Arquivo da categoria: Não Apodreças nos meus Braços

Não Alimentem a Caveira BD

Se seguem o meu blog de desenhos (Asas da Mente), isto já não será novidade, mas para todos os que não o fazem, trago hoje as 9 páginas da banda desenhada “Não Alimentem a Caveira“.
Esta BD foi escrita, colorida e balonada por mim, mas desenhada pelo talentoso Rui Alex. Foi também publicada na Zona Nippon 1, em Maio do ano passado, mas nessa altura saiu a preto-e-branco. Vocês agora podem ver tudo a cores.

Não Alimentem a Caveira” ilustra um capítulo do meu romance “Não Apodreças nos Meus Braços“. Lembram-se dele?

Cliquem nas imagens para aumentar e divirtam-se!

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Adoraria saber o que pensam desta história. Gostaram? Ficaram curiosos?
Deixem ficar os vossos comentários.

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Passatempo “Zona Nippon 1”

Para celebrar a publicação de uma BD minha, vou sortear um exemplar da revista “Zona Nippon 1“, autografado por mim e pelo Rui Alex (artista que deu vida à minha história, incluída neste volume).

Regras do passatempo:

– Só podem participar seguidores de um ou mais dos meus blogs:

—- Asas da Mente

—- Caneta, Papel e Lápis

—- Floresta de Livros

—- Nekko-Mimi

– O passatempo termina às 23:59 horas do dia 24 de Junho de 2012;

– Será sorteado um exemplar da revista “Zona Nippon 1“, autografada por mim e pelo Rui Alex (que gentilmente aceitou participar neste passatempo). O/A vencedor/a será escolhido/a entre os que responderem correctamente às questões; sorteado de forma aleatória através do site random.org; O/A vencedor/a será avisado por email (e o resultado publicado nos blogs) alguns dias depois do término do passatempo; caso não obtenha resposta no prazo de uma semana, novo/a vencedor será sorteado;

– Só se aceita uma participação por pessoa e por morada;

Todos os dados recolhidos destinam-se apenas à selecção para o passatempo e não serão usadas para qualquer outro fim.
Para participarem têm apenas de preencher o formulário abaixo. Boa sorte!

Dica: Podem encontrar as respostas AQUI.

Escritor e leitor? * Writer and Reader?

Semanário 160

Como separar o EU-Escritor do EU-Leitor?
Os leitores que nunca tiveram pretensões de escrever um livro, conseguem ler um livro e vê-lo de forma crítica. Talvez até vejam mais que um escritor que leia o trabalho de outro. Será que o leitor e o escritor/leitor lêem  o mesmo livro de forma totalmente diferente?
Acredito que sim, pois enquanto que o leitor procura no livro o que gosta e o que não gosta, o leitor/escritor procura no mesmo livro o que funciona e o que não funciona, de forma a usar isso como um quase estudo para quando passa de leitor a escritor.

Esta impossibilidade de separar os dois é extremamente interessante e enriquecedora em determinadas fases da escrita, no entanto também há o revés da moeda: Quando lê os seus livros, o autor não consegue separar o Eu-Leitor do EU-escrito e desta forma não consegue ver erros que para os outros são óbvios e por vezes nem mesmo consegue ver o que de melhor tem o seu manuscrito por ser incapaz de desligar o Eu-Escritor.

Por mais que tente fazê-lo (desligar o Eu-Escritor quando estou a ler os meus manuscritos e preciso de me sentir como um leitor), nunca consigo. Claro que há coisas que saltam à vista e são impossíveis de ignorar, mas depois existem outras coisas que, quando mais tarde nos são apontadas, só conseguimos pensar “Como é que eu não vi isto?”.

Na semana que passou li textos de três escritoras, na condição de beta-reader (ler o manuscrito antes de ser enviado para editoras e dar opiniões/conselhos) e percebi, talvez mais do que nunca, que o que fiz para elas não consigo fazer para mim mesma. De tal forma que, quando estava a apontar alguns erros ao trabalho dessas escritoras, dei por mim a ter consciência que eu própria havia cometido alguns dos mesmos erros e isso nunca me tinha parecido mal, simplesmente porque não consigo ler o que escrevo com os olhos tão críticos.

Será que mais alguém sente o mesmo?

