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Novidades Fresquinhas … directamente do congelador

Certamente que já leram a entrevista que dei no blog Bran Morrighan, e viram o post de divulgação, por isso prossigo para outros mares:

– Não é novidade, mas só esta semana descobri que Ryoki Inoue está no Guiness World Records, por ser o escritor mais prolífico de sempre. Já escreveu 1099 livros, 999 dos quais, em apenas 6 anos. Não sei como o senhor o faz mas, ele tem de ser um robot!

– Olinda P. Gil, autora de vários contos, falou no ‘Encontros com a Escrita’, na Biblioteca Municipal de Aljustrel. Leiam tudo AQUI.

Ágata Ramos Simões lançou mais um livro: “A Maldição do Ventre”, disponível no Smashwords e noutras lojas de distribuição digital.  Sinopse:

«A velha senhora Dona Maria de Fátima aparenta ser uma velha dama de comuns e modestos hábitos. Porém ela esconde há muito um segredo tenebroso: é na realidade uma canibal que vive há cento e trinta anos. No local onde habita os seus vizinhos tomam-na por uma normal senhora reformada – e ninguém desconfia da sua assaz bizarra dieta alimentar. Até que certo dia Joana Bonfim se muda para o mesmo Bairro. Ela de imediato se apercebe que há algo de muito errado com a simpática Dona Maria de Fátima. No entanto nem imagina a história que a mesma tem para lhe contar.»

– A Fénix fanzine abriu novamente as submissões para o terceiro número, dedicado exclusivamente ao Fantástico no Feminino. Procuram-se heroínas, vilãs e assim-assins, que marquem a diferença e mostrem a fêmea que há nelas. Saibam mais AQUI.

Inês Montenegro, autora de vários contos publicados em Portugal e no Brasil, opinou sobre “Antologia Fénix de Fantasia e Ficção Científica – Volume 1”, onde se inclui um conto meu. Leiam AQUI.

Carla M. Soares, autora de “Alma Rebelde”, fala sobre o Tempo para escrever, ou o tempo que os escritores gostavam de ter para escrever. Leiam AQUI.

– Duas turmas da Escola Secundária com 3º Ciclo de Ferreira Dias (o 10º C2 e o 10º L2), leram e fizeram uma análise crítica de “Electrodependência“, o meu conto no “Lisboa no Ano 2000”. A profª. Isabel Castilho teve a amabilidade de em contactar com as análises finais e eu fiquei muito contente, como devem imaginar. Podem ler os dois textos finais: AQUI e AQUI, mas atenção que contêm pormenores sobre o final. Aqui ficam dois excertos dos textos que os alunos criaram (sem revelar nada do final):

«O conto Electrodependência, de Ana C. Nunes, transporta o leitor a um futuro imaginável, devido a traços de verosimilhança com a Lisboa de 2013 e é, simultaneamente, futurista e inovador.
[…]
Electrodependência é um conto intrigante, que cria um universo seminovo: É uma leitura aconselhável, acessível, breve e pedagógica.»  – 10º C2

«A ação de Electrodependência envolve-nos de tal modo que nos deixa atordoados, devido às personagens, pois estão de tal forma modeladas, que revelam uma evolução inesperada ao longo da narrativa e nos conduzem a um fim totalmente imprevisto.» – 10º L2

– No Dia Mundial da Criança, Adoa Coelho disponibiliza um capítulo do seu “Ups! Engoli uma Estrela”. Leiam AQUI.

– Carla Pais procura leitores-beta para o seu romance erótico “Montebelo a traição do nome”. Saibam mais AQUI.

– Carla M. Soares fala da sua experiência com “A Grande Mão” e a sua busca por opiniões de leitores-beta. Nem sempre estas iniciativas correm tão bem como o esperado. Leiam AQUI.

– Já sairam, os resultados da colectânea “Space Opera III” da Editora Draco, e entre os seleccionados encontram-se alguns portugueses: Luís Filipe Silva  e dois amigos muitos especiais: Júlia Durand e Rui Leite, que fazem parte do grupo de escrita do Norte (nanoninjas!). Muitos parabéns a todos!

– Para terminar, enviei 1 romance para o Prémio Leya 2013, outro para o Concurso Literário Book.It, e um conto para o Concurso Literário Maia 2013. E todos eles são inéditos, como devem imaginar. Só não vou já dizer quais foram para onde, para não agoirar as minhas (parcas) possibilidades. Ah, e não me posso esquecer que também, submeti um micro-conto para o Concurso SICAL.
Mais alguém concorreu a um destes, ou  a outros concursos literários?
E o que acham destes concursos? Dão a mesma oportunidade a todos os concorrentes, ou acham que estão viciados?

