Caneta, Papel e Lápis

Um blog sobre escrita criativa, de Ana C. Nunes (A blog about writing fiction, by Ana C. Nunes)

Pseudónimos, Copyright, Títulos e Capas

10 Comentários

Prometido é devido e eu tinha-vos dito que ia falando do meu percurso de E-Publicação à medida que as coisa aconteciam. Hoje fica o primeiro apanhado. para já não esperem nada de muito profundo, pois ainda sou uma criancinha nisto e com certeza que vou cometer muitos erros, mas assim talvez vocês não façam o mesmo.

E-Publicação - o Percuso

Angel, personagem do romance “Angel Gabriel – Pacto de Sangue”

Pseudónimos

Se bem se lembram, eu andava às turras com a ideia de adoptar um pseudónimo, na tentativa de melhor me integrar no mercado global dos ebooks. Os resultados da Poll surpreenderam-me e o mais votado foi Anne S. Crow, mas o que os comentários dividiam-se entre esse e o que uso agora ( o meu nome, Ana C. Nunes).
E depois de pesquisar sobre assunto e ponderar todos os comentários, decidi por fim manter o Ana C. Nunes. Vou arriscar e ver no que dá.
Não só porque, bem, apesar de a minha reputação ser minúscula, posso dizer que já tenho um pequenito nome na praça e não queria perder isso, já para não falar que, apesar do uso de pseudónimos ser bastante usual e até aconselhável quando os escritores escrevem em género muito diferentes (tipo culinária e ficção científica), isto também pode dar problemas a nível de direitos autorais e eu quero é evitar complicações.
Por isso Ana C. Nunes será o nome de capa. Obrigada a todos os que comentaram, votaram e me ajudaram a decidir.

 

Copyright

(Aviso: O que abaixo falo advém de alguma pesquisa que tenho feito, mas não domino o assunto e por isso agradecia que se alguém souber de algo que estou a dizer incorrectamente, por favor me corrija.)
Há uns anos atrás eu andava preocupadíssima com o Copyright (e Direitos Autorias). Antes mesmo de ter um romance escrito já estava a pensar «E se me roubam as ideias, o texto, o trabalho? Em tribunal não tenho legitimidade de defesa.». E julgo que quase todos os artistas se preocupam com isto, possivelmente logo no início, antes de terem algo feito com que se preocuparem, e muitas vezes este receio persiste eternamente. Quem não tem medo de ser plagiado? Uma coisa é nós colocarmos à disposição os nossos trabalhos de graça, para quem quiser ver/ler, no nosso blog ou em qualquer outro sítio que nos aprouver; e outra coisa totalmente diferente é algum/a espertinho/a se lembrar, copiar os nosso textos/imagens e colocar no blog/site deles e dizer que foram eles que fizeram. Nunca tal me aconteceu (que eu saiba), mas já vi muitos casos de plágio e, alguns, deixem-me dizer, roçavam o ridículo.
Mas já me estou a desviar do assunto. A pergunta é: «Um escritor tem de registar a sua obra?» e a resposta parece, a princípio, ser um simples: »Não».
Quem vive/nasce em Portugal (assim como muitos outros países espalhados pelo mundo) e cria uma qualquer obra, está automaticamente protegido pela WIPO aka OMPI (World Intellectual Property Organization), que dita algo do género »A partir do momento que autor/artista cria algo, esse algo está registado a ele).
Têm o ficheiro original do vosso romance? Andam há anos a falar do projecto aos amigos? Toda a gente na web sabe que foram vocês que fizeram aquilo? Então ‘aquilo’ é vosso, por direito, sem papelada.
Ou pelo menos esta é a teoria e pode ser usada e validada em tribunal (segundo percebi). Claro que, infelizmente, se queremos realmente uma protecção 100% à prova de bala, o melhor é registarmos oficialmente a obra. Em Portugal o mais usual é os autores das obras usarem entidades como a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), a IGAC (Inspecção Geral de Actividades Culturais), ou mesmo em sites de registo de Copyright. Estes registos incluem, como devem imaginar, um valor monetário que pode não parecer tão simbólico em tempos de crise. No entanto convém estudar os prós e contras de registar a obra, ou até mesmo aderir a uma associação como a SPA, cujo intuito é também auxiliar os autores a lidar com editores dentro e fora do país. Infelizmente ainda não sei se a SPA faz o mesmo trabalho com autores que recorrem a auto-publicação, seja por via digital ou física (será algo que vou tentar averiguar brevemente). Algum de vocês tem experiência com isto?

