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Dia Mundial da Terra e Ilustrações V.I.D.A.

Para comemorar o Dia Mundial da Terra decidi voltar a mostrar-vos algumas ilustrações que fiz há uns anos para o “V.I.D.A.“.
E o que é isso tem a ver com o Dia Mundial da Terra? Tudo! Primeiro porque todas as ilustrações se passam no meio da natureza e depois porque “V.I.D.A.” centra-se muito em volta desse tema. E mais não digo!

Mas tenham em atenção que estas ilustrações não mostram, necessariamente, cenas incluídas na versão final do romance.

Vatra num penhasco - Copyright (C) Ana C. Nunes
Vatra num penhasco – Copyright (C) Ana C. Nunes
Vatra a voar sobre a água, nas garras do Raj - Copyright (C) Ana C. Nunes
Vatra a voar sobre a água, nas garras do Raj – Copyright (C) Ana C. Nunes
Adva e Vatra na floresta - Copyright (C) Ana C. Nunes
Adva e Vatra na floresta – Copyright (C) Ana C. Nunes
Adva e Vatra dão de caras com o Deror a armar-se em Tarzan - Copyright (C) Ana C. Nunes
Adva e Vatra dão de caras com o Deror a armar-se em Tarzan – Copyright (C) Ana C. Nunes
Vatra encontra Ilan a dormir no meio dos salgueiros - Copyright (C) Ana C. Nunes
Vatra encontra Ilan a dormir no meio dos salgueiros – Copyright (C) Ana C. Nunes
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Semanário 151 (Weekly 151)

Onde foi parar a semana? Olho para trás e os dias parecem sumir-se, quase como se eu tivesse dormido o tempo todo e acordado somente no fim da semana.
Isto já aconteceu antes, mas a diferença é que, desta vez, tenho consciência de que não é uma desculpa esfarrapada que eu invento para mim mesma. Ainda esta semana falei com uma amiga sobre isto e ela disse que era bom estar tão sobre-ocupada. mas será?
Não me resta tempo para pensar (neste caso, nem no bom, nem no mau) e muito menos para planear. e fazer? Nem ver …

Independente da falta de disponibilidade, ainda arranjei uns intervalos para fazer umas relacionadas com a escrita criativa ao longo da semana:

– Escrevi em traços gerais os meus planos para o ScriptFrenzy deste ano. isto inclui, não só o “Lobo & Dragão” (banda desenhada) como já hava referido, mas também os mini-guiões de alguns booktrailers que pretendo criar num futuro próximo, para os meus romances, incluindo, mas não limitados a, “Angel Gabriel“, “V.I.D.A.“, “Alma” e “Dragões e seus Sacrifícios“.
Depois da experiência inicial com o webcomic-trailer para “Garnath e a Bola de Cristal” quero experimentar outras técnicas, talvez outros programas e outros meios (fotografia, talvez), mas primeiro tenho de escrever o guião para os mesmos. Sim, porque até os booktrailers devem ter um guião de forma a não serem um amontoado de coisas sem nexo ou fluidez.
Sugestões? (para quem já viu alguns booktrailers e gostou, o que vos agradou mais?)
E ainda em relação à minha participação (ou tentativa de) no ScriptFrenzy 2012, decidi adquirir dois ou três livros sobre a arte da BD e mais propriamente da criação de guiões. Eu já tenho algum traquejo nisto (já o faço desde 2004, afinal), mas de certeza que há coisas que me escapam e acho que é o momento certo para ler um pouco do assunto. Para isso já adquiri o “Understanding Comics” e mandei vir o “Graphic Storytelling and Visual Narrative” e o “Writing for Comics 1“. Espero que valham a pena e me ajudem a criar guiões melhores.

– Apesar de não me ter adiantado em nenhum dos contos, pensei muito nos meus objectivos e desci um pouco a fasquia de objectivos, percebendo que seria praticamente impossível conseguir escrever tudo o queria com a minha agenda formativa/laboral como está. Assim sendo, este mês vou focar-me somente em 1 conto, possivelmente 2 se vir que o tempo o permite e o mesmo vai acontecer em Abril, ou pior, tendo em conta que nesse mês tenho o ScriptFrenzy.
Tenho pena de não poder dedicar-me a mais contos, mas as minhas prioridades são bastante simples de momento: 1 conto por mês, rever o “Dragões e seus Sacrifícios” antes do fim de Julho e tentar (aqui a palavra de ordem é tentar) completar o ScriptFrenzy, dando o meu máximo. Tudo o que vier além disso será bem vindo, mas não é prioridade para já.

