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Semanário 153 (Weekly 153)

Mais uma vez terão de me perdoar a brevidade deste post. Não tão somente porque o que tenho para dizer não é muito extenso, mas mais que isso pelas razões do costume: tempo. Ah! Se o tempo fosse realmente maleável talvez as coisas fossem mais simples (ou possivelmente mais complexas).

O mais relevante na semana transacta foi o facto de ter recebido algumas opiniões, críticas, elogios e sugestões dos beta-readers iniciais para “Dragões e seus Sacrifícios“. Uma opinião parcial (a aguardar pacientemente pelo restante) e uma opinião total que me fez sorrir imensas vezes e que me apontou algumas lacunas e inconsistências que irei corrigir assim que puder. Obrigada Júlia! (e obrigada Rui, lembra-te que não há pressas. :).

Parece-me impossível, agora que penso bem nisso, mas só mesmo no fim da semana tive a possibilidade de me dedicar realmente à escrita do conto de super-heróis. Não foi um mau começo, mas ainda tenho muito que escrever e que rever antes de o dar por completo. Não sei se ficará pronto a tempo de submeter à antologia, mas verdade seja dita, não estou muito preocupada. Já decidi que é escusado stressar. Se conseguir, óptimo! Se não conseguir, servirá para outra coisa qualquer (talvez para publicar aqui no blog que está tão parado).

Para além disto esta semana que passou pensei muito (aquele tipo de pensamentos que mais parecem coisas reais e que não nos deixam em paz) no meu projecto “Vermelho Sangue” e no que queria fazer com ele.Mais propriamente no rumo a dar a certas personagens e relacionamentos. Tive ideias para algumas cenas bem carregadas de emoção e que muito me agradaram. Se conseguir torná-las tão vivas no papel como na minha cabeça, serão excelentes (infelizmente o resultado final raramente faz jus à ideia).
Talvez seja este ano que pegue no “Vermelho Sangue“. Quem sabe …

Para finalizar, esta semana, pela óbvia falta de disponibilidade, nem tive possibilidade de ver os posts dos blogs que sigo, daí que hoje não haja links para o exterior. E assim aqui vai a intersecção da semana, para vocês caros leitores: Qual foi o post literário (escrita criativa) da semana finda que mais gostaram de ler (em qualquer lingua)? Não se coíbam de auto-promoção.

*English version bellow*

Once more you’ll have to forgive the brevity of this post. Not only do I not have much to say, as the same reason as always applies: Time. Ah! If only time was really malleable then maybe things were simpler (or possibly more complex).

The most relevant development from last week, was the fact that I received some opinions, critiques, praise and suggestions for “Dragons and their Sacrifices”. One partial opinion (patiently awaiting for its continuation) and one of the complete manuscript which made me smile several times and that pointed out quite a few inconsistences that I plan to fix soon enough. Thank you Júlia! (and thank you Rui, and remember, no hurries. 🙂

It seems impossible, now that I think about it, but only by the end of the week did I get a chance to really dedicate time to the writing of the super-heroes short-story. It wasn’t a bad beginning, but I still have a lot to write and revise before it’s complete. I’m not sure it will be ready in time for submission to the anthology, but truth be said, I’m not that worried. I decided it’s useless to stress about it. If  make it, then great! F I don’t, it will be used for something else when it’s finished (maybe to post it here on the blog, seeing as it has been so empty lately).

Aside from that, this last week I thought a lot (and by that I mean the thoughts filled my every waking hour) about my project “Blood Red” and on what I wanted to make of it. More precisely the path I want some of the characters and relationships to follow. I had ideas filled with emotion, and that pleased me. If I can make them come to live in paper as they did in my head, I’ll have something excellent in my hands (unfortunately, most of the times what gets on the pages is far from what the writer envisions).
Maybe this is the year I’ll write “Blood Red”. Who knows…

As a last note, this week I obviously had no time to visit my favorite writing blogs and therefore I have no ‘exterior’ links to share. That being said, and as a sort of interaction wth you readers, I’d like to ask you: What was the best literary post (about writing) you read last week (in any language)? Feel free to self-promote.