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Ideias Dispersas * Scattered Ideas

Semanário 161

Por vezes acontece de haver uma enxurrada de ideias. E quando isto acontece, poucas são as vezes em que as ideias vêm todas para um mesmo projecto. Ou pelo menos é o que tende a acontecer comigo.
Já há algum tempo que não me recordava de ser assolada por várias descobertas em simultâneo. Tive de me sentar ao computador e escrever até sentir que pusera numa folha o que tinha em mente.
O mais interessante – penso eu – é que não foram ideias apenas para um projecto, mas sim para três: “Vermelho Sangue“, “Angel Gabriel ~ Pacto de Sangue” e especialmente para o “PFA” (nome provisório) no qual já não pensava há algum tempo.

Acredito que este enchente de ideias dispersas tenha um pouco a ver com o facto de esta semana ter ponderado se devia ou não participar no Camp NaNoWriMo (em Junho e Agosto, mas se eu fizesse era somente em Agosto). Posso ainda mudar de ideias mas, apesar de estar desempregada de momento, não me parece que vá participar em nenhum desses meses, preferindo depois juntar-me ao NaNoWriMo em Novembro, como já é hábito.
De um ponto de vista mais lógico talvez fosse melhor para mim participar agora que estou desempregada, mas ao fazê-lo estaria a atrasar outros objectivos como a revisão do “Dragões e seus Sacrifícios” e isso não quero fazer. Além do mais com quatro romances à espera de revisão, seria um pouco irresponsável da minha parte escrever outro e negligenciar esses.
Ninguém disse que as revisões eram fáceis e quem me dera ser um dos poucos escritores que não precisa de rever os textos pois sai-lhe tudo bem à primeira. Ai, ai! (Não admira que sejam tão escassos os casos em que tal aconteça)

Tal como tinha falado na semana passada, revi o conto de Livros, que intitulei de “A Dança das Letras“. Tive de cortar alguns trechos para que o conto se inserisse no solicitado pela Fénix 2. Cada vez mais me parece custar escrever contos curtos, o que chega a ser engraçado tendo em conta que no início, quando comecei este blog, todos os meus contos eram bastante curtos (uma ou duas páginas).
Por outro lado não tive tempo de rever o conto sobre Dragões, mas a minha intenção é torná-lo mais divertido e descontraído. Lá para o fim voltei a cair no velho hábito de tornar a história demasiado séria (acontece-me sempre isso, mesmo quando estou convicta que a história é boa para comédia). E depois disso pretendo escrever outro conto sobre Dragões, passado no mesmo mundo (do”Dragões e seus Sacrifícios“) para submeter à Antologia Dragões da Editora Draco (limite 31-07-2012).

E não havendo muito mais a dizer, gostava de saber – se não se importarem – quem está a pensar participar em quais antologias?

Não se esqueçam que a Fénix fanzine está à procura de contos sobre Livros/Bibliotecas Fantásticas e Fantástico no Feminino; e a NanoZine vai fazer um número especial sobre Steampunk (e outras formas de Punk). Todas boas oportunidades de divulgação a nível nacional. (Se souberem de alguma antologia/fanzine que não esteja na minha lista na coluna direita do blog, por favor deixem um comentário com os links)

*ENGLISH*

Weekly 161

Occasionally a storm of ideas happens. And when it does, few times these ideas come for one project alone. Or at least that’s what happens to me.
It’s been a while since the last time I remember being filled with several new discoveries. I had to sit down and type in until what was on my mind was also on a virtual page.
The most interesting thing – I think – is that those weren’t ideas for a single project, but three: “Blood Red“, “Angel Gabriel ~ Blood Pact” and especially for “PFA” (temporary title), a project I hadn’t thought much about in a while.

I believe this assault of scattered ideas has something to do with the fact that this week I thought long and hard about joining Camp NaNoWriMo (in June and August, although I’d only join in August if at all). I might still change my mind but, despite my being unemployed at the moment, I don’t think I’ll be participating in either, instead I’ll do NaNoWriMo in November, as usual.
From a logical point of view it would probably be wisest to join in now, while I’m unemployed, but by doing so I’d be putting aside other objectives, such as the revisions of “Dragons and their Sacrifices” and that’s something I don’t want to do. Besides, with four novels waiting for revision, it would be reckless of me to start writing a new one and neglect the ones that are already written.
No one ever said revisions were easy and I wish I was one of thos authors that don’t need to revise their texts because all their novels come out perfect on the first draft. A, ai! (No wonder the cases are so few).