 

Títulos

Por vezes julgo que o meu motto devia ser: «Quanto mais penso, mais burra confusa fico.». Alguns romances meus têm títulos dos quais pretendo me livrar assim que um outro, mais eloquente, surgir. Ou seja, são títulos provisórios.
Angel Gabriel” não é um desses títulos.
Quando tive a ideia original para esta história chamei-lhe “Blood Bound“, mas quando mais tarde decidi escrevê-lo (em 2008) senti que nada era mais perfeito que “Angel Gabriel“, um trocadilho com o nome das personagens principais que me parece que assenta como uma luva.
No entanto, desde há dois anos, algumas pessoas me disseram que o título é um pouco enganador e a verdade é que para sondar editoras tive que lhe acrescentar um subtítulo “Pacto de Sangue“, com medo que nem sequer olhassem para a história se pensassem que eu me estava a armar em intelectual a dar um nome estrangeiro ao livro.
Agora que planeio lançá-lo em Inglês, outro problema surge.”Angel Gabriel“, sozinho, funcionaria perfeitamente no mercado global, mas certamente que levaria os leitores a pensarem que se tratava de um romance com anjos, e não é esse o caso. A minha intenção não é, de todo, enganar os leitores, por isso cheguei a pensar regressar ao título original “Blood Bound“, do qual gosto bastante e que diz muito mais sobre o livro. No entanto, após uma breve pesquisa descobri que existem pelo menos uma boa meia-dúzia de best-sellers internacionais com esse nome. O meu livro afogar-se-ia no meio desses, certamente. Restava-me então usar “Angel Gabriel – Blood Bound” (em português “Angel Gabriel – Pacto de Sangue”), mas então tive de arranjar outro problema: achava o título extenso de mais.

Ok, eu não estou a fazer isto à espera de vender milhares (nem mil sequer), mas todos os que auto-publicam (quer em ebook ou noutro formato) pensam o mesmo: «Tenho de potencializar o alcance do meu livro.» e isso incluí cinco factores principais: Capa, Título, Sinopse, Revisão e Excerto. De preferência todos devem estar no seu potencial máximo e a verdade é que se prestarmos um pouco de atenção ao que vende lá fora, no género que escrevo, os títulos têm normalmente 1 ou 2 palavras (daí que não seja de espantar que muitos sejam repetidos).
Outras hipóteses para títulos, que me lembrei, foram: “Blood & Magic“, “Magic Bound“, “Unhidden“, “Angel Gabriel – Cursed” e mais alguns dos quais não gosto tanto.
Claro que a minha decisão pende para a minha zona de conforto. Acho que “Angel Gabriel – Blood Bound” é um bom título e quase de certeza que será esse que vou usar. Mas também gostava de saber o que vocês acham (para lá de todos deverem estar a achar que eu penso demais nestas coisas ridículas, porque isso eu já sei; Hehehe!). Qual é o vosso favorito? O que vos soa melhor?

 

Capas

Todos já ouviram certamente dizer »Não se julga um livro pela capa.» e certamente que todos os leitores já leram vários livros cujas capas eram atrozes e cujos conteúdos eram excelentes, ou o oposto (capa linda e recheio estragado), mas ninguém negará que uma capa bonita é a primeira coisa que chama a atenção do potencial leitor. E isto é tão verdade com o livro físico como com o livro digital, embora as regras divirjam um pouco.
Enqaunto no livro físico aquele que tiver mais relevo, mais cor, mais dourado, é possivelmente o mais chamativo; no mundo digital as coisas tendem a não funcionar assim. Muitas vezes uma capa que, impressa é lindíssima, na montra digital da Amazon passa totalmente despercebida ou é completamente ilegível. Vejam por exemplo este post no Dear Author ou leiam todo o blog do The Book Designer (indispensável para quem quer auto-publicar e fazer as suas próprias capas para poupar uns trocos).
Assim sendo, embora ainda não tenha tirado o tempo para me dedicar à capa de “Angel Gabriel” (estou focada nas revisões), tenho já algumas ideias e thumbnails. Para já nenhuma ideia me satisfaz completamente mas possivelmente vou fazer várias e decidir de entre elas, quando já estiverem mais compostas. Talvez até vos peça opinião. Que acham?
E a vocês, o que vos chama mais a atenção nas capas de livros? E nas capas de ebooks?

 

E por hoje é tudo o que tenho para vos falar. Sei que é muito pouco e que em certos aspectos pouco passei da superfície, mas também não quero falar daquilo que não sei. À medida que for descobrindo as coisas, vou-vos dando novidades. E se alguma coisa que eu disse estiver errada, por favor avisem-me para eu poder corrigir.

Obrigada a todos e deixem os vosso comentários, que são sempre apreciados.

 

Note: For a while now I have stopped translating my posts to English. For that I apologize. I intend to create a separate blog where I’ll write solemnly in English, therefore leaving this one for my Portuguese community of readers. Hopefully the other blog will be created soon.. Until then, please forgive the lack of translation.