Nos meus outros blogs (On my other blogs):
– “O Fim Chega Numa Manhã de Nevoeiro“, de Renato Carreira

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Reflexões (Semanário 125)

Esta não foi uma semana de deambulações, momentos ‘eureka’ ou grandes reflexões. Foi sim uma semana de dor. Dor de costas, mais propriamente.
Esta não foi, contudo, a principal razão porque nada fiz quanto às revisão de “Alma” ou porque “O Sangue das Rosas” ainda se mantém uma aberração narrativa. A verdade é que esta foi uma semana de reflexões, mais a nível pessoal do que profissional, mas não descurado esta vertente obrigatória da vida de uma pessoa civilizada.
Tenho andado estafada. Não tanto da vida, nem tão pouco do trabalho (que apesar de tudo foi bem puxado nesta semana), mas mais do estado das coisas. Não se preocupem que não vou falar de politiquices e muito menos de terrorismo. Na verdade não vou falar de nada, pois são coisas mais privadas do que me apraz falar aqui.
Tudo isto para dizer que nada fiz, além de reflectir sobre o rumo de algumas das minha histórias. Quero no entanto partilhar convosco algo que eu já há muito havia decidido, mas que penso nunca ter mencionado.
Lembram-se de há algum tempo vos ter falado num projecto, ao qual chamo ainda de “PFA“? Pois este “PFA” é uma mescla de vários mitos, religiões e até géneros literários. É de tal forma complexo e vai necessitar de tanta pesquisa, que não me atrevo sequer a imaginar quando poderei enveredar na sua produção (terá vários volumes, o que é ainda maior desafio). No entanto, a cerne da questão de hoje, é que quando imaginei o “PFA” comecei de imediato a construir a história de forma a que pudesse, de alguma forma, complementar outros projectos meus, em particular o “V.I.D.A.“, o “No Limiar da Vida” e até mesmo o “Alma“. Esta foi uma decisão ponderada, mas acho que a arquitectei de tal forma que estes três romances, que são tão díspares entre si, acabam por fazer sentido no mesmo universo que “PFA“.
Mas esta semana, estranhamente, dei-me conta que outras duas histórias minhas que, de forma inconsciente, se haviam formado num mesmo ‘mundo’. Refiro-me a “Dragões e seus sacrifícios” e a uma história ainda sem nome, mas que já aqui falei por ser a base de criação da curta BD que escrevi, chamada “Não Alimentem a Caveira“.
É estranho quando nos damos conta de que os pontos se unem de forma curiosa entre vários dos nossos trabalhos. Embora isto não aconteça com todos, é interessante ver alguns a interligarem-se de forma consciente ou não.

Se eu escreve-se apenas fantasia urbana, ou ficção baseada na realidade, então seriam normais as consistências e os entrelaçamentos, mas escrevo praticamente fantasia passada em mundos distintos, o que de certa forma sempre me levou a pensar que teria de usar um mundo diferente para cada história, até que percebi que não teria bem de ser esse o caso.
Com certeza que não forçarei uma história num determinado ‘mundo’, mas se tal ideia surgir, abraçá-la-ei com carinho, como faço a todas as outras. Mas ainda assim existem projectos independentes que, pelo menos para já, não pretendo reutilizar noutras histórias, como sendo o “Angel Gabriel“, o “Através do Vidro” ou o “Vermelho Sangue“, embora este último tenha potencial para ser palco de outras aventuras. Quem sabe? (só depois de escrever este, claro!)

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
24 Hour Comics 2011 (Proposta);
Página 5, da banda desenhada “Garnath e a Bola de Cristal”;
– Booking through Thursday – Em Fila;

No exterior:
Countdown to Outlining Your Novel: Map Your Way to Success!, no WordPlay;
Five ways to make your dialogue flow, no The Gatekeepers Post;
Ler ou Ouvir, no Crónicas Obscuras;
Inspiration, my ass!, no blog de Deanna Knippling;
Introducing the “mistorical,” and The Uses and Limits of History in Romance, no Dear Author;
The revision go round, no The League of Relunctant Adults;
Finding the beggining of your story, no blog de Deanna Knippling;
Should you outline?, no WordPlay;
Keeping the Plates Spinning, no Murderatti;
Behind the scenes: Tempo, no Crónicas Obscuras;
Why I puched my heroine off a cliff … almost, no Writer Unboxed;
Being “crazy good”, no Modern Author Showcase;
Behind the scenes: Baptismo IV, no Crónicas Obscuras;
Destaque para dois artigos sobre a influência mútua, no Efeitos Secundários;
Why Your Hero Absolutely Must Pet a Dog, no WordPlay;
Hookind the Reader, no blog the Patricia S. Wrede;

