Logo na segunda-feira passei uma hora a escrever uma cena para o projecto Alma. A ideia estava a boiar na minha cabeça desde a sexta-feira anterior e tive mesmo de a escrever com todos os detalhes, com medo que ela me “fugisse”. Fiquei satisfeita com o resultado e no fim contava quase 3000 palavras.
E até sexta-feira, pouco ou nada fiz em termos de escrita. Só no dia antes do fim-de-semana abri uns ficheiros e repensei o que queria fazer, organizando as minhas (muitas) ideias.
Já no Sábado recebi a minuciosa apreciação da fantástica Anna Raffaella, que além de ter um olho editorial que eu nunca conseguiria igualar, consegue fazer-me rir com os seus comentários divertidos. Obrigada Raffaella! Os teus conselhos foram mais do que aproveitados.
No exterior:
Laurie Halse Anderson, autora, entre outros, do livro Speak, falou esta semana sobre a censura nos livros, especialmente tendo em conta que o livro supra mencionado está a ser objecto de um pedido de censura por um professor católico que descreve o livro como sendo “pornográfico”. O que me deixa estupefacta (e a muita mais gente também) é que o livro é assim apelidado pelo professor por conter duas cenas de violação.
Eu nunca li o livro, embora tenha curiosidade em fazê-lo, mas acho ridículo quererem tirá-los das prateleiras das bibliotecas só porque fala em violações. Não é este um tema realista e actual? (infelizmente) Então porquê escondê-lo.
Eu confesso que fico aparvalhada com qualquer tipo de censuras de livro, mas nos EUA a coisa chega ao limiar da estupidez (que me desculpem os americanos).
Também em resposta a isto foi feito este post que fala das tristes “estatísticas” de violações e abusos.
E para quem tem estômago para tal, este outro post foi escrito por uma leitura que foi vítima de violações constantes enquanto era nova, e que está contra esta censura.
O BiblioFilmes, mostrou esta semana uma curta chamada “Como ser um grande escritor”, que a meu ver abrange quase tudo o que não se deve fazer. O que mais me intriga é que ainda há muita gente convencidíssima que um escritor tem mesmo de ser assim … como retratado no vídeo. Um bichinho fechado no seu canto.
Na minha opinião o escritor tem de sair,. se não como é que vai conseguir descrever as vidas humanas? Como vai conseguir criar diálogos realistas, situações verossímeis (mesmo que na fantasia)? Sem olhar à volta, nada se aprende, nada muda.
Claro que o acto de escrever necessita quase sempre de ser solitário, mas e no resto do tempo?
Aqui fica o vídeo: