Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)

NaNoWriMo 2014 – Diário 10

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Ah, regressei ao Brasil! Na história, claro está!

O meu imortal, o anjo e a metamorfa forma divertir-se  num voo nocturno e eu aqui, fechada, a tentar escrever. Ehehe!

Foi com 20322 palavras que terminei o 10º dia. Nada mau” São mais 2004 que ontem.

E fica então mais um excertozinho. Nada de grandioso, mas sempre dá para alguma coisa. mais uma vez o texto não foi editado, por isso perdoem os erros e repetições:

Durante dez minutos Jurandir voltou a ser criança, regressou aos tempos em que o mundo parecia abrir-se à sua imaginação. Dez minutos de aventura, de sonho, de liberdade, de felicidade. Dez minutos de voo!

Quando Nanael lhe propôs um voo nocturno, Jurandir riu-se. – “‘Cê tá louco?”

Bárbara e Juán tinham partido nessa manhã. Nanael, Janelle e Jurandir deveriam ter partido com eles mas o jovem rapaz recusou-se a pisar sequer o solo do aeroporto.

“Ninguém me vai meter numa daquelas máquinas infernais.” – Berrou quando lhe propuseram a viagem.

Nanael, que era ele mesmo um temente das máquinas voadores, remeteu-se ao silêncio e coube a Janelle e ao casal espanhol tentar persuadi-lo. No fim acabaram por não conseguir convencê-lo.

“No podemos ficar mais tempo.” – Explicou Juán. – “Nuestros hijos nos esperam.”

Quando eles saíram da pensão e entraram no táxi, Jurandir estava na janela e o seu corpo estava tão inclinado para fora que parecia que ia cair. Que queria cair. Mas foram apenas lágrimas gordas que caíram pelo seu rosto cor de barro.

Quando o táxi desapareceu ao fundo da avenida, ele voltou-se para os dois que ficaram – “Eles vão mesmo partí?”

“Eles têm a família à espera.” – Explicou Janelle, com uma voz doce. – “Quando aqui vieram não esperavam encontrar nada.” – Inclinou a cabeça e sorriu-lhe. – “Não esperavam encontrar-te e já se demoraram mais do que contavam.” – Tocou-lhe no braço e o rapaz não se afastou, como fizera antes. – “Tu compreendes, certo?”

“Sim.” – Foi a resposta trémula. O seu choro era silencioso mas espesso.

E foi então que Nanael lhe propôs o voo nocturno, nas suas asas.

Autor: Ana C. Nunes

I love to write, read and draw. I write novels, draw characters and, sometimes, graphic novels or comics.

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