Arquivo de etiquetas: Dispensáveis

Mais opiniões

Aos poucos vão chovendo algumas novas opiniões sobre os meus trabalhos. Aqui ficam as mais recentes:

por mundos divergentesSobre “Dispensáveis” (in Por Mundos Divergentes), opinião de Artur Coelho no Intergalactic Robot:
«O conto ganha pontos pela coragem da autora em não mostrar a sociedade espontânea dos inúteis e ineptos como algum farol de esperança, seguindo o caminho do desespero completo.»

– Sobre “Electro-dependência” (in Lisboa no Ano 2000), opinião de Nuno Ferreira no Goodreads:
«Temos depois o primeiro conto que li da autora Ana C. Nunes, Electrodependência. Esta autora também é ilustradora de banda desenhada e posso garantir que a sua escrita é igualmente gráfica. Gostei muito. O protagonista é um eletrokinético que se usa dos seus poderes sobrenaturais para vender a sua droga, uma droga a que só os ricos têm direito. A droga da electricidade. É um conto rico em detalhes visuais que me agradaram bastante.»lisboa no ano 2000

E tu já leste estes dois contos? O que achaste?

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Resumo Mensal 08

Agosto já terminou há muito mas eu só agora pude preparar este Mensalário. Agosto, ainda assim, foi palco de várias novidades:
– Relancei o DreamGazer Studios, por altura do 10º aniversário do site. Novo visual, páginas individuais dedicadas a cada um dos meus trabalhos (romances, contos e bandas desenhadas), e estreia de mais um trabalho: Lobo & Dragão – Prelúdio já conta com 5 páginas e é mais uma BD que disponibilizo gratuitamente. Actualizações semanais (às terças-feiras). Sigam, comentem e, se gostarem, divulguem (podem usar as banners abaixo, se quiserem)!

Banner Smackjeeves 01 Banner Smackjeeves 02 Banner Smackjeeves 03Lisboa no Ano 2000” recebeu mais uma opinião, desta vez foi no blog Uma Biblioteca em Construção. podem ler a opinião AQUI.

Depois foi a vez de a Editorial Divergência divulgar a capa para a antologia “Por Mundos Divergentes” onde estará um conto meu (Dispensáveis).

por mundos divergentesPor mundos divergentesA data de lançamento de “Por Mundos Divergentes” também já foi divulgada para dia 21 de Setembro de 2014, na Arena Devir do Porto (Rua Santa Catarina, n.º 922 – Porto). Muito perto da Estação de S. Bento e do Metro, portanto não há desculpas! Este será um lançamento duplo de “Por Mundos Divergentes” e também de “Comandante Serralves – Despojos de Guerra“.
Ambos lançamentos já estão no Facebook (separados: Comandante Serralves – Despojos de Guerra, Por Mundos Divergentes) e no Goodreads (juntos). Juntem-se a nós, conheçam os autores e passem uma boa tarde connosco.

lancamento por mundos divergentes e imaginautaE entretanto a antologia “Por Mundos Divergentes” também já está disponível em Pré-Venda. peçam os vosso exemplares AQUI ou adquiram-nos no próximo sábado, com autografos e outras coisas que tal. 🙂

Eu tenho estado a trabalhar na pintura digital das ilustrações da “Heroína e o Vilão” e se tudo correr como planeado, esta nova aventura será lançada no dia 29 de Setembro. Espero poder dar-vos esse pequeno presente!

Entretanto, e para terminar, convido-vos a ler o excelente post da Rafaela no blog The Spine Colector (em português, não se preocupem), onde ela fala do deplorável esquema que uma editora desvendou. Aquilo que a princípio parecia uma demanda nobre: profissionalizar os bloggers dando-lhes uma cota-parte de vendas de antologias onde estes participassem como editores; acaba por ser mais um roubo aos autores que são sempre os que mais sofrem nestas coisas.
Tal como a Rafaela, sou completamente a favor de darem uma parte dos lucros aos editores convidados, acho também que os autores, sem cujos textos as antologias nunca existiriam, deveriam ser os mais compensados. E não fazer com que a pequena parte que lhes caberia fosse parar às mãos do editor. Enfim, tanta boa vontade e na verdade estão é a querer chular os autores … mais uma vez! Isto não tem fim! Leiam tudo AQUI e deixem os vossos comentários no blog da Rafaela.

