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Semanário 147 (Weekly 147)

Ideias fresquinhas!
Enchi o meu caderno de ideias com … ideias. Na semana anterior julgo ter falado na vontade de participar em várias antologias, mas me faltavam ideias. Pois esta semana a coisa resolveu-se com uma afluente de ideias. Foi bastante simples. O truque acabou por ser usar o que já conhecia, ou seja, as minhas personagens e os mundos que criei, escrevendo contos paralelos (no passado, presente ou futuro) à trama original de alguns do meus romances (alguns já escritos e outros por escrever). Isto resulta em que, não só em sinta mais familiarizada com as personagens e o mundo, como me permite contar histórias que  por um motivo ou outro acabaram/acabarão por não entrar no romance principal.
Para já ainda não vou revelar quais as histórias escolhidas, mas posso já dizer que tenho ideias para contos baseados nos romances: “Alma“, “No Limiar da Vida“, “Não Apodreças nos meus Braços“, “Dragões e seus Sacrifícios” e “PFA“.
Além disso tive outras ideias em nada relacionadas com os meus romances e só espero ter tempo e disponibilidade para os trazer todas ‘à vida’.

No sábado teve lugar mais um encontro de escritores (amadores e não só) do Norte, no Costa’s do aeroporto Sá Carneiro. Dois novos membros juntaram-se à equipa e só espero que não se tenham assustado. 🙂
Para quem não sabe, estes encontros no segundo sábado de cada mês, normalmente no Porto no Guarany (embora por vezes o local se altere e há a possibilidade de encontros em Braga). Quem quiser aparecer, será sempre bem-vindo!

E durante o passado encontro acabei por não escrever nada no PC, já que saquei do bloco e estive a estruturar o conto que, se tudo correr bem, irei submeter à antologia “A Fantástica Literatura Queer“. Vamos ver se consigo terminá-lo antes do fim do mês, quando ainda nem o comecei.

Para terminar, algures a meio da semana uma lâmpada se acendeu no meu cérebro e o calendário piscou. O ScriptFrenzy está a chegar e eu já estou a stressar. Este ano estava decidida a dedicar-me à escrita dum guião de BD em Março, para finalmente sair vitoriosa no desafio irmãozinho do NaNoWriMo, mas com tantos contos a implorarem para serem escritos e tantas outras coisas para fazer, receio que nem este ano seja possível. Março não é mesmo um bom mês para mim, mas vou tentar.
Quem vai fazer o ScriptFrenzy? (não se esqueçam de aparecer no fórum de Portugal)

*English
Fresh ideas!
I filled my idea notebook with … ideas. Last week I believe I told you of my wish to participate in several anthologies, but also my lack of ideas. So this week things changed with a wave of ideas. It was pretty simple. The trick was to use what I already knew, in other words, the characters and worlds I had created, writing parallel short-stories (that take place in the past, present or future) for my novels (some already written, others not). This means I feel more comfortable with the setting and the characters, which also allows me to tell stories that, for one reason of the other, never made it/will make it to the final novel.
For now I won’t reveal which stories I chose to tell, but I can tell you that the short-stories are ased on the following novels: : “Alma“, “No Limiar da Vida (On the Edge of Life)“, “Não Apodreças nos meus Braços (Don’t Rot in my Arms)“,Dragões e seus Sacrifícios (Dragons and their Sacrifices) e “PFA“.
Besides these, I had other ideas not related to any of my novels and  I only hope to have time to get ‘bring them all to life’

On Saturday another writers’ from the North meeting took place, in Costa’s at the airport in Oporto. Two new members joined in and we only hope they didn’t get scared away. 🙂
To those unaware, these meeting take place every second Saturday of every month, usually in Oporto at Guarany’s (although sometimes the location changes and there’s the possibility some meetings will be in Braga). Anyone is welcome!

And during that meeting I wound up not writing anything on my laptop, as I used only my notebook to write down the structure for the short-story I intend on submitting to the anthology “A Fantástica Literatura Queer“. We’ll see if I can finish it before the end of the month, even not having yet started it.

