Caneta, Papel e Lápis

Aprovação Maternal

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Sabem, as pessoas fazem as coisas por certas e determinadas razões, e umas razões são mais válidas que outras, para coisas diferentes em momentos diferentes. Eu, por exemplo, comecei a escrever à séria por competitividade (como já o disse muitas vezes), mas cedo passei a escrever por gosto, porque queria contar histórias e porque me sentia bem a escreve-las.

Durante todo este processo, ninguém me apoiou mais que a minha maravilhosa Mãe (todos deviam ter uma Mãe assim), que me empurrou sempre para a frente mesmo quando eu queria era andar para trás. Por isso, e por muitas outras coisas que ela fez por mim e pela nossa família, sempre senti no meu intimo a vontade de escrever algo que ela gostasse. O problema é que eu escrevo num género que a minha Mãe não aprecia, a fantasia. Isto, em certos momentos, deixava-me muito triste, porque sabia que ela não iria realmente apreciar o que escrevia, por mais que ela afirmasse que gostava da minha escrita, o conteúdo não a chamava e eu, como filhinha que deseja a aprovação completa da sua figura maternal, ficava cabisbaixa e sempre a tentar magicar uma história que talvez a surpreendesse.

Confesso, por mais que tivesse consciência disso, fiquei muito triste quando percebi que a minha Mãe se tinha esforçado mas ainda assim não tinha chegado a terminar a leitura do Angel Gabriel. Não era o tipo de história que ela gostasse, com sangue e vampiros. eu sabia bem disso, mas doeu … muito.

Por isso foi com alguma relutância que lhe entreguei uma cópia do V.I.D.A. (ontem).
Hoje de manhã, ela chegou à minha beira e disse-me as palavras mágicas … “Adorei! Está perfeito!”
Fiquei tão contente, mas tão contente, que tive de lutar contra as lágrimas.
Juro que não estava à espera que ela gostasse. Embora num tema mais global, V.I.D.A. continua a ser fantasia e por isso estava mentalmente preparada para que ela não desfrutasse muito da história e por isso, ver que ela gostou tanto e ouvi-la falar da história com um orgulho nos olhos, fez-me a pessoa mais feliz.

Mais do que ser publicada, mais do que receber elogios, isto era o que eu queria verdadeiramente. A aprovação da minha Mãe, porque acredito que sem ela nunca teria continuado a escrever e não estaria tão embrenhada nisto como estou agora.
Espero, que esta não seja a última história que eu escrevo e ela desfrute, pois embora não possa escrever para ela (como gostaria), pois a minha imaginação divaga, ainda assim procuro ter algo que a cative no meio da escrita que faço por mim, mas que como qualquer peça literária sonha alcançar o público.

E vocês? Escrevem para alguém, ou por alguém? Ou melhor, será que gostariam de ter a aprovação de alguém próximo de vocês.

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