Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)

O fim de um ciclo

21 comentários

Passaram já três semanas desde o meu último post, e por essa razão tenho de pedir desculpas. Não costumo deixar o espaço tanto tempo sem uma actualização, por mais pequena que seja, porque não gosto de sentir que o abandonei.
Vários foram os factores que me mantiveram longe do blog este tempo todo, mas não vou agora alongar-me em desculpas que nada irão melhorar. Mas chegou o momento de fazer algo que já há muito estou a adiar: a partir deste momento o Semanário entrará em pausa, sem prospecções de regressar nos próximos tempos (ou de todo).
Muitas são as razões para esta minha decisão e quase todas já aqui falei anteriormente, mas uma nova se sobrepôs às restantes. Aliás, não é bem nova, pois já no início do ano tinha planos que tenho estado adiar, mas chegou o momento de agir, em vez de pensar tanto e fazer tão pouco.
Mas se me permitem um pouco de detalhes, aqui fica o que se passou nas últimas semanas.

Como sabem, eu comecei Agosto entrando no Camp NaNoWriMo, com intenões de escrever uma séries de contos (ao invés do habitual romance, como faço com o NaNoWriMo). Como brincadeira até intitulei a colectânea “The Fantastic Adventures of Ms. Anthol Ogies“.
E tudo começou muito bem.
No dia 1 de Agosto esforcei-me para conseguir terminar a tempo o conto para submeter a antologia Terrir Assassinos mas calculei mal o tempo e estava a dar meia-noite quando terminei o conto “A Heroína e o Guerreiro” e fui tentar submetê-lo (tive alguns problemas com o site da Editora Estronho, o que atrasou ainda mais a submissão). No entanto os resultados já saíram e sei que não fui uma das seleccionadas, com pena minha. “A Heroína e  Guerreiro” é um conto ilustrado que ficou com 2313 palavras e 8 ilustrações (7 páginas). Esta história é uma comédia de fantasia e, como tantos outros projectos meus, em tempos estava planeado ser uma banda desenhada e agora alterei-a para se adaptar a contos.

No dia 2 comecei a escrever outro conto, intitulado de “Pequenas Decisões“. na ausência de grande inspiração (mesmo com dezenas de ideias alinhadas), acabei por escolher uma zona de maior conforto: personagens que já conheço, escrevendo assim um conto com base no romance “Alma“, mas passado antes da história original, focando-se numa personagem que tem apenas um papel secundário no romance. antes do fim da noite escrevi 1584 palavras para este conto, sem contudo o finalizar.

E foi também nesse dia que tive uma conversa que me fez reacender velhas chamas. No início do ano eu mencionei que tinha algumas ideias de publicação que ainda não estavam inteiramente definidas (e, sinceramente, ainda não estão hoje), e foram essas ideias que ressurgiram em força. Isso e o facto de eu me ter inteirado de quão ridículo era eu estar a escrever mais  50000 palavras quando tenho quatro romances completos para rever/reescrever. Qual é o sentido nisso? Por isso, antes de sequer avançar para projectos de publicação, peguei no “Dragões e seus Sacrifícios” e terminei as revisões (ou pelo menos a primeira parte, pois ainda há muito trabalho a fazer). Assim que tirei esse peso de cima dos ombros, senti-me mais focada.

Tenho também de referir a ‘aventura’ que foi estar com os nanoninjas em Braga, nos dia 13 e 14. Não fazem ideia de como a confraternização me ajudou a elevar o humor e me auxiliou nas revisões, pois consegui, dias depois, terminá-las, para meu alívio (por agora). Vejam la´que até tivemos tempo para fazer uma reenactment de “Twilight”, em que descobri o meu meu inner-Edward. Se forem meus amigos no facebook, podem ver algumas fotos (embaraçosas) aqui.
E foi graças a isso que no dia 17 terminei as revisões primárias do “Dragões e seus Sacrifícios“, faltando agora o trabalho mais aprofundado que decidi deixar para mais tarde pois o que me incomodava já está feito.

E isto leva-nos, novamente, ao início deste post.
Não é novidade, para nenhum dos que seguem este blog, que há mais de dois anos que tento publicar um livro (dois aliás). Não bombardeei todas as editoras que existem (só as que trabalham no género dos livros que escrevo) e não aceitei propostas de pseudo-editoras (nada contra quem a elas recorre) que me pediam investimento (não disponho do dinheiro, mesmo que quisesse, e não quero). E chega um momento em que penso: Sou eu que escrevo mesmo muito mal?, ou, Isto é culpa da crise?, ou, O mundo está todo contra mim.
Quem sabe a resposta certa não seja a primeira. Quem sou eu para julgar o que escrevo como sendo merecedor de chegar ao público? Não sou ninguém e todos sabem que os autores conseguem ser muito vesgos em relação ao seu próprio trabalho. No entanto uma coisa é certa: Apesar de todas as dúvidas que constantemente me assolam, eu acredito no que faço, acredito que tenho potencial. Nem tudo o que escrevo é bom e algumas histórias tiveram e terão de ser reescritas uma e outra vez até estarem em condições, mas será que não há alternativa?

