Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)


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NaNoWriMo 2016 – Fim

Novembro já terminou e assim também o NaNoWriMo deste ano chegou ao fim. Foi um mês caótico e confesso que na última semana cheguei a pensar que não iria conseguir chegar às  50.000 palavras, mas felizmente cruzei a meta a tempo.

Este ano, como já devem saber, eu escrevi “Nem Tudo o que Reluz é Ouro”, que na verdade é simplesmente a continuação de “Água Mole em pedra Dura”. não uma sequela, mas sim a segunda parte do primeiro romance do que virá a ser uma série (espero eu). Por isso o meu único objectivo era terminar este primeiro número da série e eu estou a duas ou três cenas de o fazer. E vou acabar isto nos próximos dias.
Queria ter terminado mesmo no dia 30 mas nesse mesmo dia tive um jantar de empresa e não pude escrever mais nada, por isso o final efectivo ficou para Dezembro. Vai ser muito em breve porque falta mesmo muito pouco.

Por isso mesmo considero este NaNoWriMo um sucesso, com as 50.766 palavras que escrevi, algumas à mão mas quase todas no computador.
Posso dizer que este ano foi o no qual tive mais dias a escrever para cima de 5.000 palavras. Foram três dias, três sábados. Um recorde, especialmente porque houve um dia em que escrevei mais de 7.000, que julgo que tenha sido o mais que escrevi num dia só até hoje (a menos que a memória me esteja a falhar).
Por fim vou deixar-vos com uma lista da minha contagem por dia (saltando os dias em que mão escrevi nada por uma ou outra razão, maioritariamente falta de tempo)

Vamos à contagem!

1 – 5.368 palavras;
2 – 7.041 palavras;
3 – 8.969 palavras;
4 – 10.103 palavras;
5 – 11.877 palavras;
7 – 13.907 palavras;
10 – 14.398 palavras;
12 – 21.052 palavras;
15 – 21.779 palavras;
17 – 23.262 palavras;
19 – 26.859 palavras;
20 – 28.831 palavras;
21 – 29.948 palavras;
24 – 31.122 palavras;
25 – 35.169 palavras;
26 – 42.697 palavras;
29 – 46.230 palavras;
30 – 50.766 palavras;

Em breve irei trazer novidades.

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NaNoWriMo 2016 – Relatório de Bordo

Estamos a meio do mês de Novembro, a meio do NaNoWriMo e eu estou a ficar um bocadinho para trás, mas nada de muito preocupante.
Neste momento tenho 21.052 palavras escritas, quando nesta data já devia ter chegado às 25.000, mas tendo em conta que já tive dois dias com mais 5.000 palavras, acho que não uma desvantagem grande demais, para já.

O primeiro dia foi fabuloso, com 5.363 palavras e no sábado passado escrevi 5.662 palavras mas desde aí ainda não teclei mais nada, por isso a vantagem que consegui já a perdi.

Ainda assim tem sido muito divertido, como sempre, e stressante, como sempre.🙂 É difícil conciliar a escrita com o trabalho e com os afazeres e com a agenda social, e tudo fica ainda mais difícil pelo facto de que tenho tido muita dificuldade em escrever de noite, por causa da luz (ou falta dela) no meu quarto. Eu sempre soube que uma boa iluminação é essencial tanto para escrever como para desenhar mas isto é ridículo! Infelizmente os fusíveis do meu quarto gostam de estar sempre a dar trabalhos e a luz que tenho no momento é pequena e incómoda. Mais estorva do que realmente ajuda.

Mas voltando ao tópico do romance que estou a escrever. Tenho escrito muitas cenas intensas e que saíram bem mais interessantes do que a princípio as tinha imaginado. tenho-me esforçado por trabalhar bem os diálogos e por tornar o texto menos pesado do que estava nos primeiros dias, visto que esta série é suposto ter um tom de semi-comédia, com alguns momentos de muita seriedade. Embora agora esteja numa fase da história em que começa a tornar-se difícil meter cenas com qualquer tipo de humor. Estou perto do confronto e a tensão está a subir.

Tenho postado regularmente actualizações tanto no facebook e no twitter, por isso sintam-se à vontade para seguir o meu percurso lá.

