Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)


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NaNoWriMo 2016 – Fim

Novembro já terminou e assim também o NaNoWriMo deste ano chegou ao fim. Foi um mês caótico e confesso que na última semana cheguei a pensar que não iria conseguir chegar às  50.000 palavras, mas felizmente cruzei a meta a tempo.

Este ano, como já devem saber, eu escrevi “Nem Tudo o que Reluz é Ouro”, que na verdade é simplesmente a continuação de “Água Mole em pedra Dura”. não uma sequela, mas sim a segunda parte do primeiro romance do que virá a ser uma série (espero eu). Por isso o meu único objectivo era terminar este primeiro número da série e eu estou a duas ou três cenas de o fazer. E vou acabar isto nos próximos dias.
Queria ter terminado mesmo no dia 30 mas nesse mesmo dia tive um jantar de empresa e não pude escrever mais nada, por isso o final efectivo ficou para Dezembro. Vai ser muito em breve porque falta mesmo muito pouco.

Por isso mesmo considero este NaNoWriMo um sucesso, com as 50.766 palavras que escrevi, algumas à mão mas quase todas no computador.
Posso dizer que este ano foi o no qual tive mais dias a escrever para cima de 5.000 palavras. Foram três dias, três sábados. Um recorde, especialmente porque houve um dia em que escrevei mais de 7.000, que julgo que tenha sido o mais que escrevi num dia só até hoje (a menos que a memória me esteja a falhar).
Por fim vou deixar-vos com uma lista da minha contagem por dia (saltando os dias em que mão escrevi nada por uma ou outra razão, maioritariamente falta de tempo)

Vamos à contagem!

1 – 5.368 palavras;
2 – 7.041 palavras;
3 – 8.969 palavras;
4 – 10.103 palavras;
5 – 11.877 palavras;
7 – 13.907 palavras;
10 – 14.398 palavras;
12 – 21.052 palavras;
15 – 21.779 palavras;
17 – 23.262 palavras;
19 – 26.859 palavras;
20 – 28.831 palavras;
21 – 29.948 palavras;
24 – 31.122 palavras;
25 – 35.169 palavras;
26 – 42.697 palavras;
29 – 46.230 palavras;
30 – 50.766 palavras;

Em breve irei trazer novidades.

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NaNoWriMo 2013 – Final

Contra todas as previsões, contra a minha própria crença, cheguei ao final de mais um NaNoWriMo vencedora! YAY!

2013-Winner-Square-ButtonE digo isto com muito orgulho porque às 19h30 do dia 29 de Novembro eu tinha cerca de 37033 palavras, ou seja, faltavam-me 12967 palavras, e tinha pouco mais de 24 horas para as escrever. Escusado será dizer que me convenci que, pela primeira vez desde 2008 (exceptuando 2013 em que não participei) eu não ia chegar ao fim uma vencedora. Mais convencida ainda fiquei quando dei por mim exausta nessa noite, e incapaz de ficar acordada com os outros escritores durante a Night of Writing Dangerously que organizaram em Braga. Ora, fui a primeira  a ir dormir e tinha apenas chegado às 39332 palavras.

No dia seguinte levantei-me cedo e comecei logo a escrever, e pouco mais fiz durante o dia. Quinze minutos antes da meia-noite, passei das 50000 palavras.  Isto fez com que o dia 30 de Novembro de 2013 fosse, oficialmente, o dia em que mais escrevi até hoje (de que tenho memória).

2013 - nanowrimo progressAqui fica a contagem por dias, só para terem uma ideia de como fui desorganizada:
1 – 1334
2 – 2803
3 – 5698
4 – 6093
5 – 7952
6 – 8433
7 – 9237
8 – 9442
9 – 10856
10 – …
11 – …
12- 11295
13 – 12100
14 – …
15 – 13199
16 – 15001
17 – 15783
18 – …
19 – 16939
20 – 17533
21 – 18238
22 – …
23 – 23258
24 – 30048
25 – 31378
26 – 33377
27 – 34033
28  37033
29 – 29332
30 – 50174

Em trinta dias escrevi as seguintes histórias:
– A Heroína e o Vilão (A Saga da Heroína 2)
– Forbidden Touch (conto romântico)
– Dispensáveis (conto distópico)
– A Heroína e a Princesa (A Saga da Heroína 3)
– A Heroína e o Mascote (A Saga da Heroína 4)
– A Heroína e o Lobisomem (A Saga da Heroína 5)
– A Heroína e o Vampiro (A Saga da Heroína 6)
– A Heroína e a Demónio (A Saga da Heroína 7)
– A Heroína e a Bruxa (A Saga da Heroína 8)

Fica-me a faltar uma ou duas histórias da Heroína (ainda não sei se no total faço 9 ou 10, vai depender de como fizer a nona. Mas, claro, ainda há muita revisão pela frente. De qualquer forma, é quase certo que vou lançar uma aventura da Heroína em ebook antes do fim do ano e, quem sabe, algo mais?

Por agora estou contente de ter terminado mais um NaNoWriMo em grande. Não o esperava, mas valeu o esforço.

Algum de vocês participou? Como correu? Como festejaram?