– Além a revisão do  “Dragões e seus Sacríficios“, também a possível revisão do “Angel Gabriel ~ Pacto de Sangue” me tem preenchido o pensamento nos últimos dias. Decidi seguir com o meu anterior instinto (depois de mais que um beta-reader me dizer o mesmo) e alterar a sequência inicial de forma a torná-la mais apelativa. Tinha pensado em trocar a sequência inicial para outra (diferente no tempo) mas mudei de ideais pois o início está directamente relacionado com o fim e alterar a ordem das cenas seria desperdiçar esse elo que tanto em agrada. Vou reescrever e tornar mais sólida a primeira cena (talvez até encortá-la).
Aliás, isto tem-me enchido tanto as ideias que quase, quase estou com vontade de rever este antes de rever o “Dragões e seus Sacrifícios“, mas estou a lutar contra essa vontade, já que se o fizer dificilmente conseguirei cumprir o prazo com o “Dragões e seus Sacrifícios” (coisa que não quero que aconteça).
Isto de ter dois projectos a clamarem por nós em simultâneo é tramado.

Entretanto mudei novamente o visual do blog  para um mais simples e com uma imagem resultante de uma sessão de fotos bem divertida envolvendo post-its coloridos, uma velha máquina de escrever, uma cadela literária e o meu novo corte de cabelo (ao qual ainda não me habituei). E claro, muitas canetas muito papel e muitos lápis!

Noutra nota, no sábado recebi um contacto da Editora Draco (por causa da antologia “Erótica Fantástica”), a pedir-me alguns documentos. Fiquei a saber que vou receber alguns exemplares da antologia ao invés de receber uma percentagem das vendas (devido a ser autor de fora do Brasil), o que me parece bastante lógico (já contava com isto em termos de antologias, já que são demasiados autores para ser viável uma percentagem de vendas). Estava a pensar fazer algo especial com uma dessas cópias, mas não revelo nada para já porque vai depender da quantidade de exemplares aos quais tiver acesso. Trarei mais novidades à medida que estas chegarem.

E por hoje é tudo o que tenho a dizer. Para terminar fica uma nota aos escritores amadores (ou profissionais) do Norte: Encontro de escritores no próximo sábado, dia 17, pelas 14h, no Guarany do Porto. Apareçam! (novos membros são sempre bem recebidos com um bom chocolate quente)
E vocês, que novidades contam? Vão participar em alguma antologia? Quem vai participar no ScriptFrenzy este ano? Se participam, o que vão escrever? E já agora, que vos parece o novo visual do blog?

 

*English*

Where did my week go? I look behind and the days just seemed to fly by, almost as if I was asleep the whole time and when I finally woke up it was the weekend. This has happened before but the difference is, this time, I’m conscious that it’s not a lame excuse to myself. This week I even talked to a friend about and she said that it was a good thing I was so occupied, but is it?
I have no time to think (not on the good things or the bad things) and much less to plan. And do? Not a chance …

Aside from the lack of time I still found a bit of time to do some things related to fiction writing, along the week:

– I wrote, in general terms, my plans for this year’s SriptFrenzy, which will include not only “Wolf & Dragon” (Comic script) as I’d previously metioned, but also mini-scripts for some booktrailers I plan on making on the short run, for my novels, including, but not limited to, “Angel Gabriel“, “V.I.D.A.“, “Alma” e “Dragons and their Sacrifícies“.
After the initial experience with the webcomic-trailer para “Garnath and the Crystal Ball” I want to try other techniques, maybe other softwares and other means (photography, maybe), but first I have to write the scripts. Yes, the scripts, because even booktrailers should have scripts, so they’re not an amount of nonsense with lack of fluidity.
Suggestions? (for those who’ve seen and liked some booktrailers, what was it that you liked best?)
And still on the matter of my participation on ScriptFrenzy 2012, I’ve decided to acquire two or three books about the art of comics, and more precisely the art of writing scripts for comics. I have some experience in this (after all I’ve been doing it since 2004), but I’m su
re I have much to learn and I believe this is the right time to read on the subject. For that purpose I already have “Understand Comics” and I’ve ordered “Graphic Storytelling and Visual Narrative” and “Writing for Comics 1”. I hope they’re worth it and they help create better scripts.