As I’d said last week, I revised my short story about Books, which I named “Letter’s Dance”. I had to cut off some parts of the story for it to fit into the rules for Fénix 2. More and more it seems like it’s hard for me to write smaller short-stories, which is kind of funny considering that back when I started this blog all my short-stories were really short (one or two pages).
On the other hand I didn’t have enough time to revise my short-story on Dragons, but it’s my intention to make it funnier and lighter. At the end I went back to my old habits and inserted some drama (this always happens to me, even when I’mconvinced the story is a comedy). And after that I’ll write another story about dragons, in the same setting (from “Dragons and their Sacrifices“) for submission to Dragons Anthology by Draco Editions (deadline 31-07-2012).

And with little else to say I’d like to know – if you don’t mind – what anthologies are you think of participating, if any?

Don’t forget that Fénix fanzine is looking for short-stories about Fantasie Books/Libraries and Fantasy in Feminine; and NanoZine is preparing a special number on all things Steampunk (and other Punk trends). All good opportunities of national propaganda. (If you know of any other anthologies/fanzines open to submissions, please drop a comment with the links)

Semanário 145 (Weekly 145)

*For the english version scroll down to the text in green*

Finalmente veio uma semana em que tenho muita coisa para reportar.
Começou lenta, com muita escrita manual (estudo de personagens e estruturação da história) mas finalmente, na quinta-feira foi o dia da ‘vingança’. Escrevi quase 3000 palavras para o conto em que estava a trabalhar.
Sexta-feira foi também um dia agitado. Fui aos correios enviar o “V.I.D.A.” para o 1º Concurso Literário Book.it e ainda nesse dia (tecnicamente no dia seguinte), às 3h30 da matina, terminei o conto para a antologia  “Lisboa Electropunk“. Ficou com um total de 5935 palavras (34914 caracteres), ou seja, no limite!
Não me consegui deitar sem finalizar aquilo e foi também algures pelo meio da escrita que finalmente decidi qual seria o título: “Electro-Dependência“.

Este conto foi escrito no presente da 1ª pessoa, o que significa que acabei por quebrar a ‘promessa’ que tinha feito quando escrevi o “A Última Ceia“, a de nunca mais escrever neste tempo verbal, muito menos na 1ª pessoa. Estranhamente o “Electro-Dependência” fluiu muito melhor do que o seu antecessor no estilo narrativo. Talvez seja apenas uma questão de hábito.

No dia seguinte revi o texto e as ‘regras’ da antologia antes de enviar o conto a alguns sacrificados beta-readers (obrigada a todos os que se voluntariaram/submeteram, as vossas opiniões foram valiosas). Com todas as opiniões recebidas, decidi no sábado fazer algumas alterações ao conto. Mudei alguns textos de sítio, encurtei cenas, aumentei cenas e no fim enviei o texto a um último beta-reader (Obrigada!) para uma opinião final.

O grande problema em escrever um conto para esta antologia (ou outra com regras tão específicas) é que, caso o conto seja declinado dificilmente poderei submetê-lo a outras antologias pois é demasiado específico.
Bem, logo verei o que fazer caso esse cenário se concretize.

Mais uma vez tenho de agradecer aos fantásticos beta-readers que me auxiliaram. Uma coisa sei: quando duas ou mais pessoas dizem algo semelhante, é porque algo não está bem (excepto quando o apontamento é um elogio). Agradecimentos para todos. 🙂

 

*English*
A week finally came where I have a lot to report.
It started slow, with lots of manual writing (character studies and story structure) but finally, on Thursday it was ‘revenge’ day. I wrote almost 3000 words for the short story I was working on.
Friday was also a very agitated day. I went to the post-office to send of “V.I.D.A.” for the 1st Literary Contest Book.It and on that same day (technically the next day), at 3.30 a.m., I finished the short story for anthology Lisboa Electropunk. It reached the 5935 word count (34914 types), which means I went to the limit!
I just couldn’t go to sleep without finishing it and it was also somewhere along the writing that I came up with th title “Electro-Dependência (Electro-Dependency)”.

