Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)

Semanário 78

3 comentários

Sem querer perder tempo, comecei  trabalhar nas revisões do Angel Gabriel logo na segunda-feira, mas conseguem imaginar o que aconteceu logo no início?
Pois claro! Tive vontade de atirar com a primeira página contra a parede.
Felizmente foi só a primeira página que me deixou irada.
O primeiro parágrafo está quase perfeito, até porque demorei dois anos a conseguir arranjar uma primeira frase que captasse a atenção de imediato (mau era se ainda não estivesse satisfeita com isso), mas o problema foram os parágrafos seguintes, mais propriamente do segundo ao décimo. Simplesmente não consigo transmitir a urgência da situação. As palavras parecem feitas de gesso, imutáveis. E isso irrita-me!
Assim sendo, e não estando com cabeça para tentar reescreve-los pela milésima vez, passei à frente e voltarei a esta guerra quando terminar o resto da revisão, ou quando me sentir com fôlego para tal.
Dei por algumas inconsistências narrativas, nomeadamente o facto de eu num sítio dizer que a maioridade era aos 16 e noutro dizer que era aos 13 anos. Mudei e ficou aos 16 (lembrem-se que esta história não se passa no tempo presente mas sim num futuro pós-apocalíptico onde as raparigas são incentivadas a terem filhos a partir do momento em que ficam com o período por isso 16 anos nem é nada cedo).
Como praticamente não fiz mais nada no dia todo, consegui corrigir toda a primeira parte do livro, que consiste em 72 página. Nada mau!

Já na terça feira continuei a revisão e encontrei mais umas quantas inconsistências na narrativa, que felizmente foram facilmente resolvidas. Cheguei às 140 páginas no fim da noite, sem ter uma única crise de “destrói tudo e volta a escrever”. Progressos!😄

A quarta-feira foi um pouco mais lenta porque não resisti a começar a ler o livro “Mockingjay” da Suzanne Collins, o que, claro está, tirou algum tempo às revisões. Felizmente consegui organizar-me.
Um dos erros que eu cometi mais vezes foi o uso e abuso do “eu” e seus ajudantes. Como escrevi a história na primeira pessoa, caí várias vezes no engodo do: “Encostei as minhas costas…” quando claramente ele estava sozinho e não havia costas de mais ninguém para encostar.  De cada vez que dava de caras com um destes, apetecia-me rir.
Mas o que de melhor fiz na quarta foi escrever mais de 2000 palavras com pormenores sobre algumas das cenas mais importantes que planeio introduzir no Vermelho Sangue (quando o escrever, claro). Não resisti e tive mesmo de parar a revisão para vomitar no papel as ideias que tinha.
Por falar me Vermelho Sangue, esta música cai que nem uma luva no tipo de relacionamento que a Edana e o Farrell têm no livro. E viram? Mudei os nomes!😄 A Edana é a antiga Naru e o Farrell é o antigo Ken.

Já na quinta-feira descobri que ao mudarmos um pequeníssimo detalhe numa cena, acabamos por mudar a cena toda. Tive de reescrever totalmente uma cena bem importante porque decidi que afinal não precisava envenenar uma personagem. Deu um trabalhão dos diabos, mas serviu bem para desanuviar e até foi divertido.

Na sexta-feira voltei a ter de fazer pesquisa. Animais de caça, frutas de inverno e temperos que crescem nas maiores adversidades. Coisinhas pequenas que me deram algum trabalho a pesquisar, mas que se mostrou até bem informativo.
No fim dei-me conta que tinha reescrito de raiz dois capítulos inteiros (e ainda tenho de continuar por mais um). E eu que não tinha ideia de fazer grandes mudanças, mas acabei por ter de alterar algo muito importante na história, para bem das minhas personagens.
Depois ainda tive uma outra ideia para um conto que tenho intenções de submeter para a antologia “Pesadelos de uma noite de Natal“. (Podem ver AQUI o regulamento). Esta ideia foi a que eu mais queria, que envolve a lenda do Galo de Barcelos.
Andava há meses a tentar ter uma ideia inteligente para uma história de terror baseada na lenda, mas como devem imaginar “galos” não são uma fonte de grande terror, por isso só mesmo na semana passada é que tive uma ideia luminosa que, se for executada convenientemente, pode sair qualquer coisinha de jeito. Só vou é ter de ter cuidado em nunca mostrar a ninguém de Barcelos, senão vão me “enforcar” por eu andar a difamar o bom nome do nosso Galo.😄

Já no fim-de-semana não fiz nada porque no Sábado fiz uma maratona de “Dexter” e no Domingo estive ocupada a preparar as coisas para acampar entre o dia 1 e 3 de Setembro.

Externamente:
Know more than your readers, uma dica que parecem básica, sobre a construção de personagens, mas que às vezes o autor se esquece de pôr em prática

Autor: Ana C. Nunes

I love to write, read and draw. I write novels, draw characters and, sometimes, graphic novels or comics.

3 thoughts on “Semanário 78

  1. Nem cai bem dizer quantas vezes eu ouvi essa música da Florence. Não que eu conseguisse dizer, mas… Whatever.

    Também tenho andado a pensar nesse concurso, porque a ideia é girinha. Já me esqueci de qual é o prazo.
    Mas história de terror com galos? FTW. Totalmente.

  2. O prazo, se não estou em erro, é o final de Outubro.
    E sim, imaginar galos no horror foi difícil por isso é que demorei tanto tempo a ter uma ideia que não parecesse completamente ridícula.😄

    P.S.: Não me canso de ouvir a música.

  3. Um acerto: O prazo afinal é até dia 1 de Outubro (tenho de me despachar a escrever que o prazo está quase a terminar).

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