Arquivo de etiquetas: Não alimentem a Caveira

Não Alimentem a Caveira BD

Se seguem o meu blog de desenhos (Asas da Mente), isto já não será novidade, mas para todos os que não o fazem, trago hoje as 9 páginas da banda desenhada “Não Alimentem a Caveira“.
Esta BD foi escrita, colorida e balonada por mim, mas desenhada pelo talentoso Rui Alex. Foi também publicada na Zona Nippon 1, em Maio do ano passado, mas nessa altura saiu a preto-e-branco. Vocês agora podem ver tudo a cores.

Não Alimentem a Caveira” ilustra um capítulo do meu romance “Não Apodreças nos Meus Braços“. Lembram-se dele?

Cliquem nas imagens para aumentar e divirtam-se!

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Adoraria saber o que pensam desta história. Gostaram? Ficaram curiosos?
Deixem ficar os vossos comentários.

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O calor amolece-me as ideias * The sun softens my ideas

Semanário 166

Regressa chuva! Ou pelo menos, Regressa tempo mais ameno!
Não me atirem pedras por favor. Posso bem ser das poucas pessoas que prefere a chuva ao sol, o Outono ao Verão, mas este calor mata-me!
Parece que me frita os pensamentos, quais ovos estrelados em frigideira escaldante.

E porque o calor só agora chegou (e este também faz falta), começo por anunciar o vencedor do passatempo Zona Nippon 1: Vitor Frazão. Parabéns mais uma vez, Vitor. E correndo o risco de me tornar monótona, volto a agradecer a participação de todos. Bem gostava de poder oferecer um volume a cada um, mas tal não me é possível.
Fica no entanto aqui um ‘apelo’ para quem leu ou vai ler a Zona Nippon 1: Adoraria saber a vossa opinião sobre o “Não Alimentem a Caveira“.

Mas porque não é só de passatempos que vive uma escritora rapariga que escreve por gosto, há que informar que as revisões prosseguem a passo lento (ao menos evolui de caracol para lento, acho que já é algo, não?). Muitas correcções, algumas ideais a serem implementadas ao longo da narrativa, muitos auto-conselhos que se resumem a um simples “Show, don’t tell” e vários cortes sangrentos (não fossem estes feitos a vermelho). Fico com dores de cabeça só em pensar no trabalho que isto ainda vai dar. E andava eu a propagandar que ia querer terminar isto antes do fim de Junho. Quem queria eu enganar?

Com tudo o isto o que resta é uma saudade de escrever, porque isto de fazer revisões não equivale a escrita criativa, pelo menos para mim não. Daí que esteja a considerar fazer o Camp NaNoWriMo em Agosto, não para escrever um romance (que isso acho que não devo nem consigo nesta altura), mas para escrever vários contos. Assim posso sempre intercalar com a revisão. Mas, eu ainda conoto terminar a revisão do “Dragões e seus Sacrifícios” antes de Agosto.
Consigo? Claro que sim. Só depende da minha dedicação e … vejamos … uma recompensa ao fim do prazo.
Aceitam-se sugestões de auto-prémios (nada de dispendiosos que estou em contenções), mas gostava de saber se vocês se premeiam quando chegam ao fim de um objectivo (literário ou não) e sim, que tipo de recompensa oferecem a vocês mesmos? Um tablete de chocolate? Uma massagem? Um dia num local especial? Um jantar fora? Um livro novo? Ou uma simples soneca?
Deixem os vossos comentários, por favor.

*ENGLISH*

Weekly 166

Come back, rain! Ora t least, come back amiable weather
Don’t throw rocks at me, please. I may be one of the few people who actually prefer the rain to the sun, Autumn to Summer, but this heat’s killing me!
It feels like it’s frying my thoughts, like eggs on a scorching frying pan.