This short-story was written in the 1st person POV present verb, which means I wound up breaking my self-made ‘promise’ never to write in that POV, back when I wrote “A Última Ceia (The Last Supper)”. Strangely enough “Electro-Dependência (Electro-Dependency)” came out much easier that its predecessor in the narrative style. Maybe it’s just something you need practice to make right.

The next day I reviewed the text and the anthology guidelines before sending it to a few sacrificial-lambs beta-readers (Thank you all who volunteered/submitted, your opinions were valuable). With all the reviews received, on Saturday I decided to make some changes to the text. Switched texts to different places, cut scenes, added details and in the end I sent the text to one lat beta-reader (Thank You!) for a final opinion.

The biggest problem with writing a short story for this anthology (or any other with guidelines so specific) is that, in case the story doesn’t get picked for publication it will be really hard to resubmit it to any other, due to its specificities.
But well, I’ll think of that if the time comes.

Once more I’d like to thank all the amazing beta-readers who helped me. One think I know: If two or more people point out the same thing, it’s because it needs to be changed (except when it’s a praise). Thank you all! 🙂

 

Nos meus outros blogs (On my other blogs):
Garnath webcomic 23, banda desenhada;
Convite para apresentação de “Trilogia Império Terra” – Divulgação.

No exterior (On the Outside):
Writing Secrets of Prolific Authors, no Write to Done;
Write Yourself a Bad Review, no The Artist’s Road;
FF 2011 – Fall out: Homossexualidade, no Crónicas Obscuras;
On Editing … A Door Called Sally, no Rhemalda Publishing;
My favorite Part, no Rhemalda Publishing;
Frase polémica para os novos autores??, no Viajar pela Leitura;
Reescrevedora, no Monster Blues;
Editing for Indie Writers: Is Your First Draft Ready? (Chapter 2, Part 1), no blog de Deanna Knippling;
After the first draft, no CreatSpace;
How to Choose Between a Big Word and a Small Word, no WordPlay;
– Sexualidade em Crónicas Obscuras, no Crónicas Obscuras;
Is Your Writing Career Missing This Single Most Crucial Element?, no Write to Done;

Vistas (Semanário 139)

Correndo o risco de me repetir, qual disco riscado, a semana que passou foi uma que me deixou muito irritada, em termos de escrita. Tudo isto porque me deparei com um problema recorrente, que me anda a dar cabo dos nervos e da paciência. Conseguem adivinhar qual? Pista: É referente ao “Alma“.
Pois, nem mais. Voltei ao dilema do P.O.V. (ponto-de-vista). Juro que já me irrito por andar irritada em não conseguir decidir afinal que POV usar. Como é possível? Eu nunca antes tive tanta dificuldade em chegar a um consenso. História houve que não foi À primeira que decidi, mas nunca estive tanto tempo indecisa. E pior! sempre a mudar de ideias. Sim, porque se bem se lembram, da última vez eu disse que já estava decidido, mas depois esta semana estava a pensar recomeçar a revisão e fui novamente assolada por dúvidas atrás de dúvidas.

Juro que ando tão zangada com a minha incapacidade de resolver este dilema, que cheguei ao cúmulo de pensar em desistir de vez do “Alma”. Mas depois lembrei-me de porque gosto tanto desta história e porque acho que tem potencial. Ainda assim, a ideia de o pôr de parte durante uns bons meses, ficou-me na mente e quem sabe se por causa disto não vou passar outras revisões para primeiro plano (coisa que não queria muito fazer mas que, dadas as circunstâncias, talvez seja a opção mais acertada).

Ainda por culpa de tudo isto, dei por mima a reescrever o início de “Alma” para tentar perceber na 1ª pessoa e se por um lado achei que funcionou, acho que a longo prazo (no resto do livro) isso não será uma vantagem. Já sei que o POV na 1ª pessoa de várias personagens não funciona e por isso pensei que fazer o POV na 1ª pessoa e cingir a perspectiva a 2 personagens (Garnath e Ellaine). Ao princípio isto pareceu-se lógico e a resposta certa ao meu sempre eterno dilema do POV nesta história (nunca tive tanta dificuldade em escolher), mas depois parei e raciocinei. Não é preciso pensar muito para perceber o padrão. Estou sempre a mudar! Nunca estou satisfeita e nenhum dos POV me parece o acertado. Isso poderia querer dizer que devia alternar entre 1ª pessoa e 3ª pessoa, mas se eu não gosto de ler isso no livro dos outros, muito menos irei gostar de o escrever. Por isso fica tudo em ‘águas de bacalhau’. Resisti à tentação de começar mais uma versão e dei tempo ao tempo, na esperança que isso me ajudasse, embora não tenha ajudado até agora.

