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Selos

voar

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adonaA Babs recebeu uma montanha de selos e decidiu “oferece-los” aos restantes mortais da blogosfera.

Como não sou de recusar estas coisas, aqui vou eu.

O selo “A dona deste blog eh um show”, vem com questionário:
1 – És casada? Solteirona.blogmagico
2 – Tens quantos filhos? Da última vez que verifiquei, nenhum. Os cães contam?
3 – Fumas? Não.
4 – Bebes? Nem sequer champanhe.
5- Tens compulsão por algum tipo de comida? CHOCOLATE, o meu vício.
6 – Preferes calor ou frio? Frio, por causa do chocolate quente. XD
7 – Preferes doce ou salgado? Doce … chocolate.
8 – Qual é a tua profissão? Administrativa.
9 – Qual foi o ultimo filme que viste? Acho que foi o “Cabin Fever” e não valeu o tempo que demorou a vê-lo.
10 – Qual foi o dia mais feliz da tua vida? Não sei ao certo. Para mim não há dias felizes, mas antes momentos de felicidade.

Assim como o fofinho selo “Seu blog é mágico”
1-Música mágica? “Moonlight” de Beethoven
2-Filme mágico? Mononoke Hime
3-Viagem mágica? Uma viagem pelo mundo, podendo desfrutar de todas as culturas e locais.
4-Maquilhagem mágica? Não sou de grandes maquilhagens.

P.S.: Se receber mais selos vou colocá-los todos neste post, em vez de criar um novo para cada vez.

Iogurte com Pimenta 01

Iogurte_com_pimenta_03Uma bela anja/anjo cujas asas nunca estão visíveis, tem um grupo de seis amigos próximos que a acompanham para todo o lado. Três são homens e três mulheres. A anja/anjo está interessada em dois dos homens, mas nunca o demonstra porque nem sequer se apercebe disso.
Esta anja/anjo é burra!
Ela é também dona de uma enorme fábrica de chocolates, que está situada perto de uma ravina. O edifício tinha sido anteriormente um manicómio e isso é bem visível tanto na localização como na edificação que mantêm o ar assustador. Até há trovoada e tudo.
Então, esta anja/anjo, dona da fábrica de chocolates, tem uma arqui-inimiga que faz de tudo para arruinar o negócio dela, por uma qualquer razão desconhecida e que não faz falta nenhuma sabermos. Aliás, ela nem sequer chega a mostrar a cara. Ouvimos falar dela, vemos os seus planos maquiavélico, mas ela nunca aparece em carne e osso.
Não interessa. Imaginem-na como uma vilã sedutora e com um riso extremamente maquiavélico (assim como os planos dela).
Adiante …
Então o mais recente plano da vilã inclui envenenar todas as caixas de chocolates em forma de coração que a fábrica produz. Todas menos UMA. E a nossa anja/anjo que faz?
Pois claro.
Ela vai mover mundos e fundos para encontrar a única caixa que não está envenenada.
Enquanto isso a fábrica continua a produzir chocolates envenenados, mas isso não é sequer importante. O que interessa mesmo é ÚNICO chocolate bom.
O grupo todo (6 humanos e uma anja/anjo) juntam-se e correm por todo o lado à procura dessa caixinha miraculosa. Mesmo todo o lado, inclusive os caixotes do lixo.
E é depois de vasculharem os caixotes do lixo (a anja/anjo obriga o homem loiro e musculado do grupo a enfiar-se dentro do contentor) que a anja/anjo tem uma ideia mirabolante. Se calhar o chocolate bom é o que ela tinha consigo e que enviou pelo correio a si mesma (ela tem manias destas).
Vão ao marco dos correios e desfazem-no todo para chegarem à dita caixa. E é mesmo a ÚNICA. A tal. O miraculoso chocolate não envenenado.
Voltam todos à fábrica, com a trovoada a rugir no horizonte. Sim porque uma fábrica de chocolate, implantada num velho asilo colocado ao pé de um precipício, tem de ter uma tempestade por perto.
No andar mais fundo da fábrica, a vilã põe em marcha um outro plano maquiavélico. Plano esse que a gente desconhece mas que aterroriza todos na fábrica e os faz correrem escadas acima (os elevadores funcionam, mas impressionantemente ninguém os usa). O pandemónio está instalado e a nossa anja/anjo não consegue chegar lá acima pelos seus próprios pés, porque as escadas começam a cair aos pedaço (escadas de pedra). Ela e os amigos tentam encontrar outro caminho mas sem sorte (elevadores, alguém?). Ela acaba por se fartar e decide voar até lá acima (já não era sem tempo), mas de alguma forma nós nunca chegamos a ver as asas dela. Devem ser invisíveis. E é quando ela começa a voar que os amigos conseguem finalmente subir pelos elevadores (se calhar ela era muito pesada para andar naquilo).
Chegam todos ao cimo ao mesmo tempo e vêem que todos os trabalhadores estão a salvo e a fábrica continua intacta, à excepção das escadas que estão destruídas. Para dar mais drama à cena, a tempestade ruge furiosa e começa a chover.

E é esta a aventura da anja/anjo que é também dona de uma fábrica de chocolates.
Épico, não é?

Nota: Eu sei que “anja” não é uma palavra (bem, no brasil diz-se, mas aqui em Portugal não), mas foi para não confundir. É que embora os anjos, supostamente, não tenham sexo, a desta história era bem feminina.

Se não sabem do que isto se trata, vejam o post anterior.

Bucha e Estica

02_bucha-e-esticaAo colocar as compras no tapete da caixa do hipermercado, deu-se conta que, mais uma vez, tinha adquirido mais chocolates do que o que devia, mas isso não a fez arrepender-se.
Podia não ser viciada em tabaco, álcool ou drogas, mas tinha de admitir que o chocolate era o seu único vício.
A menina que se encontrava na caixa era sua conhecida. Uma rapariga franzina, com o cabelo liso e um pouco alourado. Sorriu-lhe e cumprimentou-a, antes de começar a passar as compras em frente ao leitor de códigos de barra.
– “Outra vez?”
A pergunta surpreendeu-a e ela olhou intensamente para a menina da caixa, com uma expressão interrogativa.
– “Levas outra vez mais bolinhas!”
Por bolinhas ela referia-se as ‘Pintarolas’, algo que, por acaso, ela nem comprava já há bastante tempo. – “Estás enganada. Eu não costumo levar estes. ”
– “Se não são esses são outras bolinhas de chocolate.” – “Olha que assim engordas muito. ”
Sorriu. Afinal que fazer quando mais uma vez a criticavam, directa ou indirectamente por ser obesa?
– “Queres um bocado?” – Perguntou sem qualquer intento sarcástico.
– “Não obrigada! Não quero engordar mais. As minhas calças já não me servem!”
Olhou-a com atenção. Onde estava essa dita gordura? A rapariga parecia quase uma anoréctica.
Decidiu não dar mais conversa para aquele tema. Pagou a conta e foi-se embora.
Mais tarde, naquele mesmo dia, viu a menina da caixa com umas calças de cetim preto que lhe caiam, literalmente, pelas pernas abaixo de tão largas que eram. E pensou uma vez mais: «Onde está essa dita gordura?»