And because the heat has only now arrived (and we need it), I’ll start by announcing the winner for Zona Nippon 1: Vitor Frazão. Congratulations once more, Vitor. And taking the chance of sounding monotonous, I’d like to, once more, thank everyone’s participation. I’d really like to offer you all a volume, but that’s not possible at the moment.
Still, I’d like to ask those who’ve read or are going to read Zona Nippon 1 to tell me their opinions on “Don’t Feed the Skull”.

But because the life of a writer girl who loves to write isn’t just about contests, I have to report that the revisions are proceeding at a slow rate (better than the super-slow rate from the last weeks). Lots of corrections, some ideas to be implemented along the narrative, lots of written self-advices that can be summed up in a simple “Show, don’t tell” and several bleeding cuts (they’re in red and all). I get headaches just by thinking the work this is still going to entail. And here I was saying that I was going to finish this by the end of June. Who was I kidding?

And with all this what’s left is a sort of longing for some writing sessions, because this revision-thing does not equate writing, at least not for me. And that’s why I’m considering doing Camp NaNoWriMo in August, not to write a novel (which I don’t believe I can or should do at this time) but to write several short-stories. This way I can always do both tasks: revision and writing. Yet I’m still hoping to finish “Dragon’s and their Sacrifices” before August comes up.
Can I do it? Of course I can. It’s only dependent on my resolve and … well … some reward at the end of the deadline.
So I’m taking suggestions on self-rewards (nothing expensive at this time), and I’«d like to know if you reward yourselves when you reach an objective (literary or otherwise) and if so what kind of prize do you give yourselves? A chocolate bar? A day on a special place? A night out? A new book? Or a simple nap?
Leave your comments, please.

Nos meus outros blogs * On my other blogs:
Convite para lançamento de “Soberba Tentação”;
3º Encontro do Clube de Leitura de Braga;
– “Como Não Escrever um Romance“, de Howard Mittelmark e Sandra Newman;
Vermelho Sangue – Screenshot?, uma ilustração

A meta * The finish line

Semanário 158

Abril chegou ao fim e com ele terminou o ScriptFrenzy.
Ainda não foi desta que venci mas estou satisfeita. Terminei o desafio com 74 páginas de guião (de banda desenhada) escritas para “Lobo & Dragão“.
Falta muito para a história estar toda escrita, mas já é um grande avanço.
Entretanto, à mão, já delineei a história até um ponto mais avançado e vou continuar a fazê-lo nos próximos dias para ver se a história fica toda organizada.

Perdoem-me a brevidade do relatório desta semana, mas realmente não há muito mais a dizer.
Planeio agora regressar (iniciar?) à revisão de “Dragões e seus Sacrifícios” (e com sorte encontrar um título que me agrade mais). Os próximos dois meses prometem ser trabalhosos.

Ah! Já quase me esquecia de dizer que a banda desenhada “Não alimentem a Caveira” (baseado no meu romance “Não Apodreças nos meus Braços“), escrita e pintada por mim, com desenhos do Rui Alex, vai ser publicada no Zona Nippon 1, a ser lançada no dia 5 de Maio.
Se comprarem a revista digam-me o que acham. No interior está também uma ilustração da minha autoria.
Abaixo fica a capa da revista e uma amostra da BD “Não alimentem a Caveira” (cliquem para aumentar):

*English*

Weekly 158

April has come to an end and with it the end of ScriptFrenzy.
This still wasn’t the year I won this but I’m still happy. I finished the challenge with 74 pages of comic script written for “Wolf& Dragon“.
There’s still a long way to go before the story is finished, but it’s an improvement.
In the meantime, by hand, I drafted the story until a more advanced point, and I’ll keep doing it for the next few days to see if I lay out all of the story.

Forgive the brevity of this week’s report but really there isn’t much to say.
I’m hoping, now, to get back (start?) to revising “Dragons and their Sacrifices” (and luckily find a better title). The next few months promisse to be filled.

