Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)


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Dia da Escrita à Mão

O dia está quase a acabar mas ainda venho a tempo! Hoje é o dia da Escrita à Mão (#handwritingday)! Uma arte que aprecio e só tenho pena de não ter uma caligrafia bonita. Sempre adorei escrever à mão e ainda hoje continuo a escrever com muita frequência. Dá outro gostinho à escrita criativa.

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E vocês? Ainda escrevem à mão ou só assinam e fazem apontamentos?


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NaNoWriMo 2016 – Relatório de Bordo

Estamos a meio do mês de Novembro, a meio do NaNoWriMo e eu estou a ficar um bocadinho para trás, mas nada de muito preocupante.
Neste momento tenho 21.052 palavras escritas, quando nesta data já devia ter chegado às 25.000, mas tendo em conta que já tive dois dias com mais 5.000 palavras, acho que não uma desvantagem grande demais, para já.

O primeiro dia foi fabuloso, com 5.363 palavras e no sábado passado escrevi 5.662 palavras mas desde aí ainda não teclei mais nada, por isso a vantagem que consegui já a perdi.

Ainda assim tem sido muito divertido, como sempre, e stressante, como sempre. 🙂 É difícil conciliar a escrita com o trabalho e com os afazeres e com a agenda social, e tudo fica ainda mais difícil pelo facto de que tenho tido muita dificuldade em escrever de noite, por causa da luz (ou falta dela) no meu quarto. Eu sempre soube que uma boa iluminação é essencial tanto para escrever como para desenhar mas isto é ridículo! Infelizmente os fusíveis do meu quarto gostam de estar sempre a dar trabalhos e a luz que tenho no momento é pequena e incómoda. Mais estorva do que realmente ajuda.

Mas voltando ao tópico do romance que estou a escrever. Tenho escrito muitas cenas intensas e que saíram bem mais interessantes do que a princípio as tinha imaginado. tenho-me esforçado por trabalhar bem os diálogos e por tornar o texto menos pesado do que estava nos primeiros dias, visto que esta série é suposto ter um tom de semi-comédia, com alguns momentos de muita seriedade. Embora agora esteja numa fase da história em que começa a tornar-se difícil meter cenas com qualquer tipo de humor. Estou perto do confronto e a tensão está a subir.

Tenho postado regularmente actualizações tanto no facebook e no twitter, por isso sintam-se à vontade para seguir o meu percurso lá.

Espero poder dar-vos mais detalhes à medida que vou escrevendo. Vejam a minha página de facebook se tiverem curiosidade em ler alguns excertos.


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NaNoWriMo 2016 – Dia 1

O primeiro dia do NaNoWriMo começou mal mas acabou bem. Termino o dia com 5.368 palavras. Acho que ‘engonhei’ um bocado demais em algumas cenas mas estou muito satisfeita por este progresso. É muito raro conseguir escrever mais de 5000 palavras num dia.
 
Aqui fica um excerto não editado, portanto poderão ocorrer casos de erros ortográficos e palavras inventadas. Foram avisados!
 
«Gustavo desistiu de tentar ver onde estava o telemóvel e começou a procura-lo através da mui nobre arte dos apalpanços às cegas. Acabou por encontrar o maldito aparelho em cima da mesinha de cabeceira. Teria revirado os olhos se não lhe doesse tanto qualquer tipo de movimento ocular.
“Sim?” – Só então percebeu como a sua voz estava rouca e fraca.
“Porra! Onde te meteste?”
Sentando-se bem devagarinho na cama, encostou as costas a algo muito mole. Abriu os olhos uma pequena frincha e viu que o estrado da cama era todo revestido de um veludo vermelho que o fez abrir uma careta. – “Ok … mãe!”
“Fodasse, Gustavo! Estava preocupado contigo!”
Ele afastou o aparelho dos ouvidos. – “Preocupado?” – Gustavo não conseguiu esconder o esganiçado da sua voz. – “Eu não tenho doze anos!”»


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Dia Internacional do Livro e dos Direitos do Autor

Dia do LivroNão podia deixar passar o Dia Internacional do Livro e dos Direitos do Autor em branco, certo?

Por isso gostaria de vos convidar a divulgar, aqui e nas redes sociais, quais os vossos autores favoritos de sempre e qual o(s) livro(s) que leram este ano que mais gostaram.

E porque além de autora sou também leitora, deixo uma pequena lista de alguns dos meus autores favoritos (sem ordem de preferência): Markus Zusak, Marissa Meyer, Luís Filipe Silva, Edgar Allan Poe, J.K. Rowling, Carina Portugal, Brandon Sanderson, Vitor Frazão, Robin Mckinley, João Barreiros, Manuel Alves.
E o livro que mais gostei de ler este ano foi: “28 Days Later”, uma banda desenhada de Micheal Alan Nelson e Declan Shalvey.

E não se esqueçam de respeitar sempre o trabalho do autor, seja ele escritor, fotógrafo, músico, ilustrador, compositor, escultor ou outro “-or”.

Ajudem os autores e lembrem-se de, sempre que usam uma foto linda no vosso mural do facebook ou no blog, mencionar que é o autor (ou caso não saibam referir isso mesmo). Os autores do mundo inteiro agradecem!


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Um resumo do NaNoWriMo

PrintBem, pela primeira vez desde que comecei a participar no NaNoWriMo, tive um desempenho inferior ao pretendido. E 2012 não conta porque nesse ano não estava a participar, mas este ano tinha intenções de chegar às 50.000 palavras e isso acabou por não acontecer.