Por Mundos Divergentes – Cover Reveal!

Já foi revelada a capa e a sinopse da nova antologia da Editorial Divergência: “Por Mundos Divergentes“.

por mundos divergentes

Sinopse:

Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.

Um dos contos é da minha autoria e é uma história da qual me orgulho particularmente. 🙂 Aqui fica a sinopse do meu conto “Dispensáveis“:

Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam.
Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.

Curiosos? Esperem mais novidades em breve!

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Resumo Mensal 06

Este Mensalário demorou. Confesso, foi esquecimento. Mas sigamos em frente, que é o caminho!

resumo mensal

Junho foi um mês estranho, como tem sido todos os recentes. Ando um pouco letárgica, confesso. Tenho de mudar esta inércia que me está a irratar sobejamente.
E, mesmo assim, lancei um novo ebook! Já o viram!

Um Toque de … é uma compilação de histórias sobre o amor, em todas as suas formas, com todo o tipo de finais que posasam imaginar. Alerta: há romance entre pessoas do mesmo sexo! E talvez reconheçam as personagens de uma outra história … mais não digo!
Mas não é só disso que fala Um Toque de …, há amizade, há amor obssessivo, há amor fofinho (oooohh). Bem, há de tudo. Por isso estão à espera de quê para irem ler?
Alguns contos dão completamente inéditos, outros foram quase totalmente alterados e acabaram por se tornar inéditos também, e por fim há aqueles que já estão disponíveis aqui no blog desde há muito tempo. Mas há muita coisa para vocês descobrirem, mesmo que sejam leitores do blog há muito tempo.

Sinopse:

O amor está presente em todo o tipo de gestos e acções.
No cuidado com que se evita tocar um assunto sensível; Na forma como se fica a ver o outro dormir; Numa conversa à beira mar; Num post-it colorido; Num lugar vazio no restaurante; Numas mãos entrelaçadas ao som das ondas; Num jantar fracassado; Numa noite solitária; Numa negação.
Mas nem sempre o amor resulta em felicidade …

Já disponível em todos estes distribuidores:
Smashwords (vários formatos);
Kobo;
iTunes Store;
– Amazon: US, UK, DE, FR, ES, IT, JP, CA, BR, MX, AU, IN (ainda não estão listados como gratuitos, mas estou a tratar disso);
Barnes and Nobles;
Nook;
!ndigo;
Livraria Cultura;
Scribd;

– Noutra nota, estive a trabalhar nas revisões do conto “Dispensáveis” que foi seleccionado, se bem se lembram, para a antologia “Por Mundos Divergentes”. e pensava eu que as revisões já tinham terminado mas, ainda esta semana recebi outro email.

– E como tenho estado mais activa no Youtube, decidi, finalmente, fazer uns vídeos sobre a escrita. comecei por falar da escrita para Guião de BD e publiquei em duas partes: 1 e 2. Vejam, se estiverem curiosos. Haverá mais para breve, sobre outros tipod de escrita.

– E por fim achei que seria interessante mencionar que finalmente terminei a publicação de todos os estudos de personagens que fiz para “Angel Gabriel – Pacto de Sangue“, e que os podem ver todos na página de facebook AQUI.
Só para amostra, aqui fica uma da Omniua:

Characters-Omniua

Sobre Pontos de Vista

Lembro-me de já algumas vezes tocar nesta assunto aqui no blog: Pontos de Vista. Hoje vou falar de um caso específico e de como, com o tempo, as nossas certezas se podem transformar em incertezas.

Escrita Criativa - o Relatório

Quando comecei a escrever, cheia de imaturidade literária e narrativa, testei várias formas de narração através dos pontos de vista. Existem muitos tipos de pontos-de-vista mas os principais são: escrita na 1ª pessoa, na 2ª pessoa e na 3ª pessoa (estes subdividem-se, mas foquemo-nos no principal).