Ah! I almost forgot to say that the comic “Don’t Feed the Skull” (based on my novel “Don’t Rot in My Arms“), written and soloured by me, with drawing by Rui Alex, will be publihed in Zona Nippon 1, set to be released on May 5th. If you buy the magazine, tell me what you think of it. Inside you’ll also find an illsutration drawn by me.
Bellow is the magazine’s cover and a sample page from comic “Don’t Feed the Skull” (click to enlarge)

 

Nos meus outros blogs * On my other blogs:
– “Peeps (Parasite Positive)“, de Scott Westerfeld;
1001 livros que devemos ler antes de morrer;
1º Encontro do Clube de Leitura de Braga;
Participação na Zona Nippon 1;
– “O Heróico Major Fangueira Fagundes“, de Luís Novais;

O Princípio do Fim (Semanário 137)

A última semana (ou parte dela) do NaNoWriMo deste ano. foi marcada por uma intensa pausa na escrita. Acho que esgotei os meus recursos literários no resto do mês.

É mentira!

A verdade é que, como já tinha dito, estou neste momento focada em fazer o que não tive oportunidade de fazer em Novembro, nomeadamente no que diz respeito a algumas Bandas Desenhadas que tenho em mãos e que já pude adiantar um pouco, embora ainda tenha muito trabalho pela frente.

Não me tendo surgido qualquer ideia para conto, acabei por manter a semana no ‘mínimo’, tendo apenas tirado algum tempo para fazer apontamentos relativos ao que quero mudar na fase das revisões, em relação ao “Não Apodreças nos meus braços“. a maioria dessas mudanças eu dei-me conta à medida que ia escrevendo, mas como durante o NaNoWriMo a ideia é que não se façam revisões, não voltei atrás para ‘corrigir’ (mais limar) e por isso fiquei com as ideias de mudança na cabeça. Tive depois que as passar para o papel, com medo de as esquecer no intervalo que vou fazer entre a escrita do romance e a sua revisão 8acho sempre que é bom deixar passar alguns meses antes de voltar a pegar em algo que escrevi, pelo menos quando se trata de algo tão longo).

E foi maioritariamente isso que fiz, ou seja, quase nada! Mas estava a precisar de tempo para outras coisas, e a verdade é que estou tão assoberbada de trabalho que não sei se a próxima semana será melhor, mas vou tentar pelo menos escrever alguma coisa.

Nos meus outros blogs (Floresta de Livros e Asas da Mente):
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 17;
– Compras e Ofertas – Novembro 2011;

Nota: Esta semana não há links externos porque não tive tempo para ver site nenhum, daí que não tenha acompanhado os artigos, como costumo fazer.

Ilustração de Rui Alex

No Semanário 133 eu falei que tinha algum receio de estar a fazer transparecer o Jored (protagonista do romance “Não Apodreças nos meus Braços“) como sendo um ‘franguinho’.

Em resposta, o Rui Alex, um talentoso artista que já conhece um pouco a personagem em causa, ilustrou uma cena em que o Jored se mostrava mais heróico.

Podem ver a ilustração abaixo e visitem o blog do Rui Alex para verem outros trabalhos do artista (ilustração). As personagens na imagem são: Velna (muller), Jored (homem), Caveira e Misbah (rapazinho).

Não Apodreças nos meus Braços
"Não Apodreças nos meus Braços" desenhado por Rui Alex

NaNoWriMo Semana 2 (Semanário 134)

(Estes post fala do meu avanço na escrita do romance temporariamente intitulado “Não Apodreças nos meus braços“.)

Queria chegar cá hoje e poder dizer que já havia chegado às cinquenta mil palavras, mas a verdade é que não cheguei. estou a um passo de lá, mas ainda não lhe toquei.O que já é imensamente bom, tendo em conta que hoje ainda são só 14 de Novembro.
Esta segunda semana foi para mim bastante difícil, especialmente a partir de 6ª feira, mas já lá vamos.
No entanto recebi um ‘extra’ muito engraçado. O Rui Alex fez uma ilustração das personagens do “Não Apodreças nos Meus Braços”, para provar que afinal o Jored não era tão ‘franguinho’ como se possa imaginar (lembram-se de eu dizer isto no post da semana passada?) A ilustração estava mesmo muito gira. Tinha o ambiente perfeito e retratava bem as personagens. Na verdade disse-lhe, que nem de propósito ele tinha desenhado as personagens perto da água, porque a cena que ia escrever a seguir era passada junto ao mar (no dia 12). Talvez um dia vos possa mostrar a ilustração (se o Rui o permitir).