About these ads

Author: Ana C. Nunes

I love to write, read and draw. I write novels, draw characters and, sometimes, graphic novels or comics.

10 thoughts on “Pseudónimos, Copyright, Títulos e Capas

  1. Optaste pelo nome com que és já reconhecida :)
    Pessoalmente penso que foi uma óptima decisão.

    Apresentaste vários pontos pertinentes. O copyrigth é bicudo, podemos colocar um disclaimer a assinalar que os conteúdos dos blogs é copyrighted e, no caso de imagens, reduzir a resolução ou acrescentar marcas de águas mas não é garantia que não aconteça plágio.
    Houve uma altura em que os blogs apresentavam as datas em que as entradas teriam sido publicadas, mas já é possível criar entradas com datas anteriores à da entrada do blog original. É menos uma ferramenta de validação.
    Infelizmente não estou muito familiarizado com questões legais…

    É dificil de dizer o que mais me atrai numa capa, o que é mais bonito. Acho que teria que dizer que é quando me diz algo, um design chamativo, um tom familiar ou um ambiente que aprecio. Quando a própria capa parece contar uma história. Claro que acaba por não ser a história do livro, é enganador, mas realmente às vezes parece que fazem de propósito.
    O título também joga com isso, e confesso que eu sou um dos que pensava que Angel Gabriel tratava-se efectivamente de um anjo de nome Gabriel :) O próprio nome, que é partilhado por um dos arcanjos, reforça essa ideia. Mas sabendo a razão da escolha acho o título amoroso.
    O sub-título “Blood Bound” parece bem, apesar de haver já esse título. Será que o facto de ter sub-titulo pode dar ideia que se trata de uma série? As sagas funcionam assim,

    Concordo que no mercado dos ebooks as regras possam ser diferentes. As capas são mais para icónicas que ilustradas, julgo.

    PS: a imagem no topo da entrada é com o estilo mais realista que andas a experimentar?

  2. Rui,
    Isso das capas que enganam é um caso bicudo. Pessoalmente queria uma que indicasse o tipo de livro que é e que fosse diferente. Não queria mais do mesmo, mas também sei que nem sempre o que é original chama mais atenção e o tamanho diminuto dos ebooks pode não ajudar a destacar a diferença. Tenho de pensar bem nisso, quando for tempo.

    Um outro problema é esse de poder criar a ideia que se trata de uma série (por causa do subtítulo) e por isso estava reticente em usar subtítulo, mas acho que talvez seja o mal menor de todos os que equacionei.
    E sim, a imagem é a que falava no facebook, embora aí ainda estivesse muito nos inícios. Agora já está diferente e com mais sombra (nem no cabelo tinha ainda). Quando estiver terminada devo colocá-la aqui juntamente com informação da personagem, para começar a dar mais a conhecer sobre o livro.
    A ideia foi mesmo usar aqui uma imagem em construção, já que o meu “Percurso em E-Publicação” também está em construção. :)

  3. “Angel Gabriel – Blood Bound”parece-me um bom título. Até gostaria mais de só Blood Bound, mas como dizes tratar-se de uma série…
    Chamam-me mais à atenção as capas escuras ou, pelo menos, monocromáticas, as muito coloridas repelem-me um bocado.

  4. Não Vítor, não é uma série. É um stand-alone. Ereceio que ao escolher um título e subtítulo dê a entender que é uma série (que não é), mas como disse, “Blood Bound” só está um pouco fora de hipótese porque já existem muitos livros com esse título.
    Em certos casos e géneros também prefiro as capas com uma paleta de cores restrita. Acho que acabam por ser até mais vistosas.

  5. Eu também prefiro as capas monocromáticas e simples. Já houve tempos em que eram as mais coloridas que me atraíam, principalmente as de BD :D

  6. A respeito do meu nome tenho tido um problema dos diabos. Uma senhora que tem o meu nome e tem um blog. Tem o mesmo curso que eu e vive na mesma zona que eu. Estou fartíssima de ser confundida com a senhora, e pior que tudo, de receber “recados” no meu blog que lhe são dirigidos. Por causa dela comecei a assinar como Olinda P. Gil, depois de anos a assinar apenas Olinda Gil. Mas a minha mãe insiste que eu assine Olinda Pina Gil… (sim, o P. tinha de significar alguma coisa).

    Obrigada por esses links de registo das obras (vou espreitar).

    E sempre pensei que o Angel Gabriel fosse um anjo. Eu também tenho um anjo Gabriel. É mesmo anjo, mas um pouco “estróina”.