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O fim da Revisões e o início das Traduções

Antes-de-ontem, às três da madrugada,terminei finalmente as revisões de “Angel Gabriel – Pacto de Sangue“. (sempre disse que trabalho melhor à noite, mas fiquei desgastada)

Escrita Criativa - o Relatório

Gabriel, personagem do meu romance “Angel Gabriel – Pacto de Sangue”.

Estas revisões só se aplicam à versão portuguesa, que no final ficou com cerca de 112.000 palavras, espalhadas por 55 capítulos. Seguiu depois para as mãos de uma amiga que me vai fazer o enorme favor de procurar gafes na escrita. Obrigada!

Infelizmente este processo de revisão durou muito mais tempo do que eu tinha calculado, o que me atrasou todos as outras tarefas que tinha planeado fazer entretanto. E isso significa que também o e-book vai ser lançado mais tarde do que eu previa (ainda bem que não revelei datas). A minha intenção é lançar isto em Novembro (possivelmente lá para o final), ou no máximo dos máximos, no início de Dezembro.
Ainda não tenho a certeza se vou lançar a versão portuguesa e a inglesa ao mesmo tempo, mas possivelmente a portuguesa vai sair primeiro.

E agora vem outra parte difícil: a tradução.
A minha intenção não é tanto traduzir o “Angel Gabriel – Pacto de Sangue“, mas quase reescrevê-lo. Claro que não vou fazer a história de novo (já me chegou esta última vez), mas prefiro olhar para esta tarefa como escrever o livro e não traduzi-lo. Quero que em Inglês o livro fique a parecer como sendo escrito primeiramente nessa língua, tal como em Português. Não quero que se perceba que é tradução (porque isso significaria um mau trabalho da minha parte).
Claro que isto é mais fácil dizer do que fazer.
O meu Inglês é, acho, bastante bom, mas sei que em certas coisas dou uns bons pontapés na língua. Só espero que a (pouca) experiência que tenha me ajude a fazer disto o melhor livro possível.
Há medida que tiver novidades, vou avisando.

Entretanto, como devem ter reparado, o cabeçalho do blog mudou ligeiramente, Aquele ‘brevemente’ tem uma imagem relacionada com o “Angel Gabriel – Pacto de Sangue“, mas não é a capa final (nessa ainda tenho que trabalhar). Assim já ficam com um cheirinho.

Entretanto devo começar a publicar a sinopse, excertos, informação sobre as personagens, imagens promocionais e, claro, a capa. Como disse anteriormente, é possível que acabe por vos mostrar várias hipóteses e vos peça para me ajudarem a escolher a melhor.
Continuo um pouco dividida quanto ao título, mas acho que a solução será fazer um pouco como na ilustração do ‘brevemente’ (no topo do blog), ou seja, dar mais destaque ao subtítulo “Pacto de Sangue” e pôr o “Angel Gabriel” propriamente dito, mais pequeno, para não enganar ninguém, levando-os a pensar que tenho anjinhos na história.

Obrigada a todos pelo apoio. Trarei mais novidades em breve.


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Semanário 145 (Weekly 145)

*For the english version scroll down to the text in green*

Finalmente veio uma semana em que tenho muita coisa para reportar.
Começou lenta, com muita escrita manual (estudo de personagens e estruturação da história) mas finalmente, na quinta-feira foi o dia da ‘vingança’. Escrevi quase 3000 palavras para o conto em que estava a trabalhar.
Sexta-feira foi também um dia agitado. Fui aos correios enviar o “V.I.D.A.” para o 1º Concurso Literário Book.it e ainda nesse dia (tecnicamente no dia seguinte), às 3h30 da matina, terminei o conto para a antologia  “Lisboa Electropunk“. Ficou com um total de 5935 palavras (34914 caracteres), ou seja, no limite!
Não me consegui deitar sem finalizar aquilo e foi também algures pelo meio da escrita que finalmente decidi qual seria o título: “Electro-Dependência“.

Este conto foi escrito no presente da 1ª pessoa, o que significa que acabei por quebrar a ‘promessa’ que tinha feito quando escrevi o “A Última Ceia“, a de nunca mais escrever neste tempo verbal, muito menos na 1ª pessoa. Estranhamente o “Electro-Dependência” fluiu muito melhor do que o seu antecessor no estilo narrativo. Talvez seja apenas uma questão de hábito.

No dia seguinte revi o texto e as ‘regras’ da antologia antes de enviar o conto a alguns sacrificados beta-readers (obrigada a todos os que se voluntariaram/submeteram, as vossas opiniões foram valiosas). Com todas as opiniões recebidas, decidi no sábado fazer algumas alterações ao conto. Mudei alguns textos de sítio, encurtei cenas, aumentei cenas e no fim enviei o texto a um último beta-reader (Obrigada!) para uma opinião final.

O grande problema em escrever um conto para esta antologia (ou outra com regras tão específicas) é que, caso o conto seja declinado dificilmente poderei submetê-lo a outras antologias pois é demasiado específico.
Bem, logo verei o que fazer caso esse cenário se concretize.

