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Contos e Banda Desenhada (Semanário 130)

Na segunda-feira tive finalmente A ideia. Na verdade é que queria participar no concurso Contos FantasPorto 2012 – Ficção Científica, mas não tinha nenhum conto de Ficção Científica (o tema do concurso) que não estivesse já online, daí que a minha intenção fosse que por ‘milagre’ me surgisse uma boa ideia de ficção científica a tempo de a escrever para submeter (isto pensei eu com dois meses de antecedência).
Pois esperei e esperei e desesperei. Tanto que me convenci que não ia ter nenhuma ideia de jeito (só me surgiam ideais cheias de lugares-comuns) e fiquei desapontada.
Então, para minha surpresa, na segunda-feira o muso decidiu trabalhar e deu-me uma ideia que adorei. Ora o prazo era sexta-feira e claro eu entrei em stress.
Felizmente lá me compus e comecei a trabalhar afincadamente no conto, tanto que o escrevi em dois dias (o primeiro foi para pensar bem na trama e organizar os acontecimentos).
O conto ficou intitulado de “Bicho Exótico” e tem cerca de 3400 palavras.
Escrevi-o e revi-o a tempo de o submeter e agora é aguardar e ver.
Gostava de ter tido um pouco mais de tempo para perceber se realmente estava bem como ficou, mas num contexto geral gostei do resultado e achei que o conceito estava muitíssimo interessante (pelo menos para mim enquanto escritora).

Depois disso estive absorta a tentar magicar a história que planeava usar para fazer o 24 Hour Comics (podem ver como correu AQUI), que é um desafio onde se pretende desenhar 24 páginas de BD em 24 Horas (eu sei, parece de loucos; e possivelmente é). Como, segundo o verdadeiro espírito do desafio, nem sequer podia escrever o guião antes do dia, então estive sempre a matutar na história, em que cenas deviam vir primeiro, o que devia meter e o que não devia, etc. No fim foi bom eu ter pensado nisso com antecedência, embora na prática tenha chegado à página 20 e percebido que tinha de inventar qualquer coisa para meter em duas páginas.No fim até resolvi bem a situação, sem pôr em causa o final.

E agora vou querer dedicar-me (de corpo e alma) a planear o NaNoWriMo, mas para isso (como já sabem) ainda tenho de decidir que história vou usar. Dilemas! (mas porque é que não consigo trabalhar em duas histórias ao mesmo tempo? Resolvia a situação de uma vez).
Mais desenvolvimentos para a semana.

Entretanto, mais alguém participou no concurso do FantasPorto?

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– “The Walking Dead – Vol. 7“, de Robert Kirkman;
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 10;
Incentivo 4, um desenho;
Preparação para fazer o 24 Hour Comics em casa;

No exterior:
Ideas … and how to tame them, no The Deadline Dames;
And so it begins …, no blog do NaNoWriMo;
Two or more at a time, no blog de Patricia C. Wrede;
Can you edito too much?, no WordPlay;
Use the chunking method to write your book, no CreateSpace;
Just say it!, no CreateSpace;
5 Fun and Easy Ways to Lengthen Word Count , no WordPlay;
NaNoWriMo: The Right Rite of Passage for Writers, no The Book Designer;
Being a writer, no blog de Patricia C. Wrede;
NYCC: Keeping the “Urban” Authentic in Urban Fantasy, no Tor.com

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Alma (Semanário 123)

Apesar de na semana que passou ainda ter estado bastante ocupada com a banda desenhada, arranjei um tempinho para fazer alguma coisa em relação à revisão de “Alma“.
A primeira coisa que fiz foi reescrever de raiz o primeiro capítulo. Não estava satisfeita com a primeira versão desta introdução à narrativa e daí decidi riscá-la completamente e fazer algo de novo.
Penso que desta vez ficou bastante melhor, embora ainda precise de uns retoques. O meu maior problema coma  primeira versão,é que não mostrava os verdadeiros sentimentos das personagens, criando um muro entre a acção e o leitor. Acho que isso ficou resolvido com a reescritura de toda a cena e até alteração de pequenos pormenores.
Depois disso segui para uma revisão mais aprofundada do segundo capítulo e comecei também a revisão do terceiro, mas entretanto tive de parar para dar lugar a outros projectos. Como se isso não fosse suficiente, rapidamente me dei conta que as revisões que tinha feio no segundo capítulo teriam de ser bastante mais extensas do que o planeado. Já tenho tudo pronto na cabeça, só falta passar para o papel e seguir para os capítulos seguintes.