Mas para já fiquem com um resumo diário:

DIA 7:
Tendo chegado àquela parte da história que não tinha totalmente estruturada na cabeça (e muito menos no papel), foi com certo alívio que escrevi 2845 palavras, o que deu um total de 26346 palavras.
—–Surpreendi-me quando criei, sem contar muito com isso, uma personagem (não se pode chamar personagem a um objecto animado?) que tinha imaginado por alto, mas que ainda não tinha definido a fundo. É um tapete voador com medo das alturas (leram bem, sim!)). Foi estranho porque enquanto escrevia a cena em que se revelava que o medo dele, eu estava sempre a rir-me com a simples ideia de algo tão estranho (não que tudo neste livro deixe de ser estranho). Tive também oportunidade de escrever o primeiro combate a sério, que me deu um bocadinho de dores de cabeça porque, bem, não há muitas maneiras de um escritor descrever uma “massa negra pegajosa”, no entanto acredito que na fase de revisão eu resolvo isso (ou pelo menos, espero).

DIA 8:
Decorrendo mais ou menos dentro dos parâmetros do dia anterior – também não tinha planeado grande parte das cenas que escrevi neste dia -, o dia terminou com uma produção de 3095 palavras, o que somou um total de 29441 palavras.
—–Intuduzi mais uma personagem-objecto. Este, confesso, surgiu por necessidade narrativa e não tinha estado nos meus planos anteriores. Trata-se de um Mini-Sol (tão minúsculo como um grão de arroz), mas cuja intensidade foi suficiente para queimar o pequeno génio que não calculou bem a potência da estrela. Também foi na mesma cena que tive possibilidade de revelar um dos segredos do poder da Velna (que não vou aqui revelar, por razões óbvias, julgo eu).
Depois, para minha satisfação, foi a vez de escrever a cena na qual me baseei quando escrevi o guião da BD “Não Alimentem a Caveira” (que já aqui referi várias vezes)  e com isto introduzi mais uma personagem bizarra: a/o Caveira (e com ele veio o dilema de como me referir a UMA caveira que na verdade é UM (ele).

DIA 9:
Não me deitei antes de chegar ás trinta mil palavras e terminar a cena da introdução da/o Caveira e daí que a madrugada fechou com as trinta mil duzentas e quatro palavras. Acabei o dia com 32321 palavras, ou seja, escrevi no dia todo um total de 2880 novas palavras.
—–Foi dia para aprofundar mais um pedaço do meu ‘mundo’ criado. quando as personagens entraram no grande Deserto Vermelho. Depois disso ainda os meti a todos num maravilhoso oásis, a comerem algo de verdadeiramente exótico, a lavarem-se na água do poço. Depois, para apimentar as coisas, lá escrevi uma cena que poderia ter sido sensual, mas que acabou em discussão. O Jored e a Velna desentenderam-se e não houve ‘festa’.

DIA 10:
Certamente este foi um dos dias mais ‘fracos’ deste mês, mas não fiquei desanimada pois consegui ainda 2321 novas palavras e somei um total de 34642 palavras.
—–Fiz o meu protagonista desmaiar com dores.Mas em defesa do Jored, ele até foi bem resistente.Acabei por revelar também mais alguns dos segredos que a Velna esconde e apareceu um grande monstro que os pôs todos a correr. Foi uma cena de acção que, enquanto escrevia, não me pareceu fluir para a página com a força que eu gostaria. É possível que esta seja uma cena a melhorar na altura da revisão (para o ano que vem).