– Although I didn’t make any progress on any short-story, I thought a lot about my objectives and decided to lower them, realizing that it would be practically impossible for me to write everything I wanted to write, with my current work/learning schedule as is. That being said, this month I will focus solemnly in one short-story, maybe two if I have the availability, and I’ll do the same in April, or worse, considering it’s ScriptFrenzy month. It’s a shame I can’t dedicate more time to short-stories, but my current priorities are: 1 short-story a month, revise “Dragons and their Sacrifices” before the end of July, and to try to win ScriptFrenzy giving it my best, at least). Everything above that will be welcome, but not a priority.

– Besides the revision for “Dragons and their Sacrifices”, the possible revision of “Angel Gabriel” has been filling my mind over the few days. I decided to follow my previous instinct (after another beta-reader pointed it out too) and alter the beginning sequence in a way that would make it more appealing. I had thought about switching the sequence altogether  but I changed my mind because the beginning is directly connected to the end and altering the order of the scenes would invalidate that link that I like so much (and to me it just gives the story another depth). I will then rewrite the initial scene (maybe even make it shorter).
This ahs so constantly filled my mind that I’m almost tempted to revise this before revising “Dragons and their Sacrifices“, but I’m fighting that instinct, since if I did that it would almost impossible to get “Dragons and their Sacrifices“ ready before July (something I really want to achieve).
Having two different projects fighting for attention is always stressful. 

In the meantime I changed the layout of the blog, yet again, for one more simple and with an original image that resulted from a rather amusing photoshoot that involved coloured post-its, an old typewriter, a literary dog and my new haircut (one I have yet to get used to). And of course, lots of pens, paper and pencils!

On another note, on Saturday I was contacted by Draco Editions (about the anthology “Erótica Fantástica”), asking me for some documents. I found out I’ll be receiving a few copies of the anthology, as payment instead of receiving a percentage of the sales (due to me being an author outside of Brasil), which is fine by me (I was counting on something like that in terms of anthologies, since there’s too many authors for a reasonable percentage to be applied to all). I was thinking of making something special with one of the copies, but I won’t say anything right now because that will be dependent on the number of copies I receive. More news will be posted as they come.

And that’s all for today. To wrap this up here’s a note for all the amateur (or professional) writers on the North of Portugal: Writers meeting on Saturday, the 17th, at 2 p.m. at Guarany’s, Oporto. Come! (every new face is welcome and received with delicious hot-chocolate)
And what about you, readers? Any news this past week? Will you try for any anthology coming soon? Are you joining ScriptFrenzy? If so, what are writing? And also, what do you think about the new look for the blog?

 

Nos meus outros blogs (On my other blogs):
New online Portfolio;
Eu no blog Destante;
– “Antologia BBdE!” de vários autores (opinião);
– Compras e Ofertas – Fevereiro 2012.

No exterior (On the Outside):
Growing a short-story into a novel, The Book Deal;
What’s sexy?, Murderati;
Strong girly characters, Ilona Andrews;
Writing matters, A Newbie’s Guide to Publishing;
The power of viewpoint, Book Designer;
Reader to Writer: Hey Dude, Clear it up!, Write to Done;
Are You Giving Readers the Tools to Understand Your Story?, WodPlay;
– Personagens Femininas Fortes: They kick butt, not shake it for singles, Crónicas Obscuras;
What Makes Fiction Literary?, WordPlay;
Prayer—or Plan?, Soul of a Word;
The Real World and the YA Novel, Writer Unboxed;
The Secrets of Story Structure, Pt. 3: The First Act, WordPlay;

Semanário 145 (Weekly 145)

*For the english version scroll down to the text in green*

Finalmente veio uma semana em que tenho muita coisa para reportar.
Começou lenta, com muita escrita manual (estudo de personagens e estruturação da história) mas finalmente, na quinta-feira foi o dia da ‘vingança’. Escrevi quase 3000 palavras para o conto em que estava a trabalhar.
Sexta-feira foi também um dia agitado. Fui aos correios enviar o “V.I.D.A.” para o 1º Concurso Literário Book.it e ainda nesse dia (tecnicamente no dia seguinte), às 3h30 da matina, terminei o conto para a antologia  “Lisboa Electropunk“. Ficou com um total de 5935 palavras (34914 caracteres), ou seja, no limite!
Não me consegui deitar sem finalizar aquilo e foi também algures pelo meio da escrita que finalmente decidi qual seria o título: “Electro-Dependência“.

Este conto foi escrito no presente da 1ª pessoa, o que significa que acabei por quebrar a ‘promessa’ que tinha feito quando escrevi o “A Última Ceia“, a de nunca mais escrever neste tempo verbal, muito menos na 1ª pessoa. Estranhamente o “Electro-Dependência” fluiu muito melhor do que o seu antecessor no estilo narrativo. Talvez seja apenas uma questão de hábito.

