Arquivo de etiquetas: ebook publishing

AG-PS no Google Play e Books

Angel Gabriel – Pacto de Sangue“, o meu romance futurista, está agora também disponível no Googe Play e Google Livros!

google livros - agps google play - agpsPor favor carreguem nas imagens para terem acesso às páginas correspondentes.

Boas leituras!

Anúncios

Pseudónimos, Copyright, Títulos e Capas

Prometido é devido e eu tinha-vos dito que ia falando do meu percurso de E-Publicação à medida que as coisa aconteciam. Hoje fica o primeiro apanhado. para já não esperem nada de muito profundo, pois ainda sou uma criancinha nisto e com certeza que vou cometer muitos erros, mas assim talvez vocês não façam o mesmo.

E-Publicação - o Percuso
Angel, personagem do romance “Angel Gabriel – Pacto de Sangue”

Pseudónimos

Se bem se lembram, eu andava às turras com a ideia de adoptar um pseudónimo, na tentativa de melhor me integrar no mercado global dos ebooks. Os resultados da Poll surpreenderam-me e o mais votado foi Anne S. Crow, mas o que os comentários dividiam-se entre esse e o que uso agora ( o meu nome, Ana C. Nunes).
E depois de pesquisar sobre assunto e ponderar todos os comentários, decidi por fim manter o Ana C. Nunes. Vou arriscar e ver no que dá.
Não só porque, bem, apesar de a minha reputação ser minúscula, posso dizer que já tenho um pequenito nome na praça e não queria perder isso, já para não falar que, apesar do uso de pseudónimos ser bastante usual e até aconselhável quando os escritores escrevem em género muito diferentes (tipo culinária e ficção científica), isto também pode dar problemas a nível de direitos autorais e eu quero é evitar complicações.
Por isso Ana C. Nunes será o nome de capa. Obrigada a todos os que comentaram, votaram e me ajudaram a decidir.

 

Copyright

(Aviso: O que abaixo falo advém de alguma pesquisa que tenho feito, mas não domino o assunto e por isso agradecia que se alguém souber de algo que estou a dizer incorrectamente, por favor me corrija.)
Há uns anos atrás eu andava preocupadíssima com o Copyright (e Direitos Autorias). Antes mesmo de ter um romance escrito já estava a pensar «E se me roubam as ideias, o texto, o trabalho? Em tribunal não tenho legitimidade de defesa.». E julgo que quase todos os artistas se preocupam com isto, possivelmente logo no início, antes de terem algo feito com que se preocuparem, e muitas vezes este receio persiste eternamente. Quem não tem medo de ser plagiado? Uma coisa é nós colocarmos à disposição os nossos trabalhos de graça, para quem quiser ver/ler, no nosso blog ou em qualquer outro sítio que nos aprouver; e outra coisa totalmente diferente é algum/a espertinho/a se lembrar, copiar os nosso textos/imagens e colocar no blog/site deles e dizer que foram eles que fizeram. Nunca tal me aconteceu (que eu saiba), mas já vi muitos casos de plágio e, alguns, deixem-me dizer, roçavam o ridículo.
Mas já me estou a desviar do assunto. A pergunta é: «Um escritor tem de registar a sua obra?» e a resposta parece, a princípio, ser um simples: »Não».
Quem vive/nasce em Portugal (assim como muitos outros países espalhados pelo mundo) e cria uma qualquer obra, está automaticamente protegido pela WIPO aka OMPI (World Intellectual Property Organization), que dita algo do género »A partir do momento que autor/artista cria algo, esse algo está registado a ele).
Têm o ficheiro original do vosso romance? Andam há anos a falar do projecto aos amigos? Toda a gente na web sabe que foram vocês que fizeram aquilo? Então ‘aquilo’ é vosso, por direito, sem papelada.
Ou pelo menos esta é a teoria e pode ser usada e validada em tribunal (segundo percebi). Claro que, infelizmente, se queremos realmente uma protecção 100% à prova de bala, o melhor é registarmos oficialmente a obra. Em Portugal o mais usual é os autores das obras usarem entidades como a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), a IGAC (Inspecção Geral de Actividades Culturais), ou mesmo em sites de registo de Copyright. Estes registos incluem, como devem imaginar, um valor monetário que pode não parecer tão simbólico em tempos de crise. No entanto convém estudar os prós e contras de registar a obra, ou até mesmo aderir a uma associação como a SPA, cujo intuito é também auxiliar os autores a lidar com editores dentro e fora do país. Infelizmente ainda não sei se a SPA faz o mesmo trabalho com autores que recorrem a auto-publicação, seja por via digital ou física (será algo que vou tentar averiguar brevemente). Algum de vocês tem experiência com isto?

