“Vampire Academy #1″ de Richelle Mead
“Academia de vampiros #1″ lançado em Portugal pelas Edições Contraponto
Decidi ler este livro, depois de Babs o recomendar, pois sinceramente, bastava-me olhar para o nome, que ficava logo com pele de galinha. E lá fui eu, para mais uma aventura vampírica, que esperava ser compensadora.
Rapidamente dei por mim a gostar da história, porque as personagens, embora jovens, tinham personalidade e sendo irritantes, eram também muito verdadeiras.
Algo que me interessou muito neste livro, durante toda a leitura, foi o foco na amizade das duas raparigas, que embora pudesse ter caído na mediocridade, acabou sendo muito refrescante, em comparação com os váriso romances que iam surgindo, e que, diga-se, não foram assim tão maus (o Dimitri, o Christian = Ai, ai … Que dois pedaços de mau caminho).
Custou-me a habituar à hierarqui da história, e aliás, ainda não estou habituada. Não gosto do sexismo ou do facto de uma raça ter de se sacrificar em prole da outra. Tudo isso me parece estremamente estúpido, mas não menos imaginativo. Toda a comunidade “vampírica” está bem estruturada e pensada, só que eu não consigo concordar com ela, mas isso já é uma questão de opinião pessoal, e nada que impessa que desfrute do mundo criado por Richelle Mead.
Gostei: das personagens principais, que eram verdadeiras, embora cheias de falhas; da história, que era simples, directa e não andava com muitos floreados; do mito vampírico, que foi bem exposto; do facto de haver uma razão por trás de tudo e até mesmo os actos vis serem explicados de forma a que não pareçam improvisados, mas sim pensados e premeditados.
Não gostei: Da falta de desenvolvimento das restantes personagens, especialmente os vilões
que não foram suficientemente bem expostos, e consequentemente, não tiveram o impacto que seria desejável; da Rose, em certas situações, que se tornava absolutamente insuportável e convencida (mas isso também é bom, no sentido em que não faz dela uma protagonista demasiado perfeita para ser “real”); das conversas iniciais moda e etc. e tal, coisas mesquinhas que a mim não me dizem nada, mas a que os jovens dão tanta importância.
Em suma, foi uma boa leitura, com uma escrita interessantes, diálogos realistas, cenários bem estruturados e personagens independentes. Recomendo a quem queira um livro juvenil sobre vampiros, que não seja um desaontamento total. É uma boa leitura dentro do género, sem grandes aparatos, mas que compensa.
Só tenho a dizer, que este livro funcionaria na perfeição como um stand-alone, e tenho a impressão que essa foi a ideia inicial da autora (ao menos é o que dá a entender) e, embora tenha pretensões de ler o volume seguinte, não vou já partir para a leitura, pois realmente não incita à continuação, embora haja espaço para tal.
Nota final: 6/10 (quase um 7, mas não chega lá)















