“Onze minutos” de Paulo Coelho (Pergaminho)
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Classificação: 9/10
“Onze minutos” de Paulo Coelho (Pergaminho)
Classificação: 9/10
Esta semana foi, no mínimo, parada … muito parada!
Não houve tempo para escrever, pouco tempo houve para fazer revisão e a minha imaginação sofreu com isso. Acho que é culpa do meu estado de espírito! Sinto-me em baixo e isso determina a minha vontade de fazer o que quer que seja, embora confesse que pensei sobre escrever 24 horas por dia (sim, mesmo nos meus sonhos). Simplesmente não tinha forças para o fazer e a vontade era comparável a um grande NADA!
Continuo a ler o “Angel Gabriel“, a poucos e poucos porque não tenho tempo para mais (Maldição!) e felizmente o que tenho lido tem estado a um nível superior ao início, o que significa que já não tenho de mudar tanta coisa e não tenho ideias de escrever mais nenhum capítulo (para já).
Tive ideias para algumas curtas histórias, sabem … aqueles contos que eu costumava fazer à 6ª feira e que agora NÃO tenho feito (bate com a cabeça na parede), mas não tive mesmo tempo (e vontade) para me sentar e escrever. Tenho só anotadas as ideias. Depois também me surgiu a ideia para um outro conto bastante mais comprido que os do costume. Quando o escrever, vou possivelmente dividi-lo em vários posts. Tem uma história simples mas que gosto bastante. A ver vamos quando me sento e a escrevo … não estou a imaginar …
Tinha também pensado em começar a fazer posts diários com “frases” ou “pensamentos” do dia, mas mudei de ideias porque não gosto de me expor demasiado e este tipo de coisa eventualmente acaba por transmitir mais do que é desejável. Pena, porque era uma forma de a blog estar mais activa, mas olhem, é a vida!
E esta semana é tudo, lamentavelmente. Tenho de ganhar coragem e erguer a cabeça. Estou a sentir os efeitos da falta de “Escrita”.
Hoje algo mais polémico …
Polémico? Eu não quero cá coisas dessas!
Quantas vezes já te disse para não me interromperes?
Já perdi a conta …
Pois então cala-te!
Mas essas coisas dão sempre barraco. As polémicas, claro está …
Exactamente!
Queres problemas?
O que é a vida sem um problema ou dois?
Uma maravilha … talvez …
Bah! Isso é para covardes.
Tu não tens emenda …
E tu és uma insuportável do cara&%$
Mal educada!
Antes isso que uma insossa que tem medo de dizer palavrões.
Eu não tenho medo! Só não gosto … é porco!
Porca és tu!
Eu não estava a falar de ti!
Vai dar no mesmo, sua …
«Programa interrompido por problemas técnicos. Regressamos assim que tudo voltar à normalidade.»
Recentemente vi-me confrontada com um dilema estranhamente polémico (não muito, mas prontos).
Acho que já aqui referi que no Angel Gabriel escrevi não uma, mas duas cenas de sexo. E o meu dilema reside exactamente aí!
Depois de pensar um pouco no assunto dei-me conta que nunca li, num livro, uma cena de sexo pormenorizada. Deixem-me explicar … nunca li nada que fosse muito além do “ele possuiu-a com ardência“. Para meu espanto, nem naqueles pequenos romances que vinham junto com a “Maria” e a “Ana“, que podem ser chamados de romances eróticos, eu vi cenas descritas ao pormenor.
O que quero então saber é: Até que ponto posso descrever uma cena destas sem correr o risco de o romance ser etiquetado de “erótico” ou “pornográfico?
Será que nos tempos em que vivemos os leitores ainda são tão púdicos que não aguentam ler uma ou outra cena sexual realisticamente descrita, sem pensarem demasiado no assunto e a cataloguarem como “pornográfica”?
