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Depende da Perspectiva (Semanário 120)

Passei a semana toda a riscar de vermelho as páginas impressas do primeiro rascunho de “Alma” e a escrever coisas como «Esta cena está muito Bleh!» (não estou a brincar!) no canto das folhas, com chavetas e englobar capítulos inteiros.
Tinha ainda umas folha à parte onde resumi muito apressadamente certas cenas que precisaria de introduzir na história, ou relações que teria de aprofundar mais do que estavam, de forma a que a história tivesse mais sentimento. Isto incluía relacionamentos amorosos,amigáveis e familiares, etc.

Cheguei ao fim com relativa facilidade, até porque como vou reescrever quase tudo, claramente não estive com muitos detalhes a mudar estruturas frásicas ou descrições, etc.
Apesar de, ao fazer esta leitura, me ter apercebido que o que escrevi tem bastante potencial, também foi ainda mais notório como não organizei o livro da melhor forma, nem fiz a melhor escolha com a POV na 1ª pessoa (Erro!).
Sinceramente nunca concordei com quem diz que o ponto de vista da 1ª pessoa é para os preguiçosos ou para os escritores novatos (não que eu não seja um). Aliás, de certa forma, acho até que este POV consegue ser mais exigente que o da 3ª. Senão vejamos: Temos  de ter um conhecimento intrínseco da personalidade da personagem, temos de gesticular a acção de forma a que a informação seja correctamente exposta, já que ao vermos pelos olhos de uma só personagem acabamos por não saber tudo sobre tudo, além de que quando temos vários POV na 1ª pessoa, temos de nos assegurar que cada um é único, com uma escrita distinta, e que todos são vitais para a história e não estão lá só para ‘encher chouriços’.
Claro que a perspectiva da 3ª pessoa tem também muito que se lhe diga (ou não fosse eu ter alguns percalços com esta perspectiva), mas o que quero dizer é que não acho que um seja menor que o outro. Nem sequer o POV na 2ª pessoa, que todos parecem odiar, pode ser considerado mau, já que se usado da forma correcta, acredito que possa ser uma experiência bem diferente (a Anna Raffaella parece estar a pensar fazer um nesta perspectiva, e não é segredo porque ela já o disse no blog).

Mas avancemos para outro tema, com o qual me deparei esta semana, enquanto revia os textos, e depois, quando comecei a tentar reorganizar a história da melhor maneira. Refiro-me às Outlines! (e o mais espantoso é que esta semana este parece ter sido um tema em voga, já que não fui a única a mencioná-lo; vejam o “No Exterior”, em baixo).
E que é isso da Outlines? Assim muito resumidamente, é quando um escritor decide organizar os acontecimentos da sua história, antes ou durante a escrita do mesmo (aconselha-se antes, mas cada um funciona de maneira diferente).
Eu nunca fui muito de fazer outlines, porque quando começo a escrever uma história, normalmente sei quais são os acontecimentos centrais e alguns de relevância um pouco menor. Conheço as personagens e sei, por norma, onde quero começar e terminar a história. Por isso, o que acontece comigo, é que tenho tudo na cabeça, e depois sento-me a escrever, sem passar as ideias centrais para o papel e tentar organizar-me. Isto correu-me bem com o “Angel Gabriel“, com o “Através do Vidro” e com o “Dragões e seus Sacrifícios“. Já no caso do “V.I.D.A.“, confesso ter feito um pequeno outline, não muito pormenorizado, por onde me guiei.
Contudo, e como já aqui referi, a falta de um outline não funcionou tão bem com o “Alma“. Embora não possa dizer que a experiência correu mal, a verdade é que teria corrido ainda melhor se eu tivesse organizado os meus pensamentos, e a história, antes de começar a escrever. As mais complexas, em especial, necessitam de um auxiliar, pois por mais que um autor ache que sabe tudo sobre a história, acaba sempre por se esquecer de algo (além das muitas coisas que surgem e com as quais não contamos).
Não me arrependo de o ter feito, mas agora que vou reescrever a história, sei que preciso de algo mais. Daí que, finalmente, decidi dar o uso aos meus quadros de cortiça e post-its coloridos. Em frente, Outline! (mais pormenores sobre isto na próxima semana)

E vocês, costumam fazer outlines ou deixam-se levar pela brisa (como pássaros livres)?

