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A experiência do concurso de poesia “Falar de Água com Amor”

Os vencedores do Concurso de Poesia “Falar de Água com Amor”, promovido pela Águas de Barcelos junto das escolas básicas do concelho de Barcelos, já foram divulgados. São eles: João Lemos, da EB1 de Negreiros (1º lugar), e Eva Simões, da EB1 de Barqueiros (2º lugar). Mais informações o Barcelos na Hora
Parabéns aos dois, em especial, e também a todos os outros alunos que participaram.

Como já vos tinha contado no post anterior, fui convidada a fazer parte do júri de selecção, na companhia do Dr. Víctor Pinho (chefe do Unidade Municipal do Gabinete de Bibliotecas de Barcelos) e B Bernardete Costa (poetisa e autora de vários livros infantis).
Tive oportunidade de ler todos os mais de 700 poemas (ufa!) e encontrei verdadeiras pérolas entre todas estas submissões.

Quando chegou a hora de escolher os premiados, o primeiro prémio foi relativamente consensual (estas situações alguma vez são totalmente consensuais?), mas o segundo prémio foi mais renhido. Havia muito boas entradas e nós só podíamos escolher dois.

Além do primeiro e segundo prémio também foram escolhidos dois poemas para representar cada escola numa pequena exposição que está agora a adornar o espaço do atendimento comercial da Águas de Barcelos. Aproveitem para visitar!

Esta foi uma experiência intensa mas muito boa. Tive oportunidade de ter contacto com o trabalho de crianças muito talentosas e com muita consciência social e ambiental. A reflexão que algumas delas fizeram sobre o estado do planeta, da água e do mundo merece ser lida, e ponderada.

Foi um desafio, especialmente pela quantidade de poemas. O processo de triagem não foi fácil mas o resultado foi fantástico.

Parabéns a todos!

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Concurso de Poesia “Falar de Água com Amor”

Para quem não sabe, eu trabalho na Águas de Barcelos e através daí fui recentemente convidada pela minha empresa para fazer parte do jurí de selecção do Concurso de Poesia do Dia de São Valentim: “Falar de Água com Amor”.

Há muito que não escrevo poesia e nem vou apregoar-me grande conhecedora desta arte literária, até porque todos sabem que eu escrevo prosa em romance e conto. O que não me impede de ter ficado imensamente contente e humilde com este convite.

Em que consiste? Pois bem a Águas de Barcelos lançou o desafio às escolas do concelho de Barcelos, para que os seus alunos, do 3º e 4º ano lectivo da escola básica, escrevessem um poema inserido no tema “Falar de Água com Amor”, aproveitando comemorações do Dia de São Valentim.
O regulamento está disponível no site da Águas de Barcelos e todas as submissões deverão integrar as palavras “água” e “Barcelos”

Os primeiros dois vencedores receberão prémios e a escola do 1º vencedor receberá também algo.

Até 15 de Fevereiro contamos receber muitos poemas lindos das crianças do nosso belíssimo concelho.

Sei que vou adorar a experiência.

A acompanhar-me estará o Dr. Víctor Pinho, chefe do Unidade Municipal do Gabinete de Bibliotecas de Barcelos, e Bernardete Costa, poetisa e autora de vários livros infantis. Como vêem vou ser a novata do círculo do júri. 🙂

Quando terminar toda esta aventura conto-vos como foi.

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Viajar pelo mundo através dos livros

Num jardim calmo, no centro da cidade de Barcelos, sentada à sombra de uma magnólia, estou eu. Os pombos depenicam o pão que um outro senhor lhes deitou, as crianças pedalam nas suas bicicletas sob o olhar atento dos seus pais, um cão cheira-me a sapatilha, mas eu continuo a ler.

E nem sequer estou ali.

Estou mas não estou, porque o livro que leio leva-me para um lugar totalmente diferente.

Viajar pelo mundo através dos livros

Nos últimos meses, e a bem dizer durante toda a minha vida, li muitos livros que me levaram a visitar outros países, outras culturas, outro planetas, outras mentalidades. Qual o leitor que não se sente transportado do seu banco de jardim ou sofá ou cama quando lê um bom livro? Qual o leitor que não visitou um local e se recordou de ler, um dia, um livro que descrevia aquele mesmo lugar?

Bem se diz que ler é viajar, é abrir horizontes, estender o nosso ser até que este alcance um outro ponto da terra, do universo até.

Falando apenas de leituras recentes: “O Deus das pequenas Coisas” (de Arudhati Roy) levou-me a revisitar a Índia, o seu sistema de castas e o seu povo intrigante. E digo revisitar porque já antes um outro autor me levara até aí: Aravind Adiga (com “Entre os Assassinatos“); “Israel Sketchbook“, do português Ricardo Cabral, levou-me numa viagem visual a este local onde nunca coloquei os pés; “O Buda Azul” (de Cosey) ilustrou de forma mágica o Tibete num tempo conturbado, e que fascinante viagem esta foi.

Mas nem só para lugares reais podemos viajar nas páginas dos livros. “A Cidade das Ilusões” (de Ursula K. LeGuin) leva o leitor a percorrer com o seu protagonista uma imensidão de terreno que poderá, outrora, ter sido a América, mas que deixou há muito de o ser. “The Knife of Never Letting Go” (de Patrick Ness) transporta o leitor para um planeta diferente onde conhecemos outro povo, outras mentalidades e formas de viver.

Também como escritora gosto de fazer o leitor viajar, por mundos totalmente ficcionais ou baseados no real. Em “Angel Gabriel – Pacto de Sangue” as minhas personagens viajam por grande parte da Europa, começando na Ucrânia, passando pela Alemanha, Espanha e outros países.

Mas nem é só pelo espaço que os livros nos levam a viajar, também cruzamos o tempo, para trás e para frente, ou até mesmo para os lados. O poder da literatura é infinita e é para lá que o leitor muitas vezes vai.

E vocês? Quais foram os livros recentes que mais vos fizeram viajar? Há algum que guardem particularmente na memória?