Há pelo menos três anos que sigo o panorama literário internacional com alguma atenção e por isso vi o Boom que os USA tiveram com os ebooks. No entanto nunca me iludi. Os residentes dos USA ou do UK tinham todas as vantagens da auto-publicação em ebook. Tinham percentagens de venda que me faziam tremer e um público imensamente mais vasto.
Ebooks, em Portugal? Que idiotice! Não faria nem um cêntimo. Esta crença tenho-a desde há uns tempos e, mesmo hoje, acredito que ainda seja muito verdade. Talvez conseguisse fazer meia-dúzia de euros, mas mais que isso? Duvidoso.

Sabem quando congeminam algo durante tanto tempo, ruminam de forma tão intensa, que duvidam que alguma vez possa funcionar? Pois eu sou assim. Estou constantemente a duvidar de mim própria, dos meus objectivos, das decisões que tenho de tomar para que algo aconteça.
Mas chega o momento em que tenho de pensar: Mas afinal o que é que perco em tentar?
Sinceramente! Ninguém me quer publicar um romance em Portugal, por isso o que eu decidi foi auto-publicar em ebook. Mas tendo plena consciência que o mercado de língua portuguesa é um pouco verde em matéria de ebooks (mesmo contando com o Brasil e outros países de língua portuguesa), acresci o trabalho de querer traduzir para inglês.

Estou a cometer um erro? Não faço ideia, mas hei-de o descobrir com a experiência. Se não tiver sucesso nenhum, perco talvez um livro (nunca o perco, ele é sempre meu, na realidade) que na verdade nenhuma editora portuguesa parece querer publicar, por isso na verdade não perco nada!

O livro que escolhi foi “Angel Gabriel“. Vou começar a trabalhar nas (últimas) revisões e depois vou traduzi-lo e tentar a minha sorte, como outros portugueses já tentaram, em auto-publicação ebook.
Sem custos e com grande parte do lucro a vir para mim (ocaso este exista).

Talvez muitos de vocês não concordem com este tipo de estratégia, mas eu estou disposta a arriscar. O que é que vocês acham?

E agora queria perguntar-vos algo e quero que sejam sinceros comigo, por favor, pois esta uma dúvida que me perturba de momento.
Sendo que vou entrar pelo mercado internacional adentro, tenho receio que o meu nome Ana C. Nunes não seja o mais adequado para os estrangeiros. (Será que algum deles sabe ler Nunes?). Como não queria ser alienada e correr o risco de perder leitores por causa disso (e acreditem que já ouvi histórias em que isto aconteceu), queria saber qual a vossa opinião.
Dos seguintes nomes, qual vos parece mais interessante e capaz de chamar a atenção a nível internacional (por favor deixem outras sugestões nos comentários, caso as tenham). Ou acham que devo manter o Ana C. Nunes já que os portugueses me conhecem por esse nome? Também não queria alienar as pessoas que já conhecem o meu trabalho.

E por hoje é tudo. Em vez dos usuais Semanários, vou mantendo posts aleatórios onde falarei do meu progresso nesta nova ‘aventura’ e talvez coloque uns contos, para avivar as coisas por aqui.
Mas queria desde já agradecer o apoio que sempre me mostraram. Este blog (e a minha escrita)não seria o mesmo sem vocês.

Autor: Ana C. Nunes

I love to write, read and draw. I write novels, draw characters and, sometimes, graphic novels or comics.

21 thoughts on “O fim de um ciclo

  1. Boa sorte para esta nova etapa que será, sem dúvida, uma experiência interessante. Quanto à questão do nome deixo-te aqui duas justificações porque acho que deves manter o Ana C. Nunes. Primeiro porque já tens uma base de leitores que reconhecem o teu nome e, segundo, porque um nome difícil de pronunciar (mas não de escrever) pode ser uma mais valia em termos de marketing. Afinal há autores de todas as nacionalidades cujos nomes são reconhecidos no mercado anglófono. Força nisso e muito sucesso😉

  2. O mercado anglófono não é fácil de aceder, contudo, tens razão não perdes nada em tentar, desde que te informes bem das legalidades. Não quero que sejas apanhada desprevenida e roubada por algum pormenor técnico.😦 Boa sorte nesta nova fase e, quem sabe, talvez sejam uma pioneira.🙂