Mudanças Centrais (Semanário 124)

Pensando em participar em alguns concursos de contos, estive na semana passada a trabalhar nas revisões de alguns, que não tenho publicados no blog e que, por um ou outra razão, acabaram por não ficar nos locais (leia-se revistas/antologias) que primeiramente lhes tinham sido atribuídos.
A primeira coisa que reparei, quando estava a rever o “O Sangue das Rosas” (um conto que escrevi no ano passado) foi que o conto estava amador. Sinceramente, não sei como achei que aquilo já estava terminado. A base boa está lá, mas o conto está tão rústico, tão mal temperado, que até me arrepiei. Acho que é a primeira vez que releio um conto meu e acho que devia estar sob a influência de alguma coisa quando decidi que aquilo estava bem como o deixei.
Rabisquei uma versão impressa, com muitos e muitos apontamentos, mas ainda não tive oportunidade de o rever no computador e deixá-lo pronto a ser ‘lançado’ ao mundo. Espero em breve terminar isto e ficar satisfeita com o resultado.

Em contrapartida, fui reler o “A Última Ceia” (outro conto terminado em 2010) )e achei que este estava praticamente perfeito (digo isto com toda a humildade). Só tive de corrigir uma ou duas gafes que me escaparam nas outras revisões e mais nada. Acho que está mesmo o que eu pretendia, o que é estranho, tendo em conta que me lembro bem de não ter ficado totalmente satisfeita com o resultado quando o terminei no ano passado. Mas agora, depois de vários meses sem o ler, posso dizer que, segundo os meus parâmetros, está muito bom.

Ambos contos são de horror, o que não deixa de ser curioso, já que antes destes não me lembro de ter escrito nenhum que pudesse ser considerado dentro do género. Já fui muito fã de filmes de horror, mas agora gosto mais do factor ‘susto’ do que da violência excessiva e factor ‘choque/repulsa’ que se vê em muitos filmes de horror nos dias que correm. Estranhamente poucos foram os livros/contos de horror que realmente me marcaram, talvez porque ainda não li as obras certas, ou porque penso que para mim o horror é mais um factor visual/sonoro do que propriamente literário. O que não quer dizer que não existam excelentes exemplos literários de horror. Como em tudo, o quem é bom, é mesmo bom.

Esta minha experiência no género (horro/terror) foi curiosa. Não posso dizer se o fiz bem ou mal, pois sou apenas a escritora, mas logo o saberei, já que vão ambos ser lançados ao ‘mar’, depois de uns ajustes, para ver se alguém morde a isca. Aliás, estando o “A Última Ceia” já pronto, devo submetê-lo em breve a alguns pontos de interesse.

