“Wicked Pleasure (Bound Hearts #9)” de Lora Leigh
Mesmo em Novembro, mês que o NaNoWriMo tomou conta da minha vida, lá arranjei tempo para terminar de ler este livro, porque afinal já estava quase a chegar ao fim da leitura.
Bem, começo por dizer que a capa não podia estar mais perfeita. Tem tudo a ver com uma cena bem específica do livro. Boa escolha! *HOT*
Este livro dá exactamente o que promete. Cenas escaldantes do principio ao fim, e mais não podia pedir … e ainda bem. Não fui com grandes expectativas, embora lá no fundo tivesse uma esperança de que este livro, do qual já tinha ouvido falar um pouco, fosse algo mais que simples romance erótico, mas no fim de contas pouco mais trouxe.
Não vou ser injusta. Existe uma história, bastante interessante e até controversa, com muito drama, que até é explorada de forma inteligente, mas, o interesse termina aí. Todos os segredos são facilmente adivinhados, antes de realmente serem revelados, o twist final não foi bem jogado e pareceu muito forçado. Arriscaria até dizer que só lá estava para plantar a semente da curiosidade quanto ao livro sobre o Chase, o irmão gémeo do Cam. Mas essa é só a minha opinião.
Uma coisa é certa, e volto a repetir, as cenas são muito sexys e bem descritas, mas algumas acontecem em má altura. Quase me faz lembrar o “Halfway to the grave“, cujas melhores cenas aconteciam depois de uma qualquer morte. Aqui não é depois de mortes mas é depois de discussões acessas e em momentos despropositados. Mas não são todas. Algumas estão bem colocadas e fazem sentido, só que depois há aquelas que eu não entendo muito bem o que ali estão a fazer.
Em suma, este é um livro que se lê bem, se o que se quer é um romance picante, com um pouco de drama à mistura e com os níveis de testosterona em alta (coisa que eu não gosto, digo já). Não inova, mas também não aborrece (em momento algum, isso é certo). Acaba até por trazer as lágrimas aos olhos nos momentos mais fortes, o que é sempre um bónus.
Nota final: 6/10
P.S.: Embora este seja o 9º livro da saga “Bound Hearts“, pode ser lido de forma independente e sem qualquer tipo de conhecimento das obras que o antecederam. Afinal, foi o que fiz e não senti a falta dos anteriores, porque são todos autónomos, embora se desenrolem à volta do “Clube”.















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