Mais uma vez tenho de agradecer aos fantásticos beta-readers que me auxiliaram. Uma coisa sei: quando duas ou mais pessoas dizem algo semelhante, é porque algo não está bem (excepto quando o apontamento é um elogio). Agradecimentos para todos. 🙂

 

*English*
A week finally came where I have a lot to report.
It started slow, with lots of manual writing (character studies and story structure) but finally, on Thursday it was ‘revenge’ day. I wrote almost 3000 words for the short story I was working on.
Friday was also a very agitated day. I went to the post-office to send of “V.I.D.A.” for the 1st Literary Contest Book.It and on that same day (technically the next day), at 3.30 a.m., I finished the short story for anthology Lisboa Electropunk. It reached the 5935 word count (34914 types), which means I went to the limit!
I just couldn’t go to sleep without finishing it and it was also somewhere along the writing that I came up with th title “Electro-Dependência (Electro-Dependency)”.

This short-story was written in the 1st person POV present verb, which means I wound up breaking my self-made ‘promise’ never to write in that POV, back when I wrote “A Última Ceia (The Last Supper)”. Strangely enough “Electro-Dependência (Electro-Dependency)” came out much easier that its predecessor in the narrative style. Maybe it’s just something you need practice to make right.

The next day I reviewed the text and the anthology guidelines before sending it to a few sacrificial-lambs beta-readers (Thank you all who volunteered/submitted, your opinions were valuable). With all the reviews received, on Saturday I decided to make some changes to the text. Switched texts to different places, cut scenes, added details and in the end I sent the text to one lat beta-reader (Thank You!) for a final opinion.

The biggest problem with writing a short story for this anthology (or any other with guidelines so specific) is that, in case the story doesn’t get picked for publication it will be really hard to resubmit it to any other, due to its specificities.
But well, I’ll think of that if the time comes.

Once more I’d like to thank all the amazing beta-readers who helped me. One think I know: If two or more people point out the same thing, it’s because it needs to be changed (except when it’s a praise). Thank you all! 🙂

Nos meus outros blogs (On my other blogs):
Garnath webcomic 23, banda desenhada;
Convite para apresentação de “Trilogia Império Terra” – Divulgação.

No exterior (On the Outside):
Writing Secrets of Prolific Authors, no Write to Done;
Write Yourself a Bad Review, no The Artist’s Road;
FF 2011 – Fall out: Homossexualidade, no Crónicas Obscuras;
On Editing … A Door Called Sally, no Rhemalda Publishing;
My favorite Part, no Rhemalda Publishing;
Frase polémica para os novos autores??, no Viajar pela Leitura;
Reescrevedora, no Monster Blues;
Editing for Indie Writers: Is Your First Draft Ready? (Chapter 2, Part 1), no blog de Deanna Knippling;
After the first draft, no CreatSpace;
How to Choose Between a Big Word and a Small Word, no WordPlay;
– Sexualidade em Crónicas Obscuras, no Crónicas Obscuras;
Is Your Writing Career Missing This Single Most Crucial Element?, no Write to Done;


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NaNoWriMo Semana 4 (Semanário 136)

(Estes post fala do meu avanço na escrita do romance temporariamente intitulado “Não Apodreças nos meus braços“.)

Quem viu o post anterior já sabe que eu terminei a história que estava a escrever. Por isso HURRAY! Não devo escrever muito mais até ao fim de Novembro (já só faltam 3 dias) porque estou a tentar fazer coisas que não tive oportunidade de fazer em Novembro (nomeadamente BD), mas a verdade é que também estou a pensar escrever uns contos, por isso não seria de admirar se ainda escrevesse mais qualquer coisa este mês.

Fica agora o apanhado diário da semana que passou, mas lembre-se que tenho de sr mais comedida no que conto, por causa de estes serem os dias que passei a escrever os últimos capítulos. Não vou contar o final, como devem imaginar.

DIA 21:
Contagem total no final do dia: 68318 palavras; contagem diária: 1699 palavras.
—– Ao som de boa música comece a escrever a cena da luta final (e que luta bizarra, envolve de tudo). Sou das pessoas que tanto se sente inspirada pela música, quando está a escrever, como depois tem de a desligar por lhe estar a ‘distorcer’ as ideias. É engraçado comprovar que quando escrevi o “Angel Gabriel” em 2008, fiz-lo ao som de músicas de Rock, com letra e isso não me incomodou; no entanto este ano, a escrever “Não Apodreças nos meus braços”, não suportava ouvir músicas com letra, ou se as tivessem, tinham de ser mesmo simbólicas para não me atrapalharem. Não sei se tem a ver com o meu estado de espírito ou com a história em si.

DIA 22:
Mais cenas de acção, com a grande luta ainda a decorrer e ganhar novos ‘peões’. Contagem total do dia: 70177 palavras; contagem do dia: 1859 palavras.
—– Andava eu, toda lampeira, a escrever que os polvo têm tentáculos e depois numa pesquisa de rotina descubro que afinal sou mais ignorante do que penso em coisas corriqueiras. Aparentemente os polvos não têm tentáculos, mas sim braços (com ventosas). Fica por perceber afinal qual a grande diferença.

