Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)

O que fazer no NaNoWriMo?

5 comentários

Não e novidade para ninguém que este ano me vou novamente aventurar nas águas turvas do NaNoWriMo (para quem não sabe, consiste em escrever um romance de 50 000 palavras entre 1 e 30 de Novembro). Em 2008 fui, algo reticente, e no fim saí com 55 000 palavras e pico. Nada mau para quem não escrevia nada de jeito há mais de quatro anos.
Por isso este ano lá estarei novamente, lidando diariamente com a adrenalina, a culpa e a euforia do desafio. Só quem participa sabe o que é e garanto-vos que chegados o fim, vocês acharão que valeu tudo a pena. Bem … pelo menos foi o que aconteceu comigo. (não posso falar pelos outros)
Este ano irei criar um desafio um pouco mais exigente, e ao mesmo tempo mais brando. Confusos? Deixem lá que eu também me confundo de vez em quando. Aqui fica então o me plano para a NaNoWriMo 2009

V.I.D.A.

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Estimativa de contagem: 50 000 palavras
Género: Fantasia, Drama

Uma criança surge no meio do fogo e caos. Sozinha aprende a explorar a terra e observa a sua evolução. Aprende com os seus erros e cresce sem ninguém que a guie ou acompanhe, conhecendo apenas a solidão no escaldante mundo que a rodeia. Um dia o seu mundo começa a mudar, mais do que o habitual e ela observa curiosa. Não tarda muito até que encontre uma outra criança embalada pelas águas do recém-formado oceano. Ela toma conta da criança, embora tocar-lhe lhe cause dor e as duas sejam muito diferentes. Tornando-se uma espécie de mãe e irmã, ela irá ainda encontrar outros dois bebés, cada um mais estranho que o outro, com as suas personalidades distintas e as suas manias únicas.
Crescendo no meio de uma terra em constante mutação, as quatro crianças irão cometer muitos erros, alguns deles com consequências catastróficas. E tudo isto acontece sob o olhar atento e plácido de uma mulher que nem sequer se digna a falar-lhes, e que se limita a castigá-los pelos seus erros, sem nunca dar uma explicação. Como poderão eles aprender a controlar os seus erros quando nem sequer compreendem quem são, porque ali estão e o que têm de fazer para apaziguar a ira da mulher que nunca vêem ou ouvem?
Esta é uma história sobre a vida, a morte e o mundo.

Através do vidro

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Estimativa de contagem: 50 000 palavras
Género: Ficção Científica, Romance

O mundo é abalado por uma pandemia que mata indiscriminadamente. No espaço de poucos meses mais de um terço da população sucumbe, sem que sejam encontradas causas ou curas. Como forma de prevenção, as pessoas são obrigadas a permanecer dentro de suas casas, evitando o contacto com outras pessoas. Serviços de emergência são accionados e a sociedade molda-se em volta de uma doença invisível que não parece ter fronteiras. Mesmo depois da quarentena ser instalada o número de mortes não pára de aumentar, até que o primeiro factor determinante é descoberto: Quando homens e mulheres estão juntos num mesmo espaço, o risco de contágio é 90% maior.
Temendo pelo futuro da humanidade, os governos chegam a um consenso, é preciso separar a população por sexo. São criadas redomas que contêm cidades inteiras no seu interior, e os homens são separados das mulheres.
O avanço da doença parece então diminuir, mas continuam a haver muitas mortes e os cientistas não conseguem entender o porquê de tal acontecimento. À medida que os anos vão passando, as regras dentro das cidades de vidro tornam-se cada vez mais restritivas, mais sufocantes. A pouco e pouco as sociedades vão-se moldando de acordo com as novas condições, mas quando será que irá parar? E o que estará por detrás da misteriosa doença que afecta todos, independentemente da idade, ascendência, religião, raça ou mesmo sexo?
E será que a humanidade poderá sobreviver numa sociedade claustrofóbica que apenas permite aos homens e mulheres que se encontrem esporadicamente e sempre separados por uma parede de vidro?

