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Dia Mundial da Terra e Ilustrações V.I.D.A.

Para comemorar o Dia Mundial da Terra decidi voltar a mostrar-vos algumas ilustrações que fiz há uns anos para o “V.I.D.A.“.
E o que é isso tem a ver com o Dia Mundial da Terra? Tudo! Primeiro porque todas as ilustrações se passam no meio da natureza e depois porque “V.I.D.A.” centra-se muito em volta desse tema. E mais não digo!

Mas tenham em atenção que estas ilustrações não mostram, necessariamente, cenas incluídas na versão final do romance.

Vatra num penhasco - Copyright (C) Ana C. Nunes
Vatra num penhasco – Copyright (C) Ana C. Nunes
Vatra a voar sobre a água, nas garras do Raj - Copyright (C) Ana C. Nunes
Vatra a voar sobre a água, nas garras do Raj – Copyright (C) Ana C. Nunes
Adva e Vatra na floresta - Copyright (C) Ana C. Nunes
Adva e Vatra na floresta – Copyright (C) Ana C. Nunes
Adva e Vatra dão de caras com o Deror a armar-se em Tarzan - Copyright (C) Ana C. Nunes
Adva e Vatra dão de caras com o Deror a armar-se em Tarzan – Copyright (C) Ana C. Nunes
Vatra encontra Ilan a dormir no meio dos salgueiros - Copyright (C) Ana C. Nunes
Vatra encontra Ilan a dormir no meio dos salgueiros – Copyright (C) Ana C. Nunes
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Eu ou Ele/a (Semanário 98)

Comecei a semana com o terminar o guião para “Não alimentem a Caveira“, que pretendo também poder desenhar num futuro próximo (embora este vá ser bastante mais demorado que o “Quando chegas já é tarde“, não só por ter mais algumas páginas, como por eu ter pretensões de o fazer a cores).
Sem planear, acabei a começar a reler o “V.I.D.A.“, e mais tarde a rever um pouco do “Alma“. E para não perder o fio à meada, ainda escrevi mais para o “Sacrifício” e revi algumas partes que tinha escrito antes, mas nada de muito substancial.

Durante o resto da semana, mantive-me ainda nos mundos de “Alma” e “Sacrifício“.
Percebi, para meu suplício, que vou ter muito trabalho a fazer na revisão do “Alma” e já estou a ficar com dores de cabeça só de pensar nisso. Para já estou apenas a corrigir erros ortográficos e a dar uma olhadela pelo manuscrito, enquanto tento detectar lacunas na história.
Para meu grande espanto, acabei por ocupar quase toda a semana com este leitura (sim, porque nunca tinha chegado a ler o que escrevi em Novembro passado) e pouco consegui fazer na matéria do “Sacrifício“, lacuna que pretendo preencher na próxima semana.

Um ‘problema’ recorrente que me surge quando estou a escrever um texto (seja conto ou romance), e que já aqui mencionei por várias vezes, é o ponto-de-vista. Sou adepta da 1ª pessoa, mas gosto de experimentar a 3ª pessoa (assim como mudar os tempos). Sei que há histórias que funcionam melhor de uma forma que de outra, e algumas nem sequer pondero escrevê-las de maneira diferente pois percebo que não iria funcionar, mas, no caso de “Alma” continuo indecisa.
Não sei se se recordam, mas em Novembro comecei a escrever esta história na 3ª pessoa, e quando já ia a um quarto da história, mudei de ideias. Na altura estava convencida que a vista da 3ª pessoa não estava a funcionar em prole da narrativa, e por isso saltei para a 1ª pessoa, consciente que mais tarde teria de reescrever tudo o que ficou para trás. O problema é que, agora, ao reler o texto, estou novamente num dilema. Parece-me, sem sombra de dúvida, que a 3ª pessoa – a minha primeira escolha – foi na verdade a mais adequada. E se há cenas que funcionam bem na 1ª pessoa, outras há que até me irritaram de tão insossas que soaram.
Ainda não decidi o que vou fazer, mas, seja qual for a minha decisão, o “Alma” vai praticamente ter de ser reescrito de raiz. Ai, mãezinha, que já fico doente só de pensar!

Já alguma vez vos aconteceu o mesmo, ou sou eu que penso demasiado sobre isto?