DIA 23:
Foi um dia complicado, profissionalmente o que fez com que ficasse com menos disposição para escrever. Acabei por só conseguir 1669 novas palavras, que ainda assim foi mais do que contava quando comecei a escrever. Contagem total no final do dia: 71846 palavras.
—– Fiz algo um pouco controverso. Meti no meio do combate ‘pessoas’ que normalmente não deveriam lá estar (infelizmente na realidade acontecesse, mas não deveria). Não vou dizer como terminou, mas lembrem-se que isto é uma espécie de comédia.
Por outro lado a Morganda (a vilã) voltou aos seus discursos lunáticos sobre ingratidão. Até eu fico irritada a escrevê-la, mas faz parte da personalidade dela.

DIA 24:
A batalha chegou ao fim com as 1936 palavras que escrevi neste dia. Contagem total ao fim do dia: 73782 palavras.
—– A caveira voltou ao ataque e eu diverti-me a escrever falas dela/a enquanto tinha uma varinha na boca (ela/e mete tudo `boca’), o que deu frases no mínimo estranhas.

DIA 25:
Antes de me deitar acabei o que na altura julgava ser o penúltimo capítulo, ficando a faltar apenas o Epílogo. No entanto depois de me deitar fiquei a matutar na história e percebi que ainda me faltava um capítulo antes do Epílogo. Foi nisso que trabalhei durante o dia.
Também fui experimentar o word validator no site do NaNoWriMo e enquanto o Word (do meu PC) me dizia que eu tinha 74563 palavras, o site do NaNoWriMo dava-me 76090. Mais 1500 palavras! O.o Já nos anos anteriores me dava sempre mais palavras, mas acho que este ano bateu recordes de discrepância.
Contagem total no final do dia: 75951 palavras; palavras escritas no dia: 2169.
—– A Velna e o Jored tem uma conversa um pouco estranha e que termina de forma algo desconfortável para ambos. No entanto deu-me imenso gozo escrever a cena.
No capítulo que escrevi antes do Epílogo, voltei ao Inferno e escrevi uma cena que gostei bastante, não tanto pela acção em si mas pela forma como acabaria por a abordar.

DIA 26:
O fim de “Não apodreças nos meus braços” chegou às 23h50 do dia 26 de Novembro de 2011. Total: 78984 palavras (o site do NaNoWriMo contabilizou-me 80564 palavras). Ao todo para terminar neste dia tive de escrever 3033 palavras.
Posso só confessar que fiquei um pouco triste ao escrever o FIM. Ainda fiquei uns quantos minutos a olhar para o monitor e pensar se não havia mais qualquer coisa para eu adicionar, mais uma cena para incluir. Acho contudo que, para a história que é, o final ficou à altura e por isso se fosse adicionar seria para estragar. Por isso fechei o documento, como uma estranha sensação de vazio e fui dizer a toda a gente que tinha terminado. Só não soube festejar como devia de ser, pois nem um chocolate tinha para me presentear (Mentira! tinha um Ferrero Rochet, mas estava mola. Buh!)
—– Como devem imaginar não vos posso contar nada sobre o final, mas posso dizer que algures falei num estranho chá e houve discussão por razões absurdas. 🙂

DIA 27:
Não escrevi nada. Não só porque já tinha escrito o “Fim”, mas porque decidi dedicar-me à banda desenhada, tão negligenciada no mês que está quase a terminar.
Foi por isso um dia de descanso em termos literários, por assim dizer.

Por tudo isto foi uma semana excelente, apesar de a nível pessoal e profissional ter sido o exacto oposto, este “Não Apodreças nos Meus Braços” acabou por me distrair o suficiente para que não ficasse a matutar no meu futuro incerto. Estou feliz por mais este objectivo cumprido e quero ainda oferecer-me algo simbólico por esta ‘vitória’ pois em todos os anos anteriores nunca me presentei. Acho que mereço, não?

A todos os que ainda estão a lutar para chegar à 50000: FORÇA! Nada se consegue sem algum sacrifício, mas saibam que mesmo que não cheguem ao número mágico, fizeram tudo o que podiam e não podiam. Isso sim é espírito vencedor. Nunca desistir!
Aos que não participam no NaNoWriMo, a mensagem é a mesma, pois julgo aplicar-se a tudo na vida.

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
Só a Leitura Salva, um vídeo e dois trailers;
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 16;

No exterior:
Nanowrimo: the third quarter drop-dead, no blog de Alexandra Sokoloff;
NaNoWriMo Week 4: Behind, no blog de Deanna Knippling;
Opinião – A nostalgia da quimera: o fantástico é o género dominante na literatura portuguesa, um artigo de Octáio dos Santos no jornal Público;
How do you find Inspiration?, no Rhemalda Publishing;
Open Endings: Love ‘Em or Hate ‘Em?, no CreateSpace;
How to Describe Your Characters—and How Not to, no WordPlay;
When to Give up, no blog de Brigid Kemmener;
Conquering the Middles: A NaNo College Essay, no The Office of Letters and Lights;
When do you need an editor?, no The Book Deal;
How To Make Sure Your Book Is The Best It Can Be, no The Creative Penn;


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NaNoWriMo Semana 3 (Semanário 135)

(Estes post fala do meu avanço na escrita do romance temporariamente intitulado “Não Apodreças nos meus braços“.)