Também durante a semana passada estive a redescobrir as minhas personagens. Mais propriamente as do projecto “Vermelho Sangue“. Como já aqui mencionei antes, estou a ponderar que história vou escrever durante o NaNoWriMo deste ano e o “Vermelho Sangue” é uma das opções que está em cima da mesa. Dessa forma tenho, nos últimos tempos, feito algum brain-storming para tentar decidir como colmatar as várias lacunas que ainda encontro na história, mesmo depois de anos a amadurecer a ideia (este é, para quem não sabe, um dos meus projectos mais antigos, em fila de espera talvez desde antes de 2003; pois também eu tenho o meu pet-project, como tantos escritores pelo mundo fora; ou seja, aquele projecto que imaginamos desde sempre, mas que só passado muito tempo nos achamos com capacidade para lhe dar a visão que merece).
Já há algum tempo que tinha pegado num caderno só para apontar coisas relativas a este projecto. Embora este caderno ainda esteja muito vazio (pois a maioria do que penso e arquitecto fica somente armazenada nos arquivos da massa cinzenta) a verdade é que com esta estratégia já atei várias pontas soltas que ao longo dos anos não tinha conseguido coser no enredo. Tais como, o porquê de eu ter decidido que as minhas personagens tinham quase todas cores de cabelos diferentes, numa palete que engloba as cores do arco-íris, ou quais as verdadeiras motivações do meu vilão (para além de ser maléfico e outras coisas que não posso revelar), ou como é que a minha protagonista tinha meios de andar a persegui-lo e obtinha as informações que precisava. E por aí fora … As coisas nas quais muitas vezes só pensamos quando já estamos a escrever a história e nos damos conta que (maldição!), devíamos ter pensado nisso antes.
Isto também me ajudou a detectar certos padrões repetitivos que eu nunca havia notado antes. Só para mencionar um. Eu tinha três personagens orfãs de ambos pais e quatro orfãs de mãe. Que raio! Como é que nunca me dei conta de uma barbaridade destas? É tipo … drama! (a mais) Por isso mudei a situação de algumas personagens, embora a ‘orfanidade’ de muitas delas não possa ser mulada por razões inerentes à própria trama, mas ao menos dei um novo alento à condição de cada um, resultando num aprofundamento da personalidade da cada personagem (afinal são estas coisas que nos definem, mesmo que não queiramos).
Mas, mesmo depois de tanto matutar, há algo que eu ainda não resolvi e é um assunto que me incomoda imenso. A situação é a seguinte: Quando imaginei este enredo, estava numa fase de histórias de aventura, daí ter criado as personagens num cenário em que estavam sempre a andar de um lado para o outro, como um grupo não muito coeso, mas sempre metidos em sarilhos. Foi assim que imaginei a narrativa e foi desta forma que me afeiçoei às personagens. O problema é que, hoje em dia, mais madura no sentido literário (julgo eu), acho completamente ridículo ter sete ou oito personagens a viajarem pelo mundo, todos juntos, em perseguição de uma assassino. Parece-me tão forçado, que não me sinto com capacidade para o fazer, mas o mal é que, para mim, a história não funcionará se assim não for.
Este é o mal de gostar tanto das minhas personagens que não consigo raciocinar de forma inteligente, sobre qual a melhor forma de lidar com o problema. Mas a verdade, verdadinha, é que se não tiver os oito a viajarem juntos, vai ser o desenvolvimento das personagens que vai perder. Ou não fosse quase toda a trama girar em volta da interacção entre os oito.
Ainda não sei como vou resolver este dilema. Sinto que se mantiver este padrão, a história vai parecer um pouco amadora, pelo menos no início, mas se o alterar, vou estar a comprometer toda a trama (e a alterá-la de forma irreversível).
Esta é a razão principal porque ainda não decidi se será o “Vermelho Sangue” o contemplado para o NaNoWriMo deste ano. Até Novembro terei que tomar uma decisão.

E vocês, alguma vez tiveram a sensação de que tinham de mudar algo drástico na história (algo central)? Se sim, chegaram a fazê-lo, ou mantiveram as coisas como estavam?

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– “Pariah 2“, de Aron Warner / Brett Weldele / Philip Gelatt;
– “Dark Swan – Storm Born 3“, de Richelle Mead / Grant Alter / David Hamann;
– “Pariah 3“, de Aron Warner / Brett Weldele / Philip Gelatt;
Página 4, da banda desenhada;
– Booking Through Thursdays – Tempo Tempestuoso;
– “Contos de Terror do Homem-Peixe“, antologia

No exterior:
Why the Human Element Is All-Important to a Story’s Beginning, WordPlay;
Men and Women: The friendship that dare not speak its name, no Murderati;
19 Ways to Get More Readers for Your Author Blog, no The Book Designer;
When Creativity isn’t Enough: Tips for bringing out your inner disciplinarian, no blog de Linda Poitevin;
Telling details vs clutter, no blog de Patricia C. Wrede;
Pesky Pet Words, no Rhemalda Publishing;
The Business Rusch: Unexpected Gold in Self Help Books, no blog de Kristine Kathryn Rusch;
Most Common Mistakes Series: Is Nothin’ Happening in Your Scene?, no WordPlay;
Red Flags for Female Characters Written By Men, no SuperHero Nation;
Fact vs. Fiction: Writing Outside Your Life, no Writer Unboxed;
Order and Outlines, no blog de Patricia C. Wrede;

Número 5 (Semanário 114)

Lembro-se de há uns meses vos dizer que tinha escrito o guião para uma BD chamada “Não alimentem a Caveira“? Pois comecei a semana passada revendo este guião, fazendo apenas algumas pequenas alterações, já que na sua grande parte estava já bastante satisfatório enquanto banda desenhada de fantasia/comédia.

