Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)

NaNoWriMo Semana 2 (Semanário 134)

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(Estes post fala do meu avanço na escrita do romance temporariamente intitulado “Não Apodreças nos meus braços“.)

Queria chegar cá hoje e poder dizer que já havia chegado às cinquenta mil palavras, mas a verdade é que não cheguei. estou a um passo de lá, mas ainda não lhe toquei.O que já é imensamente bom, tendo em conta que hoje ainda são só 14 de Novembro.
Esta segunda semana foi para mim bastante difícil, especialmente a partir de 6ª feira, mas já lá vamos.
No entanto recebi um ‘extra’ muito engraçado. O Rui Alex fez uma ilustração das personagens do “Não Apodreças nos Meus Braços”, para provar que afinal o Jored não era tão ‘franguinho’ como se possa imaginar (lembram-se de eu dizer isto no post da semana passada?) A ilustração estava mesmo muito gira. Tinha o ambiente perfeito e retratava bem as personagens. Na verdade disse-lhe, que nem de propósito ele tinha desenhado as personagens perto da água, porque a cena que ia escrever a seguir era passada junto ao mar (no dia 12). Talvez um dia vos possa mostrar a ilustração (se o Rui o permitir).

Mas para já fiquem com um resumo diário:

DIA 7:
Tendo chegado àquela parte da história que não tinha totalmente estruturada na cabeça (e muito menos no papel), foi com certo alívio que escrevi 2845 palavras, o que deu um total de 26346 palavras.
—–Surpreendi-me quando criei, sem contar muito com isso, uma personagem (não se pode chamar personagem a um objecto animado?) que tinha imaginado por alto, mas que ainda não tinha definido a fundo. É um tapete voador com medo das alturas (leram bem, sim!)). Foi estranho porque enquanto escrevia a cena em que se revelava que o medo dele, eu estava sempre a rir-me com a simples ideia de algo tão estranho (não que tudo neste livro deixe de ser estranho). Tive também oportunidade de escrever o primeiro combate a sério, que me deu um bocadinho de dores de cabeça porque, bem, não há muitas maneiras de um escritor descrever uma “massa negra pegajosa”, no entanto acredito que na fase de revisão eu resolvo isso (ou pelo menos, espero).

DIA 8:
Decorrendo mais ou menos dentro dos parâmetros do dia anterior – também não tinha planeado grande parte das cenas que escrevi neste dia -, o dia terminou com uma produção de 3095 palavras, o que somou um total de 29441 palavras.
—–Intuduzi mais uma personagem-objecto. Este, confesso, surgiu por necessidade narrativa e não tinha estado nos meus planos anteriores. Trata-se de um Mini-Sol (tão minúsculo como um grão de arroz), mas cuja intensidade foi suficiente para queimar o pequeno génio que não calculou bem a potência da estrela. Também foi na mesma cena que tive possibilidade de revelar um dos segredos do poder da Velna (que não vou aqui revelar, por razões óbvias, julgo eu).
Depois, para minha satisfação, foi a vez de escrever a cena na qual me baseei quando escrevi o guião da BD “Não Alimentem a Caveira” (que já aqui referi várias vezes)  e com isto introduzi mais uma personagem bizarra: a/o Caveira (e com ele veio o dilema de como me referir a UMA caveira que na verdade é UM (ele).

DIA 9:
Não me deitei antes de chegar ás trinta mil palavras e terminar a cena da introdução da/o Caveira e daí que a madrugada fechou com as trinta mil duzentas e quatro palavras. Acabei o dia com 32321 palavras, ou seja, escrevi no dia todo um total de 2880 novas palavras.
—–Foi dia para aprofundar mais um pedaço do meu ‘mundo’ criado. quando as personagens entraram no grande Deserto Vermelho. Depois disso ainda os meti a todos num maravilhoso oásis, a comerem algo de verdadeiramente exótico, a lavarem-se na água do poço. Depois, para apimentar as coisas, lá escrevi uma cena que poderia ter sido sensual, mas que acabou em discussão. O Jored e a Velna desentenderam-se e não houve ‘festa’.

DIA 10:
Certamente este foi um dos dias mais ‘fracos’ deste mês, mas não fiquei desanimada pois consegui ainda 2321 novas palavras e somei um total de 34642 palavras.
—–Fiz o meu protagonista desmaiar com dores.Mas em defesa do Jored, ele até foi bem resistente.Acabei por revelar também mais alguns dos segredos que a Velna esconde e apareceu um grande monstro que os pôs todos a correr. Foi uma cena de acção que, enquanto escrevia, não me pareceu fluir para a página com a força que eu gostaria. É possível que esta seja uma cena a melhorar na altura da revisão (para o ano que vem).