No dia seguinte revi o texto e as ‘regras’ da antologia antes de enviar o conto a alguns sacrificados beta-readers (obrigada a todos os que se voluntariaram/submeteram, as vossas opiniões foram valiosas). Com todas as opiniões recebidas, decidi no sábado fazer algumas alterações ao conto. Mudei alguns textos de sítio, encurtei cenas, aumentei cenas e no fim enviei o texto a um último beta-reader (Obrigada!) para uma opinião final.

O grande problema em escrever um conto para esta antologia (ou outra com regras tão específicas) é que, caso o conto seja declinado dificilmente poderei submetê-lo a outras antologias pois é demasiado específico.
Bem, logo verei o que fazer caso esse cenário se concretize.

Mais uma vez tenho de agradecer aos fantásticos beta-readers que me auxiliaram. Uma coisa sei: quando duas ou mais pessoas dizem algo semelhante, é porque algo não está bem (excepto quando o apontamento é um elogio). Agradecimentos para todos. 🙂

 

*English*
A week finally came where I have a lot to report.
It started slow, with lots of manual writing (character studies and story structure) but finally, on Thursday it was ‘revenge’ day. I wrote almost 3000 words for the short story I was working on.
Friday was also a very agitated day. I went to the post-office to send of “V.I.D.A.” for the 1st Literary Contest Book.It and on that same day (technically the next day), at 3.30 a.m., I finished the short story for anthology Lisboa Electropunk. It reached the 5935 word count (34914 types), which means I went to the limit!
I just couldn’t go to sleep without finishing it and it was also somewhere along the writing that I came up with th title “Electro-Dependência (Electro-Dependency)”.

This short-story was written in the 1st person POV present verb, which means I wound up breaking my self-made ‘promise’ never to write in that POV, back when I wrote “A Última Ceia (The Last Supper)”. Strangely enough “Electro-Dependência (Electro-Dependency)” came out much easier that its predecessor in the narrative style. Maybe it’s just something you need practice to make right.

The next day I reviewed the text and the anthology guidelines before sending it to a few sacrificial-lambs beta-readers (Thank you all who volunteered/submitted, your opinions were valuable). With all the reviews received, on Saturday I decided to make some changes to the text. Switched texts to different places, cut scenes, added details and in the end I sent the text to one lat beta-reader (Thank You!) for a final opinion.

The biggest problem with writing a short story for this anthology (or any other with guidelines so specific) is that, in case the story doesn’t get picked for publication it will be really hard to resubmit it to any other, due to its specificities.
But well, I’ll think of that if the time comes.

Once more I’d like to thank all the amazing beta-readers who helped me. One think I know: If two or more people point out the same thing, it’s because it needs to be changed (except when it’s a praise). Thank you all! 🙂

 

Nos meus outros blogs (On my other blogs):
Garnath webcomic 23, banda desenhada;
Convite para apresentação de “Trilogia Império Terra” – Divulgação.

No exterior (On the Outside):
Writing Secrets of Prolific Authors, no Write to Done;
Write Yourself a Bad Review, no The Artist’s Road;
FF 2011 – Fall out: Homossexualidade, no Crónicas Obscuras;
On Editing … A Door Called Sally, no Rhemalda Publishing;
My favorite Part, no Rhemalda Publishing;
Frase polémica para os novos autores??, no Viajar pela Leitura;
Reescrevedora, no Monster Blues;
Editing for Indie Writers: Is Your First Draft Ready? (Chapter 2, Part 1), no blog de Deanna Knippling;
After the first draft, no CreatSpace;
How to Choose Between a Big Word and a Small Word, no WordPlay;
– Sexualidade em Crónicas Obscuras, no Crónicas Obscuras;
Is Your Writing Career Missing This Single Most Crucial Element?, no Write to Done;

Vistas (Semanário 139)

Correndo o risco de me repetir, qual disco riscado, a semana que passou foi uma que me deixou muito irritada, em termos de escrita. Tudo isto porque me deparei com um problema recorrente, que me anda a dar cabo dos nervos e da paciência. Conseguem adivinhar qual? Pista: É referente ao “Alma“.
Pois, nem mais. Voltei ao dilema do P.O.V. (ponto-de-vista). Juro que já me irrito por andar irritada em não conseguir decidir afinal que POV usar. Como é possível? Eu nunca antes tive tanta dificuldade em chegar a um consenso. História houve que não foi À primeira que decidi, mas nunca estive tanto tempo indecisa. E pior! sempre a mudar de ideias. Sim, porque se bem se lembram, da última vez eu disse que já estava decidido, mas depois esta semana estava a pensar recomeçar a revisão e fui novamente assolada por dúvidas atrás de dúvidas.