As a final note, somewhere in the middle of last week a lamp light up in my brain and the calendar flicked. ScriptFrenzy is around the corner and I’m already stressing about it. This year I had every intention on dedicating time to writing a graphic novel script, and finally be victorious on NaNoWriMo’s bother challenge, ScriptFrenzy, but with so many short-stories lined up for writing ad so many things to do, I fear it will be another failure in that department. March really isn’t a great month for me.
So, who’s trying ScriptFrenzy this year?  

Nos meus outros blogs (On my other blogs):
Liebster Blog;
– “A Vingança do Lobo“, de Vitor Frazão

No exterior (On the Outside):
The Biggest Mistake Most Writers Make, no Write to Done;
WordPlay: Bookisms, no Creatspace;
Eight Simple Tips for Editing Your Own Work, no Write to Done;
A Writer’s Guide to Punctuation, o WordPlay;
Mastering Words: Transform Your Writing Weakness into Strength, no Write to Done;
The Business of Writing: Operations, no blog de Patricia C. Wrede;
19 Reasons Why You’ll Never Finish, no Soul of a Word;
The Power of One, no Remalda Publishing;
Starting the Second Novel: What I’m Doing Differently, no A Bran Scientist’s take on Writing;
When You Cut a Scene You Like, Save It!, no Creatspace;
Sometimes a cigar is just a cigar, no Crónicas Obscuras;
Preparing for beta-readers, no blog de Deanna Knippling;
What makes a book magical, no Writer Unboxed;
Are You Making Your Characters (and Yourself) Look Stupid?, no WordPlay;

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A longa espera (Semanário 128)

Uma semana mais de pesquisa do que propriamente de escrita. Como tenho estado concentrada em tentar decidir (de uma vez por todas) qual projecto vou avançar para o NaNoWriMo 2011, achei por bem começar a fazer alguma pesquisa, na minha vertente favorita, ou seja, mitológica.
Não é segredo que adoro mitologia, mas propriamente a egípcia e greco-romana, embora não seja por falta de interesse na vasta legião mitológica do resto do mundo e épocas. Simplesmente estas são aquelas em que me sinto um pouco mais à vontade (apesar de ainda assim, os meus conhecimentos serem bastante superficiais).
Mas voltando ao início, estive a fazer pesquisa mitológica para tentar enquadrar algumas personagens que tinha criado, mas cuja denominação histórica ainda não tinha definido em concreto. Normalmente faço o oposto, ou seja, defino primeiro a categoria mitológica e só depois é que enraizo verdadeiramente a personagem, mas estas surgiram já desenvolvidas e eu só tinha que decidir quais os tratos específicos (para alem dos que eu já conhecia) de cada uma delas. Ainda não cheguei a uma decisão final para uma das personagens, mas a outra já está catalogada devidamente.
Esta pesquisa toda fez-me crer ainda mais que a escolha certa para este ano seria mesmo o projecto ainda sem-nome (tenho mesmo de arranjar um título, mas tem sido difícil arranjar algo adequado). Ainda não estou 100% convencida porque realmente tenho um ‘afeição’ especial pelo “No Limiar da Vida” e gostava verdadeiramente de lhe dar a atenção que merece, mas neste momento estou quase convencida que não e a altura ideal para o fazer, daí que tenda a apostar mais no sem-nome.

Noutras notícias, continuo a sondar editoras e a maioria continuam a manter-se silenciosas, embora já tenha recebido algumas respostas parciais e esteja agora à espera de maiores desenvolvimentos. Cedo saberei se esta minha aposta tradicional vale a pena ou não e caso nada se resolva, há sempre outras alternativas (não, não me refiro a pagar para publicar). Mais no fim do ano devo ter as coisas mais assentes e, caso a situação se mantenha a mesma, decidirei então que caminho seguir. Para já mantenho a esperança em alta (ou meia haste).