Quero tanto reescrever a história, porque acho que tem mesmo potencial, mas sem decidir este (maldito) pormenor técnico não posso avançar nem uma linha. Já não sei mais que fazer, sinceramente. Por um lado acho que o melhor que tenho a fazer é dedicar-me a outro projecto (ou não tivesse eu quatro romances para rever), mas por outro lado sinto que este é o momento certo para me dedicar ao “Alma“. Sinceramente às vezes acho que a história não quer ser contada, ou que eu me estou a focar no que não interessa e a esquecer-me de algo muito mais importante.

Noutros assuntos, durante a semana transacta enviei novamente o “V.I.D.A.” para várias editoras com nova carta introdutória e sinopse revista. É cruzar os dedos e esperar pelo melhor.

Também foi uma semana para ‘espalhar a palavra’. Que é como quem diz, tenho dois contos meus espalhados pela web:
– no Conte Connosco, onde os contos sobem no ranking conforme os votos. “Rotina” está lá, por favor votem se gostarem do conto. AQUI;
– no A Viagem dos Argonautas, com o conto “Como Ondas“, sob pseudónimo Corvo Silva;

Um Feliz Natal para todos os que festejam. Para os restantes … um bom interlúdio antes do final do ano. 🙂

Nos meus outros blogs:
Incentivo 7, uma ilustração;
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 18;
Blogues e Leitores – Convite;
Tertúlia “Blogue e Leitores” – um resumo;

No Exterior:
Behind the Scene: Condições Ideais III – Local, no Crónicas Obscuras;
How I Create my Heroes and Heroine, no blog de Kate Noble;
Increase Your Story’s Suspense With Breadcrumbs, no WordPlay;
Deciding on a voice, no The Book Designer;
How to keep dialogue lively, no The Writer Magazine;
Behind the Scene: Condições Ideais IV – Hora , no Crónicas Obscuras;
Recursos do Escritor: As funções do Diálogo, no blog de Sara Farinha;
Open to Interpretation, no Soul of a Word;
Recursos do Escritor: Regras para escrever bons diálogos, no blog de Sara Farinha;
Rewriting: the Genre Pass, no blog de Alexandra Sokoloff;
When they don’t wanna, no blog de Patricia C. Wrede;
How Do You Decide Which Story You Should Write?, no WordPlay;
Behind the Scene: Condições Ideais V – Música, no Crónicas Obscuras;

Dúvidas e Medos (Semanário 138)

Voltei a ter uma daquelas semanas em que duvidei de tudo o que fiz até aqui. Achei que tudo o que escrevi até hoje não tinha mérito, que devia desistir e começar de novo. Rasgar tudo e não fazer revisões de nada. Bem … foi uma semana de pessimismos e dúvidas. Pior é que acho que esse sentimento ainda não passou, mas consegui dissimulá-lo o suficiente para fazer algo de mais produtivo que odiar tudo o que criei. Aliás, fiz o oposto do que seria de esperar em tal situação: valorizei.

Decidi pegar nos contos que tinha sem ‘casa’ e tentar enviá-los para revistas, antologias e fanzines onde se enquadrassem. Infelizmente algumas das que eu tinha em mente não se adequavam aos contos que tinha disponíveis e ainda inéditos, por isso não tentei a minha sorte com todas as publicações que gostaria, mas pelo menos três seguiram caminho e é esperar para ver o resultado.
Antes de os enviar, reli-os e corrigi coisas mínimas. São contos que gosto particularmente mas que não sei se terão grande aceitação. Logo veremos.

Noutra nota, por causa do meu ‘pessimismo’ estive muito embrenhada em pensamentos sobre o “Angel Gabriel“. Não é segredo nenhum que há mais de um ano que sondo editoras na esperança de publicar o livro, mas a verdade é que as respostas têm sido quase inexistentes (o que não é surpresa nenhuma) ou então negativas. Não sei se é pior isso ou estar à espera de uma resposta há quase um ano e saber que essa resposta virá, quer seja positiva ou negativa, mas a espera é um suplício (É claro que é melhor saber que a resposta vem; Editores, respondam, nem que seja um breve “não estamos interessados”; Os autores merecem esse respeito.). Mas estaria a mentir se dissesse que estava com muitas esperanças.
Pois ao analisar isto, tomei uma decisão. Já tinha dito que não mexia mais no “Angel Gabriel” a menos que por pedido de uma editora, mas agora tenho uma perspectiva diferente. Ganhei a coragem e enviei o manuscrito para as duas maiores críticas que conheço (pessoas fabulosas, mas das quais nutro um medo respeitoso impressionante). Pressuponho levar uma tareia virtual (ou presencial, conforme a disponibilidade), mas talvez isso me espevite e me confirme certas dúvidas. Depois de receber o feedback das meninas, decido o que fazer e nessa altura revelarei mais sobre o que tenho em mente conseguir com o “Angel Gabriel“, quer para o bem, quer para o mal.

