Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)

(Semanário 100)

5 comentários

Mas que grande número!

100

Para mim esta é um data especial, pois, desde que inaugurei este blog, as únicas semanas em que não escrevi um “semanário” foram durante o NaNoWriMo ou o ScriptFrenzy, ou quando estive de férias (e todos sabem que eu raramente vou de férias).

Semanas houve que pouco (ou mesmo nada) tive a dizer. Outra praticamente explodiram de excitação, com o alcance de vários objectivos e metas. Não me arrependo nem por um dia do momento em que decidi criar este ‘cantinho’ semanal, pois com ele cresci bastante, e por ele mantive-me a trabalhar (com vergonha de vir para aqui dizer que não tinha feito nada).
Assim sendo, espero manter-me nesta rubrica durante bastante mais tempo, mas quem sabe o que o futuro nos reserva?

Mas voltando ao que se passou na semana que findou: Comecei bem a semana a escrever bastante para o “Sacrifício“. Também fiz mais pesquisa (no seguimento da semana anterior), especialmente no ramo do vestuário da época e sobre cabras (não perguntem …).
Finalmente começo a ver um aprofundamento da cumplicidade entre os meus protagonistas, que quis que não fosse demasiado abrupto (normalmente nos romances eles caem nos braços um do outro mal se vêem pela primeira vez, o que eu acho ridículo, talvez por não acreditar em nada para além de atracção à primeira vista).
Enfim, aos poucos os dois vão-se conhecendo e adaptando e em breve espero que a simpatia entre ambos fique natural o suficiente para outros sentimentos surgirem entre eles. Química, tem de haver tanto na realidade como na ficção. E como esta história é praticamente focada totalmente nestes dois, é bom que esta exista em abundância nas páginas que escrevo.

Mas mais que isso, ao contrário do que eu esperava quando comecei a escrever esta história, ela não se vai tornar um romance paranormal, daqueles cheios de cenas impróprias para menores, pois felizmente consegui reduzir isso (não que seja mau noutras histórias, mas eu não queria muito saturar a história só com romance/sexo e pouco mais). Felizmente consegui deslindar uma trama central que ainda agora começo a conhecer com uma certa profundidade, e que me permitirá continuar com o romance, mas não deixar que isso inunde a história e a afogue.
Ou, pelo menos, é isso que pretendo.

No Floresta de Livros:
– “Irresistible Forces“, de Brenda Jackson;
– “A Nona Chave“, de Meg Cabot;
– Booking Through Thursdays – Algo Velho, Algo Novo;

No exterior:
A Insolvência das palavras, no Cadernos de Daath;
Is Authorial Voice Different From Character Voice?, no WordPlay
More on the War, no Writer Unboxed;
O tempo do Escritor, no Horas Extraordinárias;
Don’t tell me what I already know, no blog da Rachel Vincent;
Learning to rewrite, no Writer Unboxed;
Why, Oh Why?, no Writer Unboxed;

E depois temos a ‘fogueira’ da semana: Em resposta a esta entrevista do Fábio Ventura, o David Sores deu esta resposta e o Fábio ripostou com esta. Também no The Tale of the Bamboo Cutter tivemos uma opinião em resposta ao anteriormente apresentado, e ainda a Madalena Santos (sem referir nomes dos interveninetes) fez saber a sua opinão.
Dispenso-me a comentar (pois já o fiz no devido local), mas estas coisas estão sempre a acontecer no fantástico português, ou sou eu que imagino coisas?

Autor: Ana C. Nunes

I love to write, read and draw. I write novels, draw characters and, sometimes, graphic novels or comics.

5 thoughts on “(Semanário 100)

  1. É um meio pequeno (o desta nova vaga de “fantástico português”, como gostam de lhe chamar), é normal que haja desentendimentos deste género. Honestamente, nunca li os livros do Fábio porque a ideia não me atrai, e mesmo não tendo nada contra ele, não acho que a resposta que deu na entrevista tenha sido correcta.

    No entanto, o Fábio é humano e todos nós escolhemos menos bem as nossas palavras de vez em quando. (quem nunca o fez que atire a primeira pedra!) Pessoalmente, não concordo com o que ele disse. Acho que nos tempos de hoje somos expostos a tanta informação, tantas pessoas, tantas representações, que a idade não é uma desculpa adequada para justificar o excesso ou falta de conhecimentos no que toca a relações interpessoais – eu não sinto que saiba menos sobre amor do que a Stephenie Meyer só porque tenho, o quê, para aí metade da idade dela? Temos a hipótese de aprender por imitação e por vias vicariantes, acho que devemos aproveitá-la.