Durante a semana tive também várias ideias interessantes para o projecto “Vermelho Sangue“, mais especificamente em relação às tecnologias do mundo que criei. Mas também em relação ao “PFA” tive algumas ideias. Nem eu sei quando poderei pegar nestes projectos, e certamente que o “PFA” está ainda bastante longe de ver a ‘luz do papel’, já que vai exigir muita pesquisa, coisa da qual eu não pretendo abdicar quando finalmente decidir iniciar o projecto de verdade.

Depois de terminado o acima referido, regressei a “Dragões e seus Sacrifícios“, com muita vontade de finalmente escrever o «Fim», que acabaria por chegar no Domingo (tecnicamente na segunda-feira de madrugada), como anunciado AQUI.
O fim chegou às 00:40h de 20 de Junho de 2011, com 62 154 palavras, reunidas em 173 páginas.
Um número impressionante, tendo em conta que tinha ideia para um conto e nunca pensei que a história tomasse vida própria e desse um romance.
Estou muito contente com o resultado, mas sei que ainda há muito trabalho a fazer antes de dar o projecto por terminado. O fim não ficou exactamente como tinha pensado (em linhas gerais sim, mas na execução ficou diferente), e não creio que isso tenha sido mau. Mais uma vez deixei que a história se contasse a si mesma, sendo os meus dedos apenas escravos da história.
Agora vou deixar o texto marinar durante uns meses, antes de voltar a pegar-lhe para a primeira ronda de revisões e posterior envio aos primeiros proof-readers. Entretanto tenho muitos outros projectos a precisarem de atenção, mas esses são para relatar no semanário que vem. 🙂

E com isto (nem acredito bem no que vou dizer), mas apercebi-me de “Dragões e seus sacrifícios” é o QUINTO romance que termino desde 2009 (estou a referir-me a primeiros rascunhos, pois realmente terminados tenho, até agora, três). 5! Mal posso acreditar! No fundo acho quase impossível ter feito tanto em, relativamente, pouco tempo, mas a verdade é que pelo menos no último ano tenho-me dedicado mais que nunca.
Não estou publicada. Isso é verdade. Mas eu escrevo porque preciso de narra as histórias que tenho na cabeça, e não porque sinta a necessidade de ser publicada. Claro que isso seria uma mais valia, e não desistirei de tentar, mas sinto-me feliz só por saber que cheguei onde cheguei com força de vontade (e apoio de família e amigos).
Se me perguntassem, em inícios de 2008, se eu sonharia alguma vez escrever cinco romances em menos de três anos, eu desataria a rir. Provei a mim mesma que a força de vontade tudo consegue, e que se não nos dedicarmos realmente aquilo de que gostamos, estamos a deixar-nos ficar mal (só a nós mesmos, e a mais ninguém).
Talvez abrande um pouco o ritmo a partir daqui, ou talvez não. Ideias não faltam, objectivos estão traçados e tenho pretensões de chegar a algum lado. Quem sabe se tenho sorte? Quem sabe se tenho talento? Mas vou tentar, e logo outros poderão dizer de seu juízo (quando chegar o momento, sejam meiguinhos 🙂 ).

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
Uma demónio, um desenho de personagem para a referida história “Não alimentem a Caveira”;
Um Rapaz, mais um desenho de personagem para a referida história “Não alimentem a Caveira”;
– Top Ten Tuseday – Awww Moments in books;
– Booking Through Thursday – Interactivos;
– “Ubik – Entre 2 Mundos“, de Philip K. Dick.