Na verdade durante a semana surgiu-me outro problema tão ou ainda mais preocupante e que não sei se está apenas relacionado com o meu ‘pessimismo’. No respeitante ao “Através do Vidro“, não é segredo que na altura fiquei muito satisfeita com o resultado e isso mantém-se, em relação às três primeiras partes do livro (este está dividido em 4). O problema é a quarta parte que em nada me satisfaz, mas que sinceramente não sei como resolver. E isso faz-me olhar para o livro como um todo e decidir que este não tem solução. Ridículo? Talvez. Mas durante a semana estive mesmo prestes a declarar o projecto como ‘para a gaveta’. Só não o fiz por causa das ditas três partes.
Não sei como salvar a última parte e sei que sem ela o “Através do Vidro” nada é. Acho que o que me está a moer o cérebro é a ‘construção’ do mundo. Não é que esteja mau nos primeiros três, mas está vago, exactamente como queria que estivesse. O problema reside no facto de eu ter a obrigatoriedade de no quarto explicar tudo o que não estava explicado nos primeiros três e exactamente por isso considero-o o mais fraco, o menos interessante. Pois enquanto as primeiras três partes eram focadas nas personagens e nos seus sentimentos/comportamentos, já o terceiro é focado no todo, destoando completamente do resto do livro.
Contudo, depois de muito matutar, acho que cheguei a uma decisão. Vou enviar o manuscrito para alguns leitores e ver quais as reacções. De acordo com isso decido que rumo dar ao livro como um todo.
Certamente não seria a primeira a descartar um manuscrito por completo, mas antes disso quero mesmo tentar perceber até que ponto os meus ‘medos’ são uma realidade ou apenas fruto das minhas dúvidas existências (passageiras ou não).

E é tudo o que tenho a dizer esta semana. Espero não ter aborrecido ninguém.

Nos meus outros blogs:
– “The Walking Dead 9“, de Robert Kirkman;
-“iZombie 1“, de Chris Roberson;
– “Percepção – uma estranha Realidade” – Divulgação;
– “Ai Kora” – manga de Kazurou Inoue;
– “Countdown“, conto de Jonathan Maberry;
– “Get Love“, manga de Go Ikeyamada;

No Exterior:
Are Your Flashbacks Flashy or Flabby?, no WordPlay;
Killing Characters, no Murder She Writes;
Nanowrimo Now What?, no blog de Alexandra Sokoloff;
How to Use Uncertainty to Fuel Your Writing, no Writer Unboxed;
Too many, too much, no blog de Patrici C. Wrede;
Behind the Scenes: Back in the game , no Crónicas Obscuras;
But Why Would You… Insult Writers Like This?, no blog de Dean Weasley Smith;
Behind the Scene: Condições Ideais I, no Crónicas Obscuras;
How Much Should You Explain in a Story’s Beginning?, no Wordplay;
Nanowrimo Now What? – Rewriting, no blog de Alexandra Sokoloff;
As personagens (não) são pessoas normais, no Folhas em Branco;
Behind the Scene: Condições Ideais II – Suporte, no Crónicas Obscuras;
Creating: The Real Rules of Fiction Writing, no Modern Myth Tools;
Decisios, decisions, no blog de Patricia C. Wrede;

A longa espera (Semanário 128)