Continuo um pouco desanimada com “O Sangue das Rosas“, mas tenho mesmo vontade de o terminar, simplesmente como fiquei decepcionada com o conto (ou seja, com a minha apresentação do conto) está a ser um pouco penoso trabalhar nele de momento. Mas não desisto. Quem manda aqui sou eu! Hehe!

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– “As minhas folhas não caíram dessa árvore que és tu“, de Lúcia Vaz Pedro;
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 08;
–  Incentivo 2, um desenho;
– Booking Through Thursday – Em Voz Alta;
24 Hour Comics 20114 – Oficial;
Passatempo termina amanhã;
Resultado passatempo 100 seguidores;
– Compras e Ofertas – Setembro 2011;

No exterior:
One Recipe, Two Very Different Dishes, no All About Romance;
Getting to know them, no blog de Patricia C. Wrede;
Dream a Little Dream—But Not in Your Fiction , no WordPlay;
Paranóia Ortográfica, no Antologia do Esquecimento;
Originalidade, no blog de Samuel Pimenta;
Is Predictability in Storytelling Good or Bad?, no Creatspace;
Nanowrimo Prep:: Your Best Idea , no blog de Alexandra Sokoloff;
Destination Unknown, no Muderatti;
The writer and frustration, no Soul of a Word;
Hack Writer’s Gambit, no blog de Patricia C. Wrede;
The Dangers of Character Overload, no WordPlay;

Remendos (Semanário 127)

A única e exclusiva razão porque este post não foi publicado atempadamente durante o dia ontem foi por culpa do WordPress (pela primeira vez). Estava eu muito bem a escrever o artigo até ao fim, quando decidi pressionar o botão ‘publicar’. Então, o HORROR! Mr. WordPress faz-me ‘log out’ (sem mais nem menos), eu faço ‘log in’ e não é que o post tinha desaparecido? Pois, estou muito agradecida, Mr. WordPress. *sarcasmo*
Escusado será dizer que fiquei fula o suficiente para não o reescrever no mesmo dia, daí que este semanário venha na terça, ao invés da habitual segunda-feira.
É a primeira vez que tal me acontece com o WordPress, por isso perdoou, mas que não se volte a repetir, Mr. WordPress! (pretty please)

Mais uma semana voltada para a calmaria (até parece que estou num processo de abstinência escrita, em preparação para Novembro, mas não devia ser o oposto?). No entanto posso dizer que estive a trabalhar no conto “O Sangue das Rosas” e que este me deu algumas dores de corno cabeça. Pois passa-se que, após perceber que o início do conto estava uma salgalhada digna de um principiante (sem qualquer prejuízo contra os principiantes), lá tentei arquitectar modo de fazer aquilo funcionar. Matutei, matutei e continuei a matutar, mas não havia modo de ficar satisfeita com qualquer das opções disponíveis. De tal modo fiquei que estive mesmo para atira o conto para o lixo e arrumar com o assunto, mas convencida que a segunda metade da história até estava muito boa, lá me obriguei a reescrever a primeira parte. Isto porque não tenho a certeza de o conto funcionar sem esta (espécie) de introdução. Depois de começar a escrever, as coisas pareceram alinhar-se um pouco melhor, mas ainda não estou satisfeita e julgo que vou teimar com este conto até ao fim dos tempos. Escusado será dizer que a revisão do conto não ficou terminada, mas espero esta semana completar a tarefa em mãos.

Noutros assuntos, ainda estou indecisa quanto a que projecto vou explorar no NaNoWriMo deste ano. Já descartei o “Vermelho Sangue“, por não achar que tenho a construção base suficientemente justificada para avançar. Já aqui falei várias vezes disso, por isso não me vou repetir.
É agora uma competição entre o “No Limiar da Vida” e o projecto ainda sem-nome, que deu origem ao guião de BD “Não Alimentem a Caveira” (tenho mesmo de arranjar um nome para este projecto). Mas, muito sinceramente, acho que o sem-nome está a ganhar terreno, embora eu tenho uma grande afinidade pelo “No Limiar da Vida“, que é uma ideia já muito antiga e para a qual, uns anos atrás escrevi já várias páginas, a verdade é que não sinto o projecto a chamar por mim neste momento e para fazer o NaNoWriMo preciso de algo que me esteja mesmo a roer o sub-consciente, sob pena de depois não ter a vontade de terminar o desafio em Novembro. daí que o sem-nome esteja, para já, no topo das escolhas, mas ainda não tomei nenhuma decisão final por isso ainda muito pode mudar.

