Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)


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NaNoWriMo 2016

Chegou aquela altura do ano! O  NaNoWriMo começa já amanhã e eu decidi, como é habitual, participar também este ano.

Para quem não conhece, o NaNoWrimo, ou National Novel Writing Month, convida escritores amadores e profissionais de todo o mundo a escreverem um romance de pelo menos 50.000 palavras no espaço de um mês (Novembro). eu já participo desde 2008 e este ano não será excepção.

O desafio deste ano é pegar onde terminei “Água Mole em Pedro Dura“, no ano de 2014 e escrever a sua sequela que intitulei, provisoriamente de “Nem Tudo o que Reluz é Ouro”.

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Jurandir, Alana, Giorgio, Leoba, Mikhail e todos os outros continuam as suas aventuras no Instituto Especializado no Sobre-Humano (IESH), tendo como pano de fundo o belo parque nacional da Peneda-Gerês.

Vou ser sincera e dizer-vos que estou muito mal preparada este ano. Não tive grande tempo para organizar a cenas que pretendo escrever ou para me reintegrar na história e reconciliar com as personagens, mas acho que vai correr bem. De qualquer forma o exercício de escrita vai fazer-me bem. Este ano ainda não escrevi nada digno de registo e tenho de mudar hábitos para regressar a um ciclo de escrita criativa regular. Há-de correr tudo bem! final a história esta toda na minha cabeça e se for preciso salto cenas e depois preencho os espaço em falta.

Vou esforçar-me por actualizar com o máximo de frequência o blog, o facebook e o twitter, para vos manter actualizados sobre o progresso desta aventura.

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Se algum de vocês também for participar no NaNoWrimo deste ano, deixem um comentário falando-me um pouco sobre o vosso projecto literário e aventura narrativa. Boa sorte a todos!

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Viajar pelo mundo através dos livros

Num jardim calmo, no centro da cidade de Barcelos, sentada à sombra de uma magnólia, estou eu. Os pombos depenicam o pão que um outro senhor lhes deitou, as crianças pedalam nas suas bicicletas sob o olhar atento dos seus pais, um cão cheira-me a sapatilha, mas eu continuo a ler.

E nem sequer estou ali.

Estou mas não estou, porque o livro que leio leva-me para um lugar totalmente diferente.

Viajar pelo mundo através dos livros

Nos últimos meses, e a bem dizer durante toda a minha vida, li muitos livros que me levaram a visitar outros países, outras culturas, outro planetas, outras mentalidades. Qual o leitor que não se sente transportado do seu banco de jardim ou sofá ou cama quando lê um bom livro? Qual o leitor que não visitou um local e se recordou de ler, um dia, um livro que descrevia aquele mesmo lugar?

Bem se diz que ler é viajar, é abrir horizontes, estender o nosso ser até que este alcance um outro ponto da terra, do universo até.

Falando apenas de leituras recentes: “O Deus das pequenas Coisas” (de Arudhati Roy) levou-me a revisitar a Índia, o seu sistema de castas e o seu povo intrigante. E digo revisitar porque já antes um outro autor me levara até aí: Aravind Adiga (com “Entre os Assassinatos“); “Israel Sketchbook“, do português Ricardo Cabral, levou-me numa viagem visual a este local onde nunca coloquei os pés; “O Buda Azul” (de Cosey) ilustrou de forma mágica o Tibete num tempo conturbado, e que fascinante viagem esta foi.

Mas nem só para lugares reais podemos viajar nas páginas dos livros. “A Cidade das Ilusões” (de Ursula K. LeGuin) leva o leitor a percorrer com o seu protagonista uma imensidão de terreno que poderá, outrora, ter sido a América, mas que deixou há muito de o ser. “The Knife of Never Letting Go” (de Patrick Ness) transporta o leitor para um planeta diferente onde conhecemos outro povo, outras mentalidades e formas de viver.

Também como escritora gosto de fazer o leitor viajar, por mundos totalmente ficcionais ou baseados no real. Em “Angel Gabriel – Pacto de Sangue” as minhas personagens viajam por grande parte da Europa, começando na Ucrânia, passando pela Alemanha, Espanha e outros países.

Mas nem é só pelo espaço que os livros nos levam a viajar, também cruzamos o tempo, para trás e para frente, ou até mesmo para os lados. O poder da literatura é infinita e é para lá que o leitor muitas vezes vai.

E vocês? Quais foram os livros recentes que mais vos fizeram viajar? Há algum que guardem particularmente na memória?


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Dia Internacional do Livro e dos Direitos do Autor

Dia do LivroNão podia deixar passar o Dia Internacional do Livro e dos Direitos do Autor em branco, certo?

Por isso gostaria de vos convidar a divulgar, aqui e nas redes sociais, quais os vossos autores favoritos de sempre e qual o(s) livro(s) que leram este ano que mais gostaram.

E porque além de autora sou também leitora, deixo uma pequena lista de alguns dos meus autores favoritos (sem ordem de preferência): Markus Zusak, Marissa Meyer, Luís Filipe Silva, Edgar Allan Poe, J.K. Rowling, Carina Portugal, Brandon Sanderson, Vitor Frazão, Robin Mckinley, João Barreiros, Manuel Alves.
E o livro que mais gostei de ler este ano foi: “28 Days Later”, uma banda desenhada de Micheal Alan Nelson e Declan Shalvey.