E porque não podia apenas dedicar-me a esmiuçar os grandes trabalhos dos outros, escrevi também dois contos: um sobre Livros, que vou submeter à Fénix, depois de uma revisão; outro sobre Dragões, que penso submeter à antologia Terrir Monstros Clássicos e este é um conto relacionado com o “Dragões e seus Sacrifícios” que tenho ainda de rever (tanto o conto como o romance).
Como podem constatar a semana foi até bastante produtiva e ainda por cima tive oportunidade de estar num outro encontro de escritores (nanoninjas) que teve lugar no sábado dia 12, no Porto e que foi muito divertido.
Para terminar fica uma paródia da BD “Não Alimente a Caveira“, com argumento meu e desenhada pelo Rui Alex e que está incluída na revista Zona Nippon 1 (já à venda!).

*ENGLISH*

Weekly 160

How to separate the I-Writer and the I-Reader?
Readers who never had any will to write a book can read one and see it with critique eyes. Maybe they can even see more than a writer who reads someone else’s work. Is it possible that the reader and the reader/writer can read the same book in a completely different way?
I believe so, because while the reader looks for what he likes and doesn’t like in a book, the reader/writer searches, in that same book, for what works and what doesn’t, so that he may use that as an almost study for when he himself works as a writer.

This inability to separate the two (reader and writer) is extremely interesting and enriching in certain phases of the writing process, yet here’s also the other side of the story. When reading his own books the author is unable to separate the I-Reader from the I-Writer and by doing so he doesn’t see the mistakes that are very obvious for other people, and sometimes he can’t even discern what his manuscript does best and worst because he is unable to turn the I-Writer off.

No matter how much I try to do this (turn off the I-Writer off when I’m reading my writings and I need to feel like a reader), I never can. Of course some things just jump out and are impossible to ignore, but there are other things that are later pointed out to us and we think (How did I miss this?”.

Last week I read the texts of three writers, as a beta-reader (reading other peoples manuscripts to give advices/opinions, before they are sent to editors) and I realized, maybe more than ever, that what I did for them I’m unable to do for myself. That is so true that while I was pointing out other people’s ‘mistakes’ I suddenly realized I myself had made those same mistakes and never realized it, simply because I can’t read what I write with such criticizing eyes.

Does anyone else feel the same?

And because I couldn’t simply take time to work on other peoples writing, I wrote two short-stories: one about books, to submit to Fénix fanzine, after a revision; another on Dragons, that I think I’ll submit to the Terrir Classic Monsters anthology, and this one is related to “Dragons  and their Sacrifices”, which I still have to revise (the short story and the novel).
As you may guess, last week was productive and on top of that there was another writer’s meeting (nanoninjas) that took place on the 12th, in Oporto and it was a lot of fun.
As a final note I leave you with a parody for the comic “Don’t Feed the Skull“, written by me and drawn by Rui Alex, which is included in the magazine/fanzine Zona Nippon 1 (in stores now!).

Ilustração de Rui Alex

No Semanário 133 eu falei que tinha algum receio de estar a fazer transparecer o Jored (protagonista do romance “Não Apodreças nos meus Braços“) como sendo um ‘franguinho’.

Em resposta, o Rui Alex, um talentoso artista que já conhece um pouco a personagem em causa, ilustrou uma cena em que o Jored se mostrava mais heróico.

Podem ver a ilustração abaixo e visitem o blog do Rui Alex para verem outros trabalhos do artista (ilustração). As personagens na imagem são: Velna (muller), Jored (homem), Caveira e Misbah (rapazinho).

Não Apodreças nos meus Braços
"Não Apodreças nos meus Braços" desenhado por Rui Alex

O que fazer no NaNoWriMo 2011?

Como vem sendo costume nos anos anteriores (2009 e 2010), também este ano vos vou falar um pouco da história que pretendo escrever em Novembro durante o NaNoWriMo (para quem não sabe, um desafio que convida os participantes a escreverem um livro de 50000 palavras em 30 dias – Novembro).

Este ano, como já falei aqui no blog, vou trabalhar numa história que temporariamente intitulei de “Não Apodreças nos meus Braços” (não é sobre zombies).
A ideia original para esta história surgiu em Março de 2008, na forma de um bizarro sonho ao qual na altura dei algum importância, tanto que fiz uns desenhos, mas que depois deixei de lado, achando-o imaturo. De tempos a tempos a ideia regressava com alguma força, mas como estava sempre embrenhada noutros projectos, fui deixando de parte, até que este ano (em Fevereiro) tive a ideia de escrever um pequeno guião de BD com uma parte da história (“Não Alimentem a Caveira“) e desde então que a ideia não me tem saído da cabeça e a vontade de finalmente escrever um livro sobre a história tem vindo a ganhar mais e mais intensidade, até que passou à frente de outros projectos que queria explorar durante este NaNoWriMo. Pois bem, venceu! (a batalha pela minha atenção)

Sinto que ainda conheço muito pouco da história e tenho um pouco de receio de chegar a meio do mês e não conseguir avançar, mas por outro lado sei que conheço já o suficiente da trama e das personagens para me ‘safar’. Depois o resto virá com exaustivas revisões e quem sabe se ao ir com a história um pouco menos planeada, não acabo com algo melhor do que a princípio pressupus (ou pior). A verdade é uma: sei o começo, sei muitas coisas do meio e seu o fim. Já não é mau!