E fico por aqui. Volto com mais para a semana.

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– Garnath e a Bola de Cristal – Pág. 07;
– “O Dardo de Kushiel“, de Jacqueline Carey;
Incentivo 1, um desenho;
– Booking through Thursday – Em Público;
Webcomics/cartoons de portugueses.

No exterior:
The blinking cursor of doom, no The League of Reluctant Adults;
Fragilidades, no Crónicas Obscuras;
Benifits of Outlining, no WordPlay;
Gray Heroes, no ModernMyth Tools;
What to do when you’re feeling lost, no ModernMyth Tools;
Make the hardest changes first, no Createspace;
Nanowrimo: Do You Know What Your Next Book Is?, no blog de Alexandra Sokoloff;
Nanowrimo Prep: First, You Need an Idea, no blog de Alexandra Sokoloff;
Obssession x Voice, no Writer Unboxed;
What elements make a “good book”?, no WordPlay;
What’s up, Doc?, no blog de Rute Canhoto;

Reflexões (Semanário 125)

Esta não foi uma semana de deambulações, momentos ‘eureka’ ou grandes reflexões. Foi sim uma semana de dor. Dor de costas, mais propriamente.
Esta não foi, contudo, a principal razão porque nada fiz quanto às revisão de “Alma” ou porque “O Sangue das Rosas” ainda se mantém uma aberração narrativa. A verdade é que esta foi uma semana de reflexões, mais a nível pessoal do que profissional, mas não descurado esta vertente obrigatória da vida de uma pessoa civilizada.
Tenho andado estafada. Não tanto da vida, nem tão pouco do trabalho (que apesar de tudo foi bem puxado nesta semana), mas mais do estado das coisas. Não se preocupem que não vou falar de politiquices e muito menos de terrorismo. Na verdade não vou falar de nada, pois são coisas mais privadas do que me apraz falar aqui.
Tudo isto para dizer que nada fiz, além de reflectir sobre o rumo de algumas das minha histórias. Quero no entanto partilhar convosco algo que eu já há muito havia decidido, mas que penso nunca ter mencionado.
Lembram-se de há algum tempo vos ter falado num projecto, ao qual chamo ainda de “PFA“? Pois este “PFA” é uma mescla de vários mitos, religiões e até géneros literários. É de tal forma complexo e vai necessitar de tanta pesquisa, que não me atrevo sequer a imaginar quando poderei enveredar na sua produção (terá vários volumes, o que é ainda maior desafio). No entanto, a cerne da questão de hoje, é que quando imaginei o “PFA” comecei de imediato a construir a história de forma a que pudesse, de alguma forma, complementar outros projectos meus, em particular o “V.I.D.A.“, o “No Limiar da Vida” e até mesmo o “Alma“. Esta foi uma decisão ponderada, mas acho que a arquitectei de tal forma que estes três romances, que são tão díspares entre si, acabam por fazer sentido no mesmo universo que “PFA“.
Mas esta semana, estranhamente, dei-me conta que outras duas histórias minhas que, de forma inconsciente, se haviam formado num mesmo ‘mundo’. Refiro-me a “Dragões e seus sacrifícios” e a uma história ainda sem nome, mas que já aqui falei por ser a base de criação da curta BD que escrevi, chamada “Não Alimentem a Caveira“.
É estranho quando nos damos conta de que os pontos se unem de forma curiosa entre vários dos nossos trabalhos. Embora isto não aconteça com todos, é interessante ver alguns a interligarem-se de forma consciente ou não.

