Semanário 04

semanario1 Bem, esta semana, pelos vistos, tive desculpa. Mas não, quase não escrevi nada digno de registo.
Para além da já óbvia altura natalícia, também celebrei o meu aniversário ontem (Parabéns para mim!). O ano este ano foi pobre em prendas, mas, o que não faltou foi amor, pelo menos no dia de natal esqueci-me (um pouco) dos muitos problemas que rodeiam o meu lar.
O que escrevi esta semana, foi mais uma vez, algo do estilo biográfico, em jeito de desabafo.
No novo ano, pretendo dedicar-me, de corpo e alma, a terminar o “Angel Gabriel”, que estou a pensar seriamente mudar para “Angel e Gabriel”, para evitar certas confusões.
Novo golo: Terminar e editar antes do fim de Maio!
Não é pedir muito (talvez). Eu sei que consigo, só tenho mesmo de ter a força de vontade e o objectivo fixo.
Bem, então entrem todos excelentemente no novo ano! Espero, do fundo do meu coração, que o novo ano seja infinitamente melhor que os que o antecederam.

Bem preciso(amos) desse mimo!

Como ondas

04_como-ondasEle conseguia sentir o vento forte a bater-lhe de encontro ao rosto. Os seus cabelos castanhos esvoaçavam livremente, assemelhando-se às ondas do mar que embatiam nos rochedos, muito abaixo de si.
Enquanto segurava a mão esquerda dela, fortemente entre os seus dedos fortes e grosseiros devido aos trabalhos esforçados que toda a vida tinha realizado, tentou recordar-se do que os levara até ali.
Tudo era tão vago …
Ao som das fortes ondas, o seu inconsciente parecia ter-se esvaído de qualquer pensamento. Nada o perturbava, nada o intimidava, nada o fazia mudar de ideias.
Ele não sabe quanto tempo passou até que decidiu olhar para o lado onde se encontrava a mulher que pretendia segui-lo até aos confins do mundo.
Eles tinham-se conhecido apenas alguns dias antes, por uma qualquer coincidência que nenhum deles conseguia explicar. A vida de ambos era insípida, cheia de frustrações e dissabores, uma vida de escravatura e para quê? De que lhes servia matarem-se, literalmente, dia após dia, trabalhando apenas porque tinham de fazer algo, sem nunca na verdade fazerem nada por si próprios, sem nunca conseguirem atingir algo que os completasse, que desse às suas vidas um qualquer mísero significado.
Encontrarem-se um ao outro foi o rebentamento de uma corda, já de si fraca de mais para sustentar o peso das suas vidas, mas foi também a criação de um pequeno cordão que uniu os dois. Algo muito frágil mas que na realidade não se quebraria nunca.
Pensavam da mesma forma, sentiam da mesma maneira, tinham os mesmos desejos. Sentiam-se quase felizes por se terem conhecido e essa réstia de felicidade levou-os a uma conclusão conjunta, ausente de palavras ou gestos, de amor ou de ódio. Uma conclusão que terminaria com um profundo alívio.

A força das ondas que rebentam contra a costa e aos poucos desgastam a dura pedra que cria um estonteante desfiladeiro. Nada lhes pareceu mais acolhedor.

Texto submetido ao desafio “Mar Nosso”  da Fábrica de Histórias.

Semanário 03

semanario1 Não sei ao certo porque as últimas semanas têm sido tão pouco produtivas. Bem … no fundo até sei. Complicações da vida privada que me tiram a vontade de fazer o que quer que seja. Mas mudemos de assunto …

O dia mais produtivo foi ontem, quando escrevi um texto auto-biográfico, uma espécie de diário a que só eu tenho acesso.
Não é uma história, mas é escrita!

