das crianças do nosso belíssimo concelho.

Sei que vou adorar a experiência.

A acompanhar-me estará o Dr. Víctor Pinho, chefe do Unidade Municipal do Gabinete de Bibliotecas de Barcelos, e Bernardete Costa, poetisa e autora de vários livros infantis. Como vêem vou ser a novata do círculo do júri. 🙂

Quando terminar toda esta aventura conto-vos como foi.

EPSON MFP image


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Dia do Autor Português

No dia 22 de Maio celebra-se o dia do autor português. Do escritor, do pintor, do escultor, do músico, e de tantas outras formas de autoria.

Este dia, tanto quanto sei, foi uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Autores, que comemora hoje 92 anos.

Nunca é demais recordar também que assim como devemos apreciar o trabalho e obra dos autores, também os devemos respeitar, e isso implica dar crédito, a quem de direito e, sempre que possível, comprar a obra ou assistir ao concerto ou visitar a exposição dos autores. E passem sempre a palavra porque aquilo que vos agrada a vocês, a muita gente também agradará.

No fundo, muitos são os grandes autores nacionais e muitos estão, certamente, ainda por ser descobertos. Quais são os vossos favoritos?

Nota: Hoje é também o dia Internacional da Biodiversidade!

 


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Viajar pelo mundo através dos livros

Num jardim calmo, no centro da cidade de Barcelos, sentada à sombra de uma magnólia, estou eu. Os pombos depenicam o pão que um outro senhor lhes deitou, as crianças pedalam nas suas bicicletas sob o olhar atento dos seus pais, um cão cheira-me a sapatilha, mas eu continuo a ler.

E nem sequer estou ali.

Estou mas não estou, porque o livro que leio leva-me para um lugar totalmente diferente.

Viajar pelo mundo através dos livros

Nos últimos meses, e a bem dizer durante toda a minha vida, li muitos livros que me levaram a visitar outros países, outras culturas, outro planetas, outras mentalidades. Qual o leitor que não se sente transportado do seu banco de jardim ou sofá ou cama quando lê um bom livro? Qual o leitor que não visitou um local e se recordou de ler, um dia, um livro que descrevia aquele mesmo lugar?

Bem se diz que ler é viajar, é abrir horizontes, estender o nosso ser até que este alcance um outro ponto da terra, do universo até.

Falando apenas de leituras recentes: “O Deus das pequenas Coisas” (de Arudhati Roy) levou-me a revisitar a Índia, o seu sistema de castas e o seu povo intrigante. E digo revisitar porque já antes um outro autor me levara até aí: Aravind Adiga (com “Entre os Assassinatos“); “Israel Sketchbook“, do português Ricardo Cabral, levou-me numa viagem visual a este local onde nunca coloquei os pés; “O Buda Azul” (de Cosey) ilustrou de forma mágica o Tibete num tempo conturbado, e que fascinante viagem esta foi.

Mas nem só para lugares reais podemos viajar nas páginas dos livros. “A Cidade das Ilusões” (de Ursula K. LeGuin) leva o leitor a percorrer com o seu protagonista uma imensidão de terreno que poderá, outrora, ter sido a América, mas que deixou há muito de o ser. “The Knife of Never Letting Go” (de Patrick Ness) transporta o leitor para um planeta diferente onde conhecemos outro povo, outras mentalidades e formas de viver.

Também como escritora gosto de fazer o leitor viajar, por mundos totalmente ficcionais ou baseados no real. Em “Angel Gabriel – Pacto de Sangue” as minhas personagens viajam por grande parte da Europa, começando na Ucrânia, passando pela Alemanha, Espanha e outros países.

Mas nem é só pelo espaço que os livros nos levam a viajar, também cruzamos o tempo, para trás e para frente, ou até mesmo para os lados. O poder da literatura é infinita e é para lá que o leitor muitas vezes vai.

E vocês? Quais foram os livros recentes que mais vos fizeram viajar? Há algum que guardem particularmente na memória?


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Dia Internacional do Livro e dos Direitos do Autor

Dia do LivroNão podia deixar passar o Dia Internacional do Livro e dos Direitos do Autor em branco, certo?

Por isso gostaria de vos convidar a divulgar, aqui e nas redes sociais, quais os vossos autores favoritos de sempre e qual o(s) livro(s) que leram este ano que mais gostaram.

E porque além de autora sou também leitora, deixo uma pequena lista de alguns dos meus autores favoritos (sem ordem de preferência): Markus Zusak, Marissa Meyer, Luís Filipe Silva, Edgar Allan Poe, J.K. Rowling, Carina Portugal, Brandon Sanderson, Vitor Frazão, Robin Mckinley, João Barreiros, Manuel Alves.
E o livro que mais gostei de ler este ano foi: “28 Days Later”, uma banda desenhada de Micheal Alan Nelson e Declan Shalvey.

E não se esqueçam de respeitar sempre o trabalho do autor, seja ele escritor, fotógrafo, músico, ilustrador, compositor, escultor ou outro “-or”.

Ajudem os autores e lembrem-se de, sempre que usam uma foto linda no vosso mural do facebook ou no blog, mencionar que é o autor (ou caso não saibam referir isso mesmo). Os autores do mundo inteiro agradecem!


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Uma homenagem à Água

A água é um bem muito precioso e que devemos respeitar e do qual devemos cuidar constantemente, quer seja água doce ou salgada.
Trago-vos algumas ilustrações que fiz ao longo dos anos que ilustram ou se passam na água. Certas ilustrações estão relacionadas com projectos meus de escrita, outros não. Por favor notem que algumas já têm uns bons anos. 🙂
Podem vê-las todas AQUI. Espero que gostem! Fica só uma amostra:

Garnath a passear os cães na praia (romance

Garnath a passear os cães na praia (romance “Alma”).

Mas nem só nas ilustrações a água predomina, por isso convido-vos a ler “Miragem na Chuva“, um conto meu publicado na antologia “Tecendo Nós”, que podem ler gratuitamente AQUI.