Se eu escreve-se apenas fantasia urbana, ou ficção baseada na realidade, então seriam normais as consistências e os entrelaçamentos, mas escrevo praticamente fantasia passada em mundos distintos, o que de certa forma sempre me levou a pensar que teria de usar um mundo diferente para cada história, até que percebi que não teria bem de ser esse o caso.
Com certeza que não forçarei uma história num determinado ‘mundo’, mas se tal ideia surgir, abraçá-la-ei com carinho, como faço a todas as outras. Mas ainda assim existem projectos independentes que, pelo menos para já, não pretendo reutilizar noutras histórias, como sendo o “Angel Gabriel“, o “Através do Vidro” ou o “Vermelho Sangue“, embora este último tenha potencial para ser palco de outras aventuras. Quem sabe? (só depois de escrever este, claro!)

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
24 Hour Comics 2011 (Proposta);
Página 5, da banda desenhada “Garnath e a Bola de Cristal”;
– Booking through Thursday – Em Fila;

No exterior:
Countdown to Outlining Your Novel: Map Your Way to Success!, no WordPlay;
Five ways to make your dialogue flow, no The Gatekeepers Post;
Ler ou Ouvir, no Crónicas Obscuras;
Inspiration, my ass!, no blog de Deanna Knippling;
Introducing the “mistorical,” and The Uses and Limits of History in Romance, no Dear Author;
The revision go round, no The League of Relunctant Adults;
Finding the beggining of your story, no blog de Deanna Knippling;
Should you outline?, no WordPlay;
Keeping the Plates Spinning, no Murderatti;
Behind the scenes: Tempo, no Crónicas Obscuras;
Why I puched my heroine off a cliff … almost, no Writer Unboxed;
Being “crazy good”, no Modern Author Showcase;
Behind the scenes: Baptismo IV, no Crónicas Obscuras;
Destaque para dois artigos sobre a influência mútua, no Efeitos Secundários;
Why Your Hero Absolutely Must Pet a Dog, no WordPlay;
Hookind the Reader, no blog the Patricia S. Wrede;

Semanário 83

Conforme planeado, logo na segunda-feira de manhã comecei a enviar submissões a algumas editoras que trabalham dentro do género da fantasia. Cruzei os dedos e comecei o longo e penoso processo de espera.

Confesso que com o Angel Gabriel – Pacto de Sangue, me sinto mais confiante. Não só porque é uma história totalmente diferente do V.I.D.A., mas porque não é uma narrativa tanto de nicho, como a anterior era.
Claro que a fantasia continua a ser uma espécie de nicho à sua maneira, mas não tanto que não esteja aberta a algo como o Angel Gabriel – Pacto de Sangue.

Durante o resto da semana estive com a cabeça feita num molho, a tentar terminar a tempo o conto para a antologia “Pesadelos de uma noite de Natal“. (Podem ver AQUI o regulamento). Eles alargaram o prazo de submissão até ao fim do mês, por isso toca a escrever uns contos de horror que nós precisamos de mais antologias cá em Portugal, e de qualidade.
Confesso que suspirei de alívio com o prolongamento embora, segundo a própria editora, isso possa não ser muito favorável ao recebimento da antologia junto do público. parece que eles tiveram poucas submissões.
Entretanto eu ainda não submeti o meu pois quero melhorá-lo e vou ver se sempre consigo escrever os dois contos que tinha planeado, mas pelo menos um vai de certeza, e espero que ainda esta semana.

Estive também bastante ocupada, mentalmente, a tentar decidir o que fazer com o 24 Hour Comics, que foi no passado sábado (dia 2 de Outubro). Na sexta feira tinha decido ilustrar uma cena do Angel Gabriel, mas durante a noite mudei de ideias e acabei por fazer algo relacionado com o projecto Alma.
No fim do desafio completei as 24 páginas. Umas ficaram melhores que outras e ainda tenho muito trabalho a fazer antes de me dar por satisfeita, mas não posso dizer que tenha corrido mal de todo. O problema foi o meu pescoço e as minhas costas (que ainda hoje me doem).