Mas por outro lado, aquele tal projecto que me manteve ocupada nas últimas semanas, está finalmente operacional e online. É uma banda desenhada. baseada no meu romance “Alma” e chama-se “Garnath e a Bola de Cristal“. Foi uma BD que completei em 24 horas, em Outubro do ano passado (ou seja, antes de escrever o romance) e que agora finalizei com cores digitais.
Todas as terças-feiras vou colocar uma página nova online, para quem quiser seguir. Podem ler em português AQUI, ou em inglês AQUI.
Por favor notem que todo o enredo foi pensado na hora, sem planeamento de qualquer espécie e terminei as 24 páginas em 24 horas (no âmbito do 24 Hour Comics), daí a história não ser um mimo de complexidade. Ainda assim acho que retrata bem as personagens, daí ser uma mais valia ao próprio romance.

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– “Caressed by Ice“, de Nalini Singh;
– “Eternidade“, de Alyson Noël;
– Booking Through Thursday – História;
Garnath e a Bola de Cristal, banda desenhada.

No exterior:
Is it the Books?. no blog de Amanda Hocking (em relação a este post);
Heroic no more? Rise of the bad, bad men., no Dear Author;
I predict…the next ten (ebook/book) trends…, no Julia Barrett’s World;
How to Make Your Reader Cry: Anatomy of a Death Scene, no A Brain Scientist’s Take on Writing;
Dialogue as a weapon, no Writer Unboxed;
Why You Learn More Effectively by Writing Than Typing, no LifeHacker;
Narrative Summary, no blog de Patricia C. Wrede;
Why Writers Should Let Readers Fill in the Blanks, no WordPlay;
The Muse, When she wants to dance, you dance, no Murderati;
At the end of the day, no Soul of a Word;
Why Your Protagonist and Antagonist Should Be Stuck Like Glue, no WordPlay;

Semanário 83

Conforme planeado, logo na segunda-feira de manhã comecei a enviar submissões a algumas editoras que trabalham dentro do género da fantasia. Cruzei os dedos e comecei o longo e penoso processo de espera.

Confesso que com o Angel Gabriel – Pacto de Sangue, me sinto mais confiante. Não só porque é uma história totalmente diferente do V.I.D.A., mas porque não é uma narrativa tanto de nicho, como a anterior era.
Claro que a fantasia continua a ser uma espécie de nicho à sua maneira, mas não tanto que não esteja aberta a algo como o Angel Gabriel – Pacto de Sangue.

Durante o resto da semana estive com a cabeça feita num molho, a tentar terminar a tempo o conto para a antologia “Pesadelos de uma noite de Natal“. (Podem ver AQUI o regulamento). Eles alargaram o prazo de submissão até ao fim do mês, por isso toca a escrever uns contos de horror que nós precisamos de mais antologias cá em Portugal, e de qualidade.
Confesso que suspirei de alívio com o prolongamento embora, segundo a própria editora, isso possa não ser muito favorável ao recebimento da antologia junto do público. parece que eles tiveram poucas submissões.
Entretanto eu ainda não submeti o meu pois quero melhorá-lo e vou ver se sempre consigo escrever os dois contos que tinha planeado, mas pelo menos um vai de certeza, e espero que ainda esta semana.