DIA 11:
Embora no dia seguinte tivesse de trabalhar cedo, não me deitei antes de chegar às trinta e cinco mil cento e trinta e uma palavras. E ao fim do trabalho lá escrevi mais até ter um total de 38392 palavras, o que significa que no dia escrevi 3750 palavras.
—–Em termos de enredo, pus o meu protagonista de rastos. No dia anterior tinha-o feito desmaias e neste dia fiz-lo chorara (com razão, coitado!), pois algo se passou em relação à maldição dele e, bem … o rapaz ficou em ‘maus lençóis’. Em contrapartida escrevi uma cena que me fez sorrir e quase rir. O Génio descreveu o combate que aconteceu na cena anterior (dia anterior) e o diálogo foi tão caricato que eu não consegui evitar sorrir. Depois voltei a azedar as coisas, com conflito (interno) entre duas personagens principais.

DIA 12:
Este é o exemplo de um dia que, apesar de produtivo, foi uma tremenda dor de cabeça. Foi sábado, daí que houve uma Nanomeet no Porto. Não escrevi quase nada durante a tarde, porque passamos o tempo todo na ‘galhofa’ (os outros presentes que o confirmem), mas à noite fui a casa da Marcelina (Gaminha) e do Álvaro Holstein (obrigada pelo jantar e pela companhia) e as três juntas (Eu a Gaminha e a ACSIlva) ainda escrevemos mais umas quantas palavras. Fiquei a dormir na casa da muito paciente ACSilva e ficamos as duas coraddas a escrever a ás três da manhã, mas até à meia-noite posso dizer que escrevi um total diário de 4058 palavras, que deram um total de 42450 palavras.
—–Em termos de enredo foi um para resolver certas desavenças. Os meus protagonistas resolveram as suas diferenças (até se ver) e houve lugar para uma outra cena de sedução que, mais uma vez, não correu de feição  Foi também neste dia que eles passarem pelo país onde se passa a história do meu anterior romance: “Dragões e seus Sacrifícios“.
Infelizmente, por culpa de algo que não compreendia ainda, tive necessidade de fazer um salto narrativo (que vou preencher mais tarde) porque uma das cenas que estava a escrever não me estava a ‘puxar’ e eu senti que precisava mudar de ‘ares’. Daí que tenha feito o tal salto narrativo e partido para a cena em que eles chegam ao mar e se deparam com os piratas.

DIA 13:
Acordada até às três da manhã a escrever, quando me levantei foi paar escrever mais, ao lado da AcSilva e, claro, não podia perder a oportunidade de a melgar. coitada! Passei a manhã a perguntar-lhe coisas idotas como: “Como se chama a zona do meio dos navios?” ou coisas bizarras como “Arranja-me uma descrição do XXX (criatura mitológica portuguesa que não vou aqui revelar)”. Isto tudo porque eu não tinha acesso à internet e não fia a minha pesquisa com antecedência.
De tarde tivemos um encontro de NaNoNinjas diferente do habitual. Metemo-nos todos no metro, entre Campanhã e o Aeroporto e fomos todos a escrever, com chapéus estranhos na cabeça, e a assustamos criancinhas (facto verídico!). Depois sentamo-nos num café do aeroporto, tentamos assutar um dos empregados (nºao funcionou, infelizmente) e escrevemos mais um bom bocado antes de ter de dar o dia por terminado. Queria ter chegado às cinquenta mil, mas fiquei-me pelas 48211 palavras ao fim da noite. Foi mais um dia acima das cinco mil palavras, com uma contagem diária de 5761
—–As cenas com os piratas foram todas muito divertidas de escrever e fez-me bem passar uns tempos no mar com um bando de rufias e umas quantas criaturas mitológicas. Foi também neste dia que uma das personagens mais presentes até aqui, queixou de estar em cena (por razões não discutidas)  e os personagens chegam finalmente ao seu destino: a Ilha dos Cogumelos Gigantes, onde a Morganda (vilã) faz nova aparição.

Foi desta forma uma semana de altos e baixos, mas no geral foi super-produtiva e tive oportunidade de experimentar muitas coisas novas a nível de escrita. O mais engraçado é que estou a adorar as minhas personagens e, agora mais que nunca, percebo o quão essencial foi que eu tivesse dedicado algum tempo a ‘conhecê-las’ ao pormenor antes de começar a escrever a história. Foi a escolha acertada, já que não tinha possibilidade de fazer o outline e estudar as personagens, optei, no fim de Outubro, por estudar as personagens e isso agora fez muita diferença. Embora um outline detalhado também desse jeito nesta altura.

Para os restantes participantes do evento, espero que tudo esteja a correr bem e se por um acaso estiverem atrasados, não desanimem. Ainda falta muito tempo e podem recuperar rapidamente.

Nos meus blogs Floresta de Livros e Asas da Mente:
– Garnath e a Bola de Cristal – Página 14;

No exterior:
The self-pub v. traditional publishing “debate”, no blog de Paul S. Kemp;
Conversatios nwith your novel, no The Office of Letters and Lights;
Are Your Dialogue Beats Repetitious?, no WordPlay;
Authors, Pay Attention To Your Animals, no ACME Authors;
Chunking Method Part 5: Outline, no CreatSpace;
Be a More Confident Writer: 5 Choices That Might Be Hurting Instead of Helping, no Writer Unboxed;

Autor: Ana C. Nunes

I love to write, read and draw. I write novels, draw characters and, sometimes, graphic novels or comics.

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