No exterior:
Writing is Scary, no The Enchanted Inkpot;
A tip for the first time novelist, no Writer Unboxed;
The Escape, no Deadline Dames;
Sobre a auto-edição. no A Lâmpada Mágica;
Writing from a woman’s point f view, no Modern Author Showcase;
Behind the scenes: Bifurcações, no Crónicas Obscuras;
On the edge of your seat – Creating Suspense, no Writer Unboxed;
Discover the perfect place to insert backstory, no WordPlay;
4 Tricks for picking the pefect word, no WordPlay;
Killing the sacred cows of publishing: Rewriting, no blog de Dean Wesley Smith;
Finish! Kind of …, no blog de Rachel Vincent;
Where one writes, no blog de Patricia C. Wrede;
Head-Hopping, no Writer Unboxed;
Time’s ticking, no ACME Authors Link;
O mito do «fácil», n’ O Portal dos Sonhos;
Entrevista a David Soares sobre “Batalha”, no Cadernos de Daath;
Como qualquer propriedade quântica, no Efeitos Secundário;
What’s it like to be a girl, no Writer Unboxed;
Save your readers from boredom, no WordPlay;

Aconselho também a verem os vídeos do Conversas Imaginárias. Eu assisti ao vivo, mas os que não puderam estar pressentes, é uma excelente forma de ver o que por lá se passou

Epifania (Semanário 106)

É impressionante como por vezes temos as melhores ideias nos momentos mais estranhos.
Na segunda-feira, estava eu a preparar o jantar e a limpar carnes, quando dei por mim a pensar sobre a história central de Vermelho Sangue, mais propriamente nas personagens e na forma como elas surgem na história. A verdade é que nunca cheguei a consenso sobre quando e onde certas personagens deveriam aparecer, e todas as minhas tentativas anteriores (na BD e nos meus planos) saíram estranhas e algo forçadas. Nunca fiquei satisfeita com a minha ‘cronologia’ de aparição de personagens.
Mas estava eu a cozinhar e algo fez click na minha cabeça. O meu maior problema é que cinco das minhas personagens ‘quase’ principais são amigas, mas ontem apercebi-me de que, apesar de isso se manter, eles não têm necessariamente todos de aparecer ao mesmo tempo. E fez-se luz!
Depois, para surpresa das surpresas, finalmente consegui perceber que, sem me dar conta, tinha criado nesse ‘mundo’ uma hierarquia de tribos e quanto mais pensava nisso, mais sentido fazia. Assim agora está decidido que esse ‘mundo’ está dividido entre os ‘comuns’ e os ‘especiais’, este últimos normalmente afastam-se um pouco dos restantes para poderem sobreviver com os seus costumes e características.
O mais engraçado é que eu já tinha feito essa ‘divisão’, mas nunca tinha pensado nas coisas dessa forma, e ao fazê-lo, um novo mundo de oportunidades narrativas se abriu à minha frente.

Finalmente posso dizer que tenho consistência história no mundo que criei para esta história, e isso faz-me sentir bastante mais segura com toda a narrativa, abrindo caminhos para situações que nunca antes se tinham criado na minha mente.
O que não quer dizer que já tudo esteja definido, mas grande parte, sim.
Agora só me falta polir o vilão, pois este está ainda muito ‘fraquinho’ e eu não quero um vilão sem carisma, já que os heróis o têm para dar e vender. Acredito piamente que um vilão desenxabido pode estragar uma narrativa interessante e um role de personagens vivas, por isso não quero vilões pela metade.

E já agora, que comecei esta conversa sobre vilões, o que é que vocês acham imprescindível num verdadeiro vilão?

Agora quanto ao verdadeiro resumo da semana:
– 2ª feira – Escrevi 3 páginas para o guião de Visitante Indesejado;
– 3ª feira – Tomei vários apontamentos para Vermelho Sangue, corrigi três capítulos de Dragões e seus Sacrifícios, escrevi 3 páginas para o guião de Visitante Indesejado;
– domingo . Escrevi 10 páginas para o guião de Visitante Indesejado.
E sim, passei quase toda a semana sem fazer quase nada relacionado coma  escrita.

No Floresta de Livros:
Regresso dos Deuses: Rebelião – Divulgação;
– “Pela Sombra Morrerão“, de Carla Ribeiro;
– “Golfinho de Júpiter“, de Mary Rosenblum;
– Top Ten Tuesday – Rewind;
Fénix, nº 0;
– Booking through Thursday – Capa;
Zona Fantástica;
Dia Mundial do Livro 2011.