Como esperava, cheguei às 500000 palavras logo na segunda feira. Hurray! A partir daí, não tanto por ter menos vontade de escrever, mas sim porque estava a tirar mais tempo para planear bem o ‘fim’ da história, comecei a ter uma produção média de duas mil palavras e pouco passei disso (ao contrário das três mil em média que fiz na semana anterior). O que não é nada mau, diga-se (tendo em conta que trabalho). Foi uma semana gratificante em termos de execução, mas mais de estruturação. No entanto há algo que me incomoda. É que não estou totalmente satisfeita com o fim que decidi. Não lhe vejo outra possibilidade, mas de certa forma o final não está a fazer clique! Talvez quando o escrever fique com uma ideia diferente, mas para já ainda fica a sensação que falta algo.
Posso também dizer que, segundo as minhas contas, romance deverá terminar perto das oitenta mil palavras.

Outra coisa que tenho de falar em relação a esta semana e que não está directamente ligado com o NaNoWriMo, tem a ver com alguns concurso em que decidi participar este ano e cujos resultados saíram neste mês (só os vi este semana). Como é óbvio não ganhei nenhum (ou já tinha feio festa) e confesso que pelo menos num deles tinha esperança. Dois desses concursos eram para romances e um para contos.
O que me incomodou, confesso, não foi o não ter ganho (pois o meu talento ou falta dele, não podem ser seriamente apreciados por mim), mas foi antes ver que só homens venceram e só homens chegaram às semi-finais. Coincidência ou sexismo literário? Será que não há mulheres talentosas a concorrer? Estranhamente também notei que nos júris (dos concursos) é raro ver-se uma mulher. Posso estar a pensar demasiado nisto, mas que é estranho, é. E mais não digo.

Sem mais delongas, fica agora um pequeno resumo diário da semana que passou:

DIA 14:
Cerca de dez minutos antes da meia-noite cruzei meta inicial das cinquenta mil palavras e corri pela casa a contar a toda a gente (o meu irmão acha que eu sou maluca por escrever isto em menos de meio mês). Antes do relógio dar as doze badaladas, tinha conseguido chegar às 50214 palavras. No total, nesse dia escrevi 2003 palavras.
—– Velna e Morganda estiveram num frente a frente verbal que me divertiu imenso ao escrever. As duas mulheres espicaçavam-se como cobras e era ver quem cuspia mais veneno.

DIA 15:
Foi um dia em que passei muito tempo a pensar e a escrever ideias num caderno, para tentar perceber que cenas fazer a seguir, quais não fazer e decidir de uma vez qual o final. Foi-me difícil chegar a um consenso e nos intervalos continuava a cena que tinha começado no dia anterior, mas no fim da noite já tinha tudo +/- delineado. Durante o dia escrevi 2060 palavras, somando um total de 52274 palavras.
—–Algures no texto deste dia, escrevi uma frase da qual gostei muito. tanto que a destaquei no documento. Só não a coloco aqui porque tem um bocadinho de spoiler. Mas é engraçado que tenho pensado na frase de manhã e ela se tenha mantido intacta na minha cabeça até à noite (quando finalmente tive oportunidade de a escrever) e ainda assim gostei tanto dela. Não é que seja brilhante, mas acho que transmite na perfeição a personalidade do Jored (protagonista).
Em termos de enredo, pus o meu protagonista numa situação menos que desejável e o raio do DRAMA voltou em força. Mais para a frente na história devo regressar um pouco à comédia, mas estou numa parte da história e que é quase impossível não ser séria com as decisões que tomei. O que me deixa bastante triste e talvez seja por isso que não estou ainda totalmente satisfeita com o final (este sim, mais divertido, mas ainda assim com muito drama antes). Bem, vou deixar a história fluir e depois na revisão vejo se mudo ou deixo ficar (é para isso que servem as revisões, afinal).

DIA 16:
Um dia calmo, sem grandes percalços e que terminei com uma contagem total de 54311 palavras, ou seja, escrevi no dia todo 2037 novas palavras.
—–Velna confronta por instantes o homem responsável pela sua ‘condição’ e cheguei a escrever, sem contar, uma cena com uma nova personagem, que me pareceu … errada. É aquele tipo de cenas que eu acho que poderia ser interessante, mas que não é porque me parece uma espécie de repetição de outros temas que abordei noutros livros. Possivelmente será uma cena a eliminar no futuro. Lembrei-me também de criar um estranho meio de comunicação que acho tão contraditório quanto genial.

DIA 17:
Escrevi, antes de me deitar, pouco mais de 500 palavras, para adiantar um pouco de serviço. De manhã não consegui escrever nada pois tentei descansar, por isso só voltei ao computador depois do jantar e foi teclar sem parar. pensei, verdadeiramente, que não ia conseguir escrever grande coisa, mas ainda juntei 2299 palavras às já existentes, dando um total de 56610 palavras.
—–Além de uma cena divertida em que pus o Jored a beber chá com uma solteirona e uma mulher liberal, foi também dia de mostrar um pouco do modo de vida de Velna, no Inferno (ou Tártaro). Fui definindo as regras do sítio aos poucos e gostei do resultado, embora mais tarde queira explorá-lo mais a fundo (para mim, não para a história) de forma a conhecer melhor este ‘mundo’ que criei. Há ainda muitas pontas soltas por atar e isso terá de ser feito na revisão (que promete ser das grandes!).