    Quanto à ausência de interesse das editoras portuguesas e todos os efeitos que isso pode ter num escritor, deixo-te um frase que acho que vais reconhecer: “For those who don’t believe in themselves… hard work is worthless!!” Damos tudo por tudo na escrita, aperfeiçoamos a história ao máximo e depois é viver, tentar e voltar a tentar. Coragem.🙂

  3. Eu acho que é uma boa ideia avançar para o mercado anglófono com um pseudónimo dirigido a esse mercado. O Nunes tem um exotismo que convida o anglófono a descobrir outras culturas, as tuas. Mas também o Crow é uma palavra que identifica bem o género habitual que escreves, julgo eu, também seria uma mais-valia. Com isto em mente, eu votei no Anne S. Crow (mas convém pesquisar se esta ou outra já está reservada).

    Boa sorte com esta etapa, realmente não custa nada tentar e poderá ser proveitoso. Muitas felicidades!🙂

  4. Olá!!
    Boa sorte com a tradução.
    Pessoalmente, não acredito que estejas a cometer um erro. Há que saltar barreiras e alargar os horizontes e, arriscar, é só mais um passo para o que queremos fazer – ou para o sucesso, ninguém sabe.
    Portugal nega muitos escritores portugueses, parte deles muito bons, aceitando estrangeiros que, muitas vezes, não nos instruem nem em termos de imaginação ou conhecimento.
    Mais uma vez boa sorte e, quando publicares o livro, avisa, que estou “farta” de ler sobre eles e estou curiosa.
    Beijos.

  5. Sara, eu também pensei nisso acerca do nome, por isso é que quis perguntar-vos a opinião. A verdade é que não me quero tonar um ‘estranho’ para aqueles que já me conhecem mas também tenho receio que os que me poderão ler em língua inglesa decidam julgar-me com base no nome.
    Mas és capaz de ter razão. Afinal a escrita até é muito fácil.
    Obrigada!

  6. Bem o sei, Vítor. E acho que já provei que, apesar de tudo continuo com vontade de escrever muito (e tenho-o feito). Mas julgo que também há um momento em que pensamos que se temos alternativas estamos a limitar-nos se decidimos ignorá-las e todos sabem que o mercado português é bastante limitado (infelizmente).
    E se na verdade a culpa for minha (falta de talento) descobri-lo-ei muito em breve😛
    E sim, estou a informar-me o mais possível sobre o ‘buraco’ em que me vou meter. Mas pelo que percebo não é tão complicado como eu o pintava. Se bem que em termos de ‘descontos sociais’ vai ser uma pequena dor de cabeça, possivelmente. Mas também só experimentado é que se sabe.
    Obrigada!

  7. Rui, tenho feito algumas pesquisas em relação a possíveis pseudónimos e aliás, o que eu mais queria até já tem ‘dono’ e por isso nem está nesta lista.
    Também compreendo essa ideia de que talvez o Nunes crie curiosidade e por isso estou em dúvida.
    Obrigada!

  8. Obrigada pelo apoio!
    Tal como tu penso que perco pouco em arriscar e posso aprender muito com isso (ou pelo menos espero que sim).
    Eu não tenho nada contra em Portugal publicarem autores estrangeiros, mas acho ridículo cá se dar mais destaque aos estranngeiros que aos nacionais. Lá fora são, maioritariamente, os autores nacionais que dominam os tops, já aqui não. Além de que em Portugal se publicam mais livros do que se vendem porque não há a cultura da leitura (uma tristeza, infelizmente).
    Ainda assim adoro a nossa língua e não penso menosprezá-la, apenas quero expandir horizontes, ou pelo menos criar oportunidades.
    Obrigada pelo apoio, NamelessGirl.

  9. Minha querida filha, desejo-te a maior sorte nesta tua nova aventura, espero que sejas reconhecida pelo teu trabalho, talento e dedicação; Nunca desistas dos teus sonhos mas sempre com os pés assentes na terra. Lembro uma frase que me tem “ajudado” muito ao longo dos anos, (só não sei quem é o autor, mas sei que é um vencedor): Se caíres… Levanta-te! – Se caíres novamente… Levanta-te novamente! Levanta-te sempre que caíres; é assim que fazem os VENCEDORES!

  10. Obrigada pelo teu incansável apoio, mãe. És a minha maior inspiração!
    Beijinhos.

  11. “E chega um momento em que penso: Sou eu que escrevo mesmo muito mal?, ou, Isto é culpa da crise?”