Entretanto estou já a pensar no que vou escrever durante o NaNoWriMo 2010 (podem visitar o meu perfil aqui) e as hipóteses na mesa são:
Alma
Vermelho Sangue
No Limiar da Vida

Estou longe de chegar a um consenso sobre qual ideia vou explorar no mês de Novembro, ainda tenho de estudar muito bem o esquema e ver com qual dos três estou mais à vontade, e mais que isso, qual deles chama por mim mais alto.
Para já parece que é o Alma que está a ganhar, mas não se admirem se eu mudar de ideias.

Mas já que falamos nisto: Qual dos três vos parece mais interessante? (podem ver resumos aqui)

Entretanto, Outubro vai ser um mês de grandes preparações. Há muito a fazer e o tempo parece voar. Mas eu mal posso esperar pelo regresso das NaNo-meets.  Parece que vamos ter novos “membros” este ano.

Momentos 09

momentos_01Continuando o tema do Momentos 08, sigo com o debate sobre os nomes de personagens.

Pelo que ouvi dizer há várias pessoas a quem acontece o mesmo que eu.

– Há personagens que quando surgem, já vêm com o nome escarrapachado na testa, já fazendo estes parte do que eles são, de quem são e do que viveram;
– Há outros em que tenho de andar meses e meses a pensar no nome mais adequado, um pouco porque não há pressa e por outro lado porque sei que mais tarde ou mais cedo o nome irá surgir, possivelmente do nada;
– E há outros ainda em que eu própria tomo a iniciativa de procurar os nomes certos para eles (através da pesquisa).

No primeiro caso, normalmente nem há muito a fazer. Se um personagem já traz o nome a reboque, por alguma razão é e certamente não vou encontrar nada mais certeiro. Estes são os melhores, claro! Mas também há excepções, em que certas personagens vêm com nomes, mas eu acho que não é bem aquilo que quero e lá procuro outra denominação. É muito raro, mas acontece, como é o caso da Lara (No limiar da vida), que no início era Clara. Só que eu, por uma qualquer razão desconhecida, irritava-me de cada vez que lia o nome no papel, então mudei e estou bem mais satisfeita com Lara. Não é muito distinto, mas a mim aliviou-me imenso.
Outra personagem a quem recentemente fiz o mesmo, foi à Cármen do Angel Gabriel. Pessoalmente nunca gostei muito do nome, mas foi preciso que alguém me dissesse que Cármen é nome sem graça, para eu me decidir a mudá-lo. passou a ser Sílvia, que acho que soa bem melhor.

No segundo caso costumo tentar não me preocupar demasiado. Quando surge, surge a valer, e normalmente não é difícil definir um nome certeiro para uma personagem. às vezes estou a ter uma conversa com alguém e lá aparece um nome certo, ou estou a ler um artigo qualquer e BINGO! Isto costuma acontecer mais com personagens secundárias, pois com as principais eu entro em stress e sinto-me na obrigação de definir logo à partida quem tem o nome de quê.

Já o  terceiro caso é mais complicado pois às vezes, mesmo depois de longas horas de pesquisa, ainda acho que não encontrei o nome certo e fico a matutar naquilo durante dias e dias a fio.
Como é o caso do Matheus (do PFA). Queria dar-lhe um nome algo vulgar, mas por mais que procurasse não encontrava nada que me agradasse. Acabei por escolher este nome, mas não duvido nada que daqui a uns tempos mude de ideias.
O PFA é aliás um dos projectos que me tem dado mais trabalho a nível de escolher nomes, seja porque tem muitas personagens (é uma saga), ou porque muitos deles são muito velhos (e por velhos digo séculos e milénios). Por exemplo, a Leoba (parceira do Matheus) nasceu em 782 d.c. e por isso andei eu a pesquisar nomes usados na época. Não foi nada fácil, garanto-vos. O que aparecia eram nomes de papas e santas e etc. Por fim lá me decidi por o nome da Santa Leoba que morreu mais ou menos na altura em que a Leoba nasceu.