Juro que ando tão zangada com a minha incapacidade de resolver este dilema, que cheguei ao cúmulo de pensar em desistir de vez do “Alma”. Mas depois lembrei-me de porque gosto tanto desta história e porque acho que tem potencial. Ainda assim, a ideia de o pôr de parte durante uns bons meses, ficou-me na mente e quem sabe se por causa disto não vou passar outras revisões para primeiro plano (coisa que não queria muito fazer mas que, dadas as circunstâncias, talvez seja a opção mais acertada).

Ainda por culpa de tudo isto, dei por mima a reescrever o início de “Alma” para tentar perceber na 1ª pessoa e se por um lado achei que funcionou, acho que a longo prazo (no resto do livro) isso não será uma vantagem. Já sei que o POV na 1ª pessoa de várias personagens não funciona e por isso pensei que fazer o POV na 1ª pessoa e cingir a perspectiva a 2 personagens (Garnath e Ellaine). Ao princípio isto pareceu-se lógico e a resposta certa ao meu sempre eterno dilema do POV nesta história (nunca tive tanta dificuldade em escolher), mas depois parei e raciocinei. Não é preciso pensar muito para perceber o padrão. Estou sempre a mudar! Nunca estou satisfeita e nenhum dos POV me parece o acertado. Isso poderia querer dizer que devia alternar entre 1ª pessoa e 3ª pessoa, mas se eu não gosto de ler isso no livro dos outros, muito menos irei gostar de o escrever. Por isso fica tudo em ‘águas de bacalhau’. Resisti à tentação de começar mais uma versão e dei tempo ao tempo, na esperança que isso me ajudasse, embora não tenha ajudado até agora.

Quero tanto reescrever a história, porque acho que tem mesmo potencial, mas sem decidir este (maldito) pormenor técnico não posso avançar nem uma linha. Já não sei mais que fazer, sinceramente. Por um lado acho que o melhor que tenho a fazer é dedicar-me a outro projecto (ou não tivesse eu quatro romances para rever), mas por outro lado sinto que este é o momento certo para me dedicar ao “Alma“. Sinceramente às vezes acho que a história não quer ser contada, ou que eu me estou a focar no que não interessa e a esquecer-me de algo muito mais importante.

Noutros assuntos, durante a semana transacta enviei novamente o “V.I.D.A.” para várias editoras com nova carta introdutória e sinopse revista. É cruzar os dedos e esperar pelo melhor.

Também foi uma semana para ‘espalhar a palavra’. Que é como quem diz, tenho dois contos meus espalhados pela web:
– no Conte Connosco, onde os contos sobem no ranking conforme os votos. “Rotina” está lá, por favor votem se gostarem do conto. AQUI;
– no A Viagem dos Argonautas, com o conto “Como Ondas“, sob pseudónimo Corvo Silva;

Um Feliz Natal para todos os que festejam. Para os restantes … um bom interlúdio antes do final do ano. 🙂

Nos meus outros blogs:
Incentivo 7, uma ilustração;
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 18;
Blogues e Leitores – Convite;
Tertúlia “Blogue e Leitores” – um resumo;

No Exterior:
Behind the Scene: Condições Ideais III – Local, no Crónicas Obscuras;
How I Create my Heroes and Heroine, no blog de Kate Noble;
Increase Your Story’s Suspense With Breadcrumbs, no WordPlay;
Deciding on a voice, no The Book Designer;
How to keep dialogue lively, no The Writer Magazine;
Behind the Scene: Condições Ideais IV – Hora , no Crónicas Obscuras;
Recursos do Escritor: As funções do Diálogo, no blog de Sara Farinha;
Open to Interpretation, no Soul of a Word;
Recursos do Escritor: Regras para escrever bons diálogos, no blog de Sara Farinha;
Rewriting: the Genre Pass, no blog de Alexandra Sokoloff;
When they don’t wanna, no blog de Patricia C. Wrede;
How Do You Decide Which Story You Should Write?, no WordPlay;
Behind the Scene: Condições Ideais V – Música, no Crónicas Obscuras;

Reflexões (Semanário 125)