    A culpa é da crise. Não, a sério. Honestamente não me lembro de ler algum texto teu, e mesmo que o fizesse não teria qualquer autoridade para dizer se escreves bem ou mal, mas um coisa te garanto, é que neste momento por melhor que escrevas não serás publicada tao cedo. E o motivo porque digo isto é que conheço alguns escritores, que entraram no mercado nos últimos anos, publicados por editoras de renome e cujas obras foram geralmente bem recebidas, e que neste momento têm continuações acabadas e prontas a publicar, e as respetivas editoras não o fazem. Portanto, numa altura em que até um autor já publicado, com provas dadas e uma base de fãs criada, não consegue publicar um novo livro, que hipóteses há para um estreante?

    Por isso mesmo só te restam duas hipóteses, ou esperas que a crise alivie (e quem sabe quando isso acontecerá) ou realmente vais pelos e-books. Por muito que quisesse dizer-te qual a resposta acertada, isso depende em primeiro lugar de ti e dos objectivos que tens para o livro, e por outro lado do factor sorte, porque publicar em ebook é como jogar no euromilhões, a maior parte das vezes perdes ou ganhas uns trocos, mas se tiveres sorte o céu é o limite.

    Escolhas o que escolheres, boa sorte😉

  12. NebachadnezzaR, bem-vindo/a! Se não estou em erro é a primeira vez que comentas (se não for, peço desculpa).
    Tenho conhecimento de casos semelhantes aos que referes, de autores já publicados cujas editoras lhes negam nova publicação, mesmo quando eles tiveram boas vendas anteriormente. Isso é muito triste e, claro, fecha ainda mais portas a quem nada tem publicado.
    Bem sei que posso ser uma de muitas que fica esquecida entre milhares de escritores que agora publicam ebooks, mas estou disposta a arriscar. Sempre é melhor que ter o manuscrito na gaveta.
    Entretanto, possivelmente antes da publicação vou disponibilizar no blog um excerto do livro para saber a opinião das pessoas. Mas já tenho alguns contos no blog (a maioria já com 1 ou 2 anos), embora estes não sejam uma representação fiel da minha escrita em romance.
    Obrigada pelo comentário e pela visita.

  13. Sou novata nesta coisa das publicações com a Amazon etc mas tenho a dizer que as vendas não são tão más como querem deixar transparecer… e acho que isto diz tudo🙂

  14. Liliana, talvez isso seja culpa de tu já teres uma ‘legião de fãs’ por assim dizer. Já para não falar que, apesar de Portugal ainda não ter aderido muito aos ebooks, há milhares de pessoas no mundo a falarem a nossa bela lingua.
    Já agora, parabéns. Isso é bom sinal.

  15. Obrigada por voltares a escrever no blog, confesso que sou uma visitante recente (é a primeira vez que comento) no entanto gosto imenso dos teus posts, que me têm inspirado muito a escrever mais e melhor. Infelizmente não a tua capacidade de produção excepcional, no entanto tenho feito grandes progressos em relação à minha prévia inércia.
    Quero dizer-te que não desistas, que gosto imenso dos teus posts e dos contos que partilhas no blog, que de certeza que terás futuro na escrita, mesmo com a falta de oportunidades que aí anda. Quanto à publicação em ebook, se realmente nenhuma editora te responde depois de algum tempo de sondagem, acho que é uma alternativa válida. Pelo menos terás uma obra para referenciar, que podes dizer “fui eu que fiz”.🙂
    Em relação à escolha do pseudónimo, vejo-me perante uma indecisão semelhante, por isso compreendo a dificuldade. Votarei de acordo com o meu gosto pessoal, Anne S. Crow.🙂
    Continua o bom trabalho **

  16. verbosecreto, muito obrigada por comentares e obrigada por leres este blog. Às vezes sinto que me estou a repetir e é bom ver que de vez em quando alguém novo descobre este cantinho.🙂
    Fui visitar o teu blog e parece muito interessante. Vou visitá-lo mais vezes. E digo-te o mesmo: Não desistas! Persiste, escreve para ti antes de escreveres para os outros. Essa é uma das lições que aprendi e foi o que me deu força para escrever 6 livros nos últimos 4 anos (não que produção seja igual a qualidade).
    Por favor continua a visitar o blog porque vou continuar a publicar, só não no formato do Semanário.
    Obrigada!

  17. O meu blog ainda é muito fresquinho e confesso que me atrapalha um pouco escrever nele, mesmo sabendo que ninguém o lê… lol
    Continuarei sempre a visitar o teu blog, pois realmente a tua atitude é inspiradora e tem-me ensinado muita coisa mesmo.
    Obrigada por partilhares as tuas aventuras.🙂

  18. Ora essa, eu é que agradeço. E vais ver que há medida que vais tendo mais conteúdo no blog vais sentir que já faz parte de ti.🙂

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