DIA 18:
Escrevi umas quinhentas palavras antes de me deitar, por forma a terminar uma cena que não queria deixar a meio. Já de dia, depois do trabalho, tive de fazer alguma pesquisa sobre divindades e raças mitológicas para uma cena não planeada. fiz apenas alguma pesquisa superficial com o material que tinha (livros e internet), mas mais tarde irei pesquisar um pouco mais a fundo este e outros temas que desde o início introduzi no livro sem estar muito o contar que tais factos entrassem na história.
Terminei o dia com uma contagem total de 58807 palavras, o que significa que escrevi 2197 palavras até à meia-noite.
—–Como já referi, em termos de enredo acabei por escrever uma cena não planeada que inclui uma ninfa. Também usei de algo que raramente utilizo: a descrição de um pesadelo. Não tenho nada contar sequências de sonho/pesadelo, mas é algo que muito raramente utilizo (nem me lembro quando foi a última vez que mantive uma na versão final de qualquer trabalho, embora me recorde que no primeiro rascunho de “Angel Gabriel” eu tinha uma cena assim, que mais tarde retirei por achar que não tinha grande propósito.

DIA 19:
Sábado, como se torna habitual em Novembro, foi dia de encontro de escritores do NaNoWriMo. Desta vez o local escolhido foi Braga (com uma mudança de localização, para o BragaParque, em cima da hora). Eu cheguei um pouco tarde mas enquanto conversávamos e comíamos e bebíamos, lá fui escrevendo algumas palavras. Depois fomos todos para a casa da Júlia e ficamos por lá a dormir. os pais dela tiveram uma grande paciência para aturar as nossas doidices.
Depois do jantar fomos escrevendo e rindo, sobrando ainda espaço para dois contra-relógio: 1º – 15 minutos – 617 palavras; 2º – 15 minutos – 587 palavras. Estava um pouco lenta, não por culpa do sono, mas porque não estava em sintonia com as cenas e isto propagou-se até à manhã seguinte.
Até à meia noite escrevi 2158 palavras, o que somou um total de 60965 palavras.
—–Apesar de me ter desassociado um pouco da história desde o início da semana, tive neste dia de escrever uma cena divertida em que a/o Caveira comia algo que não devia e isso teve resultados catastróficos.

DIA 20:
Só nos deitamos perto das 2 horas e ainda tivemos tempo para mais um contra relógio antes de dormir: 15 minutos – 570 palavras. na manhã seguinte, depois do pequeno-almoço, juntamo-nos todos na sala e teclamos bastante (acho que mais do que na noite anterior) e foi tempo de mais um contra-relógio: 15 minutos – 549 palavras.
De tarde separamo-nos. Eu fiquei em Braga a escrever mais um pouco até chegar uma amiga para irmos dar uma volta e nesse intervalo de tempo ainda escrevi muito. Isto porque decidi alterar uma cena que tinha escrito de manhã e ao fazê-lo senti-me um pouco mais ligada à história e, consequentemente, consegui que a escrita fluísse mais facilmente.
Como não voltei a escrever mais nada até ao fim do dia, por volta das 16 horas tinha já 5654 novas palavras, dando um total de 66619 palavras.
—–Escrevi uma cena que logo depois risquei por não achar que englobava bem o tom da trama. Como temia desde o início, a partir de um certo momento na história, o humor passou um pouco para segundo plano e o drama subiu ao palco. Isso estava a deixar-me um pouco ‘zangada’ com as minhas decisões, por isso parei e pensei em se havia alguma forma de tornar a cena que tinha acabado de escrever, um pouco mais engraçada, sem no entanto perder o seu simbolismo e significado. Felizmente consegui agilizar a situação e satisfazer a minha vontade. Ou seja, reescrevi uma cena completa (três, na verdade), com mais humor, mas sem prejudicar o drama.

A partir de um certo momento tornar-se mais difícil dar pormenores sobre o desenrolar da trama em “Não Apodreças nos meus braços“. sem falar de mais, mas vou tentar contornar isso no próximo semanário.

 Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– “I Love Him to Pieces“, de Evonne Tsang e Janina Görrissen;
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 15;
– “The Walking Dead – Volume 8” de Robert Kirkman e Charlie Adlard;
– Booking Through Thursday – Categoria/Género;
– “O Fantasma de Canterville“, de Oscar Wilde;

No exterior:
Dr. Peeler’s Five Laws of Nanowrimo!, no The League of Reluctant Adults;
NaNoWriMo Week 3: Doubt, no blog de Deanna Knippling;
NaNoWriMo: Lessons Learned, no Writer Unboxed;
Writing a Digital Multimedia Comic, no Writer Unboxed;
The #1 Factor to Consider When Choosing POV Characters, no WordPlay;
Fear, no blog de Patricia C. Wrede;
What Kind of Author Do You Want to Be?, no Modern Myth Tools;
4 Reasons to Mimic the Masters—and 3 Reasons Not to, no WordPlay;
Discussion: What if authors get it wrong?, no Bookworm Blues;


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NaNoWriMo Semana 2 (Semanário 134)

(Estes post fala do meu avanço na escrita do romance temporariamente intitulado “Não Apodreças nos meus braços“.)