No Floresta de Livros:
– “A Raposa Azul“, de Sjón;
– Booking Through Thursdays – Ponto de Partida;
– “A Noite e o Sobressalto“, de Pedro Medina Ribeiro;

No exterior:
The 10 Essential Grammar Rules, no Wordplay;
What makes bad romance, no Dirty Sexy Books;
8 signs your writing is stuck in a rut, no Wordplay;
How a blogging platform can aid novelists, no Wordplay;
Revising that fight – Part 2, no Deadline Dames;
The Missing Link – NaNoEdMo, no Writer Unboxed;

Não pára de crescer (Semanário 94)

Nesta semana, depois de ter enviado sinopses do “Angel Gabriel” para algumas editoras, recebi um pedido para o livro completo, para análise. Já me tinham também feito o mesmo pedido em relação ao “V.I.D.A.“, mas nunca mais obtive resposta. Sinceramente, nem sei qual o tempo de resposta, mas também não pretendo ficar simplesmente à espera sem fazer nada, até porque isto pode não dar em grande coisa. Espero que sim, mas … logo veremos. *wish me luck*

Entretanto, no campo da escrita acabei por me desleixar um pouco. Mas, ainda assim tive um dia em que estava inspirada e acabei por escrever cerca de 1500 palavras em pouco tempo. Decidi escrever um pouco mais sobre as relações familiares da personagem principal, de nome Marla, para lhe dar mais profundidade. Se depois (na parte da revisão) achar que está a mais, então corto, mas para já parece-me o mais  acertado a fazer.
Entretanto, cada vez mais me dou conta de que isto não vai ser um conto, nem uma noveleta, mas com um pouco de sorte vai mesmo acabar por ter o tamanho de uma romance. É que nem a um sétimo da história estou, e já vou com quase 8000 palavras.  Nunca pensei que esta história fosse ficar tão grande, mas eu deixo-me levar pela corrente (afinal não sei nadar YO!).

Já vos aconteceu isto? De começarem algo para ser pequeno e depois acabar maior do que o esperado. Quero dizer, eu comecei isto como um conto e agora não sei onde vai terminar! Como é que passei de 8 a 80?

No Floresta de Livros:
Trilogia Nocturnos, divulgação;
– “1001 Arabian Nights, The Adventures of Sinbad 2“, BD;
– “A Vida Secreta das Abelhas“, de Sue Monk Kidd;
– “Warrior“, de Zöe Archer;
– “Alice“, série TV.

No exterior:
– To ebook or not to ebook (Uma ideia para discussão), no Armário das Calças;
It’s not Pornographic … It’s romantic, pela autora Nina Pierce, no blog Dirty Sexy Books;
Why would you kick the shit out  of your characters?, da parte das Deadline Dames;

NaNoWriMo 2009 – Fim

Este é o post pós-NaNoWriMo 2009, para avaliar o que correu bem, o que correu mais ou menos e o que podia (ou devia) ter corrido melhor.
Antes de tudo isto, convém dizer, para a posteridade, que no final fiquei com 52 408 palavras.

Para os que seguiram a Dose diária, pouco do que aqui vou dizer é novidade, mas estejam à vontade para ler, mesmo assim.

Quando Novembro começou, eu tinha o objectivo de, em 30 dias, escrever 100 000 palavras. Isto porque eu pensava que precisaria de 50 000 para o V.I.D.A. e mais 50 000 para o Através do vidro, mas ao fim de um ou dois dias dei-me conta que não iria necessitar de tanta contagem, pois estimei que o V.I.D.A. não fosse durar mais que 25 000 palavras. Tinha razão.
V.I.D.A.

Este conto, que já tinha tentado escrever em 2007, mas que, chegada ao quinto capítulo, decidi que queria mudar metade das especificidades da história e o projecto ficou em stand-by (como muitos outros … eu não tenho emenda!).
Durante 2009 senti-me impelida a tentar escrever esta história novamente e ao longo do ano fui limando algumas arestas da história, para depois poder escrever tudo com mais naturaliadde em Novembro. O problema foi que não escrevi assim com tanta naturalidade.
Conhecia as personagens, conhecia o cenário, sabia todos os acontecimentos fulcrais da estória, e mesmo assim, quando comecei a escrever, dei por mim perdida no deserto inóspito da minha narrativa.
O principal problema foi a voz do narrador, que eu até gostei no início, mas que depois começou a perder a sua jovialidade e dinamismo. Isto contribuiu em muito para que eu chegasse ao fim com um sentimento de culpa e derrota, do qual ainda não recuperei totalmente.
Está tudo lá, mas sinto que não transmiti a história da forma mais indicada e isso é mau, muito mau! Porque esta é uma história que tem de ser dita da forma certa, para assim poder ser interpretada da maneira mais correcta.
Quando for rever esta escrita, vou ter de lutar para encontrar a voz narrativa mais acertada, pois sei que a que foi usada foi um falhanço.
Apesar disto nem tudo está perdido. As personagens surpreenderam-me, como já vem sendo hábito, a história desenvolveu-se ao compasso certo e eu até cheguei mesmo a chorar quando tive de matar algumas personagans.
nem tudo está perdido e ao menos já tenho a história completamente estruturada e conheço melhor ainda as seis personagens que povoam as páginas desta noveleta.