Esta não foi uma semana de deambulações, momentos ‘eureka’ ou grandes reflexões. Foi sim uma semana de dor. Dor de costas, mais propriamente.
Esta não foi, contudo, a principal razão porque nada fiz quanto às revisão de “Alma” ou porque “O Sangue das Rosas” ainda se mantém uma aberração narrativa. A verdade é que esta foi uma semana de reflexões, mais a nível pessoal do que profissional, mas não descurado esta vertente obrigatória da vida de uma pessoa civilizada.
Tenho andado estafada. Não tanto da vida, nem tão pouco do trabalho (que apesar de tudo foi bem puxado nesta semana), mas mais do estado das coisas. Não se preocupem que não vou falar de politiquices e muito menos de terrorismo. Na verdade não vou falar de nada, pois são coisas mais privadas do que me apraz falar aqui.
Tudo isto para dizer que nada fiz, além de reflectir sobre o rumo de algumas das minha histórias. Quero no entanto partilhar convosco algo que eu já há muito havia decidido, mas que penso nunca ter mencionado.
Lembram-se de há algum tempo vos ter falado num projecto, ao qual chamo ainda de “PFA“? Pois este “PFA” é uma mescla de vários mitos, religiões e até géneros literários. É de tal forma complexo e vai necessitar de tanta pesquisa, que não me atrevo sequer a imaginar quando poderei enveredar na sua produção (terá vários volumes, o que é ainda maior desafio). No entanto, a cerne da questão de hoje, é que quando imaginei o “PFA” comecei de imediato a construir a história de forma a que pudesse, de alguma forma, complementar outros projectos meus, em particular o “V.I.D.A.“, o “No Limiar da Vida” e até mesmo o “Alma“. Esta foi uma decisão ponderada, mas acho que a arquitectei de tal forma que estes três romances, que são tão díspares entre si, acabam por fazer sentido no mesmo universo que “PFA“.
Mas esta semana, estranhamente, dei-me conta que outras duas histórias minhas que, de forma inconsciente, se haviam formado num mesmo ‘mundo’. Refiro-me a “Dragões e seus sacrifícios” e a uma história ainda sem nome, mas que já aqui falei por ser a base de criação da curta BD que escrevi, chamada “Não Alimentem a Caveira“.
É estranho quando nos damos conta de que os pontos se unem de forma curiosa entre vários dos nossos trabalhos. Embora isto não aconteça com todos, é interessante ver alguns a interligarem-se de forma consciente ou não.

Se eu escreve-se apenas fantasia urbana, ou ficção baseada na realidade, então seriam normais as consistências e os entrelaçamentos, mas escrevo praticamente fantasia passada em mundos distintos, o que de certa forma sempre me levou a pensar que teria de usar um mundo diferente para cada história, até que percebi que não teria bem de ser esse o caso.
Com certeza que não forçarei uma história num determinado ‘mundo’, mas se tal ideia surgir, abraçá-la-ei com carinho, como faço a todas as outras. Mas ainda assim existem projectos independentes que, pelo menos para já, não pretendo reutilizar noutras histórias, como sendo o “Angel Gabriel“, o “Através do Vidro” ou o “Vermelho Sangue“, embora este último tenha potencial para ser palco de outras aventuras. Quem sabe? (só depois de escrever este, claro!)

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
24 Hour Comics 2011 (Proposta);
Página 5, da banda desenhada “Garnath e a Bola de Cristal”;
– Booking through Thursday – Em Fila;

No exterior:
Countdown to Outlining Your Novel: Map Your Way to Success!, no WordPlay;
Five ways to make your dialogue flow, no The Gatekeepers Post;
Ler ou Ouvir, no Crónicas Obscuras;
Inspiration, my ass!, no blog de Deanna Knippling;
Introducing the “mistorical,” and The Uses and Limits of History in Romance, no Dear Author;
The revision go round, no The League of Relunctant Adults;
Finding the beggining of your story, no blog de Deanna Knippling;
Should you outline?, no WordPlay;
Keeping the Plates Spinning, no Murderatti;
Behind the scenes: Tempo, no Crónicas Obscuras;
Why I puched my heroine off a cliff … almost, no Writer Unboxed;
Being “crazy good”, no Modern Author Showcase;
Behind the scenes: Baptismo IV, no Crónicas Obscuras;
Destaque para dois artigos sobre a influência mútua, no Efeitos Secundários;
Why Your Hero Absolutely Must Pet a Dog, no WordPlay;
Hookind the Reader, no blog the Patricia S. Wrede;

Depende da Perspectiva (Semanário 120)

Passei a semana toda a riscar de vermelho as páginas impressas do primeiro rascunho de “Alma” e a escrever coisas como «Esta cena está muito Bleh!» (não estou a brincar!) no canto das folhas, com chavetas e englobar capítulos inteiros.
Tinha ainda umas folha à parte onde resumi muito apressadamente certas cenas que precisaria de introduzir na história, ou relações que teria de aprofundar mais do que estavam, de forma a que a história tivesse mais sentimento. Isto incluía relacionamentos amorosos,amigáveis e familiares, etc.