No exterior:
Slow and steady won’t win this race, no  Dirty Sexy Books;
Five things I’ve learned by e-publishing, no Writer Unboxed;
7 Query Lessons, no Writer Unboxed;
Do Editors edit anymore?, no Writer Unboxed;
How to Bring Your Writing to Life With the “Telling Detail”, no WordPlay;
What Is a 50-Page Edit… and Why Will It Rock Your Story?, no WordPlay;
Exposição Prolongada à Ficção Científica, no Efeitos Secundários

Semanário 83

Conforme planeado, logo na segunda-feira de manhã comecei a enviar submissões a algumas editoras que trabalham dentro do género da fantasia. Cruzei os dedos e comecei o longo e penoso processo de espera.

Confesso que com o Angel Gabriel – Pacto de Sangue, me sinto mais confiante. Não só porque é uma história totalmente diferente do V.I.D.A., mas porque não é uma narrativa tanto de nicho, como a anterior era.
Claro que a fantasia continua a ser uma espécie de nicho à sua maneira, mas não tanto que não esteja aberta a algo como o Angel Gabriel – Pacto de Sangue.

Durante o resto da semana estive com a cabeça feita num molho, a tentar terminar a tempo o conto para a antologia “Pesadelos de uma noite de Natal“. (Podem ver AQUI o regulamento). Eles alargaram o prazo de submissão até ao fim do mês, por isso toca a escrever uns contos de horror que nós precisamos de mais antologias cá em Portugal, e de qualidade.
Confesso que suspirei de alívio com o prolongamento embora, segundo a própria editora, isso possa não ser muito favorável ao recebimento da antologia junto do público. parece que eles tiveram poucas submissões.
Entretanto eu ainda não submeti o meu pois quero melhorá-lo e vou ver se sempre consigo escrever os dois contos que tinha planeado, mas pelo menos um vai de certeza, e espero que ainda esta semana.

Estive também bastante ocupada, mentalmente, a tentar decidir o que fazer com o 24 Hour Comics, que foi no passado sábado (dia 2 de Outubro). Na sexta feira tinha decido ilustrar uma cena do Angel Gabriel, mas durante a noite mudei de ideias e acabei por fazer algo relacionado com o projecto Alma.
No fim do desafio completei as 24 páginas. Umas ficaram melhores que outras e ainda tenho muito trabalho a fazer antes de me dar por satisfeita, mas não posso dizer que tenha corrido mal de todo. O problema foi o meu pescoço e as minhas costas (que ainda hoje me doem).

Entretanto estou já a pensar no que vou escrever durante o NaNoWriMo 2010 (podem visitar o meu perfil aqui) e as hipóteses na mesa são:
Alma
Vermelho Sangue
No Limiar da Vida

Estou longe de chegar a um consenso sobre qual ideia vou explorar no mês de Novembro, ainda tenho de estudar muito bem o esquema e ver com qual dos três estou mais à vontade, e mais que isso, qual deles chama por mim mais alto.
Para já parece que é o Alma que está a ganhar, mas não se admirem se eu mudar de ideias.

Mas já que falamos nisto: Qual dos três vos parece mais interessante? (podem ver resumos aqui)

Entretanto, Outubro vai ser um mês de grandes preparações. Há muito a fazer e o tempo parece voar. Mas eu mal posso esperar pelo regresso das NaNo-meets.  Parece que vamos ter novos “membros” este ano.

6 anos com os DreamGazer Studios

Não deve ser novidade para ninguém que siga este blog de perto (devem ser pouquinhos) que mais de metade das minhas ideias começaram como projectos de pseudo-BD. E digo “pseudo” porque nunca chegaram muito longe.

Para vos dar uma ideia, estes são os projectos que começaram como BDs ou a quererem ser BDs:
Angel Gabriel;
V.I.D.A.;
Vermelho Sangue;
Alma;

E bem, faz hoje 6 anos que lancei o site dos DreamGazer Studios, a casa para as minhas BDs. Podem saber tudo o que há para dizer neste post.

Por isso: PARABÉNS a todos os que me apoiaram neste projecto que foi um quase total fracasso. mas que ainda assim continua a ter um lugar muito especial no meu coração.