Espero poder dar-vos mais detalhes à medida que vou escrevendo. Vejam a minha página de facebook se tiverem curiosidade em ler alguns excertos.


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NaNoWriMo 2016 – Dia 1

O primeiro dia do NaNoWriMo começou mal mas acabou bem. Termino o dia com 5.368 palavras. Acho que ‘engonhei’ um bocado demais em algumas cenas mas estou muito satisfeita por este progresso. É muito raro conseguir escrever mais de 5000 palavras num dia.
 
Aqui fica um excerto não editado, portanto poderão ocorrer casos de erros ortográficos e palavras inventadas. Foram avisados!
 
«Gustavo desistiu de tentar ver onde estava o telemóvel e começou a procura-lo através da mui nobre arte dos apalpanços às cegas. Acabou por encontrar o maldito aparelho em cima da mesinha de cabeceira. Teria revirado os olhos se não lhe doesse tanto qualquer tipo de movimento ocular.
“Sim?” – Só então percebeu como a sua voz estava rouca e fraca.
“Porra! Onde te meteste?”
Sentando-se bem devagarinho na cama, encostou as costas a algo muito mole. Abriu os olhos uma pequena frincha e viu que o estrado da cama era todo revestido de um veludo vermelho que o fez abrir uma careta. – “Ok … mãe!”
“Fodasse, Gustavo! Estava preocupado contigo!”
Ele afastou o aparelho dos ouvidos. – “Preocupado?” – Gustavo não conseguiu esconder o esganiçado da sua voz. – “Eu não tenho doze anos!”»


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NaNoWriMo 2016

Chegou aquela altura do ano! O  NaNoWriMo começa já amanhã e eu decidi, como é habitual, participar também este ano.

Para quem não conhece, o NaNoWrimo, ou National Novel Writing Month, convida escritores amadores e profissionais de todo o mundo a escreverem um romance de pelo menos 50.000 palavras no espaço de um mês (Novembro). eu já participo desde 2008 e este ano não será excepção.

O desafio deste ano é pegar onde terminei “Água Mole em Pedro Dura“, no ano de 2014 e escrever a sua sequela que intitulei, provisoriamente de “Nem Tudo o que Reluz é Ouro”.

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Jurandir, Alana, Giorgio, Leoba, Mikhail e todos os outros continuam as suas aventuras no Instituto Especializado no Sobre-Humano (IESH), tendo como pano de fundo o belo parque nacional da Peneda-Gerês.

Vou ser sincera e dizer-vos que estou muito mal preparada este ano. Não tive grande tempo para organizar a cenas que pretendo escrever ou para me reintegrar na história e reconciliar com as personagens, mas acho que vai correr bem. De qualquer forma o exercício de escrita vai fazer-me bem. Este ano ainda não escrevi nada digno de registo e tenho de mudar hábitos para regressar a um ciclo de escrita criativa regular. Há-de correr tudo bem! final a história esta toda na minha cabeça e se for preciso salto cenas e depois preencho os espaço em falta.

Vou esforçar-me por actualizar com o máximo de frequência o blog, o facebook e o twitter, para vos manter actualizados sobre o progresso desta aventura.

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Se algum de vocês também for participar no NaNoWrimo deste ano, deixem um comentário falando-me um pouco sobre o vosso projecto literário e aventura narrativa. Boa sorte a todos!


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Viajar pelo mundo através dos livros

Num jardim calmo, no centro da cidade de Barcelos, sentada à sombra de uma magnólia, estou eu. Os pombos depenicam o pão que um outro senhor lhes deitou, as crianças pedalam nas suas bicicletas sob o olhar atento dos seus pais, um cão cheira-me a sapatilha, mas eu continuo a ler.

E nem sequer estou ali.

Estou mas não estou, porque o livro que leio leva-me para um lugar totalmente diferente.

Viajar pelo mundo através dos livros

Nos últimos meses, e a bem dizer durante toda a minha vida, li muitos livros que me levaram a visitar outros países, outras culturas, outro planetas, outras mentalidades. Qual o leitor que não se sente transportado do seu banco de jardim ou sofá ou cama quando lê um bom livro? Qual o leitor que não visitou um local e se recordou de ler, um dia, um livro que descrevia aquele mesmo lugar?