A 2ª pessoa nunca usei e, sinceramente, tenho receio de usar. Até hoje ainda não li um livro que o usasse bem, a não ser aqueles livros em que podes escolher o teu próprio final.

A 1ª pessoa foi, desde o início, aquele que me saiu mais fácil: Na altura diziam-me que só quem não sabia escrever é que usava a 1ª pessoa, que era de preguiçosos e Yada, yada, yada … Até hoje, discordo. Aliás, cada vez discordo mais. Acho que a 1ª pessoa é a mais difícil de escrever BEM. É, certamente, a mais fácil de escrever no início porque muitas vezes vivemos intensamente as histórias que criamos, mas para escrever BEM na 1ª pessoa, temos um grande desafio pela frente. Mesmo muito grande!
Cada vez mais percebo isto e cada vez tenho mais receio de escrever na 1ª pessoa, pois temos de conseguir dar uma voz muito única, muito reconhecível a todo o texto. Não podemos escrever como nós, senão todas histórias que escrevemos soam iguais e o POV da 1ª pessoa deixa de ter um propósito. Por exemplo, acho que funcionou bem no Electro-dependência, no Dispensáveis e no A Última Ceia.

A 3ª pessoa foi, para mim, a mais difícil de maturar. A princípio tudo o que escrevia neste ponto-de-vista me irritva. Havia uma separação entre mim e o que estava a escrever e não conseguiu atravessar a ponte. No entanto, quanto mais testava esta narrativa, mais percebia que funcionava, que era a que me permitia melhor expressar as personagens e que obrigava a menos diálogos internos, menos Blah blah, blah.

E então porque decidi falar nisto agora? Simples! É que estou a ler o “Alma“, a versão do 1ª rascunho, que escrevi no NaNoWriMo de 2010, e a odiar cada frase que escrevi na 1ª pessoa, e a amar quase tudo o que escrevi na 3ª pessoa.

a ler Alma - ana c nunes

No dia 8 de Novembro de 2010, conforme efusivamente contado AQUI, eu tomei a brilhante ideia de parar de escrever Alma na 3ª pessoa e passei para a 1ª pessoa.É irónico como a razão que eu apontei para justificar esta mudança, é na realidade a mesma porque hoje acho que esse foi o maior erro que cometi neste 1º rascunho da história:
– Humor: O humor subtil que consegui escrever na 3ª pessoa funciona! Enquanto que até agora tudo o que li na 1ª pessoa de Alma não me provoca qualquer reacção de riso ou sequer sorriso. O humor perdeu-se em introspecções aborrecidas e info-dumps.

Alma tem tantas personagens e uma trama tão rica quanto subtil, e a 1ª pessoa rouba-a de personalidade, de diversidade, de intensidade mais que tudo!
Sinceramente não consigo entender porque, enquanto escrevia, achava que estava a funcionar.

Estou apenas a ler o texto, nem sequer estou a apontar erros ou o que deve ser mudado, não só porque quero ler sem me preocupar com as correcções, mas porque a verdade é que tenho vontade de riscar tudo!
A única coisa que acho que poderei salvaguardar do que está escrito na 1ª pessoa são alguns diálogos e, claro, a história central que está sólida. O que não está bem é o texto. Vai tudo sumir! KAPUFF!

a ler Alma - ana c nunes 2

Nunca pensei dizer isto mas, cada vez adoro mais a escrita na 3ª pessoa, e temo a escrita na 1ª pessoa, excepto para a escrita de contos que se focam numa só personagem, ou outras histórias de premissa semelhante. No restante, a 3ª pessoa é, quase sempre, a melhor opção. Não estamos limitados à visão de uma só personalidade, nem aos seus pensamentos, nem às suas características. E por mais que isso possa e funcione a favor da história em certas premissas, em romances (livros) raramente tem  o efeito desejado. Mas, claro, excepções existem muitas e boas.

E vocês o que acham? Prefere ler/escrever na 1ª, 2ª ou 3ª pessoa?