O que se passou? Para começar foi um erro decidir escrever contos, em vez de um romance, pois embora tivesse as ideias mais ou menos organizadas para as pequenas histórias que queria teclar, a verdade é que este tipo de narrativa não é tão propício a escrita desenfreada e sequencial. Além disso tive muitas dificuldades com o segundo conto em que trabalhei, onde tinha uma ideia geral mas ao escrevê-la comecei a divagar e perdi o rumo, o que me fez ter de parar para reorganizar ideias e foi aí que perdi grande parte dos dias. Foram precisas três tentativas para que este conto romântico fosse levado até ao fim e mesmo assim não estou inteiramente convencida de que funcione.

Felizmente depois de ultrapassar esse ‘obstáculo’ os outros textos foram muito mais fluídos e, por algum tempo, pensei que talvez ainda conseguisse alcançar as 50.000 palavras mas esse sonho mostrou-se demasiado longínquo. Estava demasiado atrasada. Cheguei às 27.860 palavras e estou muito satisfeita com pelo menos o terceiro conto, o que já não é nada mau.

Para vos dar um pouco mais de detalhes, posso dizer-vos alguma coisa sobre as 4 histórias em que trabalhei:

1) Por razões de segredo de estado não posso revelar grandes pormenores do primeiro projecto mas posso dizer que é sobre a infância de uma mulher que estava grávida e com dúvidas sobre o futuro da sua prole. Escrevi três inícios e por fim cheguei a um ponto que gostei e explorei, mas o mais provável é que nunca chegue a usar o texto porque depois acabou por se revelar que não encaixa nos planos.

2) Conto romântico/erótico sobre dois seres sobrenaturais que se encontram num baile de máscaras no Carnaval e se envolvem. Este conto enquandra-se no mesmo mundo que “Água Mole em Pedra Dura” e outras histórias, sendo independente ainda assim. E embora a ideia já tenha mais de um ano decidi escrevê-lo agora porque planeava submete-lo a uma antologia de Fantasia Erótica que está a ser promovida pela Saída de Emergência mas, como disse, não sei se estou satisfeita com o resultado, mesmo depois de dois inícios fracassados, e julgo que este conto ainda vai precisar de uma boa dose de revisão.

3) Este conto conta a vida de uma senhora idosa que se vê só, pela primeira vez na vida, depois do falecimento do marido. É uma história cuja ideia original remonta há vários anos e que em princípio se focaria também num cão mas que assim que o comecei a escrever acabou por se tornar em algo mais. E aquilo que era suposto ser um texto pequeno acabou por se tornar algo um pouco maior. Gostei muito de o escrever e depois de alguns pequenos ajustamentos julgo que ficará ainda melhor. Estou muito contente com esta narrativa.

4) O último projecto a que me dediquei era a continuação de “Pele de Lobo em Corpo de Gente”, um conto que tinha iniciado aquando a Noite do Lorde Byron em 2014 e que nunca cheguei a terminar. Mas acontece que esse texto é um dos melhores que escrevi até hoje (pelo menos para mim) e eu caí no erro de não o terminar logo no dia a seguir. Ou seja, perdi a fantástica voz que tinha adquirido e já por várias vezes tinha tentado escrever o resto do texto e falhado porque o tom simplesmente não chegava perto da primeira parte. Gastei algum tempo a reler o que já estava escrito e a tentar ambientar-me na prosa para a repetir, e escrevi, mas sinto que estou longe de ter alcançado a mesma escrita. Por isso apesar de ter escrito para este projecto, acabei por não o concluir porque não acho que esteja a ser coesa. Daí que pretenda voltar a isto neste mês e possivelmente ainda em Janeiro do próximo ano. Quero que a segunda parte fique pelo menos tão boa como a primeira.

E basicamente foi isto durante o NaNoWriMo 2015. Perdi demasiado tempo com os dois primeiros contos e descarrilei na contagem, terminando com 27.860 palavras mas nem que só consiga aproveitar uma destas narrativas já fico contente pois foi mais do que fiz nos últimos meses e consegui trabalhar em vários contos que queria escrever e concluir.

Para o ano há-de correr melhor.

«A distância que parece infinita pode, num instante, tornar-se irrisória. E a proximidade que tomamos como garantida pode desmoronar-se com a mesma rapidez.» - Ana C. Nunes


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Citação L&D #1

«A distância que parece infinita pode, num instante, tornar-se irrisória. E a proximidade que tomamos como garantida pode desmoronar-se com a mesma rapidez.» - Ana C. Nunes

«A distância que parece infinita pode, num instante, tornar-se irrisória. E a proximidade que tomamos como garantida pode desmoronar-se com a mesma rapidez.»
– Ana C. Nunes

Se gostarem da citação e/ou da BD, por favor ajudem a divulgar. Estejam à vontade para distribuir a imagem com a citação.
http://loboedragao.smackjeeves.com/


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Percurso na escrita de Guião para BD – Parte 2

A segunda parte de “Percurso na escrita de Guião para BD” debruça-se sobre a banda desenhada “Que Sorte a Minha“, que fiz em colaboração com a Natacha Salgueiro, e que foi publicada integralmente no Jornal Barcelos Popular, entre 2006 e 2007.
Este vídeo é longo! Depois não digam que não avisei. 🙂