Estou de volta, para falar de algo que, julgo, nunca aqui falei antes: Prólogos, ou Prelúdios ou ainda Preâmbulos (ou uma infinidade de outros termos). Que nada mais são que um pré-capítulo que antecede o início da história propriamente dito.
Gostam deles, são-vos indiferentes ou detestam-nos?
Pessoalmente nada tinha contra eles, até perceber que, no mundo editorial, algumas pessoas lhes têm uma aversão espantosa (acreditem que é surpreendente em certos casos) e a verdade é que algumas vezes estes antecessores da história nada mais são que cenas cujo único objectivo é criar tensão, e que pouco trazem de relevante à história, ou pelo menos pouco mostram que não pudesse ser incorporado na história de uma forma mais linear. Claro que existem muitos bons Prólogos, mas como sabemos se o nosso deve ou não ficar?
Quando reescrevi o “Angel Gabriel ~ Pacto de Sangue” em 2009-2010, inseri-lhe um Prólogo que eu achava absolutamente crucial para a história. No entanto, agora, percebi que o Prólogo apenas adiava o início da história propriamente dita e embora o que ele contava continue a ser importante, estou convencida que há maneiras melhores de o explorar ao longo da narrativa. Por essa razão o Prólogo foi à vida. Adieu, mon ami!
E agora como faço para integrar essa informação no resto da história? Pois esse é o desafio!
Podia pô-lo como flashback (analepse), mas não me parece que funcione. O maior problema com o meu antigo Prólogo é que é demasiado extenso e eu já tenho umas duas analepses na história, por isso não quero meter mais nenhum. Resta-me então integrar a informação e sentimentos do Prólogo ao longo da narrativa.
Mais fácil falar do que fazer!
Ainda não tenho este ‘dilema’ completamente resolvido, pois estou a tentar solucioná-lo à medida que trabalho nas restantes mudanças (finais) do “Angel Gabriel ~ Pacto de Sangue“.
Esta semana escrevi já umas 6000 palavras novas, mas ainda não estou convencida que todas estão aproveitáveis. Tive de escrever um novo início, mais rico em conteúdo e exploração do mundo e das personagens. Mais lógico, até.
Assim que terminar este novo início posso respirar um pouco melhor porque depois disto é só mesmo dar uma revisão mais geral ao resto da narrativa, já que não vai precisar de tantos ajustes (embora em alguns casos a coisa possa vir a ficar interessante mente complicada).
E tudo isto para vos perguntar o que acham dos Prólogos. Gostam? Odeiam? É-vos absolutamente indiferente? Digam de vossa justiça.
E não posso terminar sem agradecer os comentários e votos que recebi em relação ao post anterior. Vocês são espectaculares, de verdade!
Eu é que sou um caso agudo de indecisão e fiquei ainda mais confusa, pois por mais que matute (e felizmente não passo o dia a pensar nisto) não consigo decidir se fico como Ana C. Nunes ou vou com o Anne S. Crow (que dos pseudónimos é, claramente, o que tem mais votos).
Já pesei os prós e os contras, já vi a opinião e li artigos de outros escritores e ainda assim estou super-indecisa. Odeio sentir-me assim! Pareço uma barata tonta, mas eu hei-de tomar uma decisão e não vou poder adiá-la muito mais.
Tenho planos para me lançar em breve (Outubro ou Novembro) por isso a decisão está para breve. Só espero que seja a mais correcta.
E lembrem-se: Palavra a palavra, enche a página um livro. Por isso toca a escrever (e rever)!
Nota: Tenho também estado a trabalhar em alguns desenhos de personagens do “Angel Gabriel ~ Pacto de Sangue“. podem dar uma espreitadela no Asas da Mente, mas notem que não estão lá os desenhos completo, para já; só uma ‘antevisão’. Deixem ficar os vossos comentários.
Gostar disto:
Gosto Carregando...