Tu…

03_tuAcordo com um sorriso. Abro os olhos para te ver ao meu lado, dormindo calmamente, por vezes soltando pequenas risadas, que suponho serem causadas por um qualquer bom sonho que estejas a ter.
Acaricio o teu rebelde cabelo castanho e o teu rosto, tão sedoso como a pele de um bebé.
Sei que tenho de acordar-te, mas não quero interromper o sono que te embala.
Baixo o rosto de encontro ao teu, para te plantar um pequeno beijo na face direita. Contorces-te sonolenta, mas não pareces despertar. Esse teu pequeno gesto faz o meu sorriso tornar-se ainda maior.

Sou um cobarde, pois da minha boca nunca irás ouvir a mais pura verdade. Nunca te direi quantas vezes fico a ver-te dormir, quantas vezes fico parado no corredor enquanto tomas banho, só para ouvir a tua voz desafinada a cantar uma qualquer musica estrangeira que adoras, mas cuja letra não decoras com precisão. Se ao menos soubesses quantas vezes te quero abraçar no meio da rua, em frente a multidões, para lhes mostrar o quanto te amo. O quanto me fazes feliz.
Sem ti a minha vida não faria qualquer sentido!
Às vezes sinto-me sufocar. Penso que se um dia nos separarmos não saberei mais como viver, como pensar, como agir.
Tu és assim, uma parte vital de mim.
Tu és tudo o que eu preciso.
Tu…

Sem palavras …

… para as “Últimas Palavras

A Mediadora I – Terra Sombria

Há uns anos atrás, surgiu-me a ideia para uma nova história, sobre uma jovem que conseguia ver fantasmas. Tudo evoluiu a partir daí e, durante meses escrevi alguns capítulos. Depois parei e nunca mais voltei a pegar na história, embora saiba que a quero terminar.

Uma das razões que me levou a parar, foi tomar conhecimento da série Ghost Whisperer (Entre Vidas). A ideia principal é semelhante e isso deixou-me um pouco abalada. É claro que eu sabia que a minha ideia não era original e rapidamente esse “bichinho” parou de me chatear, já que a minha história era muito diferente da série. Só o principio básico era o mesmo! (Já agora, fica aqui a nota de que eu não gosto da série)

No entanto, não regressei à escrita. Porquê? Porque eu sou de luas! (Não estou a brincar.)

Mas bem, a história sempre esteve presente e agora vou contar-vos um segredo (ou nem por isso):
O primeiro título que eu dei ao livro foi “Mediadora”, já que, na minha completa inocência, ninguém ainda se tinha lembrado de usar esse termos para definir pessoas que contactam com fantasmas. (até criei um email para mim com “mediadora”)
Pois sim …

Descobri agora (há cerca de 1 mês), que, não só eu não sou a primeira a dar-lhe esse nome, como já existe uma série de livros com esse título.

BAM!
A minha sorte foi que, já há bastante tempo, eu decidi mudar o nome para “No limiar da vida” A ver vamos se não há já outro livro com esse nome).

Curiosa como sou, não resisti a dar uma espreitadela no primeiro livro da colecção “A Mediadora“, uma obra de Meg Cabot, mais conhecida pela afamada saga “Diário da Princesa”.

Esta opinião está agora hospedada na Floresta de Livros.

Classificação: 7/10

Voltando ao tema inicial (o facto de a minha história não ser assim tão original), a verdade é que, ainda assim, há muitos pontos a favor do meu (futuramente pronto) livro “No limiar da vida”. Tem alguns elementos que não vejo, e espero não ver, noutros livros e histórias do género. De qualquer forma, já não há volta a dar. Apaixonei-me pela minha história e pelas minhas personagens, por isso tenho de dar voz às suas (fictícias) vidas. Mas primeiro tenho de acabar o “Angel Gabriel”.

Os Livros e a TV – Parte 2

Depois de “A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo”, ouvi o anúncio para o novo livro de Carlos Ruiz Zafon, “O jogo do Anjo“, a passar, novamente na TVI, perto das 19h.
Vamos pelo bom caminho, ao que parece.

O anúncio não foi o mesmo que o vídeo acima, mas ao menos ficam com uma ideia.

Este livro está publicado pela Dom Quixote.