DIA 11:
Embora no dia seguinte tivesse de trabalhar cedo, não me deitei antes de chegar às trinta e cinco mil cento e trinta e uma palavras. E ao fim do trabalho lá escrevi mais até ter um total de 38392 palavras, o que significa que no dia escrevi 3750 palavras.
—–Em termos de enredo, pus o meu protagonista de rastos. No dia anterior tinha-o feito desmaias e neste dia fiz-lo chorara (com razão, coitado!), pois algo se passou em relação à maldição dele e, bem … o rapaz ficou em ‘maus lençóis’. Em contrapartida escrevi uma cena que me fez sorrir e quase rir. O Génio descreveu o combate que aconteceu na cena anterior (dia anterior) e o diálogo foi tão caricato que eu não consegui evitar sorrir. Depois voltei a azedar as coisas, com conflito (interno) entre duas personagens principais.

DIA 12:
Este é o exemplo de um dia que, apesar de produtivo, foi uma tremenda dor de cabeça. Foi sábado, daí que houve uma Nanomeet no Porto. Não escrevi quase nada durante a tarde, porque passamos o tempo todo na ‘galhofa’ (os outros presentes que o confirmem), mas à noite fui a casa da Marcelina (Gaminha) e do Álvaro Holstein (obrigada pelo jantar e pela companhia) e as três juntas (Eu a Gaminha e a ACSIlva) ainda escrevemos mais umas quantas palavras. Fiquei a dormir na casa da muito paciente ACSilva e ficamos as duas coraddas a escrever a ás três da manhã, mas até à meia-noite posso dizer que escrevi um total diário de 4058 palavras, que deram um total de 42450 palavras.
—–Em termos de enredo foi um para resolver certas desavenças. Os meus protagonistas resolveram as suas diferenças (até se ver) e houve lugar para uma outra cena de sedução que, mais uma vez, não correu de feição  Foi também neste dia que eles passarem pelo país onde se passa a história do meu anterior romance: “Dragões e seus Sacrifícios“.
Infelizmente, por culpa de algo que não compreendia ainda, tive necessidade de fazer um salto narrativo (que vou preencher mais tarde) porque uma das cenas que estava a escrever não me estava a ‘puxar’ e eu senti que precisava mudar de ‘ares’. Daí que tenha feito o tal salto narrativo e partido para a cena em que eles chegam ao mar e se deparam com os piratas.

DIA 13:
Acordada até às três da manhã a escrever, quando me levantei foi paar escrever mais, ao lado da AcSilva e, claro, não podia perder a oportunidade de a melgar. coitada! Passei a manhã a perguntar-lhe coisas idotas como: “Como se chama a zona do meio dos navios?” ou coisas bizarras como “Arranja-me uma descrição do XXX (criatura mitológica portuguesa que não vou aqui revelar)”. Isto tudo porque eu não tinha acesso à internet e não fia a minha pesquisa com antecedência.
De tarde tivemos um encontro de NaNoNinjas diferente do habitual. Metemo-nos todos no metro, entre Campanhã e o Aeroporto e fomos todos a escrever, com chapéus estranhos na cabeça, e a assustamos criancinhas (facto verídico!). Depois sentamo-nos num café do aeroporto, tentamos assutar um dos empregados (nºao funcionou, infelizmente) e escrevemos mais um bom bocado antes de ter de dar o dia por terminado. Queria ter chegado às cinquenta mil, mas fiquei-me pelas 48211 palavras ao fim da noite. Foi mais um dia acima das cinco mil palavras, com uma contagem diária de 5761
—–As cenas com os piratas foram todas muito divertidas de escrever e fez-me bem passar uns tempos no mar com um bando de rufias e umas quantas criaturas mitológicas. Foi também neste dia que uma das personagens mais presentes até aqui, queixou de estar em cena (por razões não discutidas)  e os personagens chegam finalmente ao seu destino: a Ilha dos Cogumelos Gigantes, onde a Morganda (vilã) faz nova aparição.