Andei a pesquisar na web, porque pode ser pura coincidência que a literatura que consumo não tenha esse tipo de situações, mas sinceramente fiquei a saber o mesmo.
Por isso, correndo o risco de ouvir o que não quero, pergunto a vocês … conhecedores da literatura (sim tu aí que nem lês muito, mas percebes alguma coisa) até onde pode ir a descrição de uma cena sexual num livro para jovens/adultos? É que sinceramente se tiver de cortar no que escrevi vou chorar (ou pelo menos bater com a cabeça na parede).
Eu quero acreditar que vivemos numa sociedade que não rejeita um livro por causa disto, mas vá-se lá saber o que vai na cabeçoados outros.
E é este o tema polémico (nem tanto) … deixei-vos tão intrigados e no fim sai-vos isto, hem?
Não me batam!
P.S.: Aquelas duas vozes que aparecem no início destes “Momentos” são as minhas duas musas e o “comentador” é o terceiro muso (o único macho) que só se mete quando a coisa fica mesmo preta. Um dia fala-vos um pouco mais deste trio maravilha de arruaceiros.
A semana que se passou foi nula em termos de produção. Não escrevi uma só palavra (em termos literários, claro está)!
A revisão do Angel Gabriel continua e cada vez me dou mais conta que ainda tenho muito trabalho pela frente.
Para já sei que vou ter de adicionar dois capítulos completos, que acho serem necessários à história e que na altura não escrevi por uma ou outra razão que agora não me recordo, mas que não devia ter lógica nenhuma, visto que fazem falta ao enredo.
Depois vou ter também de desenvolver mais os relacionamentos Amilda/Angel, Ishvar/Angel, Amilda/Catalysm e Omniua/Gabriel.
Foquei-me tanto no Gabriel e na Angel que me esqueci de dar mais profundidade às outras personagens. Coisas … Para isto é que serve a revisão afinal de contas.
Portanto … muito trabalho! Não estou a ver o fim … mas nada que me deixe em baixo. Vou fazer o meu melhor para aplicar as mudanças rapidamente e ter uma versão pronta para entregar aos meus “críticos de serviço” para depois eles me darem uns pontapés no estômago e eu ter de reformular tudo outra vez. Auch!
As criticas construtivas são sempre bem vindas, mas às vezes doem.
O PFA esteve mais calminho esta semana. Talvez porque eu nem tenha tido muito tempo para pensar. Claro que todas as personagens continuam lá … a melgar-me dizendo-me que querem sair da minha imaginação, directamente para o papel. E eu, com cada vez menos resistência, lá lhes explico que não pode ser, que tem de esperar. É bom quando nos apaixonamos por uma nova ideia, mas o que fazemos com todas as outras que também querem o nosso amor? Se não há tempo para as escrever a todos de uma vez?
Era tão bom se tivéssemos uma impressora ligada ao nosso cérebro e ela imprimisse tudo o que corre nos nossos cérebros mais depressa que o pensamento. Ai, como isso pouparia tempo, trabalho e daria oportunidade a todos estes mundos para ganharem vida entre linhas.
Às vezes penso que o meu cérebro trabalha demais.Os meus olhos às vezes movem-se de um lado para o outro como doidos e o meu coração dá pulos quando imagino uma cena forte. Já para não falar dos suores e da respiração rara quando penso numa cena rápida, de cortar a respiração. Eu vivo demasiado intensamente estas minhas desventuras.
E a vida? Não me consigo entreter muito com ela … porque normalmente a realidade é muito mais cruel do que qualquer coisa que eu possa imaginar e isso deixa-me triste.
Bem … mudando de assunto …
Nunca aqui vos falei disto, mas há sempre uma primeira vez para tudo:
Uns anos atrás, eu e dois outros amigos, a Natacha e o Joel decidimos qu queriamos fazer algo em conjunto. Esse projecto viria a chamar-se “Life’s String“. Nessa altura definimos alguns pilares de suporte para a história. A ideia era ser um filme (longa metragem), mas no final ficou decidido torná-la uma foto-novela. O projecto ficou estancado por coisas da vida.