 

Títulos

Por vezes julgo que o meu motto devia ser: «Quanto mais penso, mais burra confusa fico.». Alguns romances meus têm títulos dos quais pretendo me livrar assim que um outro, mais eloquente, surgir. Ou seja, são títulos provisórios.
Angel Gabriel” não é um desses títulos.
Quando tive a ideia original para esta história chamei-lhe “Blood Bound“, mas quando mais tarde decidi escrevê-lo (em 2008) senti que nada era mais perfeito que “Angel Gabriel“, um trocadilho com o nome das personagens principais que me parece que assenta como uma luva.
No entanto, desde há dois anos, algumas pessoas me disseram que o título é um pouco enganador e a verdade é que para sondar editoras tive que lhe acrescentar um subtítulo “Pacto de Sangue“, com medo que nem sequer olhassem para a história se pensassem que eu me estava a armar em intelectual a dar um nome estrangeiro ao livro.
Agora que planeio lançá-lo em Inglês, outro problema surge.”Angel Gabriel“, sozinho, funcionaria perfeitamente no mercado global, mas certamente que levaria os leitores a pensarem que se tratava de um romance com anjos, e não é esse o caso. A minha intenção não é, de todo, enganar os leitores, por isso cheguei a pensar regressar ao título original “Blood Bound“, do qual gosto bastante e que diz muito mais sobre o livro. No entanto, após uma breve pesquisa descobri que existem pelo menos uma boa meia-dúzia de best-sellers internacionais com esse nome. O meu livro afogar-se-ia no meio desses, certamente. Restava-me então usar “Angel Gabriel – Blood Bound” (em português “Angel Gabriel – Pacto de Sangue”), mas então tive de arranjar outro problema: achava o título extenso de mais.

Ok, eu não estou a fazer isto à espera de vender milhares (nem mil sequer), mas todos os que auto-publicam (quer em ebook ou noutro formato) pensam o mesmo: «Tenho de potencializar o alcance do meu livro.» e isso incluí cinco factores principais: Capa, Título, Sinopse, Revisão e Excerto. De preferência todos devem estar no seu potencial máximo e a verdade é que se prestarmos um pouco de atenção ao que vende lá fora, no género que escrevo, os títulos têm normalmente 1 ou 2 palavras (daí que não seja de espantar que muitos sejam repetidos).
Outras hipóteses para títulos, que me lembrei, foram: “Blood & Magic“, “Magic Bound“, “Unhidden“, “Angel Gabriel – Cursed” e mais alguns dos quais não gosto tanto.
Claro que a minha decisão pende para a minha zona de conforto. Acho que “Angel Gabriel – Blood Bound” é um bom título e quase de certeza que será esse que vou usar. Mas também gostava de saber o que vocês acham (para lá de todos deverem estar a achar que eu penso demais nestas coisas ridículas, porque isso eu já sei; Hehehe!). Qual é o vosso favorito? O que vos soa melhor?

 

Capas

Todos já ouviram certamente dizer »Não se julga um livro pela capa.» e certamente que todos os leitores já leram vários livros cujas capas eram atrozes e cujos conteúdos eram excelentes, ou o oposto (capa linda e recheio estragado), mas ninguém negará que uma capa bonita é a primeira coisa que chama a atenção do potencial leitor. E isto é tão verdade com o livro físico como com o livro digital, embora as regras divirjam um pouco.
Enqaunto no livro físico aquele que tiver mais relevo, mais cor, mais dourado, é possivelmente o mais chamativo; no mundo digital as coisas tendem a não funcionar assim. Muitas vezes uma capa que, impressa é lindíssima, na montra digital da Amazon passa totalmente despercebida ou é completamente ilegível. Vejam por exemplo este post no Dear Author ou leiam todo o blog do The Book Designer (indispensável para quem quer auto-publicar e fazer as suas próprias capas para poupar uns trocos).
Assim sendo, embora ainda não tenha tirado o tempo para me dedicar à capa de “Angel Gabriel” (estou focada nas revisões), tenho já algumas ideias e thumbnails. Para já nenhuma ideia me satisfaz completamente mas possivelmente vou fazer várias e decidir de entre elas, quando já estiverem mais compostas. Talvez até vos peça opinião. Que acham?
E a vocês, o que vos chama mais a atenção nas capas de livros? E nas capas de ebooks?