Estive também bastante ocupada, mentalmente, a tentar decidir o que fazer com o 24 Hour Comics, que foi no passado sábado (dia 2 de Outubro). Na sexta feira tinha decido ilustrar uma cena do Angel Gabriel, mas durante a noite mudei de ideias e acabei por fazer algo relacionado com o projecto Alma.
No fim do desafio completei as 24 páginas. Umas ficaram melhores que outras e ainda tenho muito trabalho a fazer antes de me dar por satisfeita, mas não posso dizer que tenha corrido mal de todo. O problema foi o meu pescoço e as minhas costas (que ainda hoje me doem).

Entretanto estou já a pensar no que vou escrever durante o NaNoWriMo 2010 (podem visitar o meu perfil aqui) e as hipóteses na mesa são:
Alma
Vermelho Sangue
No Limiar da Vida

Estou longe de chegar a um consenso sobre qual ideia vou explorar no mês de Novembro, ainda tenho de estudar muito bem o esquema e ver com qual dos três estou mais à vontade, e mais que isso, qual deles chama por mim mais alto.
Para já parece que é o Alma que está a ganhar, mas não se admirem se eu mudar de ideias.

Mas já que falamos nisto: Qual dos três vos parece mais interessante? (podem ver resumos aqui)

Entretanto, Outubro vai ser um mês de grandes preparações. Há muito a fazer e o tempo parece voar. Mas eu mal posso esperar pelo regresso das NaNo-meets.  Parece que vamos ter novos “membros” este ano.

O fim do ScriptFrenzy 2010

Com o fim do mês de Abril, terminou também o desafio SciptFrenzy.
Penso que não preciso fazer um apanhado minucioso, já que tive o cuidado de manter um controle diário da aventura, aqui no blog.

A verdade é que consegui aquilo que queria: Terminar de escrever o guião para a Banda Desenhada Heroína, e isso deixa-me satisfeita, embora gostasse de ter chegado ao fim com as 100 páginas, para assim me sentir verdadeiramente vitoriosa. Mas, e há sempre um mas, quando outras prioridades surgiram, eu escolhi a que mais vantagens me traria, e no caso abdiquei do ScriptFrenzy, em prole do filme stop-motion que realizei entretanto e que em breve divulgarei no meu outro blog, Asas da mente. Não está nada de excepcional e só tem 55 segundos, mas deu muito trabalho, isso confesso.

Entretanto, o desafio não foi em vão, pois escrevi 68 páginas, que espero vir a ilustrar em breve, e por breve quero dizer, entre alguns meses a muitos anos, porque como já admiti muitas vezes, a minha prioridade é a escrita, e por mais que adore a banda desenhada e a ilustração, às vezes há que fazer escolhas, por mais que custe. O que não quer dizer que não tenha pretensões de o fazer o mais rapidamente possível. Quem sabe durante o 24 Hour Comics eu não faço isso mesmo? Já era um bom adianto.

Assim, 2010 foi o segundo ano em que participei no ScriptFrenzy, e, consequentemente, o segundo ano em que não completei as 100 páginas, o que possivelmente está muito relacionado com o facto de a escrita de guiões já não me cativar tanto como há uns anos atrás, quando estava numa fase só de banda desenhada, pois basta olhar para o NaNoWriMo, o desafio fraternal deste, em que venci nos dois anos que participei, e o NaNoWriMo é muito, mas muito mais difícil do que o ScriptFrenzy. Aliás, confesso que noutras circunstâncias, e com outro ânimo, conseguiria terminar o ScriptFrenzy com uma perna atrás das costas, literalmente, porque é bem mais fácil escrever 100 páginas de guião, do que escrever 50 000 palavras. Mas eu fiz escolhas, e quem sabe para o ano não venço o ScriptFrenzy pela primeira vez?

Dose diária 02

dose_diaria_2Sobre o dia 2 do NaNoWriMo tenho uma palavra: ZERO.
E pela primeira vez tenho verdadeiras desculpas para tal feito. O meu dia começou às 8h. Levantei-me e fui trabalhar até às 13h. Vim a casa a correr almoçar para depois entrar às 14h. Saí novamente às 17h e fui convidada, de surpresa, para um lanche, que aceitei. Quando cheguei a casa tive de fazer uns telefonemas importantes, arranjar-me e jantar, para depois voltar a sair às 20.30 para a festa de fim de curso da minha mãe, que só terminou à 1 hora da manhã de 3 de Novembro.
Por isso percebem que não tive nem um só minuto para escrever o que quer que fosse. Podia ter dito que não ao “lanche”, mas ao vir para casa apenas iria usar o tempo para fazer o jantar e preparar-me mais um pouco para a festa. Conclusão? Há dias assim, em que nem tempo tenho para teclar ou sequer pensar em teclar.