Agora, anos depois, os três decidimos que era altura de resuscitar essa ideia. A blog Under the silver moon foi criada para isso mesmo.
Ainda estamos a começar e pouco ainda está definido quanto a este, que promete ser, um longo e desafiador projecto.
A blog está em Inglês, porque o Joel assim se lembrou de a fazer. Também torna-a mais acessível, o que é bom. Eu pretendo colocar lá algo hoje por isso dêem lá um salto, embora, ficam já avisados, ainda está nos primórdios e pouco é dito sobre o projecto em si.
Esta semana é tudo (e já não é pouco).
A Uppington do All Things Good (and other stuff) parece conseguir sempre dizer as coisas certas nas horas certas. Adoro a blog porque consigo ver-me no que ela escreve. Os seus dilemas, aventuras, tristezas e alegrias quanto à difícil tarefa de escrever uma boa história.
Quem disse que “qualquer um pode escrever um livro” devia estar bêbedo ou ter um parafuso a menos.
Escrever um livro requer tempo, imaginação, dedicação, força de vontade e acima de tudo muita paciência já para não falar de uma sanidade mental acima da média para poder lidar adequadamente com as musas mais endoidecidas que tendem a tornarem-se autênticas pragas da mente.
A Uppington mostrou-me que eu não sou assim tão doida como pensava e que muitos outros passam pelas mesmas dúvidas, os mesmo momentos de felicidade e de tristeza que advêm da escrita dedicada e do querer chegar ao “FIM” de um (ou preferencialmente mais do que um) livro.
O post dela: ” The Writer’s Positivity Challenge” não foge à regra e faz-me pensar. Por isso aqui vai a minha confissão:
Eu consegui terminar a primeira versão de um livro, pela primeira vez em mais de 7 anos. Tive a força de vontade para escrever quase todos os dias, mesmo que apenas umas míseras palavras, e o melhor foi que cheguei ao fim do livro sem ser abordada pelo meu “editor interno” que muito gosta de voltar atrás e chacinar a minha escrita a seu bel prazer. Consegui cumprir prazos auto-estipulados e continuo a seguir o calendário que fiz no início do ano. Um pouco de planeamento nunca fez mal a ninguém! Soube definir prioridades, mesmo quando estas significaram que tinha de desistir de algo que me tinha proposto a cumprir (ScriptFrenzy). A vida tem destas coisas! Aprendi a minha lição e sei que devo planear, o mínimo possível, as etapas de um livro antes de me enfiar a escrevê-lo e que a pesquisa é fundamental. Não vamos nós escrever que um pais da Europa está na África (não se preocupem que eu não fiz este tipo de barbaridades). Eu tenho sido um pouco preguiçosa, muito devido ao cansaço e exaustão do dia-a-dia, mas, sem nunca negligenciar a minha primeira revisão do “Angel Gabriel“, que neste momento se tornou a minha prioridade. Tenho saudades de escrever!
E por hoje ficamos assim.
Amanhã volto com uns “Momentos” (possivelmente) politicamente incorrectos.
Hum … que será?
Este post devia ter sido colocado na quarta feira, mas a explicação para o atraso existe e é a seguinte:
Lembram-se de eu ter falado que conseguiria fazer o ScriptFrenzy sem problemas, a menos que algo de imprevisto acontecesse?
Pois …
Aconteceu!
E não só uma, mas duas coisas imprevistas.
1) Arranjei um emprego das 8h às 18h30, de terça a domingo;
2) Estou a tirar uma formação às 2ª, 4ª e 5ª feiras, das 19h30 às 23h
O que significa isto?
Que não me sobra tempo para NADA!
Nesta semana mal tive tempo para dormir e só parei em frente ao computador durante 1 ou 2 horas … se tanto!