Cheguei ao fim com relativa facilidade, até porque como vou reescrever quase tudo, claramente não estive com muitos detalhes a mudar estruturas frásicas ou descrições, etc.
Apesar de, ao fazer esta leitura, me ter apercebido que o que escrevi tem bastante potencial, também foi ainda mais notório como não organizei o livro da melhor forma, nem fiz a melhor escolha com a POV na 1ª pessoa (Erro!).
Sinceramente nunca concordei com quem diz que o ponto de vista da 1ª pessoa é para os preguiçosos ou para os escritores novatos (não que eu não seja um). Aliás, de certa forma, acho até que este POV consegue ser mais exigente que o da 3ª. Senão vejamos: Temos  de ter um conhecimento intrínseco da personalidade da personagem, temos de gesticular a acção de forma a que a informação seja correctamente exposta, já que ao vermos pelos olhos de uma só personagem acabamos por não saber tudo sobre tudo, além de que quando temos vários POV na 1ª pessoa, temos de nos assegurar que cada um é único, com uma escrita distinta, e que todos são vitais para a história e não estão lá só para ‘encher chouriços’.
Claro que a perspectiva da 3ª pessoa tem também muito que se lhe diga (ou não fosse eu ter alguns percalços com esta perspectiva), mas o que quero dizer é que não acho que um seja menor que o outro. Nem sequer o POV na 2ª pessoa, que todos parecem odiar, pode ser considerado mau, já que se usado da forma correcta, acredito que possa ser uma experiência bem diferente (a Anna Raffaella parece estar a pensar fazer um nesta perspectiva, e não é segredo porque ela já o disse no blog).

Mas avancemos para outro tema, com o qual me deparei esta semana, enquanto revia os textos, e depois, quando comecei a tentar reorganizar a história da melhor maneira. Refiro-me às Outlines! (e o mais espantoso é que esta semana este parece ter sido um tema em voga, já que não fui a única a mencioná-lo; vejam o “No Exterior”, em baixo).
E que é isso da Outlines? Assim muito resumidamente, é quando um escritor decide organizar os acontecimentos da sua história, antes ou durante a escrita do mesmo (aconselha-se antes, mas cada um funciona de maneira diferente).
Eu nunca fui muito de fazer outlines, porque quando começo a escrever uma história, normalmente sei quais são os acontecimentos centrais e alguns de relevância um pouco menor. Conheço as personagens e sei, por norma, onde quero começar e terminar a história. Por isso, o que acontece comigo, é que tenho tudo na cabeça, e depois sento-me a escrever, sem passar as ideias centrais para o papel e tentar organizar-me. Isto correu-me bem com o “Angel Gabriel“, com o “Através do Vidro” e com o “Dragões e seus Sacrifícios“. Já no caso do “V.I.D.A.“, confesso ter feito um pequeno outline, não muito pormenorizado, por onde me guiei.
Contudo, e como já aqui referi, a falta de um outline não funcionou tão bem com o “Alma“. Embora não possa dizer que a experiência correu mal, a verdade é que teria corrido ainda melhor se eu tivesse organizado os meus pensamentos, e a história, antes de começar a escrever. As mais complexas, em especial, necessitam de um auxiliar, pois por mais que um autor ache que sabe tudo sobre a história, acaba sempre por se esquecer de algo (além das muitas coisas que surgem e com as quais não contamos).
Não me arrependo de o ter feito, mas agora que vou reescrever a história, sei que preciso de algo mais. Daí que, finalmente, decidi dar o uso aos meus quadros de cortiça e post-its coloridos. Em frente, Outline! (mais pormenores sobre isto na próxima semana)

E vocês, costumam fazer outlines ou deixam-se levar pela brisa (como pássaros livres)?