Vou ser muito sincera. O meu objectivo é escrever o V.I.D.A. E é para isso que vou trabalhar ao máximo, só que, no fundo do meu coração eu também espero, por algum milagre da natureza, ter a força de vontade e genica para escrever o Através do vidro.
Não é impossível, mas para tal terei de pedalar muito e tenho vontade de o fazer. Não sei é se quando estiver com as mão no teclado a coisa vai fluir tão bem como o esperado. Assim sendo os meus objectivos são:
Terminar o V.I.D.A. até 30 de Novembro;
Fazer o meu melhor para ter também tempo de escrever o Através do vidro.
Isto, claro, só será possível se acabar o V.I.D.A. antes do final do mês, porque não vou escrever duas histórias em paralelo (há quem consiga, mas eu não). Se bem que, segundo os meus cálculos, o V.I.D.A. possivelmente nem chegará às 50 000 palavras, já que é mais uma espécie de noveleta ou grande conto, do que propriamente uma novela.
Eu quero mesmo escrever estas duas histórias e por isso pretendo dar o meu máximo. Veremos …

E vocês? Que vão fazer em Novembro?

Autor: Ana C. Nunes

I love to write, read and draw. I write novels, draw characters and, sometimes, graphic novels or comics.

5 thoughts on “O que fazer no NaNoWriMo?

  1. Acreditas que alguém diz “NaNo” e eu volto ao espírito kamikaze do ano passado? Minha, é como estar de volta ao circuito depois de uma pausa sabática!

    Então, estás numa de ser ambiciosa, hem? Boa sorte! E sendo-te sincera, percebo porque é que o “V.I.D.A.” te anda a moer o juízo. É lindo! Não percebo os quês, os comos ou os ondes, mas suponho que vá sair daí algo extraordinário.

    Nem nos quereríamos menos, pois não?

    Agora desculpa-me, mas vou até ao meu blog escrever sobre os meus planos para o NaNo! Vemo-nos em Novembro?😉

  2. Acreditas que alguém diz “NaNo” e eu volto ao espírito kamikaze do ano passado?
    Acredito, acredito. Aliás, sofro da mesma doença.😄
    E tu sabes mesmo como me pôr o ego em cima (pena é que depois possa o resultado não ser o esperado)😄
    E vou estar atenta que quero saber sobre o que vais escrever desta vez (ainda tenho de acabar o Fallen) *shame*

  3. Bem, confesso que não percebi muito bem a sinopse do V.I.D.A mas ADOREI a do Através do Vidro. Brilhante! Excelente ideia! Podias arranjar uma equipa de cientistas, e a explicação podia ser um gene que se tornava predominante na proximidade de outro gene de um individuo do sexo oposto. ERA TAAAO GIRO!

    Quanto ao meu Novembro, ainda estou a pensar mas tem de ser algo fácil que dê para escrever rápido (o que equivale a algo piroso, parolo e etc.)

  4. Eu quando estava a escrever o resumo para o V.I.D.A. estava a tentar não dar demasiado a entender. Podia fazer outro tipo de resumo, mas isso daria demasiado a saber sobre a verdadeira história por detrás da história, e isso era um bocado chato. E mesmo assim acho que já digo demasiado, mas prontos … Desculpa se é confuso😄
    Quanto ao “Através do vidro” e apesar do resumo, a história não é sobre a doença, mas sim sobre a população que é a mais afectada no meio de tudo. Por isso é que incluí “romance” no género😄
    É sem dúvida algo muito diferente daquilo que escrevi até hoje, por isso vou, com certeza, divertir-me imenso a escrevê-la e por isso é que espero ter o que é preciso para completar estas duas histórias em Novembro. Logo veremos …

    E já agora, o “piroso”, “parolo” pode ser algo de muito divertido e bem conseguido, dependendo de como abordas a “pirosidade”, por isso segue em frente.

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