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
Contributo na NanoZine nº3;
– Top Ten Tuesday – Trends You’d Like To See More of/Less of;
– Compras – Julho 2011;
– “Voyager nº 1“, fanzine de vários artistas;
– Booking through Thurday – Antecipação;

No exterior:
Mugging the Muse: Como Planear Histórias, 101, no Fasten your Fiction;
It’s Just Business, no Murder She Writes;
Finding yourself somewhere else, no blog de Deanna Kippling;
Let’s nix that “F” word form your book, Michelle, no The Innocent Flower;
Outlines, why did it have to be outlines?, no blog de Kate Noble;
10.000 words in one day? No way … Way!, no Murderati;
This is dedicated to the one I love, no All About Romance;
Getting it right, no Murder She Writes;
Editing, no Murder She Writes;
All About Amnesia, no Dear Author;
Didn’t expect that to happen, no ACME Authors Link
It’s all material, no blog de Patricia C. Wrede;
Why writers use a 1st person narrator, or not, no blog de Walt Shiel;
Maintaining Your Enthusiasm Until the Book Is Completed, no WordPlay;
Short story submission tips, no blog de Deanna Knippling;
7 Ways to Make Family and Pets Respect Your Writing Time, no WordPlay;
Rules, what rules, no blog de Patricia C. Wrede;
“My novel’s too ‘fringe’ – will any commercial publisher on the planet be interested?”, no Writer Unboxed;
Wake up your readers! How to thicken a plot, no blog de Alan Rinzler;
Behind the Scenes: Pesquisa, no Crónicas Obscuras;

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Semanário 82

Uma semana dedicada quase exclusivamente à sinopse e carta de apresentação (query) que vou usar para submeter o Angel Gabriel – Pacto de Sangue às editoras.

Devem ter reparado que acrescentei algo ao título que sempre usei para este projecto. O subtítulo “Pacto de Sangue“, aviso já, não indica que vá haver lugar a uma sequela, porque não há. Só que senti-me impelida a acrescentar algo ao título por razões de coerência. Afinal, “Angel Gabriel” podia induzir em erro, tanto ao conteúdo do livro como quanto à nacionalidade da autora (o que não seria necessariamente mau).
Para mim este projecto será sempre simplesmente Angel Gabriel, e no meu entender faria todo o sentido do mundo que ficasse conhecido apenas como tal (afinal é um uso, que considero intrigante, dos nomes das personagens principais), mas numa visão mais comercial e do prisma do possível leitor, é bom não antagonizar ninguém.

Mas voltando à sinopse e à carta de apresentação, tenho que confessar que foi bem mais complexo do que estava à espera. Mas ao fazer isto pela segunda vez, percebi como cometi vários erros com a minha abordagem anterior à submissão do V.I.D.A.. Onde tanto a sinopse como a carta de apresentação falharam em mais pontos do que posso contar.
Serviu de experiência, e não me arrependo de ter tentado mas se fosse agora faria as coisas de modo bem diferente.

Uma coisa que me deixou bem disposta foi o facto de não estar sozinha nesta aventura de sinopses e cartas de apresentação. A Anna Raffaella, que escreveu o próximo grande fenómeno (o optimismo nunca fez mal a ninguém, digo eu) “Jogo Imortal” (não sei se o título é definitivo ou não), também andou a trabalhar nestas coisas das submissões e as duas aproveitamos para trocar ideias e ajudar-nos mutuamente. Posso dizer, sem dúvida, que lhe desejo o maior sucesso. Ela tem talento e seria giro se fossemos publicadas mais ou menos ao mesmo tempo (Hey! Deixem-me sonhar, sim?).

No Domingo à noite trabalhei até de madrugada para dar uns retoques finais no projecto e deixei tudo pronto para na segunda-feira de manhã começar logo a submeter a editoras. Vamos ver se desta vez as coisas correm melhor?

Semanário 76

Na 2ª feira escrevi um capítulo no Angel Gabriel, que não foi grande mas foi melhor que nada.

Durante a semana tive uma outra ideia (estava eu a queixar-me que não tinha ideias novas e elas agora não me largam), que não irá ser um livro completo, mas possivelmente um conto grande. É uma história de encontros, desentendimentos e estupidez humana no meio das relações amorosas. Ou seja, mesmo o meu género de coisa, embora com uma pitada algo estranha, e ainda assim grande, de romance.
E porque não queria correr o risco de me esquecer da trama, acabei com um documento de quase 3 mil palavras a descrever todas as cenas da história. Quando vi a contagem (mas mais que isso, quando vi as horas), fiquei roxa e depois fui dormir porque no dia seguinte tinha de trabalhar.

Ideias não faltam, os dedos é que não se decidem a trabalhar como deviam. Malditos!

E quanto a mim é isso, esta semana,  mas ficam aqui mais umas coisinhas:

A Anna Raffaella escreveu um post bem elucidativo sobre a escrita criativa e com o qual me identifico bastante. Podem ler aqui.
10 Dicas de escrita do David Soares, e a “resposta” do Jorge Candeias. Pessoalmente, concordo com o que diz o Jorge Candeias
E na senda das dicas aqui fica mais um: The Ten Mistakes.

Semanário 75

Na terça-feira li este post das Deadline Dames que não podia vir mais a calhar. Com uma comparação algo genial e muito “alto astral” (à brasileira mesmo), serviu para me deixar um pouco mais confiante.

