União Familiar (Semanário 93)

Ao escrever o conto que referi na semana passada (chamava-lhe noveleta, mas parece que o termo não é aceite no nosso país, ou sou eu que penso demais no assunto?), e cheguei a uma parte em que tive de tocar no assunto da união familiar.
A família, sempre foi para mim, uma parte integrante da vida (se não mesmo a mais importante) e por isso acabo por tentar dar-lhe foco nos meus trabalhos literários. Não é propositado, mas acontece em quase todos e, sinceramente, não me parece que isso seja mau.
Mas voltando ao ponto de partida, no conto tentei mostrar o amor incondicional que a protagonista tem pelos irmãos mais novos e eles por ela. Não me quis arrastar demasiado nas cenas em família, por medo de dispersar a história, mas ao mesmo tempo não queria sacrificar a profundidade que tais situações podem trazer à personagem.
Mas afinal, quando é que pode dizer «Chega!».
Por vezes escrevo cenas e, posteriormente, acho que têm pormenores a mais, ou o contrário. Isto é natural! Mas também por vezes encontro cenas em que, por um lado sinto que está extenso, mas por outro é como se estivesse a mutilar a história se tirasse alguma coisa.
Parece-me que a outros escritores, estas situações não são de todo incómodas, mas a mim acontece-me de ficar a matutar naquilo durante muito tempo.
Não me parece que seja uma questão de apego ao que escrevo, porque se tiver de cortar, CORTO!, mas antes parece-me um claro caso de ser comedido, ter um certo equilíbrio no texto.
Felizmente, isto acontece com pouca frequência, caso contrário estava tramada, mas ainda gostava de saber se isto é comum a outros escritores.
Que dizem?

(Se pudesse, tinha desfeito o meu computador. Isto porque, o Office se lembrou de deixar de funcionar, impedindo-me de escrever algumas vezes. Mas acabei por arranjar solução (meu rico portátil).)

Na Floresta de Livros:
Escritos Ancestrais – Booktrailer;
– “One for the Money“, de Janet Evanovich;
– “Orbias – O Demónio Branco“, de Fábio Ventura;
– “The Warlord Wants Forever“, de Kresley Cole;
Classificações, uma divagação;
– “1001 Arabian Nights, The Adventures of Sinbad 1“, BD.

No exterior:
–  I know she saves the world, but what does she do? (um artigo sobre as personagens que têm empregos, e como isto pode e deve afectar a sua personalidade e acções na história;
O que é o escritor?, no Clube de Leitores.

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Um pensamento em “União Familiar (Semanário 93)”

  1. Eu também costumo ter essa sensação, mais que há longas partes de narração e de repente um monte de discurso. Mas quando olho para o texto e leio, não consigo mexer as coisas de lá porque acho que são necessárias naquele sítio.

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