 

E por hoje é tudo o que tenho para vos falar. Sei que é muito pouco e que em certos aspectos pouco passei da superfície, mas também não quero falar daquilo que não sei. À medida que for descobrindo as coisas, vou-vos dando novidades. E se alguma coisa que eu disse estiver errada, por favor avisem-me para eu poder corrigir.

Obrigada a todos e deixem os vosso comentários, que são sempre apreciados.

 

Note: For a while now I have stopped translating my posts to English. For that I apologize. I intend to create a separate blog where I’ll write solemnly in English, therefore leaving this one for my Portuguese community of readers. Hopefully the other blog will be created soon.. Until then, please forgive the lack of translation.

O fim de um ciclo

Passaram já três semanas desde o meu último post, e por essa razão tenho de pedir desculpas. Não costumo deixar o espaço tanto tempo sem uma actualização, por mais pequena que seja, porque não gosto de sentir que o abandonei.
Vários foram os factores que me mantiveram longe do blog este tempo todo, mas não vou agora alongar-me em desculpas que nada irão melhorar. Mas chegou o momento de fazer algo que já há muito estou a adiar: a partir deste momento o Semanário entrará em pausa, sem prospecções de regressar nos próximos tempos (ou de todo).
Muitas são as razões para esta minha decisão e quase todas já aqui falei anteriormente, mas uma nova se sobrepôs às restantes. Aliás, não é bem nova, pois já no início do ano tinha planos que tenho estado adiar, mas chegou o momento de agir, em vez de pensar tanto e fazer tão pouco.
Mas se me permitem um pouco de detalhes, aqui fica o que se passou nas últimas semanas.

Como sabem, eu comecei Agosto entrando no Camp NaNoWriMo, com intenões de escrever uma séries de contos (ao invés do habitual romance, como faço com o NaNoWriMo). Como brincadeira até intitulei a colectânea “The Fantastic Adventures of Ms. Anthol Ogies“.
E tudo começou muito bem.
No dia 1 de Agosto esforcei-me para conseguir terminar a tempo o conto para submeter a antologia Terrir Assassinos mas calculei mal o tempo e estava a dar meia-noite quando terminei o conto “A Heroína e o Guerreiro” e fui tentar submetê-lo (tive alguns problemas com o site da Editora Estronho, o que atrasou ainda mais a submissão). No entanto os resultados já saíram e sei que não fui uma das seleccionadas, com pena minha. “A Heroína e  Guerreiro” é um conto ilustrado que ficou com 2313 palavras e 8 ilustrações (7 páginas). Esta história é uma comédia de fantasia e, como tantos outros projectos meus, em tempos estava planeado ser uma banda desenhada e agora alterei-a para se adaptar a contos.

No dia 2 comecei a escrever outro conto, intitulado de “Pequenas Decisões“. na ausência de grande inspiração (mesmo com dezenas de ideias alinhadas), acabei por escolher uma zona de maior conforto: personagens que já conheço, escrevendo assim um conto com base no romance “Alma“, mas passado antes da história original, focando-se numa personagem que tem apenas um papel secundário no romance. antes do fim da noite escrevi 1584 palavras para este conto, sem contudo o finalizar.

E foi também nesse dia que tive uma conversa que me fez reacender velhas chamas. No início do ano eu mencionei que tinha algumas ideias de publicação que ainda não estavam inteiramente definidas (e, sinceramente, ainda não estão hoje), e foram essas ideias que ressurgiram em força. Isso e o facto de eu me ter inteirado de quão ridículo era eu estar a escrever mais  50000 palavras quando tenho quatro romances completos para rever/reescrever. Qual é o sentido nisso? Por isso, antes de sequer avançar para projectos de publicação, peguei no “Dragões e seus Sacrifícios” e terminei as revisões (ou pelo menos a primeira parte, pois ainda há muito trabalho a fazer). Assim que tirei esse peso de cima dos ombros, senti-me mais focada.

Tenho também de referir a ‘aventura’ que foi estar com os nanoninjas em Braga, nos dia 13 e 14. Não fazem ideia de como a confraternização me ajudou a elevar o humor e me auxiliou nas revisões, pois consegui, dias depois, terminá-las, para meu alívio (por agora). Vejam la´que até tivemos tempo para fazer uma reenactment de “Twilight”, em que descobri o meu meu inner-Edward. Se forem meus amigos no facebook, podem ver algumas fotos (embaraçosas) aqui.
E foi graças a isso que no dia 17 terminei as revisões primárias do “Dragões e seus Sacrifícios“, faltando agora o trabalho mais aprofundado que decidi deixar para mais tarde pois o que me incomodava já está feito.