Na quarta, e inspirada pelo conto “The Sacrifice” de Rebecca York (podem ler opinião aqui), comecei a escrever uma sátira aos antigos sacrifícios humanos, e até, atrevo-me a dizer, uma sátira aos romances paranormais.
Não vou colocar aqui para já, porque ainda não o terminei e nem sei se vai ser um conto ou, quem sabe?, algo mais. Nos dias que se seguiram trabalhei um pouco nisto, para me distrair já que não estava em condições para escrever mais nada.
Para já, está a ser bastante divertido e relaxante, já que é bem menos sério que o que costumo escrever.

No sábado eu e a Anna Raffaella decidimos estabelecer uma meta conjunta para terminar os nossos projectos. Respectivamente Angel Gabriel e Fallen.
Assim sendo até ao fim do mês tenho de ter isto terminado, ou serei castigada severamente, tendo que escrever uma paródia ao Twilight, e convenhamos que eu tenho mais que fazer do que perder tempo a escrever algo do género, não é?
Por isso vou esfolar-me para tentar terminar de escrever e rever o Angel Gabriel o mais depressa possível.

E acho que é tudo. Mais uma vez estou mal em produção … Mau!

Semanário 59

A semana passada correu bastante bem, e teria corrido melhor não fosse a vida meter-se no caminho e estragar tudo. Mas bem, é o que há.

Sem rodeios, escrevi bastante e as revisões correram bem. Tenho muita pena de ainda não ter terminado isto, mas deve estar para breve.

Tive mais momentos de “Isto se calhar não vale nada e mais me vale desistir”, mas lá recuperei e segui caminho, porque não descanso enquanto não terminar isto, e desta vez é de vez.

O meu maior mal é nunca estar satisfeita com o que faço e isso acaba por me impelir a rever as coisas uma e outra vez, até que finalmente me canso de trabalhar no mesmo e fica tudo em estado de “coma”. Mas não pretendo deixar isso acontecer com o Angel Gabriel. Vou terminá-lo, corrigir os erros ortográficos e enviar para as editoras. Depois desta quase total rescrição do livro, não vou mexer mais nele, sob pena de perder o interesse.
Está decidido!

– Horas de revisão semana: 10:00
– Horas de revisão total: 34:30

E chegado o fim de Fevereiro, constato que não só não completei as desejadas 50 horas de revisão (que pensava eu conseguir facilmente) como, certamente, nunca poderia ter alcançado as 75 horas que a Raffaella propôs no desafio.
Bem … podia ter sido pior.

A semana passada na Floresta de Livros:
Compras 11;
Neverwhere – na terra do nada, de Neil Gaiman.

Semanário 56

Decidi entrar no desafio proposto pela Anna Raffaella (que mudou de casa): o FEdMO, que consiste em dedicar 75 horas à revisão de um manuscrito, no meu caso o “Angel Gabriel“.
Duvido que consiga as 75 horas, mas vou dar o meu melhor.
A semana que terminou, não correu nada mal, tendo eu alguns dias em que escrevi bastante e revi mais do que esperado. No total:

– Horas de revisão semana: 10
– Horas de revisão total: 10

– Palavras escritas na revisão: 7 322

O Angel Gabriel está a andar muito bem e estou confiante que se continuar com esta dedicação, vou poder terminá-lo, de vez (Aleluia!), até ao final de Fevereiro. Só espero conseguir isso, para depois poder dedicar-me ao V.I.D.A. e ao Através do vidro.
Acho mesmo que as mudanças que estou a introduzir, e as cenas que estou a adicionar, são tão necessárias que nem sei como não as coloquei na primeira versão. Mas bem, é para isso que servem as revisões, certo?

A semana passada na Floresta de Livros:
Compras 09 & Ofertas 02;
::Filme:: Inkheart – Coração de tinta.

Semanário 09

semanario_3Como devo eu começar isto?

Bem, lembram-se de eu dizer que, juntamente com a Anna Raffaella tinha aceitado o desafio de escrever 1000 palavras por dia, não se lembram?

Pois … falhei! *não me batam*
Ok! A culpa não foi só minha. A minha mãe (que voltou a estudar) anda cheia de trabalhos para fazer e ocupava o computador praticamente todos os dias. Resultado: Eu não tinha a possibilidade de escrever! Pois … mas a culpa foi mais minha que mais nada, por isso não há desculpa possível.

Mas não entrem entro em pânico! Se eu pensar como no NaNoWriMo, basta-me assegurar que chego ao fim do mês com 28 000 palavras, e já não estarei a falhar com o compromisso … digo eu …

Prontos! Eu sou sempre a mesma e não tenho remédio! Quando aprender de vez, há-de cair um santo abaixo do altar (como a minha mãe costuma dizer).

Hoje vou aproveitar para escrever o mais que puder e assim já compensarei um pouco o tempo perdido.
Ah! E não pensem que falhei todos os dias não contagem. Mal de mim!

A contagem anda nas 58 310 palavras (146 páginas).