E não se esqueçam de respeitar sempre o trabalho do autor, seja ele escritor, fotógrafo, músico, ilustrador, compositor, escultor ou outro “-or”.

Ajudem os autores e lembrem-se de, sempre que usam uma foto linda no vosso mural do facebook ou no blog, mencionar que é o autor (ou caso não saibam referir isso mesmo). Os autores do mundo inteiro agradecem!


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Nova Publicação – Anormal (conto)

anormalQuatro anos após a divulgação dos seleccionados para o segundo volume da Antologia Erótica Fantástica da Editora Draco, o meu conto “Anormal” sai em formato ebook!

Para já está disponível individualmente na Amazon e na loja Kobo.

Juntamente com o “Anormal” foram também publicados os restantes contos seleccionados, em edição individual, que incluem trabalhos dos seguintes autores: Georgette Silen; Marcelo A. Galvão; Lily Carroll; Ana Cristina Luz; Rafael Monteiro; Cláudio Parreira; Marco Rigobelli; Rynaldo Papoy; Alexandre Louzada; Adécio Chaves; Karin Kreismann Carteri; Ricardo França; Jorge Candeias.

Os ebooks já podem ser adquiridos, lidos e criticados. Fico a aguardar a vossa opinião.

P.S.: Brevemente falarei sobre esta experiência de publicação em maior detalhe aqui no blog.


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Natal e opiniões

Na época de natal de 2015, que não terminou assim há tanto tempo, surgiram várias novas opiniões ao meu conto “A Última Ceia“, muito provavelmente por causa de maratonas literárias e por o conto se passar nesta época do ano.

Em blog encontrei a opinião no Sleep Less, Read More (Delirious Beautiful Mind) e depois há várias opiniões no Goodreads.

Delirious Beautiful Mind - 20151225

Não posso dizer que todas foram opiniões favoráveis mas é bom ver que mesmo depois de 3 anos, o conto ainda tem leitores, ou não fosse ele o meu bestseller (graças estar grátis desde o primeiro dia), e uma presença constante no Top 10 da Amazon Brasil.

Se já leram eu adoraria saber a vossa opinião. Deixem-na nos comentários, ou  se comentaram em blogs e sites, por favor digam-me o link para eu visitar. Quer seja uma boa ou má opinião. Gosto sempre de saber o que acham os leitores.


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Sai o 2015 e entra o 2016

Caramba 2016

2015 chegou ao fim já há quase duas semana e é mais que tempo de fazer um apanhado do que correu bem e o que correu mal no ano passado, em termos literários.

Como já vem sendo habitual todos os anos escolho, nesta altura, a palavra que melhor poderia resumir o ano anterior. Este ano a palavra é:

Vazio 

Este foi um ano muito complicado para mim a nível pessoal e profissional, o que resultou num quase total abandono de quase todos os projectos em que estava a trabalhar, tanto literários como artísticos. E infelizmente isso reflectiu-se nos blogs, na minha interacção nas redes sociais e basicamente em todos os níveis da minha vida.
Foi um ano que espero nunca mais repetir.

E isto leva-me de volta aos objectivos que tinha no início de 2015, que foram os seguintes:
– Lançar 3 histórias da “Heroína” POR CUMPRIR
– Acabar de escrever “Água Mole em Pedra Dura” POR CUMPRIR
– Acabar de escrever todos os contos que estão em aberto POR CUMPRIR (Falta-me um)
– Participar no NaNoWriMo FEITO
– Concorrer a concursos literários e/ou fanzines ou outros projectos semelhantes POR CUMPRIR
– Actualizar o blog Caneta, Papel e Lápis com mais frequência que em 2014 POR CUMPRIR

Uma desgraça autêntica que me deixou muito desanimada. E nem sempre foi por falta de tempo mas quando a vida não corre de feição, tudo o resto descarrila e foi isso que me aconteceu este ano. Mesmo no único objectivo que cumpri acabei por não ter o sucesso que esperava: participei no NaNoWriMo mas pela primeira vez desde que participo não cheguei às 50.000 palavras. No entanto fiquei muito contente com o que consegui escrever e isso chegou para revitalizar o meu amor pela escrita, que estava dormente basicamente desde o início do ano.

Mas 2015 também serviu para eu perceber que, nesta fase da minha vida, não me adiantará de nada fazer promessas de objectivos e por isso para 2016 não vou ter nenhuma lista de resoluções específica e vou limitar-me a focar-me nos projectos que tenho já em andamento, sem promessas exactas.
Quem sabe não conseguirei publicar mais do que será esperado de mim? Talvez 2016 venha a ser um ano memorável.
Além disso este ano vou mesmo fazer de tudo para que o blog esteja mais activo e aceito sugestões para dinamização do Caneta, Papel e Lápis. Há algum tema que gostassem que eu abordasse? Alguma rubrica que sempre vos tenha suscitado interesse? Deixem as vossas opiniões e eu gostaria muito de saber como correu a vossa escrita e leituras neste ano que passou.

Feliz 2016 para todos!

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