O pouco tempo que me resta, utilizo para fazer a revisão do Angel Gabriel e por isso, é bastante óbvio que não posso fazer o ScriptFrenzy.
Gostava de dizer que sim, se quiser conigo, mas a verdade é que mesmo querendo, nunca iriei ter a disponibilidade. Acreditem! Estou às aranhas e apetece-me gritar!
Detesto deixar um compromisso a meio mas ou me dedico ao ScriptFrenzy ou ao Angel Gabriel. E convenhamos que o Angel Gabriel é muito mais prioritário e importante para mim.
Vou tentar ainda escrver mais algumas páginas de guião, mas nunca chegarei às 100 … para minha infelicidade!
Antes de mais tenho de pedir desculpas por não ter colocado um novo “conto” na sexta-feira. Não! A culpa não foi da Páscoa, foi mais da vida que é uma grande mer&% e me dá vontade de gritar até ficar rouca (isto para não dizer algo mais mórbido e passível de ser mal interpretado.
O fim-de-semana não me deixou muito mais bem disposta e o resultado foi a primeira semana em que não fiz post na sexta. Tinha de acontecer um dia …
Mudando de assunto …
Se ainda se lembram esta semana ia começar a revisão do Angel Gabriel. Não entrem em pânico! Disse ia, mas eu fiz mesmo isso, afinal eu até sei cumprir prazos (às vezes).
A minha ideia original (porque li em algum sítio muito inspirador que era assim que se devia fazer) era ler o livro todo de uma vez, sem nunca parar para apontar nada nem corrigir erros. Mas antes mesmo de começar eu já sabia que não conseguiria nunca seguir em frente com esse plano torturante (para a minha psiche frágil e muito picuínhas). Assim sendo levei comigo uma caneta vermelha e um marcador florescente. A caneta vermelha tinha a missão de riscar, sarrabiscar e assassinar frases inteiras. O majestoso marcador esteve mais relaxado e serviu para iluminar destacar as informações importantes sobre personagens e locais, ou seja, aquilo que está mais propenso a ser “a” numa linha e “z” noutra (cores de cabelo, idades, cores dos feitiços … GAFES!).
No fim de cada capítulo colocava também notas sobre o que havia funcionado e o que não tinha tido o efeito desejado (digamos que a balança tende muito para o reescrever quase tudo).
O prólogo será completamente eliminado. Não sei o que me deu na altura para o escrever, mas não faz lá falta nenhuma. Também é só duas páginas, por isso não se perde grande coisa.
No primeiro capítulo vou ter de mudar umas coisas. Nomeadamente onde começa a acção e transmissão dessa mesma acção. Tem de ser mais rápida e fluída, coisa que eu só comecei a pôr em prática a meio do manuscrito.
O segundo capítulo está bastante aceitável e se mudar vai ser para o unir ao primeiro, porque acho que não faz falta o corte na acção no local onde estava.
O terceiro capítulo terá algumas pequenas mudanças, especialmente nas ditas inconsistências, tipo … O Gabriel, que tem quase 200 anos, a chamar velha a uma mulher de 50 e poucos … claro …
O quarto capítulo vai mudar e bastante porque não consegui passar, em absoluto, para o papel as emoções da Angel. Se eu não chorar a ler este capítulo, então ninguém o fará! (É assim que tenho de pensar, senão deixo as coisas mal feitas)
Como devem imaginar (ou nem tanto), eu ainda não terminei a minha primeira leitura pelo manuscrito. A ver vamos como corre a segunda semana de sarrabiscos revisões.
Noutra nota, fica aqui mais uma vez, o relato que o “PFA” (nome provisório) está a invadir-me o subconsciente e a tomar conta de tudo. Estou perdida! Eu que este ano queria escrever o “V.I.D.A.” e o “No limiar da vida“. Por este andar vou sucumbir à infinita pressão do “PFA“. Não me faças isso LEOBA (uma das personagens principais do “PFA“)!