Pois fica de seguida um (mini) resumo da trama (e uma imagem com ilustrações minhas):

Habituado a uma vida pacata, um humilde agricultor vê a sua existência mudada quando decide ajudar uma velha bruxa ferida em combate. Quando a gratidão dela se transforma em algo mais e ele se recusa a aceitar a oferta dela, acaba amaldiçoada a apodrecer e morrer lentamente.
Succubus, Demónios, Génios, Caveiras falantes, Piratas e centenas de Bruxas farão com que a jornada deste agricultor, para encontrar uma salvação, não seja fácil.

Personagens principais: Jored (o agricultor), Velna (a Succubus), Misbah (o Génio), a Caveira (sem nome) e Morganda (a Bruxa).

Nota. Não sei se este ano vou fazer o “Dose Diária” como fiz nos anos anteriores, por falta de tempo, mas pelo menos o “Semanário” continuará e terá pormenores sobre o progresso diário.

Eu ou Ele/a (Semanário 98)

Comecei a semana com o terminar o guião para “Não alimentem a Caveira“, que pretendo também poder desenhar num futuro próximo (embora este vá ser bastante mais demorado que o “Quando chegas já é tarde“, não só por ter mais algumas páginas, como por eu ter pretensões de o fazer a cores).
Sem planear, acabei a começar a reler o “V.I.D.A.“, e mais tarde a rever um pouco do “Alma“. E para não perder o fio à meada, ainda escrevi mais para o “Sacrifício” e revi algumas partes que tinha escrito antes, mas nada de muito substancial.

Durante o resto da semana, mantive-me ainda nos mundos de “Alma” e “Sacrifício“.
Percebi, para meu suplício, que vou ter muito trabalho a fazer na revisão do “Alma” e já estou a ficar com dores de cabeça só de pensar nisso. Para já estou apenas a corrigir erros ortográficos e a dar uma olhadela pelo manuscrito, enquanto tento detectar lacunas na história.
Para meu grande espanto, acabei por ocupar quase toda a semana com este leitura (sim, porque nunca tinha chegado a ler o que escrevi em Novembro passado) e pouco consegui fazer na matéria do “Sacrifício“, lacuna que pretendo preencher na próxima semana.

Um ‘problema’ recorrente que me surge quando estou a escrever um texto (seja conto ou romance), e que já aqui mencionei por várias vezes, é o ponto-de-vista. Sou adepta da 1ª pessoa, mas gosto de experimentar a 3ª pessoa (assim como mudar os tempos). Sei que há histórias que funcionam melhor de uma forma que de outra, e algumas nem sequer pondero escrevê-las de maneira diferente pois percebo que não iria funcionar, mas, no caso de “Alma” continuo indecisa.
Não sei se se recordam, mas em Novembro comecei a escrever esta história na 3ª pessoa, e quando já ia a um quarto da história, mudei de ideias. Na altura estava convencida que a vista da 3ª pessoa não estava a funcionar em prole da narrativa, e por isso saltei para a 1ª pessoa, consciente que mais tarde teria de reescrever tudo o que ficou para trás. O problema é que, agora, ao reler o texto, estou novamente num dilema. Parece-me, sem sombra de dúvida, que a 3ª pessoa – a minha primeira escolha – foi na verdade a mais adequada. E se há cenas que funcionam bem na 1ª pessoa, outras há que até me irritaram de tão insossas que soaram.
Ainda não decidi o que vou fazer, mas, seja qual for a minha decisão, o “Alma” vai praticamente ter de ser reescrito de raiz. Ai, mãezinha, que já fico doente só de pensar!

Já alguma vez vos aconteceu o mesmo, ou sou eu que penso demasiado sobre isto?

No Floresta de Livros:
– “A Raposa Azul“, de Sjón;
– Booking Through Thursdays – Ponto de Partida;
– “A Noite e o Sobressalto“, de Pedro Medina Ribeiro;

No exterior:
The 10 Essential Grammar Rules, no Wordplay;
What makes bad romance, no Dirty Sexy Books;
8 signs your writing is stuck in a rut, no Wordplay;
How a blogging platform can aid novelists, no Wordplay;
Revising that fight – Part 2, no Deadline Dames;
The Missing Link – NaNoEdMo, no Writer Unboxed;