Através do vidro

Depois de ter deixado passar a loucura inical que senti quando esta ideia primeiro surgiu na minha cabeça, receei que ao escrevê-la já não conseguisse dar-lhe todo o sentimento e todas as emoções que desejava transmitir com esta colectânea de contos românticos, sobre uma pandemia que ameaça destruir a raça humana.
Com a euforia inicial, deixei também de lado aquela ideia de que isto era algo de totalmente original. Não conheço nenhuma obra assim, mas hoje em dia o que é que é original?
Apesar disso, ainda nutria por este enredo um amor incondicional e uma vontade enorme de o tornar algo de incrível. Foi esta vontade que eu redescobri quando comecei a escrever o Através do vidro.
Como confessei na altura, as personagens tomaram vida própria e levaram-me por caminhos inusitados, de tal forma que no fim do primeiro conto eu não quis dar o fim predestinado à personagem. Mas não havia volta a dar, afinal aquele era o momento de revolta narrativa e eu tinha de seguir em frente, por mais que isso me cortasse o coração (e acreditem que cortou).
A partir daí tudo flui com uma naturalidade surpreendente e as personagens, embora apenas existam na narrativa durante uma história, tornaram-se únicas e memoráveis à sua maneira.
Devo confessar que este foi um projecto que acabou por me dar muito mais prazer do que eu alguma vez esperara.
Ainda não está terminado, falta-me um último conto, mas por agora fica assim pois tenho outros planos para Dezembro. Só espero, quando voltar a pegar nisto, ainda sentir este borbulhar de excitação pela história e pelos personagens.

E é este o relatório final para o NaNoWriMo deste ano. Para o ano, espero repetir e quem sabe não aumento a fasquia?

V.I.D.A. – FIM

V.I.D.A.Perto das 19:30 horas terminei o V.I.D.A., que era uma das histórias que planeava escrever durante o NaNoWriMo.
Já aqui tinha dito que não contava que esta história passasse das 25 000 palavras e  assim foi. Por isso aqui ficam os meus pensamentos, chegada ao fim de mais esta aventura narrativa.

– Agora que terminei esta noveleta, vou deixá-la a marinar até Janeiro de 2010, altura em que pretendo ter terminado a revisão de “Angel Gabriel“.
– Posso estar muito enganada, mas parece-me que quando voltar a pegar na V.I.D.A. vou carregar no delete e reescrever tudo. E aqui ficam as principais razões porque imagino que este vá ser o desfecho desta pequena história:
– 1) O narrador. Este senhor que a principio era muito divertido e tinha sempre algo pertinente a dizer, tornou-se, a meio da narrativa, um chato que não dizia nada de interessante e se limitava a contar a história num tom algo monótono.
– 2) Os nomes. Sim, eu mudei os nomes antes de Novembro, mas agora já não lhes acho muita piada e vou possivelmente mudá-los pela terceira vez.
– 3) As outras personagens. Acho que me foquei demasiado na Vatra e deixei de parte os outros cinco, o que poderia ser bom, mas neste caso não foi porque a minha ideia era que todos tivessem igual importância, embora seja tecnicamente impossível (por causa da história) não dar um pouco mais de atenção a esta rapariga de cabelos vermelhos.
– 4) A linguagem. Não sei se foi por estar a escrever na terceira pessoas, ou se simplesmente não estava nos meus dias, mas fico com a ideia de que a linguagem que usei ao longo de toda a narrativa, embora cuidada e talvez até mesmo acertada, não cativa e isso  irrita-me … muito!

– Mas como disse, possa estar muito enganada e quando for a reler isto adorar cada parágrafo que escrevi. Já por isso é que não vou já a correr ler o que escrevi. Não quero estar com a cabeça quente quando o fizer.

E estou para aqui a falar mal do que acabei de escrever.
Desenganem-se, ok? Eu não odeio o que escrevi, mas de alguma forma sinto que não estive no meu melhor. Se calhar isto é o síndrome de NaNoWriMo. É capaz de ser isso.

Independentemente de tudo o que acabei de dizer, sinto-me extremamente contente por ter terminado mais este projecto e dentro do prazo, que é sempre excelente.
Agora é tempo de partir para outro. Vamos ver como corre o “Através do vidro“.

Curiosidade: a última palavra desta narrativa foi “missão”.

FIM

O que fazer no NaNoWriMo?

