Arquivo de etiquetas: Quando chegas já é tarde

Eu ou Ele/a (Semanário 98)

Comecei a semana com o terminar o guião para “Não alimentem a Caveira“, que pretendo também poder desenhar num futuro próximo (embora este vá ser bastante mais demorado que o “Quando chegas já é tarde“, não só por ter mais algumas páginas, como por eu ter pretensões de o fazer a cores).
Sem planear, acabei a começar a reler o “V.I.D.A.“, e mais tarde a rever um pouco do “Alma“. E para não perder o fio à meada, ainda escrevi mais para o “Sacrifício” e revi algumas partes que tinha escrito antes, mas nada de muito substancial.

Durante o resto da semana, mantive-me ainda nos mundos de “Alma” e “Sacrifício“.
Percebi, para meu suplício, que vou ter muito trabalho a fazer na revisão do “Alma” e já estou a ficar com dores de cabeça só de pensar nisso. Para já estou apenas a corrigir erros ortográficos e a dar uma olhadela pelo manuscrito, enquanto tento detectar lacunas na história.
Para meu grande espanto, acabei por ocupar quase toda a semana com este leitura (sim, porque nunca tinha chegado a ler o que escrevi em Novembro passado) e pouco consegui fazer na matéria do “Sacrifício“, lacuna que pretendo preencher na próxima semana.

Um ‘problema’ recorrente que me surge quando estou a escrever um texto (seja conto ou romance), e que já aqui mencionei por várias vezes, é o ponto-de-vista. Sou adepta da 1ª pessoa, mas gosto de experimentar a 3ª pessoa (assim como mudar os tempos). Sei que há histórias que funcionam melhor de uma forma que de outra, e algumas nem sequer pondero escrevê-las de maneira diferente pois percebo que não iria funcionar, mas, no caso de “Alma” continuo indecisa.
Não sei se se recordam, mas em Novembro comecei a escrever esta história na 3ª pessoa, e quando já ia a um quarto da história, mudei de ideias. Na altura estava convencida que a vista da 3ª pessoa não estava a funcionar em prole da narrativa, e por isso saltei para a 1ª pessoa, consciente que mais tarde teria de reescrever tudo o que ficou para trás. O problema é que, agora, ao reler o texto, estou novamente num dilema. Parece-me, sem sombra de dúvida, que a 3ª pessoa – a minha primeira escolha – foi na verdade a mais adequada. E se há cenas que funcionam bem na 1ª pessoa, outras há que até me irritaram de tão insossas que soaram.
Ainda não decidi o que vou fazer, mas, seja qual for a minha decisão, o “Alma” vai praticamente ter de ser reescrito de raiz. Ai, mãezinha, que já fico doente só de pensar!

Já alguma vez vos aconteceu o mesmo, ou sou eu que penso demasiado sobre isto?

No Floresta de Livros:
– “A Raposa Azul“, de Sjón;
– Booking Through Thursdays – Ponto de Partida;
– “A Noite e o Sobressalto“, de Pedro Medina Ribeiro;

No exterior:
The 10 Essential Grammar Rules, no Wordplay;
What makes bad romance, no Dirty Sexy Books;
8 signs your writing is stuck in a rut, no Wordplay;
How a blogging platform can aid novelists, no Wordplay;
Revising that fight – Part 2, no Deadline Dames;
The Missing Link – NaNoEdMo, no Writer Unboxed;

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Originalidade (Semanário 97)

Comecei a semana a escrever o guião para uma pequena banda desenhada (somente quatro páginas de BD), que já tinha escrito em 2003 (tanto tempo …), mas que nunca cheguei a desenhar, porque na altura tinha pedido a uma conhecida para fazer os desenhos. Como isso nunca se concretizou, no fim-de-semana andava a vasculhar as minhas ideias antigas e vi aquela. Não é um mimo de originalidade, mas gosto do conceito e por isso decidi ser eu a desenhar esta curta. Devo começar a trabalhar nela em breve, agora que o guião está aprimorado. O título, para já, é “Quando chegas já é tarde“.

Ainda na segunda-feira, escrevi um pequeno conto intitulado “Um erro, várias culpas“, que mais tarde publiquei no blog AQUI. E ainda tive tempo para escrever bastante no “Sacrifício“, por isso posso dizer que foi um início de semana bem produtivo.

Também a terça-feira e a quarta-feira foram dias muito bons, que dediquei exclusivamente ao “Sacrifício“. os restantes dias foram mais pobres e na sexta-feira acabei por começar a escrever mais um guião de banda desenhada, já maior que o anteriormente mencionado, e cujo título(talvez provisório) é “Não alimentem a Caveira“. Que, como se imagina, é uma espécie de comédia de fantasia.

O fim-de-semana nada trouxe de novo no campo da escrita, porque me dediquei exclusivamente ao desenho, e a mudar o meu quarto (fiquei toda dorida).
E em termos de “diário”, é isto que tenho a dizer, agora passemos às filosofias, pouco filosofais.

Durante a semana, dei comigo a pensar, até que ponto podemos deixar a nossa escrita, e também as nossas ideias, serem influenciadas pelo que nos rodeia. Pelo que lemos, pelo que vemos, pelo que ouvimos.
Já por várias vezes o disse: «Acho que nada, hoje em dia, é realmente original». Podemos tentar ser o mais originais possível, e certamente não devemos levar isto como uma ‘permissão’ para plagiarmos o que quer que seja, mas olho para os meus mais recentes trabalhos (especialmente desde Dezembro passado) e sei-vos dizer exactamente porque tive aquela ideia ou a outra. É estranho, e deixa-me insegura. Não é que eu esteja a copiar (propositada ou inadvertidamente), mas a influência está lá. Totalmente visível para mim, e até acredito que poucas outras pessoas percebam de onde ela vem, mas a mim incomoda-me um pouco.
Também sei que são fases, porque já noutras alturas tive estas mesmas dúvidas, apenas para as ver esfumarem-se pouco depois. Mas entretanto, sinto-me fraquejar.

Já vos aconteceu isto?

No Floresta de Livros:
– “The Alibi“, de Sandra Brown;
– “Voodoo Girl“, de Eva Dias Costa;
– Compras e Ofertas – Janeiro 2011;
– Booking through Thusrday – Vida Real;
– “Goose Chase“, de Patrice Kindl;
Correntes d’Escrita 2011, programa do evento.

No exterior:
A very brave thing, no The Deadline Dames;
The 4 most common mistakes Fiction Editors see, no Wordplay;
Howard Jacobson gives his top writing tips, no BBC (Gostei mesmo muito, especialmente da forma como o autor fala. Vejam!);
Revising that fight – Part 1, no The Deadline Dames;
Are you confusing readers with poor cause and effect?, no Wordplay (está aqui uma coisa na qual nunca tinha pensado. Acho que não o faço muitas vezes, mas acredito que de vez em quando aconteça. Agora se é mau ou bom, isso já é outra história);