Bem se diz que ler é viajar, é abrir horizontes, estender o nosso ser até que este alcance um outro ponto da terra, do universo até.

Falando apenas de leituras recentes: “O Deus das pequenas Coisas” (de Arudhati Roy) levou-me a revisitar a Índia, o seu sistema de castas e o seu povo intrigante. E digo revisitar porque já antes um outro autor me levara até aí: Aravind Adiga (com “Entre os Assassinatos“); “Israel Sketchbook“, do português Ricardo Cabral, levou-me numa viagem visual a este local onde nunca coloquei os pés; “O Buda Azul” (de Cosey) ilustrou de forma mágica o Tibete num tempo conturbado, e que fascinante viagem esta foi.

Mas nem só para lugares reais podemos viajar nas páginas dos livros. “A Cidade das Ilusões” (de Ursula K. LeGuin) leva o leitor a percorrer com o seu protagonista uma imensidão de terreno que poderá, outrora, ter sido a América, mas que deixou há muito de o ser. “The Knife of Never Letting Go” (de Patrick Ness) transporta o leitor para um planeta diferente onde conhecemos outro povo, outras mentalidades e formas de viver.

Também como escritora gosto de fazer o leitor viajar, por mundos totalmente ficcionais ou baseados no real. Em “Angel Gabriel – Pacto de Sangue” as minhas personagens viajam por grande parte da Europa, começando na Ucrânia, passando pela Alemanha, Espanha e outros países.

Mas nem é só pelo espaço que os livros nos levam a viajar, também cruzamos o tempo, para trás e para frente, ou até mesmo para os lados. O poder da literatura é infinita e é para lá que o leitor muitas vezes vai.

E vocês? Quais foram os livros recentes que mais vos fizeram viajar? Há algum que guardem particularmente na memória?


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Dia Internacional do Livro e dos Direitos do Autor

Dia do LivroNão podia deixar passar o Dia Internacional do Livro e dos Direitos do Autor em branco, certo?

Por isso gostaria de vos convidar a divulgar, aqui e nas redes sociais, quais os vossos autores favoritos de sempre e qual o(s) livro(s) que leram este ano que mais gostaram.

E porque além de autora sou também leitora, deixo uma pequena lista de alguns dos meus autores favoritos (sem ordem de preferência): Markus Zusak, Marissa Meyer, Luís Filipe Silva, Edgar Allan Poe, J.K. Rowling, Carina Portugal, Brandon Sanderson, Vitor Frazão, Robin Mckinley, João Barreiros, Manuel Alves.
E o livro que mais gostei de ler este ano foi: “28 Days Later”, uma banda desenhada de Micheal Alan Nelson e Declan Shalvey.

E não se esqueçam de respeitar sempre o trabalho do autor, seja ele escritor, fotógrafo, músico, ilustrador, compositor, escultor ou outro “-or”.

Ajudem os autores e lembrem-se de, sempre que usam uma foto linda no vosso mural do facebook ou no blog, mencionar que é o autor (ou caso não saibam referir isso mesmo). Os autores do mundo inteiro agradecem!


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Nova Publicação – Anormal (conto)

anormalQuatro anos após a divulgação dos seleccionados para o segundo volume da Antologia Erótica Fantástica da Editora Draco, o meu conto “Anormal” sai em formato ebook!

Para já está disponível individualmente na Amazon e na loja Kobo.

Juntamente com o “Anormal” foram também publicados os restantes contos seleccionados, em edição individual, que incluem trabalhos dos seguintes autores: Georgette Silen; Marcelo A. Galvão; Lily Carroll; Ana Cristina Luz; Rafael Monteiro; Cláudio Parreira; Marco Rigobelli; Rynaldo Papoy; Alexandre Louzada; Adécio Chaves; Karin Kreismann Carteri; Ricardo França; Jorge Candeias.

Os ebooks já podem ser adquiridos, lidos e criticados. Fico a aguardar a vossa opinião.

P.S.: Brevemente falarei sobre esta experiência de publicação em maior detalhe aqui no blog.