Foi desta forma uma semana de altos e baixos, mas no geral foi super-produtiva e tive oportunidade de experimentar muitas coisas novas a nível de escrita. O mais engraçado é que estou a adorar as minhas personagens e, agora mais que nunca, percebo o quão essencial foi que eu tivesse dedicado algum tempo a ‘conhecê-las’ ao pormenor antes de começar a escrever a história. Foi a escolha acertada, já que não tinha possibilidade de fazer o outline e estudar as personagens, optei, no fim de Outubro, por estudar as personagens e isso agora fez muita diferença. Embora um outline detalhado também desse jeito nesta altura.

Para os restantes participantes do evento, espero que tudo esteja a correr bem e se por um acaso estiverem atrasados, não desanimem. Ainda falta muito tempo e podem recuperar rapidamente.

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 14;

No exterior:
The self-pub v. traditional publishing “debate”, no blog de Paul S. Kemp;
Conversatios nwith your novel, no The Office of Letters and Lights;
Are Your Dialogue Beats Repetitious?, no WordPlay;
Authors, Pay Attention To Your Animals, no ACME Authors;
Chunking Method Part 5: Outline, no CreatSpace;
Be a More Confident Writer: 5 Choices That Might Be Hurting Instead of Helping, no Writer Unboxed;

O que fazer no NaNoWriMo 2011?

Como vem sendo costume nos anos anteriores (2009 e 2010), também este ano vos vou falar um pouco da história que pretendo escrever em Novembro durante o NaNoWriMo (para quem não sabe, um desafio que convida os participantes a escreverem um livro de 50000 palavras em 30 dias – Novembro).

Este ano, como já falei aqui no blog, vou trabalhar numa história que temporariamente intitulei de “Não Apodreças nos meus Braços” (não é sobre zombies).
A ideia original para esta história surgiu em Março de 2008, na forma de um bizarro sonho ao qual na altura dei algum importância, tanto que fiz uns desenhos, mas que depois deixei de lado, achando-o imaturo. De tempos a tempos a ideia regressava com alguma força, mas como estava sempre embrenhada noutros projectos, fui deixando de parte, até que este ano (em Fevereiro) tive a ideia de escrever um pequeno guião de BD com uma parte da história (“Não Alimentem a Caveira“) e desde então que a ideia não me tem saído da cabeça e a vontade de finalmente escrever um livro sobre a história tem vindo a ganhar mais e mais intensidade, até que passou à frente de outros projectos que queria explorar durante este NaNoWriMo. Pois bem, venceu! (a batalha pela minha atenção)

Sinto que ainda conheço muito pouco da história e tenho um pouco de receio de chegar a meio do mês e não conseguir avançar, mas por outro lado sei que conheço já o suficiente da trama e das personagens para me ‘safar’. Depois o resto virá com exaustivas revisões e quem sabe se ao ir com a história um pouco menos planeada, não acabo com algo melhor do que a princípio pressupus (ou pior). A verdade é uma: sei o começo, sei muitas coisas do meio e seu o fim. Já não é mau!

Pois fica de seguida um (mini) resumo da trama (e uma imagem com ilustrações minhas):

Habituado a uma vida pacata, um humilde agricultor vê a sua existência mudada quando decide ajudar uma velha bruxa ferida em combate. Quando a gratidão dela se transforma em algo mais e ele se recusa a aceitar a oferta dela, acaba amaldiçoada a apodrecer e morrer lentamente.
Succubus, Demónios, Génios, Caveiras falantes, Piratas e centenas de Bruxas farão com que a jornada deste agricultor, para encontrar uma salvação, não seja fácil.

Personagens principais: Jored (o agricultor), Velna (a Succubus), Misbah (o Génio), a Caveira (sem nome) e Morganda (a Bruxa).

Nota. Não sei se este ano vou fazer o “Dose Diária” como fiz nos anos anteriores, por falta de tempo, mas pelo menos o “Semanário” continuará e terá pormenores sobre o progresso diário.