  7. Que cena! E o teu nome nem é assim tão comum. As coincidências às vezes são tramadas.
    Mas gosto de Olinda P. Gil. Dá-te estilo. Se bem que Olinda Pina Gil também podia ser um bom nome literário. :)
    E é como eu imaginava! Toda a gente pensa que o livro fala de anjos. O.O Estou tramada.

    E eu espero pensar sobre o meu “Angel Gabriel”, o mesmo que tu pensas do teu “Sudoeste”. Já é hora de me afastar.

  8. Agora é hora de verem a luz do dia ;)

  9. Acho muito boa a escolha do teu nome pois, vá, é o teu nome. lol Não há nada que substitua isso.

    Parece-me muito importante a questão dos direitos do autor, mesmo porque isso me preocupa bastante. Tenho uma amiga que conseguiu ser publicada (o livro deve estar esta semana nas bancas – infanto-juvenil Nolita, os Arqueólogos) e segundo sei ela registou a obra na SPA antes de procurar editoras. De resto nunca teve problemas e assim sentiu-se mais segura. Claro que há sempre aquele receio, mesmo ao assinar o contrato, prestar atenção a todos os detalhes, etc. Mas a realidade é que os outros nunca conhecem a nossa história tão bem como nós, há sempre coisas sobre os personagens que nós não incluímos na versão final, e existem sempre ficheiros de informação que existiam previamente. Outra forma segura de garantir os nossos direitos é enviando um e-mail a nós mesmos com a obra, de forma a ter um registo informático inquestionável da data em que a tínhamos em nossa posse. Faço isso com regularidade não só por motivos legais mas também por motivos de backup. Conselhos do meu namorado advogado. ;)

    Quanto ao nome da obra, concordo que seja de vital importância e não acho que sejam ninharias de todo. Essas coisas serão a apresentação do livro, a primeira impressão que um desconhecido terá dele. É como não ter cuidado com a aparência, uma pessoa tem sempre que se preocupar (embora não a ponto obsessivo) em causar boa impressão. Eu continuo com títulos de trabalho e tenho imensa dificuldade em decidir-me. Quanto ao Angel Gabriel, de facto induz um pouco em erro a não ser que fosse Angel&Gabriel, para distinguir que são dois personagens distintos. Outros títulos poderiam ser “Bound for Blood”, “Bound by Blood”, “Forever Bound”, “The Unholy Bond”, “Ruthless Pact” ou qualquer coisa assim, só para te complicar as escolhas ainda mais. lol Das que disseste, a que prefiro é sem dúvida Blood Bound, e nesse caso o ideal seria em subtítulo para não se perder..

    As capas são importantes, claro, e normalmente a capa que me chama a atenção numa livraria é a que tem uma capa bonita. lol Não sei explicar melhor. Geralmente adoro as capas dos romances históricos e evito capas que tenham imagens básicas ou pouco originais. Pessoalmente, costumo preferir fotografia a desenho (estou a pensar no game of thrones, cuja capa original portuguesa não me agrada particularmente). Em thumbnail, concordo com o artigo, realmente ver o título e nome do autor sem ter que clicar na imagem é uma grande vantagem, mesmo porque nem sempre estamos com paciência para clicar e é algo frustrante quando não se consegue ver. :p Uma coisa que me frustra bastante é quando a capa não tem nada a ver com o conteúdo do livro. Prefiro mil vezes ver o meu personagem favorito na capa, ou uma imagem de um dos cenários fictícios do livro. Gosto que a capa seja um suporte real da história, tanto quanto possível.

  10. Ah sim, hoje em dia temos mil e uma maneiras de provar que fomos quem escreveu algo originalmente, mas é como dizes, nunca é de mais precavermos-nos.
    Estou bastante dividida entre “Angel Gabriel – Blood Bound” (dando mais Ênfase ao Blood Bound), ou “Blood and Magic”.
    obrigada pelas sugestões, infelizmente a maioria dos que sugeres têm o mesmo problema que o “Blood Bound”, ou seja, já existem muitos livros com o mesmo título. :(

    Hahaha! Aí discordamos. Eu até gosto bastante das capas portuguesas do “Game of Thrones (as primeira, não estas agora da série). A minha capa vai ser, quase de certeza, uma ilustração, porque nisso tenho alguma ‘mão’, enquanto que na fotografia nem tanto. Infelizmente também sei que, hoje em dia, as pessoas são muito mais atraídas por capas fotográficas (e vá-se lá saber porquê, mas preferem grandes planos de caras ou então vestidos bonitos e flutuantes). Eu pessoalmente não gosto muito. E só espero fazer alguma coisa interessante e que diga algo sobre a história.

    Obrigada pelo comentário e pelas dicas.

Comente / Comment

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 587 outros seguidores