    I mean, Fernando Pessoa sabia que é impossível viver tudo de todas as maneiras, mas ele referia-se a uma só pessoa. Se podemos aprender com os erros dos outros também podemos aprender com a experiência deles.

    Mas é uma opinião, e desejo ao Fábio toda a sorte para o seu futuro livro!😀
    xx

  2. Rafaela,
    Concordo que foi uma resposta infeliz do Fábio (e disse-o no post, mais do que uma vez). Mas também sei, por experiência própria, que por vezes dissemos as coisas sem pensar muito bem em como os outros irão interpretar as nossas palavras.
    E, sem dúvida que, a fantasia não é um género só para jovens, e mais do que isso, concordo quando dizes que não é só a experiência de vida que nos torna bons escritores (embora possa ajudar) e certamente não vou dizer que os mais jovens não podem escrever por lhes faltar essa “vida”. Porquê? Em quinze anos de vida pode-se aprender muita coisa. Afinal aprendemos todos os dias. Não é verdade? O que temos de ter em conta é se temos ou não talento para escrever, e continuar a treinar e a teimar até que tenhamos a certeza que somos bons. (e não nos iludirmos)

  3. Eu sou sincera nem li a entrevista, até porque o Fábio dá imensas (entrevistas) e quase nenhuma inova nas perguntas, por isso é quase vira o disco e toca o mesmo. O que me fez saltar a tampa foi mesmo o tom do post, porque nota-se que a mostarda já estava a cair do nariz do homem e aquilo foi mesmo bater no Fábio toda a frustração. Como sou uma pessoa educada “modéstia à parte” já vi o Fábio a dar outras calinadas e mandei-lhe uma mensagem no Facebook a alertar para o erro. Claro que o homem não é burro nenhum e já sabia que ia ter 20 comments com sangue a correr – tenho pena é que pessoas destas estejam por detrás de concursos e editoras… Pois é assim ninguém publica NADA, visto nada ter qualidade.

    Não fiquei ofendida com o comentário do Fábio – eu não comecei a ler, nem escrever pela fantasia, mas há muitos jovens que começam porque gostam de facto desse género. O problema é mesmo associarmos essa ideia de: Jovem – inexperiente – fantasia que hoje em dia é uma constante. O que me choca nem é a falta de originalidade, mas o facto de quando leio entrevistas dos ditos autores jovens, haver uma amadorismo até nas ideias que defendem e de tratar a literatura com uma indiferença cruel. Dizem todos que escrever é uma paixão, mas eu chamo obsessão. Querer ver um livro publicado a torto e a direito chama-se mesmo isso: obsessão. Paixão é quando se escreve e aperfeiçoa, duvido que muita gente tenha treinado a escrita, visto que até nas entrevistas dão erros. O caso do Fábio foi lapso, forgiven and forgotten. Acho que há citações bem mais graves pelas Internets, calhou-lhe a ele foi azar.

    Quanto à escrita: it’s been my frustration. Eu bem que quero escrever e até abro o Word, mas não tem saído nada.😦

  4. Adeselna Davies,Foi tempestade em copo de água e pessoalmente já nem comento mais sobre este assunto, que acho que voltamos sempre a estas ‘mesquinhices’ de uns serem os ‘bons’ e os outros serem … bem … os outros.
    Erros todos cometemos, parece-me. Está certo que não concordei com a resposta do Fábio, mas ele pediu desculpas e isso, para mim, encerra o assunto.

    Agora quanto à tua escrita, insiste! Já tive muitos momentos assim, e não sei se funciona contigo ou não, mas acho sempre que o melhor remédio é escrever, seja lá o que for, nem que comeces com um «Mas que estou eu aqui a fazer. Nem sei o que hei-de escrever.»- Acredita! Já fiz isso, e depois a coisa começou a fluir. Boa sorte!

  5. Disputas no, qual é o chavão?, “meio fantástico português”? *corre a ver como se fosse um incêndio florestal ou acidente rodoviário*

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