Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)

10 thoughts on “Prólogos (ter ou não ter)

  1. espero que corra bem o desafio de incluir a info ao longo do desafio.

    Pessoalmente os prólogos não me chateiam muito. Ao fim e ao cabo são de algumas páginas apenas. Regra geral encontro-os nos thrillers históricos e penso que não aparecem nem os protagonistas nem os vilões, são uns fulanos que podem ou não contribuir para a história mas o ambiente de mistério fica imediatamente estabelecido (nestes casos, o prólogo não é essencial para a história).

  2. Pessoalmente… acho que é muito pessoal. No caso de Hush, Hush, por exemplo, não sei se leste esse livro… mas o prólogo era completamente DESNECESSÁRIO. Tipo, ok, apresentava o protagonista como pseudo-evil alguns séculos antes da história em si, o que poderia ter sido interessante se o livro se focasse em algo efectivamente histórico, como Angelology, por exemplo.

    Basicamente, agora ando numa de minimalismo. Se conseguires dizê-lo em menos palavras, di-lo em menos palavras. Se conseguires contar a história sem o dizer, não o digas… e se conseguires escrever um livro sem um prólogo, então não o escrevas. Não me lembro exactamente do teu prólogo… tenho uma ideia vaga do que era, e obviamente não quero estar a minimizar ou a desvalorizar o teu problema… mas acho que talvez não seja impossível de todo colocares essa informação ao longo do livro. Além disso, se já tens mais um ou dois flashbacks na história, então não há razão nenhuma para não acrescentares mais um, acho eu.🙂

    A sério, estou super super curiosa em relação a esta nova fase do teu projecto, por isso… não sei, vou esperar pelo email que disseste que me ias mandar… e depois disso vou bombardear-te com questões.🙂

  3. Pois, normalmente os Prólogos são pequenos e o problema do meu é que era muito grande (mesmo).
    Obrigada.

  4. Rafaela, não vou alterar muita coisa, só vou começar a história uns dias antes e acrescentar uma ou duas cenas ao longo do romance, para melhor explorar os vilões que, acho, estavam um pouco mal-explorados. Pouco mais vou fazer até porque já mechi muito nesta história.
    Obrigada, querida. És sempre uma grande ajuda.🙂

  5. Olá! Olá!
    Prólogos é algo que não me aborrece, desde que sejam realmente necessários. Quanto ao seu tamanho, não gosto que sejam muito grandes, para isso, faço deles um capítulo. No entanto, creio que essa escolha é do escritor.

    Obrigada pelo comentário no meu blog.
    Seguir o que dá mais saída é um erro que não volto a cometer, porque já estive em CT e saí, pois odiava o curso, porém, é considerado o mais certo para um bom futuro. Lá refugiei-me em LH e adoro. Fazer aquilo de que se gosta é muito mais importante do qye fazer aquilo que dá mais jeito.

    Beijos e boa escrita.

  6. Olá!🙂
    Acho que depende muito do trabalho que se está a fazer. Se um prólogo for bom, se introduzir bastante informação que nos será posteriormente útil à história e der rapidamente um feeling da atmosfera do livro (que geralmente não se consegue transmitir imediatamente nas primeiras páginas de um primeiro capítulo), é uma mais-valia pois ajuda a agarrar o leitor. Ou seja, pegas num livro na estante de uma livraria e lês o prólogo. Se tiver estes elementos e ficares imediatamente curiosa e agarrada aos personagens, é uma mais valia. Se for só um personagem a pensar acerca de nada ou um episódio irrelevante da sua infância, então esses são prólogos para esquecer…🙂
    Por isso, penso que o escritor deve tentar ser o mais imparcial possível e pensar “preciso realmente disto aqui? é uma mais-valia para a história?”.
    Espero que tenha ajudado alguma coisa… :p

    bjinhos! **

  7. Olá Nameless,
    Mais uma vez obrigada pelo comentário.

    Acho que fazes muito bem em seguir o que gostas. unir o útil ao agradável é sempre a melhor escolha.🙂

  8. verbosecreto, infelizmente muitos prólogos são mesmo apenas uma espécie de monólogos sem consequência alguma, em que as personagens se olham ao espelho e descrevem ao leitor.😦
    Quando assim não é, então o Prólogo pode ser uma boa ferramenta, como disseste.
    E claro que ajudaste. obrigada!

  9. Ao ler as suas questões tão vivas sobre a necessidade ou não de um prólogo veio-me logo a mente o Lobo da estepe (Herman Hesse). Para mim um exemplo de prólogo necessário, não só porque incita o leitor a atirar-se à história, mas, também porque a história não o ignora. Enquanto leitora hospedei um lobo da estepe que precisa do prefácio para existir. Nesses casos digo SIM aos prefácios.

  10. Carol, nunca li esse livro do Herman Hesse, mas concordo. Certos prólogos são indispensáveis.
    Obrigada pela visita e pelo comentário.

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