Queria chegar cá hoje e poder dizer que já havia chegado às cinquenta mil palavras, mas a verdade é que não cheguei. estou a um passo de lá, mas ainda não lhe toquei.O que já é imensamente bom, tendo em conta que hoje ainda são só 14 de Novembro.
Esta segunda semana foi para mim bastante difícil, especialmente a partir de 6ª feira, mas já lá vamos.
No entanto recebi um ‘extra’ muito engraçado. O Rui Alex fez uma ilustração das personagens do “Não Apodreças nos Meus Braços”, para provar que afinal o Jored não era tão ‘franguinho’ como se possa imaginar (lembram-se de eu dizer isto no post da semana passada?) A ilustração estava mesmo muito gira. Tinha o ambiente perfeito e retratava bem as personagens. Na verdade disse-lhe, que nem de propósito ele tinha desenhado as personagens perto da água, porque a cena que ia escrever a seguir era passada junto ao mar (no dia 12). Talvez um dia vos possa mostrar a ilustração (se o Rui o permitir).

Mas para já fiquem com um resumo diário:

DIA 7:
Tendo chegado àquela parte da história que não tinha totalmente estruturada na cabeça (e muito menos no papel), foi com certo alívio que escrevi 2845 palavras, o que deu um total de 26346 palavras.
—–Surpreendi-me quando criei, sem contar muito com isso, uma personagem (não se pode chamar personagem a um objecto animado?) que tinha imaginado por alto, mas que ainda não tinha definido a fundo. É um tapete voador com medo das alturas (leram bem, sim!)). Foi estranho porque enquanto escrevia a cena em que se revelava que o medo dele, eu estava sempre a rir-me com a simples ideia de algo tão estranho (não que tudo neste livro deixe de ser estranho). Tive também oportunidade de escrever o primeiro combate a sério, que me deu um bocadinho de dores de cabeça porque, bem, não há muitas maneiras de um escritor descrever uma “massa negra pegajosa”, no entanto acredito que na fase de revisão eu resolvo isso (ou pelo menos, espero).

DIA 8:
Decorrendo mais ou menos dentro dos parâmetros do dia anterior – também não tinha planeado grande parte das cenas que escrevi neste dia -, o dia terminou com uma produção de 3095 palavras, o que somou um total de 29441 palavras.
—–Intuduzi mais uma personagem-objecto. Este, confesso, surgiu por necessidade narrativa e não tinha estado nos meus planos anteriores. Trata-se de um Mini-Sol (tão minúsculo como um grão de arroz), mas cuja intensidade foi suficiente para queimar o pequeno génio que não calculou bem a potência da estrela. Também foi na mesma cena que tive possibilidade de revelar um dos segredos do poder da Velna (que não vou aqui revelar, por razões óbvias, julgo eu).
Depois, para minha satisfação, foi a vez de escrever a cena na qual me baseei quando escrevi o guião da BD “Não Alimentem a Caveira” (que já aqui referi várias vezes)  e com isto introduzi mais uma personagem bizarra: a/o Caveira (e com ele veio o dilema de como me referir a UMA caveira que na verdade é UM (ele).

DIA 9:
Não me deitei antes de chegar ás trinta mil palavras e terminar a cena da introdução da/o Caveira e daí que a madrugada fechou com as trinta mil duzentas e quatro palavras. Acabei o dia com 32321 palavras, ou seja, escrevi no dia todo um total de 2880 novas palavras.
—–Foi dia para aprofundar mais um pedaço do meu ‘mundo’ criado. quando as personagens entraram no grande Deserto Vermelho. Depois disso ainda os meti a todos num maravilhoso oásis, a comerem algo de verdadeiramente exótico, a lavarem-se na água do poço. Depois, para apimentar as coisas, lá escrevi uma cena que poderia ter sido sensual, mas que acabou em discussão. O Jored e a Velna desentenderam-se e não houve ‘festa’.

DIA 10:
Certamente este foi um dos dias mais ‘fracos’ deste mês, mas não fiquei desanimada pois consegui ainda 2321 novas palavras e somei um total de 34642 palavras.
—–Fiz o meu protagonista desmaiar com dores.Mas em defesa do Jored, ele até foi bem resistente.Acabei por revelar também mais alguns dos segredos que a Velna esconde e apareceu um grande monstro que os pôs todos a correr. Foi uma cena de acção que, enquanto escrevia, não me pareceu fluir para a página com a força que eu gostaria. É possível que esta seja uma cena a melhorar na altura da revisão (para o ano que vem).