Uma semana mais de pesquisa do que propriamente de escrita. Como tenho estado concentrada em tentar decidir (de uma vez por todas) qual projecto vou avançar para o NaNoWriMo 2011, achei por bem começar a fazer alguma pesquisa, na minha vertente favorita, ou seja, mitológica.
Não é segredo que adoro mitologia, mas propriamente a egípcia e greco-romana, embora não seja por falta de interesse na vasta legião mitológica do resto do mundo e épocas. Simplesmente estas são aquelas em que me sinto um pouco mais à vontade (apesar de ainda assim, os meus conhecimentos serem bastante superficiais).
Mas voltando ao início, estive a fazer pesquisa mitológica para tentar enquadrar algumas personagens que tinha criado, mas cuja denominação histórica ainda não tinha definido em concreto. Normalmente faço o oposto, ou seja, defino primeiro a categoria mitológica e só depois é que enraizo verdadeiramente a personagem, mas estas surgiram já desenvolvidas e eu só tinha que decidir quais os tratos específicos (para alem dos que eu já conhecia) de cada uma delas. Ainda não cheguei a uma decisão final para uma das personagens, mas a outra já está catalogada devidamente.
Esta pesquisa toda fez-me crer ainda mais que a escolha certa para este ano seria mesmo o projecto ainda sem-nome (tenho mesmo de arranjar um título, mas tem sido difícil arranjar algo adequado). Ainda não estou 100% convencida porque realmente tenho um ‘afeição’ especial pelo “No Limiar da Vida” e gostava verdadeiramente de lhe dar a atenção que merece, mas neste momento estou quase convencida que não e a altura ideal para o fazer, daí que tenda a apostar mais no sem-nome.

Noutras notícias, continuo a sondar editoras e a maioria continuam a manter-se silenciosas, embora já tenha recebido algumas respostas parciais e esteja agora à espera de maiores desenvolvimentos. Cedo saberei se esta minha aposta tradicional vale a pena ou não e caso nada se resolva, há sempre outras alternativas (não, não me refiro a pagar para publicar). Mais no fim do ano devo ter as coisas mais assentes e, caso a situação se mantenha a mesma, decidirei então que caminho seguir. Para já mantenho a esperança em alta (ou meia haste).

Continuo um pouco desanimada com “O Sangue das Rosas“, mas tenho mesmo vontade de o terminar, simplesmente como fiquei decepcionada com o conto (ou seja, com a minha apresentação do conto) está a ser um pouco penoso trabalhar nele de momento. Mas não desisto. Quem manda aqui sou eu! Hehe!

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– “As minhas folhas não caíram dessa árvore que és tu“, de Lúcia Vaz Pedro;
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 08;
–  Incentivo 2, um desenho;
– Booking Through Thursday – Em Voz Alta;
24 Hour Comics 20114 – Oficial;
Passatempo termina amanhã;
Resultado passatempo 100 seguidores;
– Compras e Ofertas – Setembro 2011;

No exterior:
One Recipe, Two Very Different Dishes, no All About Romance;
Getting to know them, no blog de Patricia C. Wrede;
Dream a Little Dream—But Not in Your Fiction , no WordPlay;
Paranóia Ortográfica, no Antologia do Esquecimento;
Originalidade, no blog de Samuel Pimenta;
Is Predictability in Storytelling Good or Bad?, no Creatspace;
Nanowrimo Prep:: Your Best Idea , no blog de Alexandra Sokoloff;
Destination Unknown, no Muderatti;
The writer and frustration, no Soul of a Word;
Hack Writer’s Gambit, no blog de Patricia C. Wrede;
The Dangers of Character Overload, no WordPlay;

Escolhas (Semanário 115)

No facebook, na sexta-feira passada, escrevi uma pequena nota a denotar o meu ‘dilema’. Nesta altura queria estar a trabalhar e alguns contos curtos, já que sinto saudades dessa forma narrativa, mas a verdade é que neste momento não tenho nenhuma boa ideia para conto, apenas para mais romances. E, como devem imaginar, não estou ainda preparada para saltar para outro longo projecto, até porque tenho de trabalhar nas revisões do “Alma“, que vão demorar muito, mas mesmo muito tempo.

Durante a semana também pensei bastante nas ideias que tenho e muito especialmente numa que, neste momento, ainda não tem nome, mas que foi a história base para a BD curta (ainda por desenhar) “Não alimentem a caveira” (que já referi aqui noutras semana). Acho que de todas as ideias que tive até hoje, esta foi a única que surgiu de um sonho. Não sou, por norma, das pessoas que usa os sonhos como pilares das histórias, mas esta ganhou forma a partir daí. E esta semana vi-me embrenhada em pensamentos sobre o enredo, as fundações do mundo na história, e as personagens. Já sentia saudades de ser apanhada nas teias de uma história (quase) nova, em que tudo é descoberta.
Deu vontade de começar a escrevê-la de imediato, mas não vou fazê-lo, não só porque sei que seria um erro (com a história ainda bastante verde na cabeça), como pelo facto já referido de ter outros planos literários para os próximos tempos (revisões … o horror!).