Não me chateio com isso pois pretendo amanhã compensar.Veremos como correm estes meus planos.
Contagem permanece intacta nas 2 449 palavras.

P.S.: Esta é uma daquelas senhoras que eu admiro. Conseguiu em 1 dia, escrever o que nós eu queremos escrever em 30 dias. Acho que entrava em parafuso se conseguisse teclar 50 000 palavras, de uma história coerente, em 24 horas. Faz-me lembrar o “24 hour comics” (onde já participei e ganhei), mas dez vezes mais improvável. Ou se calhar sou só eu que tenho medo de experimentar. Será que tenho coragem de tentar este mês? Vou ter de ver a minha agenda, mas estou seriamente tentada a experimentar. Alguém quer ser maluca o suficiente para tentar escrever 24 horas seguidas?
Bem, para já não é oficial. Veremos como corre o mês e se aparece para aí um dia promissor.

Semanário 43

semanario_14Vou ser curta e directa.
Não fiz nada de nada porque estava atarefada a preparar-me para o “24 Hour Comics” e depois chegou a 6ª feira e morreu um familiar próximo e lá se foram os planos, que é como que diz que a semana passada não deu em nada e acabou tristemente.

Fico por aqui.

Semanário 42

semanario_13Uma semana preenchida por ideias desconexas, dispersas, e sem grande lógica, que me deixaram um pouco à deriva.
Verdade, verdade, é que ocupei os neurónios com stress por causa do 24 Hour Comics que chega já no dia 3 de Outubro (Sábado) e no qual tenho todas as intenções de participar, mas que me está a escapar pelos dedos, como manteiga derretida. É que não tenho nenhuma ideia que me cative e para fazer algo tão exigente, eu preciso mesmo de algo que me motive, para não acontecer o que aconteceu no ano passado, em que fiz tudo tão em cima do joelho e acabei por ter uma história com um bom início, um meio medíocre e um final desastradamente mal conseguido. Foi uma excelente experiência, mas não planeio repetir os mesmos erros de novata.
Está certo que a ideia do 24 Hour Comics é mesmo fazer uma banda desenhada (do principio ao fim) de 24 páginas em 24 horas, mas o mínimo de preparo é, não só desejável, como aconselhável. Saber o que pretendo fazer e como lá pretendo chegar, é a melhor forma de chegar “viva” ao final desta odisseia.
Mas e o que é que isto tem a ver com escrita?
Não muito, convenhamos, mas tem algo, como o guião que eu estou a tentar imaginar e não consigo. Só me saem ideias descabidas ou demasiado difíceis de serem concretizadas em 24 horas.
Noutras andanças, o PFA, como não podia deixar de ser, tem andado a encher-me os miolos com ideias fantásticas, especialmente para os relacionamentos entre algumas personagens. Mais propriamente a Alana e Giorgio (do “Prato Principal”, que nem sequer estavam nos meus planos para a história principal, mas que agora tomaram conta do circo. Raios? Como é que as personagens fazem isso? Invadem-nos de tal forma que é impossível ignorá-los. E o Giorgio tem sido especialmente persistente, com a sua personalidade absolutamente adorável. Há que amar um vampiro bonzinho e sedutor, não?
Mudando de tema, novamente, o “Angel Gabriel” também progrediu, mas não tanto como seria desejável. Bem … eu já me conheço bem o suficiente para saber que ia dar nisto. *suspiro* Não tenho emenda! Se não é uma coisa, é outra. Mas eu não desisto! Por isso, até para a semana.

Ciau (Eu sei que não é Xau. Mas quem disse que eu me estava a despedir?)