DIA 11:
Embora no dia seguinte tivesse de trabalhar cedo, não me deitei antes de chegar às trinta e cinco mil cento e trinta e uma palavras. E ao fim do trabalho lá escrevi mais até ter um total de 38392 palavras, o que significa que no dia escrevi 3750 palavras.
—–Em termos de enredo, pus o meu protagonista de rastos. No dia anterior tinha-o feito desmaias e neste dia fiz-lo chorara (com razão, coitado!), pois algo se passou em relação à maldição dele e, bem … o rapaz ficou em ‘maus lençóis’. Em contrapartida escrevi uma cena que me fez sorrir e quase rir. O Génio descreveu o combate que aconteceu na cena anterior (dia anterior) e o diálogo foi tão caricato que eu não consegui evitar sorrir. Depois voltei a azedar as coisas, com conflito (interno) entre duas personagens principais.

DIA 12:
Este é o exemplo de um dia que, apesar de produtivo, foi uma tremenda dor de cabeça. Foi sábado, daí que houve uma Nanomeet no Porto. Não escrevi quase nada durante a tarde, porque passamos o tempo todo na ‘galhofa’ (os outros presentes que o confirmem), mas à noite fui a casa da Marcelina (Gaminha) e do Álvaro Holstein (obrigada pelo jantar e pela companhia) e as três juntas (Eu a Gaminha e a ACSIlva) ainda escrevemos mais umas quantas palavras. Fiquei a dormir na casa da muito paciente ACSilva e ficamos as duas coraddas a escrever a ás três da manhã, mas até à meia-noite posso dizer que escrevi um total diário de 4058 palavras, que deram um total de 42450 palavras.
—–Em termos de enredo foi um para resolver certas desavenças. Os meus protagonistas resolveram as suas diferenças (até se ver) e houve lugar para uma outra cena de sedução que, mais uma vez, não correu de feição  Foi também neste dia que eles passarem pelo país onde se passa a história do meu anterior romance: “Dragões e seus Sacrifícios“.
Infelizmente, por culpa de algo que não compreendia ainda, tive necessidade de fazer um salto narrativo (que vou preencher mais tarde) porque uma das cenas que estava a escrever não me estava a ‘puxar’ e eu senti que precisava mudar de ‘ares’. Daí que tenha feito o tal salto narrativo e partido para a cena em que eles chegam ao mar e se deparam com os piratas.

DIA 13:
Acordada até às três da manhã a escrever, quando me levantei foi paar escrever mais, ao lado da AcSilva e, claro, não podia perder a oportunidade de a melgar. coitada! Passei a manhã a perguntar-lhe coisas idotas como: “Como se chama a zona do meio dos navios?” ou coisas bizarras como “Arranja-me uma descrição do XXX (criatura mitológica portuguesa que não vou aqui revelar)”. Isto tudo porque eu não tinha acesso à internet e não fia a minha pesquisa com antecedência.
De tarde tivemos um encontro de NaNoNinjas diferente do habitual. Metemo-nos todos no metro, entre Campanhã e o Aeroporto e fomos todos a escrever, com chapéus estranhos na cabeça, e a assustamos criancinhas (facto verídico!). Depois sentamo-nos num café do aeroporto, tentamos assutar um dos empregados (nºao funcionou, infelizmente) e escrevemos mais um bom bocado antes de ter de dar o dia por terminado. Queria ter chegado às cinquenta mil, mas fiquei-me pelas 48211 palavras ao fim da noite. Foi mais um dia acima das cinco mil palavras, com uma contagem diária de 5761
—–As cenas com os piratas foram todas muito divertidas de escrever e fez-me bem passar uns tempos no mar com um bando de rufias e umas quantas criaturas mitológicas. Foi também neste dia que uma das personagens mais presentes até aqui, queixou de estar em cena (por razões não discutidas)  e os personagens chegam finalmente ao seu destino: a Ilha dos Cogumelos Gigantes, onde a Morganda (vilã) faz nova aparição.

Foi desta forma uma semana de altos e baixos, mas no geral foi super-produtiva e tive oportunidade de experimentar muitas coisas novas a nível de escrita. O mais engraçado é que estou a adorar as minhas personagens e, agora mais que nunca, percebo o quão essencial foi que eu tivesse dedicado algum tempo a ‘conhecê-las’ ao pormenor antes de começar a escrever a história. Foi a escolha acertada, já que não tinha possibilidade de fazer o outline e estudar as personagens, optei, no fim de Outubro, por estudar as personagens e isso agora fez muita diferença. Embora um outline detalhado também desse jeito nesta altura.

Para os restantes participantes do evento, espero que tudo esteja a correr bem e se por um acaso estiverem atrasados, não desanimem. Ainda falta muito tempo e podem recuperar rapidamente.

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 14;

No exterior:
The self-pub v. traditional publishing “debate”, no blog de Paul S. Kemp;
Conversatios nwith your novel, no The Office of Letters and Lights;
Are Your Dialogue Beats Repetitious?, no WordPlay;
Authors, Pay Attention To Your Animals, no ACME Authors;
Chunking Method Part 5: Outline, no CreatSpace;
Be a More Confident Writer: 5 Choices That Might Be Hurting Instead of Helping, no Writer Unboxed;