Enfim, com todas estas ideias, e nunca esquecendo a BD já referida, dei por mim com saudades de desenhar BD. Como já devem saber, a BD é uma das minhas outras paixões (lado a lado com a ilustração, a pintura e a fotografia), mas tive de a deixar de parte em prole da escrita. Há que fazer escolhas, e esta foi a minha. Infelizmente (ou talvez felizmente), vários são os momentos em que sinto saudades (diria mesmo que acontece quase todos os dias) dos dias que passei quase exclusivamente dedicada à BD e Ilustração (amadoras). Tenho plena consciência que esta ‘experiência’ no campo da BD me ajudou imenso, quando mais tarde regressei em força à escrita, pois apesar de serem formas completamente distintas de transmitir histórias, a verdade é que têm muito em comum, especialmente no que refere ao guião (mas, convém denotar que são também bastante diferentes, mesmo nas suas semelhanças).
A verdade é que gostava muito de ter tempo para me dedicar tanto ao desenho/pintura, quanto me dedico à escrita, ou pelo menos ter um pouco mais de tempo do que tenho nesta altura da vida. Tenho três guiões escritos que quero desenhar (dois deles são bem extensos), e uma outra ideia já muito antiga, que eu temo nunca vir poder a concretizar, visto que exigiria anos de dedicação.
Fiz a minha escolha em 2008, mas por vezes custa saber que tenho de abdicar, de certa forma, de uma coisa que gosto em prole de outra. Isto porque, por mais que queira, o tempo não chega para tudo. Aos poucos vou tentando fazer alguma coisa em termos de BD, mas é tão esporádica, tão … insignificante, que não consigo sentir-me realmente feliz nem com esses pequenos triunfos.

Noutros assuntos, apostei em enviar o “Angel Gabriel – Pacto de Sangue” para mais umas quantas editoras, a ver se alguma mostra interesse. Só tenho de tornar a repetir uma coisa que talvez o tenha (ou não) dito aqui no blog. Fico muito desapontada com as editoras portuguesas, quando vejo que nem se dignam a responder aos emails de submissão. Um simples «não estamos interessados» seria mais justo e cordial do que o grande “nada” que muitas das grandes editora oferecem aos autores. Seria muito difícil responder? Afinal há várias editoras que respondem, por emails já estereotipados, mas ao menos respondem e mostram algum respeito pelo trabalho dos outros. É muito mau quando se vê que muitas (infelizmente a maior parte, até agora), simplesmente não acham que devem (ou podem?) fazer algo tão simples como enviar um email de resposta. Como se isso fosse demorar horas a fazer.
Pelos vistos não sou a única a queixar-me disto, porque já o ouvi da boca de muitos outros autores. É triste!

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– Top Ten Tuesday – Reasons I love being a book blogger;
Gustavo dois desenhos;
Takezo um esboço;
– “Fortune’s Folly“, um livro de Deva Fagan;
– Booking through Thursday – Banda Sonora;
João um desenho;
Julie & Julia, o filme;
Meme Literário.

No exterior:
Should the grass be greened?, no Writer Unboxed;
What is my novel, no The Enchanted Inkpot;
Six A.I. types who annoys us to death, no Lightspeed magazine;
Reworking, no A Novel Idea;
Lord Andrew, no blog de Elisabeth Boyle;
Behind the scenes: Nome Certo, no Crónicas Obscuras;
Qual a diferença entre um livro novo e um livro usado?, no Pó dos Livros;
Dangers of the passive protagonist, no WordPlay;
Let’s talk about sex, no Writer Unboxed;
How to edir your own ebook, part 3, no blog de Deanna Kippling (abrange tanto ebooks como para não-ebooks);
Five Bits of (maybe useless) advice, no The Deadline Dames;
Can your heroine be too strong?, no WordPlay;
The art of writing believable men, no All about Romance;
What to do with too many words, no ACME Authors Link;
5 ways to edit with fresh eyes, no Writers Anonymous;
Coincidence and the writer, no Soul of a Word;
Behind the scenes: Baptismo, no Crónicas Obscuras;
Failed Writer: Revisions (vídeo), no Writer Unboxed;
Quando me vierem perguntar, no Efeitos Secundários;
What everybody knows, no blog da Patricia C. Wrede;
Why there’s no such thing as a writing expert, no WordPlay.