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Uma semana – excerto

Ela fechou a porta com mais força do que tencionava, e ouviu um grito vindo do interior da casa. O seu pai estava de mau humor. Muito mau humor!
Pressionou o botão para chamar o elevador e aguardou que este subisse, ouvido o ruído que os cabos faziam. Abriu a porta metálica e entrou, pressionando o botão do “R/C”.
De olhos fixos no espelho, ela afagou ao de leve a bochecha esquerda, vermelha e um pouco inchada. Ajeitou o cabelo, de forma a que ficasse a tapar a quase totalidade da pisadura. Não queria que ninguém a olhasse de canto quando fosse à rua.
O elevador apitou e ela saiu na entrada do prédio, passando por algumas plantas que pareciam implorar por um pouco de água. Lá fora chovia torrencialmente e ela abriu o pequeno guarda-chuva assim que saiu do prédio. Foi de imediato arrebatada pelo forte vento e lembrou-se que aquele provavelmente não era o melhor abrigo que tinha, pois parecia que se iria partir a qualquer segundo.
Ao atravessar o passadiço elevado acima da estrada, o vento tornou-se ainda mais forte e antes que pudesse ajustar-se, o guarda-chuva escorregou-lhe das mãos e saiu a voar ponte afora. Ela soltou um grito instintivo, como se isso fosse parar a fuga, enquanto o via a voar a alta velocidade.
O vento mudou de direcção e o objecto deu uma guinada para a direita, que a apanhou de surpresa. Atrás do guarda-chuva surgiu a figura de um homem escanzelado, e ela podia jurar que ele não estava ali dois segundos antes, mas apagou essa ideia da mente, pois não lhe parecia fazer sentido nenhum.
Parada, à chuva, ela viu-se incapaz de mover um pé na frente do outro. O homem aproximou-se dela e com uma expressão séria, apresentou-se. – “Chamo-me Daniel. É um prazer conhecer-te, Margarida.”
Ela ficou especada a olhar para ele, tentando perceber de onde o conhecia, pois tinha a ligeira impressão que não era a primeira vez que o via. Afinal, como poderia ele saber o seu nome? Mas não fazia sentido ele estar a dizer que era um prazer conhecê-la, pois não?
Novamente por instinto, ela aceitou o aperto de mão que ele lhe ofereceu, sem conseguir dizer uma palavra que fosse.
“Vamos sair desta chuva.”
Não lhe respondeu, mas seguiu-o quando ele puxou a sua mão e a levou dali para fora. Sentia-se segura com ele, sem saber muito bem porquê.

Este é o excerto de um conto que, possivelmente, fará parte de uma colectânea de contos, todos na mesma temática (que não vou divulgar já). Esta ideia já tem uns anos, mas no outro dia deu-me vontade de a desenvolver um pouco e o resultado foi este. Sei que não diz quase nada, mas a mim parece-me um começo promissor para o que tenho em mente.

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Semanário 22

semanário_16A semana passada foi rica em ideias novas, o que por um lado é bom porque significa que o meu cérebro voltou a funcionar como deve de ser, e por outro lado é mau porque me sinto novamente invadida pelo desejo de largar tudo e escrever estes novos conceitos.

Vou-vos confessar que tive uma semana muito em baixo. Estava constantemente deprimida e não tinha vontade de fazer nada! Nada mesmo! Mas depois lá me recuperei, de uma forma ou de outra, já que eu não sou pessoa de entrar em depressões e coisas assim. Sei que isso não resolveria nada!

O resultado da minha (pequena) mudança de atitude foi uma ideia simples mas diferente de tudo o que até aqui imaginei. Acho-a bastante original (algo que eu não digo de ânimo leve, porque sei que hoje em dia pouco ou nada é original) e que, se for escrito da forma correcta, pode tornar-se mais uma das coisas que me orgulho de fazer na vida. Tem tudo para sair bem, só que, sendo um romance do principio ao fim, vai ser um autêntico desafio.
Não sei se já repararam que eu não sou muito virada para os romances …
Bem, no fundo este romance é uma colectânea de contos, todos passados no futuro. Vai ter o nome “Através do vidro” ou então “A doença“, a menos que me lembre de algo mais apelativo. Não me digam que “A doença” é muito bleh, porque na verdade faz todo o sentido neste caso, embora só percebam depois de ler pelo menos uma história.
Quando começar a escrever isto vou publicar aqui pelo menos um desses contos, já que embora estejam todos interligados, acabam por ser todos autónomos.
Não posso entrar em mais detalhes senão estrago tudo.

O “PFA” esta semana esteve em repouso … nada de nada me surgiu de novo.

O “Angel Gabriel” … ai! Não me falem nisso! Não tive coragem para pegar nele esta semana. Sou tão estúpida! Eu que quero acabar isto rapidamente … mas sempre que pegava na caneta para escrever (porque estive sempre longe do computador) não me saía nada. NADA! Foi horrível! Tive vontade de bater em mim própria.

Fica aqui a nota que esta semana pretendo regressar aos contos da sexta-feira. Se falhar, estejam à vontade para me dar um sermão virtual. Eu mereço!

Semanário 20

semanario_14Esta semana foi, no mínimo, parada … muito parada!
Não houve tempo para escrever, pouco tempo houve para fazer revisão e a minha imaginação sofreu com isso. Acho que é culpa do meu estado de espírito! Sinto-me em baixo e isso determina a minha vontade de fazer o que quer que seja, embora confesse que pensei sobre escrever 24 horas por dia (sim, mesmo nos meus sonhos). Simplesmente não tinha forças para o fazer e a vontade era comparável a um grande NADA!

Continuo a ler o “Angel Gabriel“, a poucos e poucos porque não tenho tempo para mais (Maldição!) e felizmente o que tenho lido tem estado a um nível superior ao início, o que significa que já não tenho de mudar tanta coisa e não tenho ideias de escrever mais nenhum capítulo (para já).

Tive ideias para algumas curtas histórias, sabem … aqueles contos que eu costumava fazer à 6ª feira e que agora NÃO tenho feito (bate com a cabeça na parede), mas não tive mesmo tempo (e vontade) para me sentar e escrever. Tenho só anotadas as ideias. Depois também me surgiu a ideia para um outro conto bastante mais comprido que os do costume. Quando o escrever, vou possivelmente dividi-lo em vários posts. Tem uma história simples mas que gosto bastante. A ver vamos quando me sento e a escrevo … não estou a imaginar …

Tinha também pensado em começar a fazer posts diários com “frases” ou “pensamentos” do dia, mas mudei de ideias porque não gosto de me expor demasiado e este tipo de coisa eventualmente acaba por transmitir mais do que é desejável. Pena, porque era uma forma de a blog estar mais activa, mas olhem, é a vida!

E esta semana é tudo, lamentavelmente. Tenho de ganhar coragem e erguer a cabeça. Estou a sentir os efeitos da falta de “Escrita”.

Semanário 05

semanario1 A semana que passou não foi grande em escrita mas também não foi má de toda.

Tive várias ideais para novas histórias. O meu cérebro andou a trabalhar a 1000 à hora.

Escrevi um pouco para os meus curtos contos, e com afinco, o que já não acontecia à algum tempo.

Tenho mesmo de voltar a escrever no Angel Gabriel a sério. Já escrevi um pouco na semana que passou mas longe do suficiente. Vou ver se consigo voltar àquela norma de escrever um pouco que seja todos os dias, assim com cereteza conseguiria chegra ao meu objectivo. Caso contrário, sinto que vou falhar para comigo mesma. Algo que eu não quero.