Não e novidade para ninguém que este ano me vou novamente aventurar nas águas turvas do NaNoWriMo (para quem não sabe, consiste em escrever um romance de 50 000 palavras entre 1 e 30 de Novembro). Em 2008 fui, algo reticente, e no fim saí com 55 000 palavras e pico. Nada mau para quem não escrevia nada de jeito há mais de quatro anos.
Por isso este ano lá estarei novamente, lidando diariamente com a adrenalina, a culpa e a euforia do desafio. Só quem participa sabe o que é e garanto-vos que chegados o fim, vocês acharão que valeu tudo a pena. Bem … pelo menos foi o que aconteceu comigo. (não posso falar pelos outros)
Este ano irei criar um desafio um pouco mais exigente, e ao mesmo tempo mais brando. Confusos? Deixem lá que eu também me confundo de vez em quando. Aqui fica então o me plano para a NaNoWriMo 2009

V.I.D.A.

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Estimativa de contagem: 50 000 palavras
Género: Fantasia, Drama

Uma criança surge no meio do fogo e caos. Sozinha aprende a explorar a terra e observa a sua evolução. Aprende com os seus erros e cresce sem ninguém que a guie ou acompanhe, conhecendo apenas a solidão no escaldante mundo que a rodeia. Um dia o seu mundo começa a mudar, mais do que o habitual e ela observa curiosa. Não tarda muito até que encontre uma outra criança embalada pelas águas do recém-formado oceano. Ela toma conta da criança, embora tocar-lhe lhe cause dor e as duas sejam muito diferentes. Tornando-se uma espécie de mãe e irmã, ela irá ainda encontrar outros dois bebés, cada um mais estranho que o outro, com as suas personalidades distintas e as suas manias únicas.
Crescendo no meio de uma terra em constante mutação, as quatro crianças irão cometer muitos erros, alguns deles com consequências catastróficas. E tudo isto acontece sob o olhar atento e plácido de uma mulher que nem sequer se digna a falar-lhes, e que se limita a castigá-los pelos seus erros, sem nunca dar uma explicação. Como poderão eles aprender a controlar os seus erros quando nem sequer compreendem quem são, porque ali estão e o que têm de fazer para apaziguar a ira da mulher que nunca vêem ou ouvem?
Esta é uma história sobre a vida, a morte e o mundo.

Através do vidro

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Estimativa de contagem: 50 000 palavras
Género: Ficção Científica, Romance

O mundo é abalado por uma pandemia que mata indiscriminadamente. No espaço de poucos meses mais de um terço da população sucumbe, sem que sejam encontradas causas ou curas. Como forma de prevenção, as pessoas são obrigadas a permanecer dentro de suas casas, evitando o contacto com outras pessoas. Serviços de emergência são accionados e a sociedade molda-se em volta de uma doença invisível que não parece ter fronteiras. Mesmo depois da quarentena ser instalada o número de mortes não pára de aumentar, até que o primeiro factor determinante é descoberto: Quando homens e mulheres estão juntos num mesmo espaço, o risco de contágio é 90% maior.
Temendo pelo futuro da humanidade, os governos chegam a um consenso, é preciso separar a população por sexo. São criadas redomas que contêm cidades inteiras no seu interior, e os homens são separados das mulheres.
O avanço da doença parece então diminuir, mas continuam a haver muitas mortes e os cientistas não conseguem entender o porquê de tal acontecimento. À medida que os anos vão passando, as regras dentro das cidades de vidro tornam-se cada vez mais restritivas, mais sufocantes. A pouco e pouco as sociedades vão-se moldando de acordo com as novas condições, mas quando será que irá parar? E o que estará por detrás da misteriosa doença que afecta todos, independentemente da idade, ascendência, religião, raça ou mesmo sexo?
E será que a humanidade poderá sobreviver numa sociedade claustrofóbica que apenas permite aos homens e mulheres que se encontrem esporadicamente e sempre separados por uma parede de vidro?

Vou ser muito sincera. O meu objectivo é escrever o V.I.D.A. E é para isso que vou trabalhar ao máximo, só que, no fundo do meu coração eu também espero, por algum milagre da natureza, ter a força de vontade e genica para escrever o Através do vidro.
Não é impossível, mas para tal terei de pedalar muito e tenho vontade de o fazer. Não sei é se quando estiver com as mão no teclado a coisa vai fluir tão bem como o esperado. Assim sendo os meus objectivos são:
Terminar o V.I.D.A. até 30 de Novembro;
Fazer o meu melhor para ter também tempo de escrever o Através do vidro.
Isto, claro, só será possível se acabar o V.I.D.A. antes do final do mês, porque não vou escrever duas histórias em paralelo (há quem consiga, mas eu não). Se bem que, segundo os meus cálculos, o V.I.D.A. possivelmente nem chegará às 50 000 palavras, já que é mais uma espécie de noveleta ou grande conto, do que propriamente uma novela.
Eu quero mesmo escrever estas duas histórias e por isso pretendo dar o meu máximo. Veremos …

E vocês? Que vão fazer em Novembro?