Há vários sites com listas de nomes por sexo, país, origem, significado, etc. É uma questão de saber onde procurar e tentar que os nomes se enquadrem na história, Pois acho que não fazia muito sentido colocar uma Vatra numa história contemporânea passada numa qualquer aldeia interior de Portugal. Já estão a imaginar?
Mas também é certo que hoje em dia é cada vez mais fácil, graças à multiculturalidade, encontrar pessoas de diferentes ascendências em sociedade em que antigamente não se via um único estrangeiro ou estrangeirismo. Por isso numa fantasia urbana, por exemplo, não será de todo estranho que as personagens tenham nomes completamente dispares, e será até possivelmente divertido e aconselhável. Eu sei que conto a fazer o
máximo uso disso no PFA, porque faz sentido dentro da história.

Depois, claro, há os nomes inventados pelos próprios autores. E, confesso, é algo que eu também gosto de fazer, mas tento usar o mínimo de vezes possível já que grande parte das minhas histórias são passadas nu futuro próximo.
Há excepções, como no caso do Alma, que poderia ser considerado fantasia urbana, mas em que todas as personagens têm nomes inventados por mim, há medida de cada personagem. Nomes como Garnath, Levian, Zanzan, Camill, Medina, Momutte, entre outros. Alguns destes nomes são até usuais mas outros não se vêem, que eu saiba, em lado algum.
Outro exemplo são os nomes de feiticeiros das personagens do Angel Gabriel. Aí deixei-me levar pela incoerência. Nomes como Catalysm, Müernica, Evaress e Ishvar, tem claras influências de outros nomes, mas penso que são originais (posso estar enganada que nestas coisas nunca se sabe), Neste caso diverti-me a inventar nomes algo estranhos, porque podia. São nomes de feitiçaria e por isso estão dentro da minha lógica mas fogem às lógicas normais, se é que me faço compreender.

Já agora, como é que vocês tendem a decidir os nomes das personagens? Elas vêm com os nomes às costas, ou vocês andam a bater com a cabeça para tentar chegar a algo semi-coerente?

Nota: Desculpem se me repeti em algum ponto.

NaNoWriMo 2009

NaNoWriMo 2009
NaNoWriMo 2009

Sim eu sei que é cedo, mas que querem? O NaNoWriMo 2009 já nada na boca de toda a gente. (pelo menos dos que participaram no anos transacto) e eu não podia deixar de fazer publicidade gratuita, até porque, como já devem ter adivinhado, eu vou fazer os possíveis e os impossíveis por participar este ano e completar a tarefa com honra.

Ainda não sei qual é a novela que vou escrever, mas as hipóteses mais certas são:
– V.I.D.A.
– Através do vidro
– No limiar da vida
– PFA (título temporário)

Estou bastante indecisa porque tinha ideias de fazer o “No limiar da vida” este ano, mas muito sinceramente estou mais inclinada para o “PFA“, cujo maior problema é mesmo o facto de ainda ter de fazer muito pesquisa antes de me sentir confortável a escrevê-lo. Caso escolha o “V.I.D.A.” é bastante provável que não chegue às 50 000 palvras (o desafio) e então irei também incluir o “Através do vidro” na equação.

Bem, ainda tenho dois meses para decidir. Daqui até lá se calhar ainda tenho outro rasgo de imaginação e acabo a escrever algo que não tem nada a ver com o referido a cima. Mas espero que não porque gostava de avançar com um destes.

O “Vermelho Sangue” e o “Alma” também fazem parte da lista, mas é muito menos provável que escolha um destes dois, não por falta de gosto, mas por estar mais virada para os quatro acima mencionados. Veremos…

Quem vai entrar no NaNoWriMo deste ano? Já sabem o que vão escrever?

P.S.: Também vou participar no 24 Hour Comics a 3 de Outubro. Mais alguém?