Resumo Mensal 03

Mais um mês que passou a correr, tão depressa que não o consegui acompanhar. A minha presença na web é agora quase nula. Só venho à internet uma vez por semana, ou duas no máximo.  A escrita avança, mas lentamente, e sinto que estou a negligenciar os leitores, a quem já queria, por esta altura, ter oferecido pelo menos mais duas histórias. Enfim …

resumo mensal

Ora Março começou com a primeira promoção 100% que fiz  ao meu romance “Angel Gabriel – Pacto de Sangue“, que esteve gratuito de 2 a 8 de Março, na Smashwords, por culpa da Read an e-book Week. Houve muito quem aproveitasse a oportunidade, e só espero que gostem da leitura. Quando terminarem, não se esqueçam de comentar na página do romance AQUI, e onde mais quiserem (Goodreads, facebook, blogs; a divulgação é apreciada).

Depois, no dia 8, foi altura da Noite do Lorde Byron, um evento simultâneo em Lisboa e no Porto (foi nesta última que participei), organizado pela Joana Neto Lima, pela A.M.P. Rodriguez e outros igualmente envolvidos no projecto.
Nessa noite dedicada ao terror e ao medo, escrevi perto de três mil palavras de um conto que não consegui, no entanto, concluir no espaço de tempo do evento (até cerca das duas horas da manhã). Para já tem o título de “Pele de Lobo em Corpo de Gente” e espero terminá-lo em breve. Fala do Gerês, de lobos, e do medo, como não podia deixar de ser.

No dia 16 foi o Freebeday, no Smashwords, e relembro que tenho três histórias grátis em ebook: A Última Ceia (The Last Supper), Um Dragão com Alergias e A Heroína e o Guerreiro. Mais em breve! (se tudo correr como previsto).

Foi também nesse dia que descobri que tinha sido seleccionada para integrar a antologia “Por Mundos Divergentes“, da Editora Divergência. com o meu conto “Dispensáveis“. YAY!
Fica aqui a sinopse:

Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam.
Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.

Entretanto, e durante todo o mês dediquei-me à tradução de “Angel Gabriel – Pacto de Sangue“, para inglês. Está a avançar a um ritmo certo, embora gostasse de conseguir trabalhar mais depressa nesta tarefa. A verdade é que, como passo o dia todo a trabalhar em frente ao computador, chego a casa cansada e não aguento tantas horas como seria desejável para que isto fosse mais rápido.

Screenshot tirado a 14 de Março
Screenshot tirado a 14 de Março

E para terminar, fica uma opinião no Intergalacticrobot, do António Coelho, que comenta a Antologia Fénix de Ficção Científica e Fantasia. Entre as opiniões está uma sobre o meu pequeno conto: “A Dança das Letras“:
«(…) o sentimento romântico da leitura, que os apaixonados pelas letras sentem; a fuga da realidade e mergulho nos mundos de ideias trazidos pelas palavras que nos deixam, por deliciosos momentos, alheados da realidade concreta. Quem tem paixão pela leitura compreende bem o cerce deste conto encantador de Ana Nunes.»

Até breve!

Escolhida para “Por Mundos Divergentes”

Foram hoje divulgados os resultados do concurso para a antologia “Por Mundos Divergentes“, da Editorial Divergência, e eu fui uma das seleccionadas!

No site da editora a lista foi a seguinte:

Dispensáveis por Ana C Nunes
Em Asas Vermelhas por Nuno Almeida
Arrábida8 por Pedro Martins
Patriarca por Ricardo Dias
Somos Felizes por Sara Farinha
Tudo autores cujo trabalho conheço e reconheço.

Dispensáveis” foi um dos contos que escrevi em Novembro e que revi posteriormente para submeter ao concurso. Podem saber mais aqui. Mas fiquem já com uma pequena sinopse:

Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam.
Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.

Espero que esta antologia seja um sucesso, e um bom arranque para esta nova editora que quer apostar no fantástico, terror e ficção científica, neste nosso belo Portugal. Apoiem o projecto!