E isto leva-nos, novamente, ao início deste post.
Não é novidade, para nenhum dos que seguem este blog, que há mais de dois anos que tento publicar um livro (dois aliás). Não bombardeei todas as editoras que existem (só as que trabalham no género dos livros que escrevo) e não aceitei propostas de pseudo-editoras (nada contra quem a elas recorre) que me pediam investimento (não disponho do dinheiro, mesmo que quisesse, e não quero). E chega um momento em que penso: Sou eu que escrevo mesmo muito mal?, ou, Isto é culpa da crise?, ou, O mundo está todo contra mim.
Quem sabe a resposta certa não seja a primeira. Quem sou eu para julgar o que escrevo como sendo merecedor de chegar ao público? Não sou ninguém e todos sabem que os autores conseguem ser muito vesgos em relação ao seu próprio trabalho. No entanto uma coisa é certa: Apesar de todas as dúvidas que constantemente me assolam, eu acredito no que faço, acredito que tenho potencial. Nem tudo o que escrevo é bom e algumas histórias tiveram e terão de ser reescritas uma e outra vez até estarem em condições, mas será que não há alternativa?

Há pelo menos três anos que sigo o panorama literário internacional com alguma atenção e por isso vi o Boom que os USA tiveram com os ebooks. No entanto nunca me iludi. Os residentes dos USA ou do UK tinham todas as vantagens da auto-publicação em ebook. Tinham percentagens de venda que me faziam tremer e um público imensamente mais vasto.
Ebooks, em Portugal? Que idiotice! Não faria nem um cêntimo. Esta crença tenho-a desde há uns tempos e, mesmo hoje, acredito que ainda seja muito verdade. Talvez conseguisse fazer meia-dúzia de euros, mas mais que isso? Duvidoso.

Sabem quando congeminam algo durante tanto tempo, ruminam de forma tão intensa, que duvidam que alguma vez possa funcionar? Pois eu sou assim. Estou constantemente a duvidar de mim própria, dos meus objectivos, das decisões que tenho de tomar para que algo aconteça.
Mas chega o momento em que tenho de pensar: Mas afinal o que é que perco em tentar?
Sinceramente! Ninguém me quer publicar um romance em Portugal, por isso o que eu decidi foi auto-publicar em ebook. Mas tendo plena consciência que o mercado de língua portuguesa é um pouco verde em matéria de ebooks (mesmo contando com o Brasil e outros países de língua portuguesa), acresci o trabalho de querer traduzir para inglês.

Estou a cometer um erro? Não faço ideia, mas hei-de o descobrir com a experiência. Se não tiver sucesso nenhum, perco talvez um livro (nunca o perco, ele é sempre meu, na realidade) que na verdade nenhuma editora portuguesa parece querer publicar, por isso na verdade não perco nada!

O livro que escolhi foi “Angel Gabriel“. Vou começar a trabalhar nas (últimas) revisões e depois vou traduzi-lo e tentar a minha sorte, como outros portugueses já tentaram, em auto-publicação ebook.
Sem custos e com grande parte do lucro a vir para mim (ocaso este exista).

Talvez muitos de vocês não concordem com este tipo de estratégia, mas eu estou disposta a arriscar. O que é que vocês acham?

E agora queria perguntar-vos algo e quero que sejam sinceros comigo, por favor, pois esta uma dúvida que me perturba de momento.
Sendo que vou entrar pelo mercado internacional adentro, tenho receio que o meu nome Ana C. Nunes não seja o mais adequado para os estrangeiros. (Será que algum deles sabe ler Nunes?). Como não queria ser alienada e correr o risco de perder leitores por causa disso (e acreditem que já ouvi histórias em que isto aconteceu), queria saber qual a vossa opinião.
Dos seguintes nomes, qual vos parece mais interessante e capaz de chamar a atenção a nível internacional (por favor deixem outras sugestões nos comentários, caso as tenham). Ou acham que devo manter o Ana C. Nunes já que os portugueses me conhecem por esse nome? Também não queria alienar as pessoas que já conhecem o meu trabalho.

E por hoje é tudo. Em vez dos usuais Semanários, vou mantendo posts aleatórios onde falarei do meu progresso nesta nova ‘aventura’ e talvez coloque uns contos, para avivar as coisas por aqui.
Mas queria desde já agradecer o apoio que sempre me mostraram. Este blog (e a minha escrita)não seria o mesmo sem vocês.