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
Contributo na NanoZine nº3;
– Top Ten Tuesday – Trends You’d Like To See More of/Less of;
– Compras – Julho 2011;
– “Voyager nº 1“, fanzine de vários artistas;
– Booking through Thurday – Antecipação;

No exterior:
Mugging the Muse: Como Planear Histórias, 101, no Fasten your Fiction;
It’s Just Business, no Murder She Writes;
Finding yourself somewhere else, no blog de Deanna Kippling;
Let’s nix that “F” word form your book, Michelle, no The Innocent Flower;
Outlines, why did it have to be outlines?, no blog de Kate Noble;
10.000 words in one day? No way … Way!, no Murderati;
This is dedicated to the one I love, no All About Romance;
Getting it right, no Murder She Writes;
Editing, no Murder She Writes;
All About Amnesia, no Dear Author;
Didn’t expect that to happen, no ACME Authors Link
It’s all material, no blog de Patricia C. Wrede;
Why writers use a 1st person narrator, or not, no blog de Walt Shiel;
Maintaining Your Enthusiasm Until the Book Is Completed, no WordPlay;
Short story submission tips, no blog de Deanna Knippling;
7 Ways to Make Family and Pets Respect Your Writing Time, no WordPlay;
Rules, what rules, no blog de Patricia C. Wrede;
“My novel’s too ‘fringe’ – will any commercial publisher on the planet be interested?”, no Writer Unboxed;
Wake up your readers! How to thicken a plot, no blog de Alan Rinzler;
Behind the Scenes: Pesquisa, no Crónicas Obscuras;

O Passado e o Presente (Semanário 109)

Na segunda-feira fiquei estranhamente feliz com uma coisa bastante simples que me aconteceu:
A minha mãe tinha sido operada no fim-de-semana, e infelizmente na 2ª feira estava a sentir-se mal, por isso fiquei em casa com ela. Nessa altura ela pediu-me para eu lhe ler um pouco da minha história “V.I.D.A.“, que ela já tinha lido na totalidade e tinha adorado (segundo a própria).
Agora não sei se sou só eu, ou se é algo que a maioria dos autores sente, mas eu não gosto de ler os meus escritos em voz alta. Por isso li, mas com alguma relutância. Achei que fui horrível (a sério que sim), mas quando terminei a minha mãe estava emocionada e disse que tinha adorado aquele ‘momento’.
Confesso, fiquei toda encavacada, especialmente porque me tinha custado imenso a ler em voz alta, e em contrapartida ela tinha gostado tanto daquilo. Às vezes são as pequenas coisas que têm o maior significado e o maior impacto.

Já a partir de terça-feira comecei a fazer uma outra revisão no “Através do Vidro“, e tenho confiança que vai ser a última revisão. Durante a semana trabalhei exclusivamente nisto, e já passei de metade do livro, por isso em breve devo terminar.
As coisas estão a correr bem, nesse panorama, embora esteja menos confiante neste livro do que no “V.I.D.A.” ou mesmo no “Angel Gabriel“. Não sei se é culpa do género (virado para a ficção científica) ou se é por causa do formato (quatro contos que formam um romance), mas apesar de sentir que está completo e bem estruturado, já não o acho tão bom como anteriormente.
Eu sei que isto acontece com tudo o que escrevo (e pelo que oiço dizer. o emsmo acontece com todos os leitores), e por um lado é bom porque significa que estamos cada vez mais exigentes com o nosso próprio trabalho, mas ao mesmo tempo é triste perder um pouco daquele fascínio original que tinhamos pelas nossas obras.
Não me interpretem mal! Continuo a gostar do que escrevi (caso contrário não o submeteria a editoras ou a concursos), mas há um certo afastamento emocional que vem com a dedicação a novos projectos.
É um pouco triste …

E vocês? Sentem este distanciamento das vossas obras passadas, e a crescente exigência, ou não?

No Floresta de Livros:
– “A Verdadeira Invasão dos Marcianos“, de João Barreiros;
– Top Ten Tuesday – Jerks in Literature;
– Booking Through Thursday – Apropriado à idade;
– “Dark Swan – Storm Born 1“, de Richelle Mead / Grant Alter / David Hamann.

No exterior:
Mothers in Fairy Tales, no The Enchanted Inkpot;
Do You Really Need an Author Blog if you’re on Facebook or Twitter?, no Writer Unboxed;
The art of Dreaming, no Writer Unboxed;
Does Your Story Maintain Consistency in the Details?, no WordlPlay;
Characterization: Controlled Hallucination or Craft?, no Murdererati;
Staying out of the story, no Writer Unboxed;
Owning your creative past, no Murdererati;
Switching teams, no Murderati;
The Secret Ingredient of Original Storeis, no WordPlay.